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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pedro de Sá Pereira

Comidas, Meu Santo!,  1925
Pedro de Sá Pereira, compositor e maestro, (25/1/1892, Porto Alegre, RS - 1955), teve suas primeiras composições gravadas em 1915, com as valsas Nas asas do amor e Sorrir dormindo, registradas na Odeon pelo grupo O Passos no Choro. Em 1922, fez as músicas para a revista Nós pelas costas, de J. Praxedes, apresentada no Teatro Recreio e que marcou a estréia da cantora e atriz Araci Cortes.

Em 1925, as canções Caiuby (Canção da cabocla bonita) e Meu Brasil, terra natal foram gravadas na Odeon por Vicente Celestino. No mesmo ano, fez os arranjos para o fox-trot Cabeleira a la garçone gravado por Zaíra de Oliveira. Ainda em 1925, o cantor Artur Castro Budd gravou na Odeon a modinha Luar do Brasil e a canção Arte e bom gosto, e Sílvio Vieira a canção Ai xixi.

Em 1926, fez com o maestro Júlio Cristóbal as músicas para a revista Prestes a chegar, de Luiz Peixoto e Marques Porto, que alcançou grande sucesso. Segundo um anuário publicado nesse mesmo ano, tinha "grande habilidade para compor e compilar músicas para revistas, as quais ficam facilmente gravadas no ouvido do público".

No mesmo ano, o cantor Roberto Vilmar gravou na Odeon a canção Leão da noite, e o cantor Fernando lançou com sucesso o samba Entra no cordão. Ainda em 1926, Fernando gravou o maxixe Sandália de couro, com Marques Porto e Ari Pavão, e a canção Ruínas de um sonho, além da modinha Chuá, chuá, que se tornaria o maior sucesso do maestro e um clássico do cancioneiro popular brasileiro.

Em 1927, teve a marcha Os canoeiros do norte gravada na Odeon por Francisco Alves. No mesmo ano, Patrício Teixeira gravou a canção Luar do Brasil, também na Odeon. Ainda nesse ano, a canção Chuá, chuá recebeu letra de Zeca Ivo e foi regravada na Odeon por Francisco Alves.

Em 1928, Francisco Alves gravou a canção Cangote cheiroso, o maxixe Cuscus, a valsa Quanto sofri, a toada-canção Canção da noite e a a modinha Leão da noite (Flor de sangue). Teve no mesmo ano o fox-canção A flor de ingá, e o fox-trot Sempre a rir gravados por Dimas Alonso, também na Odeon. No mesmo ano, fez com Luiz Peixoto a canção Casinha da colina, seu outro grande sucesso, gravada na Odeon por Vicente Celestino. Também em 1928 teve mais quatro composições gravadas na Parlophon: a canção Oração da viola, por Euristenes Pires, a canção Coração gaúcho e a melodia Voz da floresta, por João Celestino, e a canção Pobre viola, por Paulo Rodrigues.

Em março de 1929, a Odeon lançou disco que tinha Francisco Alves interpretando o samba Água de coco, que fez sucesso na época de seu lançamento. No mesmo ano, o cantor Oscar Gonçalves gravou a valsa-canção O amor assim começa, e a cantora Aracy Cortes lançou o samba Quindins de iaiá, parceria com C. M. Bittencourt, além de Produto nacional e a canção Vamos juntar os trapinhos?. Teve ainda o samba-canção Por que foi?, com Luiz Iglésias, lançado pela atriz Margarida Max que também o apresentou em teatro de revistas. Também em 1929, o cantor João Celestino gravou na Parlophon as canções Amor de tropeiro e Feitiços de morena, e Sílvio Salema a canção Tristezas de rolinha, ainda na Parlophon. Fez com Ary Barroso e Júlio Cristóbal as músicas para a revista Laranja da China, de Olegário Mariano, estrelada por Araci Cortes no Teatro Recreio.

