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domingo, 9 de novembro de 2008

Só vou de mulher



Só vou de mulher (samba, 1961), Luiz Reis e Haroldo Barbosa - Intérprete: Miltinho

LP Miltinho é Samba / Título da música: Só vou de mulher / Luiz Reis (Compositor) Haroldo Barbosa (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Álbum: XRLP 5127 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.



Eu acredito que pescaria
seja o esporte ideal
descansa o espírito
e sossega um homem temperamental
mas se quiserem estragar minha alegria
é só me carregar pra pescaria.

Ai, ai, eu não sou de mar
bota mulher nesta pesca
me convida eu vou até pescar. (bis)

Eu admiro uma parada
e um desfile militar
forças armadas, coloridas
e os tambores a rufar
mas se quiserem estragar meu feriado
é só me carregar pra ver soldado.

Ai, ai, ai meu capitão
bota mulher na parada
e me chama pra empurrar canhão. (bis)

Já me disseram que o Flamengo
é o grande dos dez mais
agita as massas e provoca
emoções sensacionais
mas se quiserem estragar meu amanhã
é só me carregar para o Maracanã.

Ai, ai, não sou de berrar
bota mulher no Flamengo
me convida eu vou até jogar. (bis)

Só vou de mulher
só vou de mulher...

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Ivon Curi


Ivon Curi (Ivon José Curi), cantor e compositor, nasceu em Caxambu MG, em 5/6/1928 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 24/6/1995. Irmão de locutores da Rádio Nacional Alberto e Jorge Curi —, começou a cantar, por volta de 1944, sambas-canções e cançonetas francesas em festas e shows, depois na rádio da sua cidade.


No Rio de Janeiro, teve sua primeira oportunidade através de Caribé da Rocha, que o contratou como crooner da Orquestra Zacarias, do Copacabana Palace Hotel, onde entrou em contato com os maiores astros da época. Era então muito influenciado pelo cantor francês Jean Sablon, criador do sucesso J’attendrais.

Em 1947 conseguiu seu primeiro contrato com a Rádio Nacional, para apresentar-se como convidado nos programas de Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira e Ângela Maria. Transferiu-se em seguida para a Rádio Tupi.

Em 1949 gravou em dupla com Carmélia Alves, pela Continental, o baião Me leva (Hervé Cordovil e Rochinha). Em 1950 participou do filme Aviso aos navegantes, de Watson Macedo, e no ano seguinte apareceu em Ai vem o barão, do mesmo diretor, atuando ainda em 1952 em Barnabé, tu és meu, de José Carlos Burle.

Gravou seu primeiro disco na Continental, com as músicas La vie en rose e Nature boy (Eden Abhez), seguindo-se C’est si bon (Charles Trenet), Obrigado (sua autoria), Ta fartando coisa em mim (com Humberto Teixeira), 1950, Humanidade (sua autoria), Margarida (Humberto Teixeira e Copinha), 1952, e Orquídeas ao luar (Gus Khan, Vincent Youmans e Eliscu, versão de Cristóvão de Alencar), 1952. Nessa época modificou seu estilo, passando a fazer mímicas e piadas, tornando-se cançonetista, com repertório nordestino.

Em 1953 lançou, pela Victor, Amor de hoje (Ari Monteiro e Bruno Marnet), música que havia interpretado no filme É fogo na roupa (Watson Macedo, 1952). Gravou Baião das velhas cantigas (Jair Amorim), Caxambu (Zé Dantas e David Nasser), Farinhada (Zé Dantas) e o O xote das meninas (Zé Dantas e Luiz Gonzaga), além da valsa de sua autoria João Bobo e da canção israelita Beija- flor (versão de Caribé da Rocha).

Depois de excursionar pelo Brasil, fez tournée pela Europa em 1956-1957, apresentando-se em Portugal, onde adotou pela primeira vez o estilo one-man-show e foi considerado o melhor intérprete de música brasileira. Em 1961 casou com lvone.

Com o aparecimento da Jovem Guarda, afastou-se temporariamente da vida artística, reaparecendo em 1971 com o show Ivon Curi em todos os tempos, no Teatro Casa Grande, onde se apresentou como show-man e fez uma retrospectiva de sua carreira, lançando então o LP de mesmo nome. Seus maiores sucessos foram João Bobo, Tá fartando coisa em mim, Retrato de Maria (sua autoria), Farinhada, Escuta (sua autoria), Casar é bom (com Meira Guimarães), Amor naquela base (Moura Júnior e Zé Araújo) e Me leva.

Em 1977, a gravadora Continental lançou o LP Ivon Curi, volume 26 da serie Ídolos MPB. Em 1984 voltou a vida artística, festejando 40 anos de carreira, em 1987, com o disco Ivon Curi ontem e hoje. Em 1993, além de ter comandado o programa Show da Manchete, estreou o espetáculo A França e quinze saudades, em que interpretou canções francesas e que deu origem ao disco Douce France, seu último trabalho solo. Sua última gravação foi a faixa Forró do beliscão (Ari Monteiro, João do Vale e Leoncio), incluida, no início de 1995, no disco João Batista do Vale (BMG), tributo ao compositor João do Vale.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

domingo, 14 de maio de 2006

Farinhada

Ivon Curi
Farinhada (baião, 1955) - Zé Dantas - Intérprete: Ivon Curi

Disco 78 rpm / Título da música: Farinhada / Dantas, Zé (Compositor) / Curi, Ivon (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Rca victor, 1955 / Nº Álbum 801473 / Gênero musical: Baião.


