Mostrando postagens com marcador alcebiades barcelos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alcebiades barcelos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Não diga a minha residência

Carlos Galhardo
Não diga a minha residência (samba, 1945) - Bide e Armando Marçal - Intérprete: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Não diga a minha residência / Armando Marçal (Compositor) / Bide, 1902-1975 (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Gravadora: Victor / Gravação: 30/08/1944 / Lançamento: 11/1944 / Nº do Álbum: 800226 / Nº da Matriz: S-078046-1 / Gênero musical: Samba


Pelo amor de Deus
Não diga a ela minha residência
Eu quero até
Que ela ignore a minha existência
Se você é amigo meu
Não diga onde eu moro
Pelo amor de Deus.


Faça o favor, se a encontrar
Meu endereço, não revelar
Ela tem prazer em ver
Os sofrimentos meus
Não diga onde eu moro
Pelo amor de Deus...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

A primeira vez

Alcebíades Barcelos
A Primeira vez (samba/carnaval, 1940) - Alcebíades Barcelos e Armando Marçal - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: A primeira vez / Armando Marçal (Compositor) / Alcebíades Barcelos "Bide", 1902-1975 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 04/11/1939 / Lançamento: 01/1940 / Nº do Álbum: 34544 / Nº da Matriz: 33249-1 / Gênero musical: Samba

Tom: D 

D                     E7
A primeira vez que eu te encontrei
 A7                    D
Alimentei a ilusão de ser feliz
Eu era triste e sorri
F#m
Peguei no pinho e cantei
C#7/F             C#7
Muitos versos eu fiz
A7
Em meu peito guardei
    D    C7     B7
Um dia você partiu
  Em           Gm
Meu pinho emudeceu
    E7              A7        D...
E a minha voz na garganta morreu 

 ...D        C7     B7
Procuro esquecer a dor
     Em
Não sou capaz
    A7          D
Meu violão não toca mais
  Em            A7/E     D       C7  B7
Eu vivo triste       a meditar
     E7
Não canto mais
        A7
Meu consolo é chorar
A interpretação de de João Gilberto:
Introdução:
Bmaj7  G#7/+5  G#m6  F#7/13  Bmaj7  F#7/13

Bmaj7      G#7/+5     C#7/9
A primeira vez que eu te encontrei,
C#m7/G#       F#7/+5 B6/9
Alimentei a ilusão de ser feliz
G#m7              A#7/+5
Eu era triste, sorri
D#m7                 F(b6)/C#
Peguei no pinho e cantei
F7/C             Bdim
Tantos versos eu fiz
C#m7             Em6  Bbdim
Em meu peito guardei
Bmaj7       G#7/+5
Um dia você partiu,
C#m7       Em6
Meu pinho emudeceu
Bbdim   Bmaj7 G#m6      C#7/G#  Gdim B6/9
E a     minha voz na gargan.....ta morreu
Bmaj7              G#7/+5
Procuro esquecer a dor,
C#m7
Não sou capaz,
F#7        F#9/+5     Bmaj7 G#7
Meu violão        não toca  mais
C#m7           Bb7   Ebm7      G#7
Eu vivo triste       a meditar,
C#7/G#       Em6       F#7/+5
Não canto mais, meu consolo é chorar


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 22 de abril de 2006

Agora é cinza

Bide
Vindo da legendária Turma do Estácio, Bide (Alcebíades Maia Barcelos) se juntou a Marçal (Armando Vieira Marçal) para formar uma das mais homogêneas parcerias da música popular brasileira. Sua produção nos anos trinta tem especial importância no processo de fixação do samba. Autores de música e letra, eles se salientavam principalmente pelas melodias, do que é exemplo "Agora É Cinza", campeão do carnaval de 34 e um dos melhores sambas de todos os tempos.

Nesta, como em outras composições, cada parte foi composta por um dos parceiros, uma característica da dupla, que preferia trabalhar assim. Depois de prontas, as partes se ajustavam com facilidade, graças a uma perfeita identidade de estilos. Além de compositores, Bide e Marçal foram percussionistas, sendo este último pai do também percussionista Nilton Delfino Marçal, o Mestre Marçal.

Agora é cinza (samba, 1934) - Bide e Marçal - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Agora é cinza / Alcebíades Barcelos (Compositor) / Armando Marçal (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Pixinguinha [Direção], Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 25/10/1933 / Lançamento: 12/1933 / Nº do Álbum: 33728 / Nº da Matriz: 65871-1 / Gênero musical: Samba / Coleção de origem: Nirez


----G-- E7--Am -----------------------D7
Você partiu / -----Saudades me deixou
-----------G -------------------Bb0-------- Am
Eu chorei / ---O nosso amor foi uma chama
------------D7-----------------G
Que o sopro do passado desfaz
-----E7------ Am
Agora é cinza
-------------G----- C7/9---- G
Tudo acabado / E nada mais......

