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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Reza


Reza (canção, 1965) - Edu Lobo e Ruy Guerra - Interpretações: Edu Lobo, Nara Leão e Tamba Trio.

LP 5 Na Bossa - Nara Leão, Edu Lobo e Tamba Trio / Título da música: Reza / Edu Lobo (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Edu Lobo (Intérprete) / Tamba Trio (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1965 / Álbum: P-632.769-L / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Canção / Gravado ao vivo no Teatro Paramount - São Paulo.


Introdução: Dm7 G7/13 Dm7 G7/13 Dm7 G7/13
Dm7         G7/13
Por amor andei já
Dm7            G7/13
Tanto chão e mar
Gm7 C7/9          D/F# Dm/F
Senhor,     já nem sei
Dm7              G7/13
Se o amor não é mais
Dm7           G7/13
Bastante prá vencer
Gm7             C7/9
Eu já sei o que vou fazer
Dm/F           F6
Meu Senhor uma oração
Bm7/b5          Bb7M Am7 Dm7 G7/13
Vou cantar para ver se vai   valer
Dm7       G7/13    Dm7         G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria,
Dm7      G7/13    Dm7          G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria
Fm7       Bb7  Fm7   Bb7 Fm7      Bb7 Fm7 Bb7
Ó meu santo defensor     traga o meu amor
Dm7       G7/13    Dm7         G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria,
Dm7      G7/13    Dm7          G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria
Fm7     Bb7  Fm7   Bb7 Fm7 Bb7          Fm7
Se é fraca a oração    mil    vezes cantarei
Dm7       G7/13    Dm7         G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria,
Dm7      G7/13    Dm7          G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Você vai me seguir

Você Vai Me Seguir (1976) - Chico Buarque - Intérprete: Chico Buarque

LP Meus Caros Amigos / Título da música: Você Vai Me Seguir / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1976 / Nº Álbum: 6349 189 / Lado A / Faixa 4.


Tom: D

D            G6/7/9 F#m7             Fm6/5+
Você vai me seguir aonde quer que eu vá
Em           C6/9  G6/B          A#º
Você vai me servir, você vai se curvar
D           G6/7/9 F#m7            Fm6/5+
Você vai resistir, mas vai se acostumar
Em           C6/9  G6/B          A#º
Você vai me agredir, você vai me adorar
Am4/7        D7     G7+          Gm7    C7/9
Você vai me sorrir, você vai se enfeitar
F7+      F#m7
E vem me seduzir
B7       E         A7
Me possuir, me infernizar
D          Eº      F#m7       Fm6/5+
Você vai me trair, você vem me beijar
Em          C6/9   G3b       C#7/G# C#7
Você vai me cegar e eu vou consentir
F#m7        B7      Em         Gm7   C7/9
Você vai conseguir enfim me apunhalar
F#m7         B7/9-  E7             A7
Você vai me velar, chorar, vai me cobrir
D9        D9/B     D9/C      D9/Bb
E me ninar, me ninar, me ninar, me ninar,
  D9/A
menina, menina...

Tira as mãos de mim


Tira as Mãos de Mim (1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Tira as Mãos de Mim / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado B / Faixa 3 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


[Intro:]  G#º  C#º  G#º
 G#º     Gm7(b5) C7(b9)(b13) C7(b9)

Fm7(9) C/E    Cm/Eb D7(b9)
Ele era mil, tu és nenhum
Gm7(9)           G/B
Na guerra és vil, na cama és mocho
Cm7 C#º             Bb/D Eb7M(9)
Tira as mãos de mim, põe as mãos em mim
Em7(b5)(9)              Am7(b5)
E vê se o fogo dele, guardado em mim
Ab7(b5)
Te incendeia um pouco
Gm7(9)    D/F#        Dm/F
Éramos nós, estreitos nós
E7(b9)  Am7(9)       A/C#
Enquanto tu és laço frouxo
Dm7 D#º             C/E F7M(9)
Tira as mãos de mim, põe as mãos em mim
F#m7(b5)(9)         Bm7(b5)
E vê se a febre dele, guardada em mim
Bb7(b5)
Te contagia um pouco
Solo: Am7(9) E/G# Em/G D/F# Cm Cm7M Cm7 Cm6
Bbm7(11) G7(b13) Gm7(b5) C7(b9)(b13) C7(b9)
Fm7(9) C/E      Cm/Eb
Éramos nós, estreitos nós
D7(b9)  Gm7(9)       G/B
Enquanto tu és laço frouxo
Cm7 C#º             Bb/D Eb7M(9)
Tira as mãos de mim, põe as mãos em mim
Em7(b5)(9)         Am7(b5)
E vê se a febre dele, guardada em mim
D6(b9) Eb7/Bb D7(b5)/G# Gm7(9)
Te contagia um pouco

