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sábado, 19 de janeiro de 2008

Vida de Fidalga

Vida De Fidalga (samba) - Alvaiade e Francisco Santana
   
A 
Tu, que tinhas vida de fidalga 
      F#7          Bm7 
Hoje vive a pão e água 
  E7               A    A7 
Coisa que me comoveu 
D             Dm           A 
Tu mudaste tanto, tanto, tanto 
     F#7            Bm7 
Que até provocas pranto 
         E7      A 
Em um homem como eu 

A  E7          A             F#7  Bm 
Ao ver tua descida, feriu-me o coração 
                       E7                       A 
Quem passava a pão e vinho, hoje vive a água e pão 
F#7               Bm                E7   A 
Foi tão pesado o castigo que o destino te deu 
     F#7          Bm 
Que até provoca prantos 
     E7           A 
Em um homem como eu 

A noite que tudo esconde

A Noite Que Tudo Esconde (samba, 1952) - Chico Santana e Alvaiade
Intro: F#m7 B7 Em Gm6 D B7 Em A D A7  
 
D7M  B7             Em 
Noite que tudo esconde 
            A/C#   A7     D 
Onde está o meu amor 
F#7(5b)     B7        Em 
Estou cansado de procurar 
Gm6         A7       D          A7 
Mas não há meio de encontrar 
D7M     B7          Em         A79 
Noite que tudo esconde por favor 
      D      A7   D  
Devolva meu primeiro amor 
 
    Em                  B7            Em   Em/D 
A noite foi-se embora veio o dia 
                            A/C# 
Levando minha alegria 
           A7              D     D7 
Deixando comigo a dor 
G6            A7              D 
Hoje só me resta a nostalgia 
           B7           E79 
Canto nesta melodia 
              A7           D     A7 
Mais um drama de amor 

domingo, 30 de julho de 2006

Saco de feijão


Depois de se tornar conhecida participando de festivais de televisão, Beth Carvalho dedicou-se ao samba, a partir de 1971, consagrando-se como uma das mais importantes intérpretes do gênero. Assim começou a acumular a cada disco sucessos como “Mil e Oitocentas Colinas”, “Folhas Secas”, “As Rosas Não Falam” e “Saco de Feijão”, um samba de Chico Santana, integrante da Velha Guarda da Portela.

Reclamando da carestia da vida, num linguajar irônico e até certo ponto divertido, a composição relembra com saudade “os tempos de outrora”, bem melhores, segundo o autor, do que o que se vivia na ocasião: “No tempo dos dez réis e do vintém / se vivia muito bem / sem haver reclamação...” E, jogando a culpa no cruzeiro (“depois que inventaram o tal cruzeiro / (...) / deixo um saco de dinheiro...”), desabafa no estribilho: “De que serve um saco cheio de dinheiro / pra comprar um quilo de feijão...”

Isso acontecia em 77. Na década seguinte, quando a inflação chegou ao auge, “um saco de dinheiro” mal daria para comprar um quilo de feijão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Saco de Feijão (samba, 1977) - Francisco Santana - Intérprete: Beth Carvalho

LP Nos Botequins Da Vida / Título da música: Saco de Feijão / Francisco Santana (Compositor) / Beth Carvalho (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1977 / Nº Álbum: 103.0218 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom : E
Introdução: E

E                  B7            E
Meu Deus mas para que tanto dinheiro
         C#7      F#m
Dinheiro só pra gastar
                                 B7
Que saudade tenho do tempo de outrora
     F#m7         B7   E
Que vida que eu levo agora
B7     E        G#7
Já me sinto esgotado
    C#m              Bm7
E cansado de penar, meu Deus
     E7        A
Sem haver solução
Am7         B7            E          C#7
De que me serve um saco cheio de dinheiro
F#m7             B7        E
Pra comprar um quilo de feijão
          Bm7 E7
Me diga gente
A           Am             E         C#7
De que me serve um saco cheio de dinheiro
F#m7             B7        E
Pra comprar um quilo de feijão
C#7  F#m7        B7           F#m
No tempo dos "derréis" e do vintém
     B7        F#m        B7        E
Se vivia muito bem, sem haver reclamação
  C#m                     G#m
Eu ia no armazém do seu Manoel com um tostão
F#7                  F#m7 B7
Trazia um quilo de feijão
A                B7             E
Depois que inventaram o tal cruzeiro
    C#7                    F#m
Eu trago um embrulhinho na mão
            B7         E
E deixo um saco de dinheiro
             E7
Ai, ai, meu Deus