Em 1930, fez com Marques Porto e Luiz Peixoto o samba Meu Senhor do Bonfim gravado pela cantora Araci Cortes. Ainda no mesmo ano, as canções Minha Santa Terezinha e Cabocla cheirosa (Irassucê), parcerias com Alfredo Breda, foram lançadas por Araci Cortes, e os sambas Cuscus e Cangote cheiroso, foram regravadas na Brunswick pela cantora Luiza Fonseca. Também em 1930, o samba Falsa jura foi gravado por Januário de Oliveira, e o samba-canção Vou pra Bahia, com Correia da Silva, foi lançado pela cantora Helsie Houston, os dois na Columbia, além da canção Saudades do meu sertão, lançada por Julinha Dias na Parlophon.

Em 1931, teve nova música gravada por Araci Cortes na Odeon, o samba Abana! Baiana!, com A. Carvalho. No mesmo ano, Sílvio Vieira gravou na Victor a canção Minha favela, parceria com Marques Porto. Em 1932, a canção Meu Brasil, parceria com o poeta Olegário Mariano foi gravada na Columbia por Vicente Celestino. Em 1933, a marcha O beicinho da crioula, com João Rossi, foi gravada por Luiz Barbosa. 

Em 1950, a canção Casinha da colina foi regravada na Odeon por Carioca e Sua Orquestra em ritmo de choro com vocal de Jamelão. No ano seguinte, Chuá, chuá e Casinha da colina foram regravadas em ritmo de baião por Mário Gennari Filho em interpretação solo de acordeom. 

Em 1952, o baião Nega suspira foi gravado em solo de flauta por Dante Santoro. No ano seguinte, Augusto Calheiros regravou Chuá, chuá. Em 1954, a canção Meu Brasil, com Olegário Mariano foi gravada por Vicente Celestino na RCA Victor. Em 1957, suas canções Chuá-chuá, com Ari Pavão, e Casinha da colina, com Luiz Peixoto, foram regravadas no LP Paulo Tapajós recorda gravado por Paulo Tapajós na Continental. Em 1962, Chuá, chuá foi regravada no LP Os velhinhos transviados, de Zé Menezes.

Em 1969, Chuá, chuá foi regravada pela dupla Tonico e Tinoco, e em 1976, por Rosinha de Valença no LP Cheiro de mato. Em 1981, Nalva Aguiar regravou Casinha da colina em LP lançado pela CBS. Em 1990, a dupla Pena Branca e Xavantino regravou Chuá, chuá. Em 2000, teve as composições Chuá, chuá, com Ari Pavão, Paulista de Macaé, Polícia já deu lá em casa e Meu Senhor do Bonfim, com Luiz Peixoto, interpretadas em show pelo conjunto Lira Carioca, especializado em música popular das primeiras décadas do século XX. Dois anos depois, essas músicas foram relançadas no CD "Notáveis desconhecidos" gravado pelo conjunto Lira Carioca.

Foi um dos principais nomes do teatro de revistas na década de 1920 e seu nome ficou eternizado na música popular brasileira com a canção "Chuá, chuá".

Obra

A flor de ingá, Abana! baiana! (c/ A. Carvalho), Água de coco, Ai xixi, Amor de tropeiro, Arte e bom gosto, Cabocla cheirosa (Irassucê) (c/ Alfredo Breda), Caiuby (Canção da cabocla bonita), Canção da noite, Cangote cheiroso, Casinha na colina (c/ Luiz Peixoto), Chuá, chuá (c/ Ary Pavão), Coração gaúcho, Cuscus, Entra no cordão, Esquecer-te nunca, Falsa jura, Feitiços de morena, Folgazão depois de velho (c/ Nagib Hankach), Leão da noite (Flor de sangue), Luar do Brasil, Meu Brasil (c/ Olegário Mariano), Meu Brasil, terra natal, Meu Senhor do Bonfim (c/ Marques Porto e Luiz Peixoto), Minha favela (c/ Marques Porto), Minha Santa Terezinha (c/ Alfredo Breda), Nas asas do amor, Nega suspira, O amor assim começa, O beicinho da crioula (c/ João Rossi), Oração da viola, Os canoeiros do norte, Pobre viola, Por que foi? (c/ Luiz Iglésias), Produto nacional, Quanto sofri, Quindins de iaiá (c/ C. M. Bittencourt), Rodolfo Valentino, Ruínas de um sonho, Sandália de couro (c/ Marques Porto e Ary Pavão), Saudades do meu sertão, Sempre a rir, Sorrir dormindo, Tristezas de rolinha, Vamos juntar os trapinhos?, Vou pra Bahia (c/ Correia da Silva), Voz da floresta.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB; Wikipédia.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As mulheres nos discos