-----G---- E7------------ Am
Você partiu de madrugada
----------D7-------------- G
E não me disse nada / Isso não se faz
---------E7---------------- Am
Me deixou cheio de saudade e paixão
------------------G
Não me conformo
-----------D7------- G--------- D7
Com a sua ingratidão (chorei porque)

------G ------E7----------- Am
Agora desfeito o nosso amor
-------------D7------------------ G
Eu vou chorar de dor / Não posso esquecer
----------E7--------------- Am
Vou viver distante dos teus olhos
---------------------G
Oh querida, não me deu
-----------D7----------- G------------- D7
Um adeus por despedida ( chorei porque)



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Bide (Alcebíades Barcelos)

Alcebíades Maia Barcelos o Bide, nome inscrito com justiça entre os maiores compositores de samba na história da música popular brasileira, nasceu em Niterói, estado do Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1902. Aos seis anos já estava morando na cidade do Rio de Janeiro, indo a família se fixar no lendário reduto do samba, o bairro de Estácio de Sá. 


Esse fato deve ter contribuído decisivamente para o futuro musical do menino. Como em geral acontecia com os sambistas, as origens de Bide foram bastante, humildes, sendo desde cedo obrigado a trabalhar. O primeiro emprego foi como aprendiz de sapateiro.

Levado por companheiros de trabalho, passou a frequentar as rodas de samba do bairro, participando do movimento que promoveu a transição do estilo amaxixado do samba, para sua forma definitiva. Começou a compor e a qualidade de suas músicas chegou até o cantor Francisco Alves, que costumava comprar produção de qualidade, de compositores populares, e gravá-la em seu próprio nome. Foi o que aconteceu com o samba A malandragem, que Francisco Alves aprendeu com Bide e gravou em seguida pela Odeon. No disco consta apenas o nome do cantor como autor, embora na partitura Bide apareça como parceiro.

Já completamente integrado ao grupo de sambistas do Estácio, fundou - ao lado de Ismael Silva, Mano Edgar, Brancura, Baiaco e outros bambas - a primeira escola de samba, a célebre Deixa Falar. Foi no samba do Estácio, e por consequência na Deixa Falar, que Bide introduziu o surdo e o tamborim, abrindo novas perspectivas para compositores e executantes do ainda novo ritmo.

No final da década de 20, abandonou a profissão de sapateiro e passou a viver da carreira artística, na qual se fixou como ritmista, assíduo participante dos estúdios de gravações e orquestras ou conjuntos radiofônicos (viria a ser funcionário da Rádio Nacional anos depois). Como compositor, teve em Armando Marçal o mais constante companheiro, formando com ele uma dupla que garantiu presença permanente na história da música brasileira. Foi com ele que compôs o samba Agora é cinza, considerado pela crítica um dos mais bem-feitos em todos os tempos. Em seu lançamento, no Carnaval de 1934, o samba foi o vencedor do concurso de músicas carnavalescas, e promovido pela prefeitura do então Distrito Federal.

Mas, apesar do sucesso da dupla, vez que outra Bide "traía" Marçal e compunha com outros parceiros. Noel Rosa, Walfrido Silva, Benedito Lacerda, Alberto Ribeiro, João da Baiana, Kid Pepe, João de Barro, Ataulfo Alves, Mano Décio da Viola e Roberto Martins estavam entre eles. É atribuída a Bide a descoberta de Ataulfo Alves como compositor, que, levado em 1934 para a RCA Victor, teve gravado seu primeiro samba. Até a morte de Marçal em 1947, a produção musical de Bide foi intensa, tendo caído bastante depois do falecimento do parceiro favorito.

Em 1955, o compositor chegou a animar-se novamente, ao participar da gravação de O Carnaval da Velha Guarda, LP do selo Sinter, com o conjunto da Guarda Velha, liderado por Pixinguinha. O grupo contava, entre outros, com as presenças de Bide, tocando afoxê, Donga, no violão, e João da Baiana, com sua personalíssima batida de pandeiro.

Em 18 de março de 1975, aos 73 anos, praticamente cego e paralítico, morreu no conjunto residencial para músicos, no Rio de Janeiro.


Fonte: História do Samba - Editora Globo.