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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Paraquedista


José Leocádio, instrumentista, trombonista e compositor, ingressou, em 1937, na Orquestra Tabajara de Severino Araújo, participando da primeira formação dessa importante orquestra brasileira, com a qual fez dezenas de apresentações além de gravação de discos.

Em 1946, seu choro "Paraquedista" foi lançado pela Orquestra Tabajara em gravação Continental, em versão instrumental com destaque para seu solo de trombone em conjunto com o sax-tenor de Zé Bodega. Esse choro tornou-se seu grande êxito como compositor, sendo regravado no mesmo ano por Jorge Veiga

Paraquedista (choro, 1946) - José Leocádio - Intérprete: Orquestra Tabajara de Severino Araújo

Disco 78 rpm / Título da música: Paraquedista / José Leocádio (Compositor) / Orquestra Tabajara (Intérprete) / Severino Araújo (Intérprete) / Gravadora: Continental / Gravação: 1946 / Lançamento: 04/1946 / Nº do Álbum: 15614 / Nº da Matriz: 1378-1 / Gênero musical: Choro / Coleções de origem: IMS, Nirez



Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Instituto Moreira Salles - Acervo musical.

domingo, 5 de novembro de 2006

Severino Araújo e a Orquestra Tabajara

Severino Araújo nasceu em Limoeiro (PE) em 23/4/1917 e dirige a Orquestra Tabajara até hoje. O pai de Severino era mestre de banda em Limoeiro, e foi quem deu as primeiras noções de música. Ainda criança, adotou a clarineta como instrumento favorito.

Na década de 30 mudou-se para João Pessoa (PB), onde foi clarinetista da banda da polícia. Em 1936 escreveu o choro Espinha de bacalhau , uma de suas composições mais famosas. Ainda na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara, e com alguns integrantes dela partiu para o Rio de Janeiro no final dos anos 30.

Apenas em 1945 a Orquestra adotou oficialmente o Rio de Janeiro como sua sede. Inspirada nas big bands norte-americanas, a Orquestra anima bailes, festas e gafieiras desde os anos 40 até hoje, totalizando mais de 13 mil apresentações. Além de atuar em bailes e festas, a Orquestra Tabajara trabalhava em emissoras de rádio.

Com grande popularidade, a Orquestra gravou mais de 100 discos de 78 rpm, batendo recordes de longevidade, além de alicerçar o trabalho de cantores como Jamelão, com quem gravou dois discos-tributos a Lupicínio Rodrigues .

Durante a existência do Circo Voador, no Rio de Janeiro, a Tabajara era a atração tradicional dos domingos, com a Domingueira Voadora. O repertório é composto tanto de clássicos do jazz e da canção norte-americana quanto de temas da música brasileira. Severino Araújo, que foi aluno de Koellreuter, é autor de várias músicas executadas pela Orquestra, e comemorou seus 80 anos ainda à frente do grupo, regendo e ensaiando.


Fonte: Cliquemusic : Artista : Severino Araújo e Orquestra Tabajara

terça-feira, 18 de julho de 2006

Espinha de bacalhau

Severino Araújo
Espinha de Bacalhau (1945) - Severino Araújo e Fausto Nilo - Intérprete: Ney Matogrosso - Partipação: Gal Costa e Orquestra Tabajara

LP Ney Matogrosso / Título da música: Espinha De Bacalhau / Severino Araújo (Compositor) / Fausto Nilo (Compositor) / Ney Matogrosso (Intérprete) / Gal Costa (Partic.) / Orquestra Tabajara (Partic.) / Gravadora: Ariola / Ano: 1981 / Nº Álbum: 201.620 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Choro.


          C6/9      Cº              C/E
Eu também sei desconsolar num tom difícil de tocar
       Em5-/7         A7           Dm7
É meu talento além do som daquela onda eu fui dançar
                                 F7+
Dancei tão bem adocicando o teu batom como um bombom
      G7                             C6/9
Te lambuzei com a minha frase mais redonda
                   B7            C6/9
Atriz atroz da insensatez, fui traduzindo em português
            A7                       F7+
O amor que fez tua falsidade mais profunda
                       Ab7+                      C6/9
E corro atrás da vida fácil em que você quer me levar
        C#º      Dm7                G7         C6/9
Quero morar num bangalô, chorar na mesa nunca mais
              Cº         C/E
Saxofone ou Satanás me intoxica com teu gás
      Em5-/7    A7
O lado bom do coração que nos separa dos metais
                                 F7+
Se a vida é cara, gigolô, só meu amor conhece a cor
       G7                     C6/9
Das harmonias da Orquestra Tabajara
                     B7              C6/9
Sei que é difícil respirar quando a paixão quer sufocar
      A7                             F7+
Meu coração, por isso eu canto na garganta, ah meu amor
         Ab7+                   C6/9
O nosso veneno é no caroço da canção
           C#º         Dm7              G7         C6/9
É como um vício e tem sabor que a fala presa não desfaz
Solo: Am7 Dm7 E7/9- Bb6/11+ A7 Dm7 Am7 B7 E7/9- Am7 G7

    F6
Não sei quem pintou tua cor, tua tez, teu sabor
                        C7  
Com a mocidade onde eu pecava -
                     F7+
minha emoção já não dava essa voz
                                       Cm7
Talvez sonhando dancei nu ao lado do abajour,
        D7/9-
e devo ter te beijado com paixão
               G#º           F7+             D7/9
Foi quando um popular me despertou, me deu notícias
          Gm7       C7             F7+
Que esse amor de gafieira não tem mais
   F7+             E7                F7+
Apresentei o meu sorriso e alguém de lá me perguntou
               D#7            D7/9        Gm7
Onde é que eu estou que não agarro essa morena pra dançar
                              Bb7+
E eu lhe falei não é preciso padecer na solidão
      C7                           F7+
Meu coração, a solidão não vale a pena
                     E7              F7+
Sei que é difícil respirar quando a paixão quer sufocar
     D7/9                            Bb7+
Meu coração, por isso eu canso na garganta, ah meu amor
          C#7+                  F7+
O nosso veneno é no caroço da canção
            F#º        Gm7
É como um vício e tem sabor
             C7        F7+  F7 Bb Bbm F7+
que a fala presa não desfaz