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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Idéias erradas

Dolores Duran
Ideias erradas (samba, 1959) - Ribamar e Dolores Duran - Interpretação da Trio Irakitan

Disco 78 rpm / Título da música: Ideias erradas / Duran, Dolores (Compositor) / Ribamar (Compositor) / Trio Irakitan (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum 14501 / Lado B / Gênero musical: Samba.


Tom: Em7

  (intro) Em7 C7  F#m7 B7 

     Em7                   D7  C#7 
Não faça ideias erradas de mim 
     F#m7                         B7 
Só porque eu quero você tanto assim 
   Em7        Gm7              F#m7 
Eu gosto de você, mas não me esqueço 
F#m7                     F#m7  B7 D7 
De tudo quanto valho e mereço 
Gm7              Bm7 Bbm7  Am7 
Não pense que se você me deixar 
D7                    F#m7  B7 
A dor será capaz de me matar 
     Em7                        D7  C#7 
E um verdadeiro amor não se aproveita 
  F#m7                G#7           D7  C#7 
E não se faz senão aquilo que enobrece 
  F#m7            D7              Em7  C#7 
Depois, se ele se vai, a gente aceita 
        F#m7             B7          Em7 
A gente bebe, a gente chora, mas esquece 

domingo, 6 de agosto de 2006

O que é que eu faço

Samba da parceria José Ribamar – Dolores Duran, cuja primeira gravação apareceu somente dois anos após a morte da compositora de “A noite do meu bem” (1961), na voz de Isaura Garcia, integrando o LP “A pedida é samba” que podemos ouvir abaixo. Em junho de 1962, saiu pela gravadora Chantecler o registro de Leila Silva, disco 78-0612-B, matriz C8P-1224, incluído também no LP “Novamente Leila”, do ano seguinte (Extraído de Samuel Machado Filho).

O que é que eu faço (samba, 1962) - Ribamar e Dolores Duran - Interpretação: Isaura Garcia

LP A Pedida é Samba / Título da música: Que é que eu faço / Dolores Duran (Compositora) / José Ribamar (Compositor) / Isaura Garcia (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1961 / Álbum: MOFB 3237 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.



Se não é amor
Por que é que eu sinto esta vontade de chorar
Se não é amor
Por que é que eu sinto
Esta saudade sem parar
Se não é amor
Por que só tu vens alegrar o meu viver
Com velhas palavras
Lindas palavras que só tu sabes dizer

Se não é amor
Por que é que eu tinha
De escrever essa canção
Se não é amor
Por que é que eu fico
Assim feliz quando te abraço
Mas se for amor, responde coração
Responde meu amor que é que eu faço

Quem foi?

Quem Foi? (samba-canção, 1958) - J. Ribamar e Dolores Duran - Intérprete: Núbia Lafayette

LP Solidão / Título da música: Quem Foi / Dolores (Compositora) / J. Ribamar (Compositor) / Núbia Lafayette (Intérprete) / Gravadora: RCA Camden / Ano: 1961 / Nº Álbum: CALB 5024 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.



Quem foi, que entristeceu este sorriso ?
Quem foi, que fez sofrer o meu amor ?
Quem foi, que pôs a sombra da amargura ?
Nos olhos, tão queridos, do meu bem ?
Quem foi, que te ensinou o que é chorar ?
A morte, da primeira ilusão ?
Quem foi, que te a caminhar ?
Perdida, na mais triste, solidão ?

Tu deste, aquele amor que eu tanto quis,
A quem, nada te deu e nem te amou,
Enquanto, eu te esperava e sou feliz,
De amar ainda em ti, o que restou.

Enquanto, eu te esperava e sou feliz,
De amar ainda em ti, o que restou....

Pela rua

Dolores Duran
Pela rua (canção, 1959) - J. Ribamar e Dolores Duran - Intérprete: Tito Madi

Disco 78 rpm / Título da música: Pela rua / Duran, Dolores (Compositora) / Ribamar, J (Compositor) / Madi, Tito (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1959 / Nº Álbum 17712 / Lado B / Gênero musical: Canção.


