terça-feira, 21 de maio de 2013

Destaques de Maio/2013

Nilton Paz pela Revista do Rádio
A biografia do cantor Nilton Paz - e de centenas de outros artistas também desaparecidos da mídia e na espessa poeira do passado do Brasil -, tentamos, se fundamentando em documentos antigos, sem...

Edson Lopes
Edson Lopes, cantor (circa 1930), atuou na década de 1950 e gravou discos pela Odeon. Fez sua estreia em gravações em 1951, quando lançou pela Odeon, com acompanhamento de orquestra, as canções Pai...

A última aventura artística de Gardel
Carlos Gardel Paris - Dezembro de 1933 - Carlos Gardel deixa a Cidade Luz acompanhado de Castellano e Petorossi, seus acompanhantes, despedindo-se de alguns amigos, entre eles Alfredo Le Pera, a...

Raul Mota
Raul Motta (circa 1928 - Portugal), cantor, desenvolveu carreira artística no Brasil. De razoável, repercussão nos anos 1950, fez parte do cast paulista da gravadora RGE. De estilo romântico,...

Raul Morais
Raul Morais (Raul Corumila de Morais), compositor, instrumentista e regente, nasceu no Recife, PE, em 2/2/1891, e faleceu na mesma cidade em 7/9/1937. Era irmão do professor e compositor Edgar...

A decadência dos trios
"Em comentário na CBN, falei sobre o trio final dos antigos times de futebol. Na formação clássica, o goleiro e os dois zagueiros formavam o aludido trio final: Castilho, Píndaro e Pinheiro, o...

Héber de Bôscoli
Héber de Bôscoli, radialista, ator, rádio-ator, apresentador e compositor, falecido em 1956, teve papel marcante como maquinista, em "Trem da Alegria" (programa de rádio, 1942-1955). Era casado...

Eladir Porto
Eladir Porto (1940) Eladir Porto (Eladir Maria da Silva Porto), cantora, nasceu em Santos, SP, em 15/10/1917. Iniciou a carreira artística depois de vencer um concurso de beleza. Em 1936, estreou...

Cuidado com a televisão!
As cantoras Edélzia dos Santos, Sarah Nobre, Sílvia Autuori e Zilá Fonseca (Rev. do Rádio, 1948). "A televisão, julgada utopia por muitos, já é uma grande realidade. Pelo menos, é o que se...

Plácida dos Santos
Maxixe - Ilustr. de 1903 Plácida dos Santos (1853 Rio de Janeiro, RJ - Circa 1935 Rio de Janeiro, RJ) foi a primeira cantora a se apresentar interpretando música brasileira em Paris. Uma outra...

Plácida, o primeiro vôo de nossa música
Hoje, a música popular brasileira, embora nem sempre legítima, mesmo perdendo sua característica rítmica, aquele sabor de simplicidade que a põe facilmente no cantar das ruas, está nas Europas, nos...

Carlos Espíndola
Carlos Espíndola (circa 1870 - 1920, Rio de Janeiro, RJ), instrumentista e flautista, pai da cantora Aracy Cortes. Foi feitor de turma da antiga prefeitura do então Município Neutro como se chamava...

Júlio Cristóbal
Aracy Cortes no Teatro de Revista Júlio Cristóbal (circa 1890 São Paulo - circa 1956 Rio de Janeiro), compositor e maestro, fez músicas para o teatro de revista na década de 1920. Por volta de...

Nosso Sinhô do Samba - Parte 8
Capa de Jura: sob o desenho da palmeira dá pra notar o pequeno carimbo-rubrica do autor (Arquivos Almirante - Museu Imagem e Som). Cedo vivendo vida de boêmio por força da profissão — pianista de...

“Coração Materno” quase vira tragédia
Vicente Celestino Em todas (pode-se afirmar com segurança, em todas) as canções de amor, sejam de concepção rebuscada ou popularesca, o coração aparece como figura simbólica e de grande efeito...

Luiz Henrique
Luiz Henrique (Luiz Henrique Fernandes da Rosa), instrumentista (violonista), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Tubarão, SC, em 25/11/1938, e faleceu em Florianópolis, SC, em 09/07/1985....

Viúva Guerreiro
Viúva Guerreiro Viúva Guerreiro (Serafina Augusta Mourão do Vale), pianista e compositora, nasceu em Rio Bonito, RJ, em 09/09/1858, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 11/08/1936. Filha do...

Mário Penaforte
Mário Penaforte, instrumentista, pianista e compositor, nasceu em Minas Gerais em 23/07/1876 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 08/07/1928. Ainda criança passou a residir no Rio de Janeiro....