terça-feira, 25 de julho de 2006

Não existe pecado ao sul do equador

O cineasta Ruy Guerra
Em 1973 foi lançado um elepê que reunia composições da peça “Calabar” e cujo título Chico canta Calabar seria reduzido a Chico canta. Isso porque, além de proibir a peça, escrita por Chico Buarque e Ruy Guerra, a censura proibiu também a palavra Calabar...

Desse disco fazia parte a canção “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”, que faria grande sucesso cinco anos depois, quando Ney Matogrosso gravou-a, sustentado por um agitado arranjo discothèque, e a gravação foi usada como tema da telenovela “Pecado Rasgado”, da TV Globo.

Como em 78 continuavam valendo os vetos da censura, a marcha foi cantada sem o verso original — “Vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor” — substituído por “Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo o vapor...” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Não Existe Pecado Ao Sul do Equador (1978) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Intérprete: Ney Matogrosso

LP Pecado Rasgado - Trilha Sonora Original da Novela / Título da música: Não Existe Pecado Ao Sul do Equador / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Ney Matogrosso (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1978 / Nº Álbum: 403.6168 / Lado A / Faixa 7 / Gênero musical: Marcha / MPB.


Tom: F

Intro: Gm7   Ab°   F/A   Ab7   Gm7   Bb/C

F                            Dm7
Não existe pecado do lado de baixo
      Gm
Do Equador
       Gm7+             Gm7
Vamos fazer um pecado, rasgado
C7/9         F7+
Suado a todo vapor
                    Cm7
Me deixa ser teu escracho
                    F7
Capacho, teu cacho, diacho
   Bb7+
Um riacho de amor
Bbm7                  F/A
Quando é lição de esculacho
Ab7             Gm7
Olha aí, sai de baixo
Bb/C            F
Que eu sou professor
                    Gm7
Deixa a tristeza pra lá
      C7        Am7
Vem comer, me jantar
     Dm7       Gm7     C7      F
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
  Eb7/9/11+        D7       G7
Vê se me usa, me abusa, lambuza
           Am7
Que a tua cafuza
    Gm7      F
Não pode esperar
                     Gm7
Deixa a tristeza pra lá
     C7        Am7
Vem comer, me jantar
Dm7        Gm7       C7       F
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Eb7/9/11+        D7       G7
Vê se me usa, me abusa, lambuza
              Am7
Que a tua holandesa
Gm7    (F+   Eb7+   Eb/do)
Não pode esperar

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Fortaleza


Fortaleza (1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Fortaleza / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado B / Faixa 6 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


Em7(9)            C#m7(b5)                 Eb7M
A minha tristeza    não é feita de angústias
Em7(b5)                 A7
A minha tristeza   não é feita de angústias
D7M   D7  Gm           Gm(add9)/F
A minha surpresa       A minha surpresa  
Eb7
é só feita de fatos
             D7/4    D7         A7
De sangue nos olhos e lama nos sapatos
D7M   D7  Gm           Gm(add9)/F
Minha fortaleza        Minha fortaleza   
Eb7
é de um silêncio infame
D7/4     D7         C#m7(b5)         B7(b9)
Bastando a si mesma, retendo o derrame   A minha represa

Fado tropical


Fado Tropical (fado, 1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Fado Tropical / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado B / Faixa 2 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


Intr:Cm G Cm G Cm

    G                     Cm
Oh, musa do meu fado Oh, minha mãe gentil
   A#                             D#
Te deixo consternado No primeiro abril
    C7                      Ab
Mas não sê tão ingrata Não esquece quem te amou
     D7                                 G7
E em tua densa mata Se perdeu e se encontrou