Tom: Bm

  G7      Cm      Fm        G7 
No ar parado passou um lamento 
         Cm              Fm 
Riscou a noite e desapareceu 
         G7               Cm 
Depois a lua ficou mais sozinha 
             Cm/Bb     G#           G7 
Foi ficando triste e também se escondeu 
          Cm               F#dim 
Na minha vida uma saudade negra 
          Fm    
Soluçou baixinho  
        Fm7 
No meu olhar  
                 G7             Cm 
Um mundo de tristeza veio se aninhar 
                               Fm 
Minha canção ficou assim sem jeito 
            Cm 
Cheia de desejos  
            Fm              G7 
E eu fui andando pela rua escura 
              Cm  G7/13- G7 
Pra poder chorar 
          Cm               F#dim 
Na minha vida uma saudade negra 
          Fm    
Soluçou baixinho  
        Fm7 
No meu olhar  
                 G7             Cm 
Um mundo de tristeza veio se aninhar 
                               Fm 
Minha canção ficou assim sem jeito 
            Cm 
Cheia de desejos  
            Fm              G7 
E eu fui andando pela rua escura 
              Cm   
Pra poder chorar ... 

sábado, 10 de junho de 2006

Ternura antiga

Ribamar
O pianista-compositor Ribamar (José Ribamar Pereira da Silva) foi uma figura bem conhecida na noite carioca dos anos cinquenta. Além de integrar e liderar vários conjuntos de boate, salientou-se como acompanhador de Tito Madi e, principalmente, de Dolores Duran de quem foi parceiro e grande amigo.

Quando Dolores morreu, a cantora Marisa Gata Mansa sugeriu-lhe que musicasse alguns rascunhos poéticos deixados pela amiga comum. Daí nasceram as canções “Quem Foi” e “Ternura Antiga”, esta mostrando mais uma bela letra da compositora, amarga, sombria, surgida do vazio da solidão: “Ai, a rua escura, o vento frio / esta saudade, este vazio / esta vontade de chorar...”.

No final de 1960, Abraão Medina, dono da loja O Rei da Voz, que patrocinava o programa “Noite de Gala” na TV Rio, resolveu lançar um festival para escolher “As dez mais lindas canções de amor”. Apresentado por Flávio Cavalcanti, o certame foi vencido por Ary Barroso, com sua “Canção em Tom Maior”, cantada por Ted Moreno, ficando “Ternura Antiga” em segundo lugar, cantada pela então novata Lucienne Franco.

Na finalíssima, realizada na sede do Tijuca Tênis Clube, foi flagrante a torcida de Flávio pela vitória da música do Ary, talvez para amaciar seu relacionamento com o compositor a quem havia algum tempo criticara duramente na mesma TV Rio, a propósito da letra de “Aquarela do Brasil”. Na realidade, “Canção em Tom Maior” é uma composição bem feita, meio puxada para o monumental, porém, inegavelmente inferior ao melhor nível de Ary Barroso.

Entre as concorrentes havia canções superiores como “Poema do Adeus” (de Luís Antônio), “Ressurreição dos Velhos Carnavais” (o canto do cisne de Lamartine Babo) e a própria “Ternura Antiga”, sucesso em 61 na voz de Tito Madi (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Ternura antiga (samba-canção, 1961) - José Ribamar e Dolores Duran - Interpretação de Lucienne Franco

Disco 78 rpm / Título da música: Ternura antiga / José Ribamar (Compositor) / Dolores Duran (Compositora) / Lucienne Franco (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1961 / Álbum: 6.226 / Lado B / Gênero musical: Samba-canção.


Introdução: Gm7/9 A7/9+ A7 Dm7/11 D7/13- D7  
                 Gm7 A7/13- A7 Dm7/9 D7/9-   

Gm7/9        A7/13-         Dm7/9 D7/9- 
Ai, a rua escura,  o vento frio 
                    Gm7 
Esta saudade este vazio 
        A7/13-     Dm7/9 D7/9- 
Esta vontade de chorar 
Gm7           C7/9-      F7M F6 
Ai, tua distância tão amiga 
                    Bb7 
Esta ternura tão antiga 
                      A7   Am7/11 Ab5-/7          
E o desencanto de esperar 
Gm7/9          A7/9+        Dm7   Am7 D7/9- 
Sim, eu não te amo porque quero 
Bb7           A7/13-      Dm7/9  D7/9- 
Ai, se eu pudesse esqueceria 
Gm7          A7               Dm7/9           
Vivo, e vivo só porque te espero 
Em5-/7        A7/13-       Dm7 Am7/11 Ab5-/7          
Ai, esta amargura, esta agonia 
Gm7/9                A7/9+            Dm7   Am7 D7/9- 
Sim, eu não te amo porque quero 
Bb7           A7/13-     Dm7/9  D7/9- 
Ai, se eu pudesse esqueceria 
Gm7          A7               Dm7/9           
Vivo, e vivo só porque te espero 
Em5-/7        A7/13-           Dm7 
Ai, esta amargura,     esta agonia