Carnaval de morro
Lá está a esconsa ladeira do João Homem, que nos levará ao alto da Conceição. Subamo-la, tranquilamente, porque, quase ao chegar à crista do morrete é que se instala, numa casa de porta de rótula,...

Nosso Sinhô do Samba - Parte 7
Sinhô, que não aparecera na co-autoria de "Pelo telefone", por ele arrolado como uma das suas produções, foi acusado de plagiário e aproveitador de trechos de outros compositores. Considerando-se...

domingo, 28 de abril de 2013

Destaques de Abril/2013

O massacre da "Sabiá"
Chico Buarque e Tom Jobim Não há brasileiro, vivo ou morto, que não tenha uma vizinha gorda e, além de gorda, patusca como uma viúva machadiana. Dirão os idiotas da objetividade que vizinha é a...
  
A rua é do povo
Há 121 anos, esta cidade — logo que chega dezembro — começa a ser sacudida pelos ventos carnavalescos. Iniciam-se os ensaios das escolas de samba, dos ranchos, das sociedades carnavalescas; nascem...

José Roberto
José Roberto, cantor, iniciou a carreira em 1967, ano em que saiu de Salvador, sua terra natal. Com gravações pouco expressivas dessa época, somente no início da década de 70, é que ele ganhou...

Gileno
Gileno (Gileno Osório Wanderley de Azevedo), cantor, compositor e guitarrista, nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em 25 de Abril de 1949, e é mais conhecido como Leno da famosa dupla vocal Leno...

Waldirene
Waldirene (Anabel Fraracchio), cantora, nasceu em São Paulo, SP, em 24/9/1948. Começou a se apresentar com a família aos oito anos de idade. Ficou conhecida como "A garota do Roberto".Começou a...

George Freedman
George Freedman, cantor e compositor, nasceu em Berlim, Alemanha, em 1940. Filho de pai alemão e mãe brasileira, ainda pequeno transferiu-se para o Brasil. Iniciou a carreira no final da década de...

Ed Carlos
Ed Carlos (Oscar Teixeira), cantor e compositor, nasceu em 3 de fevereiro de 1952, em Santo André, São Paulo. Iniciou a carreira ainda adolescente, em 1967. Comenta-se que, na efervescência do...

Non ho l'etá
Gigliola Cinquetti começou a cantar aos dezesseis anos em 1963, vencendo o concurso "Voci Nuove Di Castrocaro". Um ano depois participou do Festival de San Remo com a célebre canção "Non ho l'...

Dori Edson
Dori Edson (Antônio Dorival Angiolella), cantor e compositor, nasceu na cidade de São Paulo, SP, em 26/08/1946, e faleceu em Campinas, SP, em 26/08/2008. Iniciou a carreira artística por volta de...

Bobby di Carlo
Bobby di Carlo (Roberto Caldeira dos Santos), cantor e compositor, nascido na cidade de São Paulo SP, em 30/06/1945, foi um dos grandes astros da Jovem Guarda. Com o pseudônimo de Bobby de Carlo,...

Almir Bezerra
Almir Bezerra (Almir Ferreira Bezerra), cantor, compositor e instrumentista (guitarrista), nasceu em Recife PE, em 1945. Em 1964 foi um dos criadores do conjunto The Fevers, que alcançou grandes...

O primeiro Momo do Carnaval carioca
“Depois de ter sido boneco, Momo passou a ser gente e vai ter carteira de saúde”. Deus zombeteiro, pândego, amante da galhofa, filho do sonho e da Noite, e que por seu comportamento irreverente...

O confete surge no Carnaval
"Quando o confete surgiu formaram um trust para valorizar o preço". Antes havia o entrudo. Era brutal, grosseiro. O Paiz, numa resenha de quarta-feira de cinzas, referente aos festejos...

Angelita Martinez
Angelita Martinez, atriz, cantora e bailarina, nasceu em São Paulo, SP, em 17/05/1931, e faleceu na mesma cidade em 13/01/1980. Era filha do jogador Bartô Guarani, que fez sucesso no Clube...

Romeu Arêde, o "Picareta"
Romeu Arêde "Um Romeu apaixonado que o carnaval consagrou como Picareta". Em janeiro de 1918, os ‘apaixonados’, que haviam constituído um bloco (agremiação recreativa), realizavam, no dia oito, um...

Jovem Guarda: os brotos comandam
Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Carlos. "A jovem guarda foi a materialização de tudo aquilo com que os pioneiros do rock brasileiro sonhavam. A música pop movida a guitarras provocando nas...

Fred Jorge
Fred Jorge (Fued Jorge Jabur), compositor e novelista, nasceu em Tietê, SP, em 31/5/1928, e faleceu em São Paulo, SP, em 20/10/1994. Começou a aprender piano ainda criança e quando estudante,...