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

  G                           Cm
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
                              A#                       
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
            D#
(além da sífilis, é claro)
       C7                                            Ab 
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, 
esganar, trucidar
       D7                                  G7
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

     G                     Cm
Com avencas na caatinga Alecrins no canavial
  A#                        D#        
Licores na moringa Um vinho tropical
  C7                  Ab
E a  linda mulata Com rendas do Alentejo
   D7                               G7
De quem numa bravata Arrebato um beijo

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

 G                         
"Meu coração tem um sereno jeito
     Cm
E as minhas mãos o golpe duro e presto
   A#
De tal maneira que, depois de feito
D#
Desencontrado, eu mesmo me contesto
         C7
Se trago as mãos distantes do meu peito
                         Ab
É que há distância entre intenção e gesto
                            D7
E se o meu coração nas mãos estreito
                                  G7
Me assombra a súbita impressão de incesto
                                Ab                         
Quando me encontro no calor da luta
                               G
Ostento a aguda empunhadura à proa
            
Mas o meu peito se desabotoa
                            Ab  
E se a sentença se anuncia bruta
                          
Mais que depressa a mão cega executa
                            G    
Pois que senão o coração perdoa"

   G                    Cm
Guitarras e sanfonas Jasmins, coqueiros, fontes
   A#                             D#
Sardinhas, mandioca Num suave azulejo
    C7              Ab
E o rio Amazonas Que corre Trás-os-Montes
  D7                         G7
E numa pororoca Deságua no Tejo

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                  G
Ainda vai tornar-se um império colonial

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                  G
Ainda vai tornar-se um império colonial

domingo, 23 de julho de 2006

Boi voador não pode


Boi Voador Não Pode (marcha, 1972) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Intérprete: MPB-4

LP Carnaval Chegou! / Título da música: Boi Voador Não Pode / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 058 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha / Carnaval/ Obs.: Carnaval de 1973.


C6/9                
Quem foi, quem foi     
   Dm7/9             G7/13      A7/13
  que falou do boi  voador
A7(b13)        D7/9          G7
Manda prender    esse boi    Seja esse boi o que for
C6/9                  Dm7/9             G7/13     A7/13
Quem foi, quem foi     que falou do boi  voador
A7(b13)        D7/9          G7
Manda prender    esse boi    Seja esse boi o que for

C6/9   A7/C#    Dm7                B7/D#      Em7
O boi   ain___da dá bode Qual é  a do boi que revoa
Gm7 C7(b9)      F7M         F6 Am7  D7/9    Dm7/9  G7/13
Boi re_____almen___te não pode vo___ar  à to_______a

C6/9                           Dm7/9   G7      C6/9
É fora, é fora, é fora É fora da lei,  é fora do ar
Dm7/9     G7     C6/9
É fora, é fora, é fora Segura esse boi   Proibido voar
Dm7/9   G7      C6/9
É fora, é fora, é fora É fora da lei,  é fora do ar
Dm7/9     G7     C6/9
É fora, é fora, é fora Segura esse boi   Proibido voar

F7M F#° Em7(b5) A7(b13) D7/9 G7/13 Gm7 C7(b9)
F7M F#° Em7(b5) A7(b13) D7/9 G7/13 C6/9 C7(#9)

Ana de Amsterdam


Ana de Amsterdam (1972) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Ana De Amsterdam / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado A / Faixa 4 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


Bm7(9)    
Sou Ana do dique e das docas
Da compra, da venda, da troca das pernas
Dos braços, das bocas, do lixo,
dos bichos, das fichas

A/G
Sou Ana das loucas
B
Até amanhã
A     B
Sou Ana, da cama
A      Am6      G7M
Da cana, fulana, sacana
Gm6    F#7(4)    B  A B
Sou Ana de Amsterdam

Bb7M
Eu cruzei um oceano
Am6        Em/G
Na esperança de casar
G°          G#/F#
Fiz mil bocas pra Solano
C#7/F#   F#7      B  A B  A B
Fui beijada     por Gaspar

