sábado, 26 de agosto de 2006

Fenômeno


Fenômeno (samba, 1989) - Joaquim Domingos e Nilton Moreira - Intérprete: Moreira da Silva

LP Moreira Da Silva - 50 Anos De Samba De Breque / Título da música: Fenômeno / Nilton Moreira (Compositor) / Joaquim Domingos (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Fama/CID, 1989 / Nº Álbum: 90070 / Lado A / Faixa 03 / Gênero: Samba de breque.
Tonalidade: C  

Introdução: F7  Ebdim  C  A7  D7  G7  C  

                  Dm            G7  C           
Doutor des’que nasci, que vivo adoentado.  
           E7                 Am     C7 
Tenho um nariz um tanto avantajado. 
        F      Ebdim        C 
A minha cara é larga prá chuchu,  
      A7           D7                     G7 
o meu queixo até parece uma castanha de cajú. 
Nerusca de ai lóve iou… 

           Dm     G7       C 
É, a minha boca é grande demais,  
          E7                    Am   C7 
e sendo assim, eu sou muito infeliz, 
   F             Ebdim  C 
Doutor, veja por quanto faz,  
A7          D7 G7         C    E7 
uma intervenção, em meu nariz. 

       E7                           Am 
E o doutor olhou prá mim, deu um sorriso, e disse assim: 
          A7             Dm 
 “Você precisa é tomar juízo, vá por mim.  
       Bdim        E7      Am 
Você é forte e tem muita saúde, 
  Am/      B7                      E7 
Você até parece um astro lá de roliúdi…” 

      B7          E7        Am 
Acreditei no lero deste cientista de valor.  
       A#            A7         Dm         Dm/C 
Meti o peito e fui fazer uma conquista de amor, 
          Bdim         E7     Am 
Logo a primeira que chamei de flor,  
       Am/G     F            E7      Am 
me deu um catiripapo e um contra-à-vapor… 
                     C7 
Ai, ai, que dor, ai, ai… 

            Dm      G7           C 
Eu vi anunciado, um tal de seu Macário,  
             E7                  Am     C7 
que tem três filhas em estado precário. 
       F          Ebdim   C        
Meti o peito, e mudei prá lá.  
         A7      D7                     G7 
fui conhecer Maricota, Mariquinha e Maricá 

-É que o velho tem uma nota preta prá gastar,  
e eu estou entusiasmado. 
Desta vez eu vou ficar com aquela faca de (cortar) água morna,  
esterilizada e tudo o mais. 

          Dm     G7         C 
Mas seu Macário usou de franqueza:  
           E7                  Am    C7 
“as minhas filhas não querem beleza, 
      F           Ebdim       C 
Mas você com esta cara que me traz,  
         A7          D7          Db7 
eu tenho visto gente feia, mas assim 
       C  
Já é demais…Desguia Satanás. Que funeragem” 

F7  Ebdim  C  A7  D7  G7  C  C7 F7  
Ebdim  C  A7  D7  G7  C6 

Dormi no molhado


Dormi No Molhado (samba, 1942) - Moreira da Silva, Tancredo Silva e Ribeiro Cunha - Intérprete: Moreira da Silva

LP Moreira Da Silva - O Último Malandro / Título da música: Dormi no Molhado / Moreira da Silva (Compositor) / Tancredo da Silva / Ribeiro Cunha (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1958 / Nº Álbum: MOFB 3058 / Lado A / Faixa 5 / Gênero: Samba de breque.

Disco 78 rpm / Título da música: Dormi no Molhado / Silva, Moreira da (Compositor) / Cunha, Ribeiro (Compositor) / Silva, Tancredo (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1942 / Nº Álbum 12144 / Lado A / Gênero musical: Samba:


Tonalidade: C

Introdução: F Ebdim C Am7 Dm7 G7 C Am7 Dm7  G7  C

                    C            G7                C
Eu quando vejo um rapaz, da sua idade estendendo a mão –
Dele não tenho compaixão
              C                       C7  
Porque não me conformo ver um homem de talento
                F
não querer trabalhar