Célia Villela
Célia Villela, cantora, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 24/11/1939 e faleceu em Petrópolis, RJ, em 2005. Iniciou a carreira discográfica em 1955, e gravou alguns discos de 78 RPM até passar a...

Nestor Tangerini
Nestor Tangerini (Nestor Tambourindeguy Tangerini), compositor, teatrólogo, poeta, caricaturista e professor, nasceu em Piracicaba, SP, em 23/07/1895, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em...

María Luisa Landín

María Luisa Landín Rodríguez, “a rainha do Bolero”, é e sempre será um ícone do sentimento popular latino-americano, expressado na sua voz única e incomparável, não superada por nenhum intérprete. Filha de um veracruzano, o senhor Ireneo Landín, e de uma guanajuatense, senhora Magdalena Rodríguez, nasceu no popular, criativo e central bairro de “Tepito” da Cidade do México, em nove de outubro de 1921.

Junto com sua irmã Avelina (10/11/1917 – 21/02/1991) iniciou-se muito cedo na música, formando em 1935 o duo “Pirita y Jade” de grata recordação entre os duos existentes naquela época, pela elegância no cantar e pelo entrosamento admirável das vozes das irmãs Landín Rodríguez.

O duo Pirita y Jade se apresentava em festas e reuniões familiares, recebendo a aprovação dos presentes e, pouco a pouco, ganharam prestígio, pelo menos no âmbito local. Em 1936 se apresentaram alternativamente na rádio XEYZ e na estação do governo XEFO.

Em 1938, a recém inaugurada rádio XEQ conhecida como “Rádio Panamericana” as contratou como artistas principais em sua programação musical, promovendo uma rivalidade com as Irmãs Águila, famoso duo integrado pelas irmãs Maria Esperanza e Maria de la Paz Villlobos.

Esse antagonismo foi proveitoso para a emergente estação e, assim mesmo, para as irmãs Landín Rodríguez, que aumentaram em fama e popularidade. Nessa ocasião adotaram a denominação de “Duo Mari-Lina” e, finalmente, escolheram o nome que mais acreditavam ser o mais destacado e harmonioso da época: “O Duo das Irmãs Landín”.

Com este título registraram para a posteridade os mais emocionantes temas musicais de renomados autores e compositores. Entre estes se destacam: “A ti qué ” de Alberto Domínguez, “A dónde irán” de Rodolfo Mendiolea, “Yo quiero la vida”, “Aquella noche”, “Si tú me pides” e “Háblame de amor” de Gabriel Ruiz, “Cariñito” de Manuel Renteria, “La Guía”, de Méndez Castillo, “La noche, tú y yo” de Rafael Hernández, “Mi amor de ayer” de Tamayo Ortega, “Mi destino fue quererte” e “Mi único amor” de Felipe Valdéz Leal, “Mujercita castigada” de Fernando Z. Maldonado, “Pasional” de Consuelo Velazquez, “Pobre de mí” de Agustín Lara, “Tengo que sufrir” de Claudio Estrada, “Tengo un nuevo amor” de Ernesto Lecuona y “Yo no sé lo que me pasa” de Fernando Mulens.

O duo das Irmãs Landín se manteve até 1942, quando Avelina contraiu matrimônio com Ángel Zempoalteca Ortega (1925-1970). Dissolvido o duo, María Luisa foi contratada por Carlos Riverol para atuar no Teatro de Belas Artes com o patrocínio da companhia Coca-Cola do México, junto ao tenor Nestor Mesta Chayres, com quem produziu séries inesquecíveis que, posteriormente, formariam um conjunto de programas de rádio de grande prestígio por todo o México que, seriam retransmitidos à América Latina através da rádio XEW.

Os programas radiofônicos do duo Chayres-Landín foram gravados num LP. Entre as canções mais destacadas estão: “Siempre viva”, “Ay Maricruz”, “Reconciliación”, “Rumichacha”, “Por la vuelta”, “Tu altivez”, “Secreto”, “Al son de la marimba”, “Muchos besos”, “Tres corazones” e “Momento musical Nº 3”, “Corazón del mar”, “María Elena” y “Buenas noches”.

María Luisa Landín, em 1940, fez uma turnê em Cuba, atuando em clubes, teatros e estações de rádio. Depois fez outra excursão por toda a América do Sul onde foi muito bem recebida pelo público.

Em 1942 obteve seu primeiro sucesso de projeção internacional: “Canción del alma” de Rafael Hernández Marín, (Aguadilla, Porto Rico, 24/10/1891 - San Juan, Porto Rico, 11/12/1965). Nessa época travou amizade com esse compositor, que havia se mudado para a Cidade do México em 1932, e que trabalhava em programas de rádio que produziam e animavam orquestras de danças. Agora, María Luisa Landín, é popular em seu país e na América. O tema “Hay que saber perder” do compositor Abel Domínguez Borrás, é tocado e cantado em todo o continente latino-americano.

