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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Na Glória
Na Glória (choro, 1949) - Raul de Barros e Ari dos Santos - Intérprete: Raul de Barros
Disco 78 rpm / Título da música: Na Glória / Raul de Barros (Compositor) / Ari dos Santos (Compositor) / Raul de Barros (Intérprete) / Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 15/06/1949 / Lançamento: 09/1949 / Nº do Álbum: 12948 / Nº da Matriz: 8520 / Gênero musical: Choro / Coleções de origem: IMS, Nirez
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Raul de Barros
Raul de Barros (Raul Machado de Barros), instrumentista, compositor e regente nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/11/1915. No início da década de 1930 tomou lições de sax-horn com Ivo Coutinho, mas logo trocou-o pelo trombone, que aprendeu com Eugênio Zanata.
A partir de 1935, tocou em pequenos clubes de bairros e subúrbios do Rio de Janeiro, e mais tarde trabalhou nos dancings Carioca e Eldorado, dos quais o maestro Carioca o levou para a Rádio Tupi. Três anos depois, começou a acompanhar cantores em gravações e excursionou por Montevidéu, Uruguai, passando em seguida para a Rádio Globo, onde formou sua própria orquestra, tocando no programa Trem da Alegria. Mais tarde foi convidado a gravar na sua orquestra na Odeon, lançando então seu chorinho Na Glória, com o qual ficaria famoso.
Em 1950 casou com a cantora Gilda de Barros, crooner de sua orquestra, e em seguida transferiu-se para a Rádio Nacional, onde teve um programa semanal e atuou em vários outros. Numa eleição promovida pelo crítico Ari Vasconcelos, em sua coluna da revista O Cruzeiro, foi escolhido em 1955 o melhor trombonista do ano. Nos anos seguintes gravou quatro LPs na Odeon e, em 1961, participou da gravação do LP do cantor Gilberto Alves, na Copacabana.
Em 1966 fez parte da delegação brasileira ao Festival de Arte Negra de Dacar, Senegal, ao lado de Clementina de Jesus, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e outros. Em 1974 gravou, como solista, um LP para a Marcus Pereira. Além de Na Glória, que se tornou seu prefixo musical (muito conhecido pela seqüência melódica para as palavras "Na Glória", dominante-tônoca-tônica, o que ajuda a "dar o tom" a cantores), gravou também, e com êxito, Pô-rô-rô, Pô-rô-rô, de sua autoria.
Gravou 48 discos, um deles em CD, reedição do LP O som da gafieira (1979), pela gravadora CID. Em 1997, ao completar 82 anos, estava doente, pobre e esquecido, no município fluminense da Maricá, afastado da vida artística.
Fontes: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Gilda de Barros
Gilda de Barros, cantora, casada com com o trombonista Raul de Barros, gravou em 1953 o baião Remador, de Osvaldo Silva Melo e Hélio Sindô e o bolero Aquelas frases lindas, com Raul de Barros e sua orquestra.
Ainda no mesmo ano, gravou o samba-canção Eu sou a outra, de Ricardo Galeno (canção que fez grande sucesso na voz de Carmen Costa) e o fox Peço desculpas, de Hoffman, Goodhart e Lourival Faissal.
Em 1954 gravou Ave Maria do morro (Herivelto Martins), Leva saudade, baião de Castro Perret e Osvaldo Silva e, ainda, o maracatu Maracatucá, de Geraldo Medeiros e Jorge Tavares, com a orquestra de Raul de Barros.
São de 1955 as gravações dos sambas Não pode ser, de Ricardo Galeno e Maria Lopez e A felicidade vem depois, de Raul de Barros e Zé Kéti.
Em 1956, gravou pela Odeon o fox Lavadeiras de Portugal, de Popp, Lucchesi e Joubert de Carvalho e o samba-canção Vem viver ao meu lado, de Alcides Fernandes e Tom Jobim, com acompanhamento da orquestra de Tom Jobim.
Em 1957, passou para a gravadora Todamérica, onde estreou gravando o samba-canção Domínio, de Jota Jr. e Oldemar Magalhães e o bolero Meu xodó, de Oscar Bellandi e Cícero Nunes.
Seguiriam, em 1958, as gravações do samba-canção Beijos mentirosos, de Osmar Safeti e Jaime Florence e do mambo Covarde, de Getúlio Macedo e Lourival Faissal. No mesmo ano, gravou pela Sinter a marcha Tentação de Momo e o samba Sei que voltarás, ambas de Alcebíades Nogueira e Luiz de França.
Em 1962, gravou pela Mocambo a marcha Você dá sopa demais, de Gracia, Tevê e J. Fonseca e o samba Mais um amor, de Buci Moreira, Arnô Canegal e Jorge Gonçalves. São de 1964 as gravações, também pela Mocambo, da marcha A bola do Maracanã, de Gracia e Chavito e do samba O outro lado da vida, de J. Piedade e Moacir Vieira.
Ainda nos anos 60, gravou pela pequena gravadora Agems os sambas Do Leblon a Cascadura, de Elias Ramos, Nelinho e Arnaldo Morais e "Resignação", de Elias Ramos e Nelinho.
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