Sente, meu velho, tou mais duro do que beira de sino,
Vê se tu me arranja uma nota aí prá pegar um prato feito
É, um P. F. um aparelho da zona acumulada.
        F                       Fm
Eu também já passei fome, já sofri e não morri,
               C                             Am7
Estou aqui de lição - e ninguém vai dizer que não.
                Dm7                   G7
Eu já dei atrapalhado, eu já andei afanado,
                   C
Mas nunca pedi tostão - acho que estou com a razão.
                                    G7
Eu enfrentei uma marreta, na pedreira São Diogo,
                           C
Quebrando pedra roliça - passando a pão e a linguiça.
                        C7                        
Dormia no cais do porto, no meio da sacaria,
              F
onde o rato dormia –
                   Fm
Onde ventava e chovia. Quando o dia amanhecia,
vinha o chefe da limpeza,
          C                         Am7
Jogando água fria - vejam só como eu saía.
         Dm7                       G7
Sem café e sem cigarro, sem saber prá onde ia,
                     C
Sem tostão e sem vintém - mas nunca pedia a ninguém.
                      G7
Cortei asfalto na linha, fui vendedor de galinha,
                      C
Carreguei cesto na feira - eu fui garçom de gafieira.
                          C7    
Comia numa vendinha, que só fritavam sardinha,
                    F
Com azeite de lamparina - eu só cheirava a gasolina.
                      Fm
Fui peixeiro, carvoeiro, fui carteiro, fui bicheiro
                C                            Am7
Apanhei como ladrão - mas não mudei de opinião.
                 Dm7                        G7
E como sou caprichoso, hoje me sinto outro homem,
                  C
Até já mudei meu nome
- oi, já me disseram até que eu virava lobisomem.
F  Ebdim  C  Am7  Dm7  G7  C  Am7  Dm7  G7  C

Cidade lagoa


Cidade Lagoa (samba, 1959) - Sebastião Fonseca e Cícero Nunes - Intérprete: Moreira da Silva

LP Moreira Da Silva - A Volta Do Malandro / Título da música: Cidade Lagoa / Sebastião Fonseca (Compositor) / Cícero Nunes (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1959 / Nº Álbum: MOFB 3096 / Lado B / Faixa 01 / Gênero: Samba de breque.


Tonalidade: A

Intro: 

D7M  G7  C#m7  F#7  Bm7  E7  A  A7
 D7M  G7  C#m7  F#7  Bm7  E7  A7M 
 
    A7M             C°        Bm 
Esta cidade, que ainda é maravilhosa,
Bm/A           E7 
Tão cantada em verso e prosa,
A7M   G7M
Desde os tempos da vovó.
   G#7M     A7M   C#m7         E7 
Tem um problema, crônico renitente,
    C#m7               F#m
Qualquer chuva causa enchente,
B7         E7 
Não precisa ser toró.
     A7M          C°              Bm 
Basta que chova, mais ou menos meia hora,
     Bm/A      E7                A7M  A7 
É batata, não demora, enche tudo por aí.
  D7M         G7            C#m7
Toda a cidade é uma enorme cachoeira,
       F#7           Bm7 
Que da Praça da Bandeira, 
E7               A7M   C#7 
Bis       Vou de lancha a Catumbi.
       F#m            A         Bm7 
Que maravilha, nossa linda Guanabara,
 Bm7/A     C#7 
Tudo enguiça, tudo pára, 
                   F#m 
Todo o trânsito engarrafa.
  G#7             C#m7 
Quem tiver pressa, seja velho ou seja moço,
E7                 Eb7 
Entre n’agua até o pescoço, 
   G#7                  C#7 
E peça a Deus prá ser girafa.
    F#m              A             Bm7 
Porisso agora já comprei minha canoa,
     Bm7/A     C#7                             F#       F#7
Prá remar nessa lagoa, toda a vez que a chuva cai,
  Bbm           C7          Fm 
E se uma boa me pedir uma carona,
 F#m/E           D7
Com prazer eu levo a dona,
    C#7         F#m
Na canoa do papai.
 
D7M  G7  C#m7  F#7  Bm7  E7  A  A7   
D7M  G7  C#m7  F#7  Bm7  E7  A7M 

Chave de cadeia


Chave-de-cadeia (samba, 1963) - Moreira da Silva e Geraldo Gomes - Intérprete: Moreira da Silva

LP Moreira da Silva - O Último Dos Mohicanos / Título: Chave-de-cadeia / Moreira da Silva (Compositor) / Geraldo Gomes (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1963 / Nº Álbum: MOFB 3351 / Lado B / Faixa 01 / Gênero: Samba de breque.


Tom: G  

Intro: G  Am  D7  Bbm  E7  Am  D7  G

G             C#dim    G
Vamos, não me faça desacato,
C#dim          G
Gosto das coisas claras,
Em               Am
não vê que sou bom mulato
Am/G      B7                Am
Anda me malhando, não sou palhaço
D7                  G
Vou mandar tirar seu nome tatuado no meu braço.
D7          G                  Edim       G
Aquele terno branco, que eu dei duro prá fazer
G7                       C
Você botou no prego e a cautela foi vender
Cm                 G
O relógio de ouro não estava perdido,
Em           Am            D7     G
Só agora estou sabendo, também foi vendido
B7                            Em
Pode se abrir, prá minha malandragem
B7              Em    E7   Am
Conte a todo mundo como eu fiquei
B7         Em           G          C
Está tirando a desforra, das dezenas de palhaços
B7
Que eu marretei.
Em
Você, mulher, é uma chave de cadeia
B7                   E7
Me paga a ceia prá depois propalar
Am          D7       G
Você sabia, que eu era da orgia,
Em            Am          D7   G
Quem entra na chuva é prá se molhar.