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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nestor Brandão

Nestor Brandão, compositor (circa séc. XIX - anos 1930 ?), marca sua presença na história da Música Popular Brasileira com a composição Braço de cera.

Lançada como marcha em dezembro de 1926, pela Orquestra Pan American do Cassino Copacabana, foi regravada no mesmo período, em forma de samba pelo barítono Frederico Rocha, em disco Odeon, da Casa Edison, número 123.224, tornando-se um grande sucesso no Carnaval do ano seguinte.

Ainda em 1927, Braço de cera foi gravada como samba por Francisco Alves na gravadora Odeonette.

Em 1989, Braço de cera foi relançada pela Collector´s no LP Almirante - Os ídolos do Rádio - Volume XX.

De carreira bastante desconhecida, não se tem notícias de outras composições de sua autoria que tenham sido gravadas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Braço de cera

Frederico Rocha
Antes de 1926, na Penha se faziam músicas com influências portuguesas. Em outubro deste ano de 26, o primeiro compositor a criar um samba da Penha, foi o baterista Nestor Brandão que possuía um conjunto formado por banjos, saxofones, piston e clarinete. O samba se chamou Braço de cera, com o subtítulo de "A Santa Padroeira".

Frederico Rocha foi quem gravou pela Odeon, na época em que se fazia ainda gravação mecânica, com numeração 123224. Com o êxito de Braço de Cera, Francisco Alves gravou também este samba para o carnaval de 1927, em discos menores chamados "Odeonette" e até hoje esta música é cantada.

Braço de cera (samba/carnaval, 1927) - Nestor Brandão - Intérprete: Frederico Rocha

Disco selo: Odeon R / Título da música: Braço de Cêra / Nestor Brandão (Compositor) / Frederico Rocha (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Nº do Álbum: 123224 / Nº da Matriz: 1057 / Lançamento: 1927 / Gênero musical: Samba Carnavalesco / Coleção: IMS



Gravação de Francisco Alves para o Carnaval de 1927:

Disco: Odeonette (15cm) / Título da música: Braço de Cera / Nestor Brandão (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Nº do Álbum: 101-a / Nº da Matriz: 101 / Lançamento: 1927 / Gênero musical: Marcha Carnavalesca / Coleção: José Ramos Tinhorão



Mulher, vem o carnaval
Festa de alegria que a ninguém faz mal
Mulher, tratemos de gozar
A morte é traiçoeira e pode nos carregar


Não me fio nas mulheres
Nem quando elas estão dormindo
Os olhos estão fechados
Sobrancelhas estão bulindo

Amanhã eu vou-me embora
Pra cidade de Lisboa
Quero que Iaiá me alugue
Seu camarote de proa

Mulher, a Penha está aí
Eu lá não posso ir
Um favor vou lhe pedir
Me leva um braço de cera
À Santa Padroeira
Foi o que lhe prometi

Menina diz a teu pai
Que eu sou teu namorado
E avise teu irmão
Que me chame de cunhado

Menina, minha menina
Cabeça de melancia
Um beijo de tua boca
Me sustenta quinze dias

Queria ser o balaio
Da colheita do café
Para andar dependurado
Nas cadeiras da mulher

Queria ser o balaio
Balaio queria ser
Para andar dependurado
Nas cadeiras de você



Fontes: Lembranças da Penha - Almirante - Jornal O Dia, de 08/10/1978; Instituto Moreira Salles; Discografia Brasileira - IMS.