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sábado, 22 de julho de 2006

Senhora das Candeias

Senhora das Candeias (samba, 1977) - Romildo Bastos e Toninho Nascimento - Interpretação: Clara Nunes

LP As Forças Da Natureza / Título da música: Senhora das Candeias / Romildo Bastos (Compositor) / Toninho Nascimento (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


   C                   Am7
Eu não sou daqui, não sou
          Dm7
Eu sou de lá
             G7
Eu não sou daqui, não sou
          C
Eu sou de lá (2x)
       C   C7
A lua cheia
                 F
Quando bate nas aldeias
     Dm         G7
A menina das candeias
               C
Cirandeia no luar

O seu lamento
        C7         F
Tem um jeito de acalanto
      Dm            G
Que o rio feito um pranto
                   C
Vai levando para o mar
               C7               F
Meu coração é feito de pedra de ouro
       Dm           G7
O meu peito é um tesouro
                   C           G7
Que ninguém pode pegar, eu não sou
C                        Am7
Eu não sou daqui, não sou
          Dm7
Eu sou de lá
             G7
Eu não sou daqui, não sou
          C
Eu sou de lá (2x)
 C       A7           Dm
A noite ficou mais faceira
     G7                      C
Pois dentro da ribeira apareceu
     Am                Dm
Com suas prendas e bordados
                    G7
Seus cabelos tão dourados
Dm    G7           C
Que o sol não conheceu
          C7      F
A menina-moça debutante
      Dm           G7
Que namora pelas fontes
                    C
Que a natureza lhe deu é Oxum
G7  C  A7  Dm  G7
Ê Oxum, ê Oxum
                C
Senhora das candeias
      A7            Dm G7
Que tristeza que me dá
  C             A7             Dm
Saber que suas mãos são tão pequenas
      G            C
Pra matar quem envenena
     G              C             G7
Pra punir que faz o mal, cegar punhal
        C    C7        F
Cegar punhal que fere tanto
        Dm           G7
Pra mostrar que o seu encanto
                C
É uma coisa natural

Conto de areia


Clara Nunes gravou muita coisa sem importância até encontrar nos gêneros afro-brasileiros o rumo certo para a sua carreira. Então, cantando principalmente músicas de compositores ligados às raízes do samba, ela se tornaria a primeira cantora brasileira a ultrapassar cem mil discos vendidos, quebrando um tabu reverenciado pelas gravadoras. Tal façanha aconteceu com o elepê Alvorecer, lançado em junho de 1974, que, tendo “Conto de Areia” como faixa de maior sucesso vendeu 312 mil cópias.

Um belo ponto de macumba estilizado (“É água do mar / é maré cheia, oi... / na areia, oi / na areia...”), “Conto de Areia” inspirou-lhe novas incursões nessa área, que resultaram em sucessos como “O Mar Serenou” e “A Deusa dos Orixás”. Mas, além dos sambas de raiz, Clara cultivava também em seu repertório canções de autores consagrados como Dorival Caymmi, Tom Jobim e Chico Buarque (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Conto de Areia (1974) - Romildo Bastos e Toninho Nascimento - Intérprete: Clara Nunes

LP Alvorecer / Título da música: Conto de Areia / Romildo Bastos (Compositor) / Toninho Nascimento (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1974 / Nº Álbum: SMOFB 3835 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.

Tom: C6/9

C6/9                    F6         G7    C6/9
É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô mareia,
é água no mar
C6/9                    F6     G7       C6/9
É água no mar é maré cheia ô mareia ô mareia
A7              Dm
Contam que toda tristeza que tem na Bahia
G7                                    C6/9
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar
A7              Dm
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia
G7                       C6/9
Que a luz da candeia alumia pra gente contar
A7                 Dm
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas
G7                                   C6/9
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar
A7                   Dm
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata
G7                    C6/9
E as águas de Amaralina eram gotas de luar
A7/9-           Dm
Era um peito só cheio de promessa era só
G7               C6/9
Era um peito só cheio de promessa era só
A7                Dm           G7        C6/9
Quem foi que mandou o seu amor se fazer de canoeiro
A7        Dm     G7         C6/9
O vento que rola nas palmas arrasta o veleiro
A7        Dm  G7    C6/9
E leva pro meio das águas de Iemanjá
A7        Dm
E o mestre valente vagueia
G7             C6/9
olhando pra areia sem poder chegar
G7    C6/9 A7/9-    Dm       G7
Adeus amor, adeus meu amor não me espere
C6/9
porque eu já vou me embora
A7/9-       Dm      G7        C6/9
Pro reino que esconde os tesouros de minha senhora
A7/9-      Dm     G7       C6/9
Desfia colares de conchas pra vida passar
A7/9-       Dm
E deixa de olhar pro veleiro
G7                    C6/9
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Dm   G7         C6/9
Foi beira-mar, foi beira-mar quem chamou
A7        Dm     G7      C6/9
Foi beira-mar ê, foi beira-mar