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sábado, 8 de setembro de 2007

Juparanã


Juparanã - Joyce e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Joyce

CD Joyce Moreno - Hard Bossa / Título da música: Juparanã / Joyce Moreno (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Joyce Moreno (Intérprete) / Gravadora: Far Out Recordings (Inglaterra) / Ano: 1999 / Nº Álbum: FARO 034 / Faixa 7.

Juparanã, aldeia, brejal
Juparanã, paul, pantanal
Juparanã
Nação de igarapé
Chão de curimatã
Jazida do pajé
Da muiraquitã
Juparanã, Juparanã, Juparanã

Juparanã, o boto é de lá
Tem sucuri, pacu, tracajá
Tem tucumã
Imbira, mussambê
Ingá, pariatã
Sagüi, juruetê
Arara, mussuã
Juparanã, Juparanã, Juparanã

Tem jacumã, ubá
Bom de atravessar
Os igapós, eu vou pescar
Ê Juparanã

Tem peixe, boitatá
Iara mora lá
Nos aguapés, vem me ajudar
Ê Juparanã

terça-feira, 1 de maio de 2007

Clareana


Clareana (1980) - Joyce - Interpretação: Joyce Moreno - Participação: Aninha e Clarinha

LP Feminina / Título da música: Clareana / Joyce Moreno (Compositor) / Joyce Moreno (Intérprete) / Aninha (Part.) / Clarinha (Part.) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1980 / Nº Álbum: 064 422862 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Canção.


Tom: C  

Intro: C G Bb F G D F F/G

C              Em
Um coração de mel, de melão
   Am
De sim e de não
   F          F/G
É feito um bichinho
    C
No sol de manhã
  Em
Novelo de lã
     Am
No ventre da mãe
     F    Bb7/9    C G  Bb F
Bate o coração de Clara, Ana
   G    D    G  F
E quem mais chegar
C G   Bb F    G D  G F
Água, terra, fogo e ar

sábado, 7 de abril de 2007

Joyce


Joyce (Joyce Silveira Moreno) - 31/1/1948 Rio de Janeiro, RJ. Nascida Joyce Silveira Palhano de Jesus, foi criada na Zona Sul do Rio, começou a tocar violão aos 14 anos de idade, observando seu irmão, o guitarrista Newton, amigo de músicos da bossa nova como Roberto Menescal e Eumir Deodato. Mais tarde, estudou com Jodacil Damaceno (violão clássico e técnica) e Wilma Graça (teoria e solfejo).


Em 1963, participou pela primeira vez de uma gravação em estúdio, no disco Sambacana, de Pacífico Mascarenhas, convidada por Roberto Menescal. A partir daí, gravou vários jingles e começou a compor.

Em 1967, classificou sua canção Me disseram no II Festival Internacional da Canção (RJ). Em 1968 lançou seu primeiro LP, Joyce, com texto de apresentação assinado por Vinícius de Moraes. Em 1969, gravou seu segundo disco, o LP Encontro marcado.

Entre 1970 e 1971, fez parte, juntamente com Nélson Ângelo, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, do grupo vocal e instrumental A Tribo, chegando a gravar algumas faixas no disco Posições, lançado pela Odeon. Em 1973, gravou com Nélson Ângelo, o LP Nélson Ângelo e Joyce.

Entre os anos de 1971 e 1975, afastou-se das atividades musicais, dedicando-se exclusivamente às filhas Clara e Ana, nascidas em 1971 e 1972, respectivamente. Retomou a carreira em 1975, substituindo o violonista Toquinho, ao lado de Vinicius de Moraes em turnê pela América Latina.

Foi convidada, em seguida, para participar dos shows do poeta pela Europa, já com Toquinho de volta ao grupo. As apresentações geraram, na Itália, a gravação do LP Passarinho urbano, produzido por Sérgio Bardotti para a etiqueta Fonit-Cetra em 1976. Nesse disco, a cantora interpretou músicas de compositores brasileiros que naquele momento estavam tendo sua obra censurada pela ditadura militar, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maurício Tapajós e o próprio Vinícius de Moraes. O disco teve lançamento discreto no mercado brasileiro no ano seguinte.

Em 1977, apresentou-se em temporada de seis meses em Nova York, gravando o Natureza, em parceria com Maurício Maestro, para o mercado exterior, mas que não chegou a ser comercializado.