Intro:D A7 D G A7 D
D           G                   D
Tava na peneira eu tava peneirando
  Bm7          Em                D
Eu tava num namoro eu tava namorando.
        G                     D
Na farinhada lá da Serra do Teixeira
     Bm7       Em       G/A            D
Namorei uma cabôca nunca vi tão feiticeira
   D7           G            D
A mininada descascava macaxeira
         G                           D
Zé Migué no caititú e eu e ela na peneira.
D         G                       D
Tava na peineira eu tava peneirando
  Bm7           Em                D
Eu tava num namoro eu tava namorando.
    G                          D
O vento dava sacudia a cabilêra
   Bm7         Em         G/A           D
Levantava a saia dela no balanço da peneira

   D7     G                       D
Fechei os óio e o vento foi soprando
                      G                     
Quando deu um ridimuinho sem querer tava 
    D
espiando.
D            G                 D
Tava na peneira eu tava peneirando
  Bm7            Em              D
Eu tava num namoro eu tava namorando.
    G                                D
De madrugada nós fiquemos ali sozinho
    Bm7        Em             G/A         D
O pai dela soube disso deu de perna no caminho
    D7      G                   D
Chegando lá até riu da brincadeira
        G                             D
Nós estava namorando eu e ela, na peneira...

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Comida de pensão

Comida de Pensão (xote, 1956) - Francisco A. Balbi e Miguel Miranda - Intérprete: Ivon Curi



Pra fazer economia / Eu fui morar numa pensão
Onde a bóia todo dia / Era só feijão, feijão

Durante a semana inteira / Eu com o coração na mão
Vinham as compras lá da feira / Porção de cestas só de feijão

Feijão preto com quiabo / Mulatinho com chuchu
Nunca vi sopa de nabo / Só farofa com tutu

Domingos e feriados / Variava a refeição
Vinham ovos estrelados / Carne seca no feijão

Feijão, feijão, feijão / Era só feijão, feijão (bis)

De segunda a sexta feira / Eu sempre mal com indigestão
Se me queixava à cozinheira / Me dava um chá, chá de feijão

Mas eu pensando que era vivo / Chamava a dona da pensão
Dona Olga um aperitivo / Vinha batida de feijão

Reclamar com a Teresa / Não adiantava não
Pois até na sobremesa / Vinha doce de feijão

Domingos e feriados / Variava a refeição
Vinham ovos estrelados / Carne seca no feijão

Feijão, feijão, feijão / Era só feijão, feijão (bis)

Maionese de feijão / Ou refresco de feijão
Sanduíche de feijão / Feijão, feijão
Ah, feijão

Escuta

Ângela Maria
Escuta (samba/canção, 1955) - Ivon Curi - Intérprete: Ângela Maria

Disco 78 rpm / Título da música: Escuta / Curi, Ivon (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, Indefinida / Nº Álbum 5374 / Gênero musical: Samba canção.



----A-------- E7
Escuta,
------------Dm --------A ------E7
Vamos fazer um contrato
--------------Dm----- A----- E7
Enxuga o pranto barato
--------------Dm --------A
Que te entristece o olhar


------------E7
Escuta,
--------------Dm--------- A -------E7
O nosso amor é um fracasso
-------------Dm------ A------ E7
Já me domina o cansaço
----------Dm-------- A -------A7
De brincar de te amar

------D -------D5+ -----D6
Teus olhos olham a esmo
-----D7M -----A ---------------------A7
Te falta coragem de me encarar
-----------D ----D5+----- D6
Quem trai se trai a si mesmo
------D7M ------F --------------------E7
No riso, no abraço, num beijo, no olhar

-----A----- E7
Escuta,
--------------Dm------ A-------- E7
Quando fechares a porta
----------------Dm---- A -------E7
Não chores, cala, suporta
----------------Dm -------A----- E----- A -----A9
Não penses mais em voltar

quarta-feira, 10 de maio de 2006

João Bobo

Ivon Curi
João Bobo (valsa, 1953) - Ivon Curi - Intérprete: Ivon Curi

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: João bobo / Autoria: Curi, Ivon (Compositor) / Curi, Ivon (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1953 / Nº Álbum: 801183 / Gênero musical: Valsa.



João Bobo coitado, tolinho
Falava sozinho sempre a caminhar
Mas quando passava ao seu lado

A Rosa do Prado parava o olhar
Rosinha era moça bonita

De seda ou de chita, chamava atenção
A todos seu amor vendia mas

Nada queria com o pobre do João

Ah, João Bobo é gozado

Quer casar, ah, ah, ah, com a Rosa do Prado (bis)

João Bobo dizia:"Rosinha,

Tu tens que ser minha
Se é meu teu olhar"

Mas toda turma se rindo
João Bobo ferindo, se punham a contar
"Beijei tua Rosa ontem a noite

Dei nela de açoite, fiz ela chorar
Me disse então que te odiava

Que te desprezava e pôs-se a cantar:

Ah, João Bobo é gozado
Quer casar, ah, ah, ah, com a Rosa do Prado" (bis)

O tempo que sempre caminha

A pobre Rosinha fez envelhecer
Ela que foi tão amada

Já desprezada o João quis querer
Mas eis que o dia marcado

Da Rosa do Prado chegou e a levou
E onde fria dormia, só uma rosa havia

Que João colocou

João Bobo
Ah, ah, ah, ah, ah...