Em 1949 é contratada como artista exclusiva da famosa rádio mexicana XEW e assim, mantém contato com escritores, compositores, músicos, diretores de orquestra, diretores de cinema, locutores, etc. que lhe influenciaram e lhe ajudaram em sua trajetória como cantora. É nesse ano que grava “Amor perdido” do compositor porto-riquenho Pedro Flores, com arranjos do maestro Rafael de Paz, com a marca característica da orquestra de José Sabre Marroquín, que se transformaria na canção de maior popularidade durante a segunda metade do século XX.

A seqüência de sucessos da “Cancionera da América” María Luisa Landín foi interminável. Para ela escreveram compositores de sucesso e foi acompanhada por orquestras e conjuntos de destaque. Fez turnês em Havana, Los Angeles, São Francisco, Santo Domingo, Caracas, Maracaibo, Lima, Bogotá, Medellín, Calí, Madrid, Santiago do Chile, Buenos Aires, Porto Rico, Panamá e viajou por todo o México.

Viveu em Havana, Cuba, onde se casou pela segunda vez com o famoso diretor, pianista e compositor Fernando Mulens.

Entre os sucessos da canção romântica interpretados por María Luisa se destacam: “No señor” de July Steiner, “Te espero”, “Verdad amarga” e “Aunque tengas razón” de Consuelo Velásquez, “Desdichadamente”, “Canción Divina”, “Desvelo de amor”, “Me la pagarás”, “Ahora”, “Puro engaño”, “Amor ciego” y “Canción del alma” de Rafael Hernández Marín, “Bésame”, “Don dinero”, “Infame”, “Jamás, jamás”, “El tiempo lo dirá”, “Nunca más”, “Por eso te perdono”, “Ven, ven, ven”, “Que te vaya bien” y “Yo soy tu pasado” de Federico Baena, “Ven te quiero ver” de Alberto Salinas, “Somos diferentes” de Antonio Núñez, “Sé muy bien que vendrás” de Alberto Muñoz, “Conozco a los dos” de Pablo Valdéz, “Porque llorar” e “Amor de sangre” de Mario Ruiz Armengol, “Mis ojos me denuncian” de Miguel Acuña, “A dónde irán” de Rodolfo Mendiolea, “Mi último refugio” de Miguel Ángel Pazos, “Tengo que amar” de Marcelo Rey, “Por pasar el rato” de Miguel Ángel Valladares, “Prefiero estar sola” de Claudio Estrada, “Si tu regresaras” de Antonio Núñez, “Una aventura más” de Oscar Kinleiner, “Senda maldita” de Rafael de Paz, “Muchas gracias” de Ivon Curi, “Falsa” de Juan B. Leonardo, “Dos almas” de Domingo Fabiano, “Tú y la noche” de Minerva Magaña, “Conozco a los dos” de Pablo Valdéz Hernández, “Malos pensamientos” e “Que el cielo te lo pague” de Alberto Domínguez, “Déjame en paz•” de Luciano Miral, “La mano de Dios” de José Alfredo Jiménez, “Tú eres mi destino” de Carlos Gómez Barrera.


Nació en México DF, el 9 de octubre de 1921. Desde niña se ve interesada por la música. En 1936, con su hermana Avelina Landín forma un dueto, con la que hace presentaciones en la radioemisora XEYZ. Después Avelina decide dejar la música y María Luisa queda como solista. En 1940 hace su primer gira a Cuba. En 1941 graba su versión de la conocida canción "Hay que saber perder", que logran extraordinarias ventas. En 1942 graba su primer tema inédito "Canción del alma", seguida del gran éxito "Amor perdido". Los inolvidables boleros de María Luisa tenían un estilo propio, no como los otros tríos o cantantes de este lindo género.

Pedro Infante

Pedro Infante
Pedro Infante (José Pedro Infante Cruz), cantor e ator mexicano, nasceu em Mazatlán, Sinaloa, em 18/11/1917, e faleceu em Mérida, Yucatán, 1957. Muito jovem ainda, mudou-se com a família para Guamúchil, onde adquiriu algumas noções de música e foi em seus primeiros anos ajudante de carpinteiro. Integrou, também, um conjunto musical que atuava na localidade de Guasave.

Em 1939, uma emissora de rádio local, a XEB, contratou Pedro Infante como cantor até que, em 1943, conseguiu gravar seu primeiro disco, Mañana, cujo relativo sucesso foi o primeiro de sua futura e brilhante carreira.