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Freire Júnior


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Francisco José Freire Júnior, revistógrafo, pianista, compositor, nasceu em Santa Maria Madalena, RJ, no dia 4 de agosto de 1881 e morreu no Rio de Janeiro em 6 de outubro de 1956. Aos oito anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Aos 14 anos, morando no bairro de Santa Teresa, começou a compor (tocando piano de ouvido) para um grupo de teatro amador.

Sua primeira composição foi para a peça O primo da Califórnia, de França Júnior. Em uma das apresentações, tocando ao piano, conhece Chiquinha Gonzaga, que o incentiva a estudar o instrumento. Assim o fez com o maestro Agnelo França, no Instituto Nacional de Música. Morou e estudou odontologia na ilha de Paquetá. Exerceu a profissão em escolas e consultórios particulares.

Ali também, durante anos, dirigiu o Paquetá Jornal. Sua primeira composição para o teatro profissional foi em 1917 para a revista Tudo dança, de Alvarenga Fonseca e J. Miranda, encenado no Teatro Carlos Gomes. Estreou como autor teatral em 1919 com a burleta Flor do Mal.

No período de 1919 até 1956, escreveu e encenou 172 peças teatrais. Tornou-se um dos maiores autores de revistas musicais do Brasil. Em 1934, tornando-se empresário do Teatro Recreio, ainda assume a direção do Teatro Cômico da Empresa Pascoal Segreto. Mais tarde dirige outras companhias teatrais. Em 1952 ganha medalha pela produção de Eu quero sassaricá, campeã de bilheteria de 1951.

Seus principais sucessos foram: Ai amor (1921), Ai, seu mé (1922), Luar de Paquetá (1923), Não olhe assim (1923), De cartola e bengalinha (1925), Malandrinha (1927), Amor de malandro e Seu Julinho vem (1929), Deusa (1931), Pálida morena e Revendo o Passado (1933), Hei de ver-te um dia (1935).

Seus últimos anos foram de declínio. Aplicou tudo que tinha para empresariar suas novas peças, mas não obteve sucesso algum. Morreu com problemas do desequilíbrio nervoso.

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