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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nhô Pai

João Alves dos Santos, o Nhô Pai, nasceu em Paraguaçu Paulista, SP, no dia 28 de março de 1912 e faleceu também na cidade Paraguaçu, no dia 12 de março de 1988

O compositor do corrido Beijinho doce foi lançado por Ariovaldo Pires (o Capitão Furtado) e, como intérprete, formou duplas com seu compadre Nhô Fio, sua prima Nhá Fia e também com sua irmã Nhá Zefa. Também chegou a cantar juntamente com Tonico, da dupla Tonico e Tinoco.

Nitidamente influenciado pela música paraguaia, Nhô Pai fez bastante sucesso nos anos 40 e 50 interpretando vários rasqueados. Em 1943, cruzando pastos em carros de boi, viajando em caminhões de mudança, Nhô Pai excursionou pelo interior paulista, pela região do Triângulo Mineiro e pelos estados de Mato Grosso e Goiás, juntamente com o Capitão Furtado, Nhá Fia e Mário Zan. Apresentaram-se em diversos lugares incluindo cinemas, salões de igrejas e pracinhas.

Já tendo cantado em dupla com Nhô Fio e Nhá Zefa, Nhô Pai formou em 1942 uma dupla com João Salvador Peres, o Tonico da dupla Tonico e Tinoco. Intrepretaram o rasqueado Casinha de Carandá (Nhô Pai) e a valsa Gauchita (Zé Mané). No mesmo ano, Nhô Pai também gravou com Nhô Fio a moda de viola O Brasil entrou na Guerra de Nhô Pai e Ariowaldo Pires, além do rasqueado Fronteira de Nhô Pai e Edgard Cardoso.

Outro fato curioso se deu em 1944, quando Nhô Pai compôs e gravou juntamente com Nhô Fio o desafio Corinthians x São Paulo (Nhô Pai/ Nhô Fio), incluindo o futebol, tema caracteristicamente urbano como assunto também na música caipira.

Como compositor, seu maior sucesso foi sem sombras de dúvida o corrido Beijinho doce, gravado pela primeira vez em 1945 pelas Irmãs Castro e posteriormente pelas Irmãs Galvão. Essa música se tornou um dos maiores clássicos da Música Popular Brasileira, tendo sido incluída também no filme Aviso Aos Navegantes de 1951.

Esse famoso corrido foi gravado também em diferentes ritmos, tais como valsa (por Adelaide Chiozzo e Eliana) e Baião (por André Penazzi). Mas foi em 1976 que Beijinho doce voltou a ser novamente um grande sucesso quando foi gravado por Nalva Aguiar, que até então atuava predominantemente nos ritmos da Jovem Guarda. Segundo algumas opniões tal gravação estabeleceu um "segundo marco" na migração de intérpretes da Jovem Guarda para a música Sertaneja, a exemplo de Sérgio Reis, quando da sua gravação de O menino da porteira (Teddy Vieira / Luizinho) em 1973.

Nhô Pai deixou um expressivo repertório de composições em nossa música caipira, tendo tido diversos parceiros como Riellinho, Ariovaldo Pires, Piraci, Ado Benatti, Nalva Aguiar, Sulino, Mario Zan e Raul Torres, além dos já citados Nhô Fio e Nhá Zefa.

Fonte: www.boamusicaricardinho.com

domingo, 28 de maio de 2006

Beijinho doce

Adelaide Chiozzo
Beijinho doce (valsa, 1951) - Nhô Pai

Disco 78 rpm / Título da música: Beijinho doce / Autoria: Nhô Pai (Compositor) / Adelaide Chiozzo (Intérprete) / Eliana (Intérprete) / Matos, Carlos (Acompanhante) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Star, Indefinida / Nº Álbum 263 / Lado A / Gênero musical: Valsa

E7            A      A7
Que beijinho doce
         D
Que ela tem
                   E7
Depois que beijei ela
       D            A
Nunca mais amei ninguém

                      D
        Que beijinho doce
R                       B7 
e       Foi ela quem trouxe
f                     E7
r       De longe prá mim
ã                         D
o       Se me abraça apertado
                    E7
        Suspira dobrado
                      A   E7
        Que amor sem fim

             A     A7
Coração que manda
               D
Quando a gente ama
                E7
Se estou junto dela
              D
Sem dar um beijinho
            A
Coração reclama

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Beijinho doce

Adelaide Chiozzo
Beijinho doce (valsa, 1951) - Nhô Pai - Intérpretes: Adelaide Chiozzo e Eliana

Disco 78 rpm / Título da música: Beijinho doce / Nhô Pai (Compositor) / Adelaide Chiozzo (Intérprete) / Eliana (Intérprete) / Carlos Matos e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Star / Lançamento: 1951 / Nº do álbum: 263 / Nº da matriz: S 263 A / Gênero musical: Valsa

E7            A      A7
Que beijinho doce
         D
Que ela tem
                   E7
Depois que beijei ela
       D            A
Nunca mais amei ninguém

                      D
        Que beijinho doce
R                       B7 
e       Foi ela quem trouxe
f                     E7
r       De longe prá mim
ã                         D
o       Se me abraça apertado
                    E7
        Suspira dobrado
                      A   E7
        Que amor sem fim

             A     A7
Coração que manda
               D
Quando a gente ama
                E7
Se estou junto dela
              D
Sem dar um beijinho
            A
Coração reclama


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.