Bm7(9)
Sou Ana de cabo a tenente
Sou Ana de toda patente, das Índias
Sou Ana do Oriente, Ocidente,
acidente, gelada

A/G
Sou Ana, obrigada
B       A
Até amanhã,     sou Ana
B       A       Am6        G7M
Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos
Gm6   F#7(4)  B  A B
Sou Ana de Amsterdam 

Bb7M
Arrisquei muita braçada
Am6         Em/G
Na esperança de outro mar
G°           G#/F#
Hoje sou carta marcada
C#7/F#  F#7      B    A B  A B
Hoje sou   jogo   de   azar 

Bm7(9)
Sou Ana de vinte minutos
Sou Ana da brasa dos brutos na coxa
Que apaga charutos
Sou Ana dos dentes rangendo 

A/G
E dos olhos enxutos
B         A
Até amanhã,     sou Ana
B           A        Am6       G7M
Das marcas, das macas, das vacas, das pratas
Gm6  F#7(4)    B  A  B  A  B  Bm7(9)
Sou Ana de Amsterdam

terça-feira, 20 de junho de 2006

Sonho impossível

Sonho Impossível (The Impossible Dream) (1974) - Joe Darion e Mitch Leigh - Versão: Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Maria Bethânia

Compacto duplo Maria Bethânia / Título da música: Sonho Impossível (The Impossible Dream) / Joe Darion (Compositor) / Mitch Leigh (Compositor) / Chico Buarque e Ruy Guerra (Versão) / Maria Bethânia (Interpretação) / Gravadora: Philips / Ano: 1975 / Nº Álbum: 6245 046 / Lado B / Faixa 2.


Tom: D  

  A7+                     A7
Sonhar mais um sonho impossível
  D7+  F#7                  Bm7   Bm/A
Lutar      quando é fácil ceder
   C#m7               D7+
Vencer o inimigo invencível
  Bm7  Bm/A                     E7
Negar       quando a regra é vender
  A7+                 A7
Sofrer a tortura implacável
   D7+  F#7                Bm7   Bm/A
Romper      a incabível prisão
  C#m7             D7+
Voar num limite provável
  Bm7  Bm/A               E7
Tocar       o inacessível chão
        A7+              F#m7
É minha lei, é minha questão
           C#m7               D6
Virar este mundo, cravar este chão
                 F#m7
Não me importa saber
                B7
Se é terrível demais
        A7+       C#7        F#m7  F#m/E
Quantas guerras terei que vencer
                G
Por um pouco de paz
     Bm7                     Bm/A
E amanhã este chão que eu beijei
                   G#7
For meu leito e perdão
      Bm7
Por saber que valeu
    D6                 C#7    E7
Delirar e morrer de paixão
    A7+               A7
E assim, seja lá como for
        D7+  F#7                Bm7   Bm/A
Vai ter fim      a infinita aflição
    C#m7              D7+  B7
E o mundo vai ver uma flor
   Bm7   Bm/A         E7    A     C   B   Bb   A
Brotar        do impossível chão

Bárbara


Bárbara (1972) - Ruy Guerra e Chico Buarque - Intérprete: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Bárbara / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado A / Faixa 5 / Nota: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de "Chico Canta".


E7+
Bárbara, Bárbara
Em       Am     F#m7     B7
Nunca é tarde, nunca é demais
Dm    G      C
Onde estou, onde estás
F#7           B7
Meu amor, vem me buscar
E                                  G#m     G#7
O meu destino é caminhar assim desesperada e nua
C#m                             F#7/9- F#7
Sabendo que no fim da noite serei tua
Bm                                F#7
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
B7                         E7+
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
E7+
Bárbara, Bárbara
Em      Am      F#m7    B7
Nunca é tarde, nunca é demais
Dm    G     C
Onde estou, onde estás
F#7        B7
Meu amor vem me buscar
E                                G#m          G#7
Vamos ceder enfim à tentação das nossas bocas cruas
C#m                            F#7/9- F#7
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Bm                          F#7/9-
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
B7                                      E
Maravilhosa e transbordante, feito uma hemorragia
E7+
Bárbara, Bárbara
Em    Am       F#m7    B7
Nunca é tarde, nunca é demais
Dm   G      C
Onde estou, onde estás
F#7         B7
Meu amor vem me buscar
E7+
Bárbara...