Aracy Cortes
No Brasil, assim como nos Estados Unidos, a produção de músicas populares em estúdio foi predominantemente masculina, principalmente no que diz respeito à música cantada. Muitos trabalhos sobre o assunto afirmam que a ausência feminina ocorria, entre fatores de cunho sociocultural, devido às condições técnicas das gravações mecânicas.

Tais estudos têm se baseado em análises auditivas dos discos e, comumente às listas de artistas das gravadoras presentes em revistas especializadas e notas de jornais do período em questão.

De fato, praticamente não se tem referência na literatura consultada, o fato de que alguma cantora tivesse alcançado sucesso substancial, antes da década de 1920.

Segundo Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello (1999, p. 18), isto ocorre...

Pepa Delgado
"...simplesmente, à não existência desse tipo de atividade profissional em nossa sociedade machista de então. O que havia eram atrizes do teatro musicado que às vezes gravavam. As exceções seriam talvez as duas moças que, no suplemento inicial de discos da Casa Edison, aparecem cerimoniosamente tratadas com Srta. Odete e Srta. Consuelo. Sobre essas moças, as primeiras brasileiras a gravarem, têmse apenas uma informação biográfica: eram senhoritas..." (SEVERIANO, 1997).

Na verdade o primeiro volume da Discografia Brasileira de 78 r.p.m. nos apresenta um panorama um pouco mais diverso em relação às intérpretes femininas da era mecânica. Foram identificadas cerca de 340 gravações com cantoras na era mecânica no Brasil. Este valor é aproximado tendo em vista a ausência de informações em relação a muitos dos discos contidos na Discografia 78 r.p.m.

Dos 13 selos existentes, 9 (1) gravaram músicas populares com mulheres como solistas ou formando duos, sendo Zon-O-Phone, Odeon, Favorite Record, Victor Record, Columbia, Brazil, Imperador, Phoenix e Gaúcho.

Abigail Maia
As intérpretes da era mecânica no Brasil foram: Abigail Maia, Albertina Rosa, Arminda, Araci Cortes, Leontina, Aura Abranches, Srta. Consuelo, Berta Santos, Delfina Victor, Dolores de Córdoba, Emília de Oliveira, Florisbela, Amélia de Oliveira, Iracema Bastos, Isaura Lopes, Isolina Santori, Maria Roldan, Alice, Júlia Martins, Laís Areda, Laís Marival, Lili Hartlieb, Malvina Pereira, Maria Pinto, Medina de Souza, Nina Teixeira, Odaléa Sodré, Leonor Pires, Iracema, Pepa Delgado, Risoleta, Rosa Pinto, Rosália Pombo, Senhora Augusta, Srta. Consuelo, Srta. Diva, Srta. Odette, Stella Gil, Virgínia Aço e Zaíra de Oliveira. (2)

Foram analisados também os catálogos da Casa Edison dos anos: 1902, 1913, 1914, 1915, 1918, 1919, 1920, 1925 e 1926. (3) Os fonogramas femininos estão presentes em todos esses, mas observou-se que, como meio de divulgação, a gravadora não fez esforço algum para dar relevo às suas cantoras nos seus catálogos iniciais. Em contraposição, desde o início os catálogos contam com fotografias dos intérpretes masculinos e seções próprias (destacadas em negrito) e agrupadas ora por gênero, ora por acompanhamento. Geralmente as gravações femininas encontravam-se dispersas em tais seções.