A partir de 1978 começou a se destacar como compositora, entrando para o repertório de cantores como Milton Nascimento, Elis Regina, Maria Bethânia, Boca Livre, Nana Caymmi, Quarteto em Cy, Joanna, Fafá de Belém e Ney Matogrosso.

Em 1980, participou do Festival de Música Popular Brasileira da TV Globo, classificando Clareana. Nesse mesmo ano, gravou o disco Feminina, com destaque para a canção título, também gravada com sucesso pelo Quarteto em Cy, Mistérios (Joyce - Maurício Maestro), Essa mulher (Joyce - Ana Terra), Da cor brasileira (Ana Terra - Joyce) e Clareana, sucesso de vendagem e responsável pela primeira grande exposição da cantora na mídia.

Ainda na década de 1980, lançou os LPs Água e luz (1981), que trazia o hit Monsieur Binot (Joyce), Tardes cariocas (1984), Saudade do futuro (1985), que trazia Minha gata Rita Lee (Joyce), Wilson Batista: o samba foi sua glória (1986), Tom Jobim: anos 60 (1987), com Gilson Peranzzetta, Negro demais no coração (1988), com destaue para sua regravação de Samba da benção (Baden Powell - Vinícius de Moraes), e Joyce ao vivo" (1989), trazendo, entre outras, Mulheres do Brasil (Joyce). Lançou, em 1990, o LP Music inside" e, no ano seguinte, o LP Language of love.

Em 1993, realizou em Londres um show para um público de 2.000 pessoas, passando a fazer grande sucesso entre o público de drum'n'bass e acid-jazz europeu. Em 1994 a EMI-Odeon lançou o CD Revendo amigos, songbook de seus sucessos em duetos com outros cantores.

Ainda na década de 1990, gravou os discos Delírios de Orfeu (1994), Live at Mojo Club (1995), Sem você (1995), em parceria com Toninho Horta, e Ilha Brasil (1996). Em 1997, publicou o livro Fotografei você na minha rolleyflex, uma coletânea de crônicas e histórias da música popular brasileira. Lançou os discos Astronauta (1998), um tributo a Elis Regina, e Hard bossa (1999).

Divulgando a música brasileira em seguidas turnês internacionais, ministrou workshops, em 2000, no Rytmisk Konservatorium de Copenhagen (Dinamarca) e em Soweto (África do Sul). Ainda nesse ano, seu CD Astronauta foi indicado para o Grammy Latino, na categoria Melhor Disco de MPB. Também em 2000, gravou o disco Tudo bonito, que contou com a participação de João Donato.

Em 2001 teve seu nome alterado para Joyce Silveira Moreno em função do registro civil de seu casamento com o baterista Tutty Moreno. Nesse mesmo ano, lançou o CD Gafieira moderna. Em 2003 sairam Just A Little Bit Crazy e Bossa Duets. Em 2004 lançou Banda Maluca.

Tem centralizado a divulgação de seus trabalhos principalmente no mercado europeu, onde é considerada uma das artistas brasileiras de maior influência.


Fonte: Cantoras do Brasil - Joyce.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Da cor brasileira

Da Cor Brasileira - Joyce Moreno e Ana Terra - Intérprete: Maria Bethânia

LP Mel / Título da música: Da Cor Brasileira / Joyce Moreno (Compositora) / Ana Terra (Compositora) / Maria Bethânia (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1979 / Nº Álbum: 6349 433 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


Tom: F7+
Intro: F7+   Bb7+   Am7   Bb/C

F7+            Am7     D7/9
De quem falo me acha direita
    G7/13              G7/5+   G7
Se casa comigo, se rola e se deita
  Gm7               C7/9
Me namora quando não devia
     Cm7             F7     B7/9
E quando eu queria me deixa na mesa
   Bb7+           Eb7/9
De quem falo me fala macio
             Am7                 Dm7
E finge que entende o que nem escutou
  G7/13                G7/5+
Me adora e me quer tão somente
       Gm7                      C7/9-
Enquanto o que mente é o que acreditou
    F7+                Am7   D7/9
Esse homem que passa na rua
       G7/13               G7/5+   G7
Que encontro na festa e me vira a cabeça
  Gm7                  C7/9
É aquele que me quer só sua
        Cm7                    F7    B7/9
E ao mesmo tempo que eu seja mais uma
     Bb7+                Eb7/9
De quem falo ele é feio e bonito
               Am7               Dm7
Mais velho e menino, meu melhor amigo
  G7/13             G7/5+
É o homem da cor brasileira
              Gm7   C7/9-            F7+
Loucura e besteira      que dorme comigo.