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Preciso aprender a ser só

Marcos Valle 1965
Durante algum tempo, amigos de Marcos Valle como Joyce Edu Lobo e Dori Caymmi acharam, depois de conhecerem uma de suas novas criações, a composição já era tão bonita que nem sequer precisava ter letra.

Com encadeamento muito bem elaborado para uma melodia intuitiva e esplendidamente desenvolvida sobre um tema que, inclusive, era aproveitado na sela parte, em menor, a canção também impelia Marcos a concordar com a ideia. Isso até que seu irmão, Paulo Sérgio, propôs escrever-lhe uma letra romântica, conseguindo criar um poema perfeitamente ajustado ao espírito melodia — “Ah, se eu te pudesse fazer entender / sem teu amor eu não o viver / e sem nós dois / o que resta sou eu”.

“Preciso Aprender a Ser Só” foi originalmente apresentada por Elis Regina num show no Teatro Paramount, em maio de 64, do qual participava o próprio Marcos, cantando com ela “Terra de Ninguém”, canção de protesto de sua autoria (com Paulo Sérgio), que se tornaria tema de abertura de “O Fino da Bossa”. Depois, ambas as canções seriam muito divulgadas no celebre elepê Dois na bossa, com Elis, Jair Rodrigues e o Jongo Trio, gravado ao vivo em abril de 65, quase ao mesmo tempo em que Marcos lançou-as, acompanhado por arranjos de Eumir Deodato.

“Preciso Aprender a Ser Só” foi premiada pela Rádio Jornal do Brasil como a melhor canção de 65, tendo recebido nesse ano inúmeras gravações como as de Alaíde Costa, Dóris Monteiro, Pery Ribeiro e Os Cariocas.

Em 1975, participando em Los Angeles de um disco de Sarah Vaughan, Marcos Vale mostrou-lhe suas canções, levando-a a planejar a gravação de um álbum de música brasileira. Esse projeto se concretizou no final de 77, apresentando em uma das faixas “If 1 Went Away”, a versão americana de “Preciso Aprender a Ser Só”. Curiosamente, a canção inspirou uma resposta: “Preciso Aprender a Só Ser”, de Gilberto Gil (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Eu preciso aprender a ser só (canção, 1965) - Marcos Valle, Ruy Guerra e Paulo Sérgio Valle - Interpretação: Elis Regina.

LP 2 Na Bossa - Elis Regina e Jair Rodrigues / Título da música: Preciso aprender a ser só / Paulo Sérgio Valle (Compositor) / Marcos Valle (Compositor) / Jongo Trio (Acomp. ) / Gravadora: Philips / Ano: 1965 / Álbum: P-632.765-L / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Canção.

F7+         Bm7    E7       F7+
Ah   se eu te pudesse fazer entender
         Cm7          F7       Bb7+
Sem teu amor  eu não posso viver
           Dm7          G7        Gm7
Que sem nós dois o que resta sou eu

 C7/9+                F7+
Eu     assim    tão  só
        Bm7      E7           F7+
E eu preciso aprender a ser só
      Cm7           F7       Bb7+
Poder dormir sem sentir teu amor
          Dm7        G7          Gm7
E ver que foi só um sonho e passou

C7/9+        Fm7
Ah . . . o amor
            Db7/9      C7/9+    F7+
Quando é demais ao findar leva paz
          Cm7   F7      Bb7+
Me entreguei    sem pensar
        Am7    Ab0          Gm7         C7/-9
Que a saudade existe e se vem é tão triste

F7+            Bm7       E7           F7+
Vê    meus olhos choram a falta dos teus
      Cm7          F7            Bb7+
Estes teus olhos que foram tão meus
         Bm7/-5      Bbm7          Am7  
Por Deus entenda que assim eu não vivo
 Ab0        Gm7       C7/9     F7+
Eu morro pensando no nosso amor. . . .
C7/9+    Fm7       C7/9      F7+
Ah! O amor,   no nosso amor