Em relação ao catálogo de 1928, pôde-se observar um fato curioso. Neste documento, a divulgação das peças eruditas gravadas no exterior e lançadas no Brasil sob o selo Fonotipia, tanto as cantoras, quanto os cantores tinham o mesmo peso na divulgação. As seções de árias de óperas italianas geralmente são subdivididas pelo destaque do nome do intérprete e de sua respectiva classificação vocal.

Zaíra de Oliveira
Sendo os catálogos das gravadoras as primeiras formas de divulgação do seu repertório disponível, percebemos que os consumidores de música erudita, geralmente selecionavam suas escolhas partindo dos intérpretes célebres, das obras gravadas e da sua classificação vocal. Tal fato pode ser observado desde o primeiro catálogo de 1902.

Como a música erudita era reconhecida mundialmente como a verdadeira produção artística (os discos de óperas, orquestras sinfônicas, solos instrumentais e coros eram classificados como “Discos Artísticos”). Percebe-se que a grande divulgação de tais cantoras que, como foi dito, eram em sua maioria atrizes, se dava, sobretudo nos periódicos especializados de teatro.

Já o catálogo de 1926 traz, pela primeira vez, fotos de intérpretes femininas e uma divulgação mais ativa em relação aos intérpretes masculinos. As cantoras Zaíra de Oliveira e Rosália Pombo ganharam espaço privilegiado nas páginas 9 e 10, respectivamente. Araci Cortes também começa a ganhar destaque a partir deste último catálogo de gravações mecânicas.

(1) Zon-o-Phone, Odeon, Odeonette, Faulhaber, Favorite Record, Victor Record, Columbia, Brazil, Popular, Jurity, Imperador, Phoenix, Gaúcho.; (2) É bom ressaltar que nem todas essas artistas eram de nacionalidade brasileira. Outro ponto a ser lembrado é que, eventualmente, pode constar nesta lista alguma instrumentista. Na medida do possível tentamos identificar informações sobre cada uma delas. Foi um trabalho árduo em sites e enciclopédias de música, mas sem grandes resultados.; (3) Os únicos catálogos existentes da primeira e maior gravadora brasileira no começo do século XX e disponibilizados nos fotoCDs do livro A Casa Edison e seu tempo de Humberto Franceschi, 2002.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Dondoca

Zaíra de Oliveira
Dondoca (marcha/carnaval, 1927) - José Francisco de Freitas (Freitinhas) - Intérpretes: Zaíra de Oliveira e J. Gomes Júnior

Disco selo: Odeon R / Título da música: Dondóca / José Francisco de Freitas "Freitinhas" (Compositor) / J. Gomes Júnior (Intérprete) / Zaíra de Oliveira (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Nº do Álbum: 123250 / Nº da Matriz: 1095 / Lançamento: 1927 / Gênero: Marcha carnavalesca / Coleções: IMS, Nirez


Meu Deus! Meu Deus!
Que triste vida
Todos me chamam de comida
Porque eu ando só!

Não treme tanto a gelatina
Que o caldo entorna da terrina
Eu viro pão-de-ló

Dondoca, Dondoca
Anda depressa
Que eu belisco essa pernoca

Minha Dondoca, Dondoquinha
Tu és de fato, és da pontinha
Tem pena do tatu

Eu ando sempre envergonhada
A toda hora beliscada
Que praga de urubu

Vou dar o fora, vou pra casa
Estou nervosa, estou em brasa
Ó céus, que maldição

Eu vou a pé a Cascadura
Vou espiar na fechadura
O teu velho babão

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Quando me lembro

Eduardo Souto
Quando me lembro (marcha, 1925) - Eduardo Souto e João da Praia

A letra é de um certo João da Praia (¹), não creditado no selo - o que às vezes podia acontecer, pois o letrista naquele tempo não era considerado compositor musical. Gravação original de 1925, com Zaíra de Oliveira em dueto com Bahiano, disco Odeon 78 rpm 122.800. Relançado, como canção, pela Parlophon em junho de 1930, disco 13162-A, matriz 3485.

Lançamento de disco Odeon interpretado por Zaíra de Oliveira e Bahiano em 1925:

Disco selo: Odeon R / Título da música: Quando me lembro / Eduardo Souto (Compositor) / João da Praia (Compositor) / Zaíra de Oliveira (Intérprete) / Bahiano (Intérprete) / Nº do Álbum: 122800 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Marcha / Obs.: Sem mídia mp3 ainda

A dupla Tom Bill e Aloncito (²) relança, pela Parlophon, a canção em 1930:

Disco 78 rpm / Título da música: Quando me lembro / Eduardo Souto (Compositor) / Alonsito (Intérprete) / Tom Bill (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Parlophon / Nº Álbum 13162-a / Nº da Matriz: 3485 / Gravação: 1930 / Lançamento: Junho/1930 / Gênero musical: Canção / Coleções: Nirez, José Ramos Tinhorão



Quando eu me lembro do meu tempo antigo
Daquele tempo que eu passei contigo
Dos belos sonhos que não voltam mais
Ai, que saudade, ai, que saudade isso me faz

Viver! Viver sozinho
Sem teu carinho
Sem teu amor
Ó flor!

Viver, por bem querer
Hei de sofrer
Sofrer
Morrer!

Não posso crer que tu tenhas maldade
Seja capaz de tanta crueldade
Não posso crer na tua ingratidão
Se continua a ser só teu meu coração


(¹) Alcunha do compositor Filomeno Ribeiro; (²) Dupla gringa interpretando com sotaque.

Fontes: Samuel Machado Filho - Cantoras do Brasil).

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Zaíra de Oliveira

Zaíra de Oliveira (1891, Rio de Janeiro - 15/8/1952), soprano, teve formação clássica, tendo cursado canto lírico no Instituto Nacional de Música, atual Escola Nacional de Música, mas também cantou música popular.

Em dezembro de 1921 participou de um concurso realizado na escola de música, onde recebeu o primeiro lugar, porém não lhe foi concedido o prêmio, que consistia numa viagem à Europa, na afirmativa de muitos pelo fato de ser negra. Numa época em que ainda não existia a lei Afonso Arinos, a cantora não se abalou, pois somente a alta distinção conquistada no mais importante órgão oficial de ensino artístico da capital do Brasil lhe daria motivo justo de orgulho.

Em 1924 gravou seu primeiro disco, dois foxtrotes: Tudo à la garçonne, de Pedro Sá Pereira e La monteria, de J. Guerrero.

Em 1925 participou de festivais artísticos, dos quais o do Teatro Municipal de Niterói, onde cantou Tosca, de Puccini, Berceuse, de Alberto Nepomuceno e Schiavo, de Carlos Gomes, além de A despedida e Cantiga praiana de Eduardo Souto, com letras de Bastos Tigre e Vicente Carvalho, respectivamente.

Apresentou-se também no Cassino Copacabana Palace ao lado de Catulo da Paixão Cearense e Gastão Formenti. Nesse ano gravou a marcha Quando me lembro (Eduardo Souto e João da Praia), em dueto com o cantor Bahiano, que fez sucesso. No entanto seu maior êxito foi a marcha carnavalesca Dondoca (Freitinhas), em 1927, ao lado de J. Gomes Filho.

No início da década de 30, passou a se apresentar na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, acompanhada pelo regional de Canhoto. Em 1932 casou-se com o violonista e compositor Donga (Ernesto Joaquim Maria dos Santos) e tiveram uma filha, Lígia.

Zaíra cantou ainda em vários coros de igrejas. Em seu livro Não acuso nem me perdôo, o embaixador Paschoal Carlos Magno considerava-a uma das maiores cantores negras do mundo.