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sábado, 25 de março de 2006

A pequenina cruz do teu rosário

A pequenina cruz do teu rosário (modinha, 1907) - Roberto Xavier de Castro (Do poema "Loucuras", de 1897, de Fernando Weyne) - Interpretação: Carlos Galhardo.

Disco 78 rpm / Título da música: A Pequenina Cruz do Teu Rosário / Autoria: Roberto Xavier de Castro (Compositor) / Fernando Weyne (Compositor) / Carlos Galhardo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1947 / Nº Álbum 80-0505 / Matriz: S-078705 / Lado B / Gênero: Valsa-canção / Obs.: No disco ainda consta o cantor e compositor paulista Paraguassu como o autor da música.

Em 1926 Roberto Xavier de Castro obteve vitória judicial contra Paraguassu pelo plágio de sua valsa "A pequenina cruz do teu rosário", composta inicialmente em versos de Fernando Weyne com o título de "Loucuras" (1897).



----Bm----------------- Gb7------------- Bm     B7
Agora que eu não te vejo ao meu lado
------------Em-------------- Em6-- Bm
A segredar apaixonadas juras,
-------------B7----------------------- Em---Em6
Busco, às vezes, do nosso amor de outrora,
--------Bm--------- Gb7------- Bm Bm/D
Recordar as íntimas loucuras. 


---------------Gb7---------------------- Bm
Faz tanto tempo, nem me lembro quando,

---------------Gb7------------------ Bm
A vida é longa e o pensamento é vário,
-------------B7 -------------------------Em Em6
Tu me mostravas a rir, que idílio santo
----------Bm-----Gb7--------- (Bm) (Gb7) (Bm)
A pequenina cruz do teu rosário. 


---------Bm---  ----- Gb7----- Bm B7
E sempre que eu a via, recordava
--------------Em--------- Em6---- Bm
Do nosso amor, a fantasia louca.
------------B7------------------------- Em Em6
Todas as vezes que a pequena cruz beijava
---------Bm--- Gb7------- Bm Bm/D
Eu beijava, feliz, a tua boca. 


Mas o tempo passou, triste segui
Da minha vida o longo itinerário
E nunca mais, nunca mais eu vi
A pequenina cruz do teu rosário


Do amor fugiu-me a benfazeja luz
Não posso mais, errante caminheiro.
Se o Cireneu como o de Jesus
Larga-me ao corpo, o peso de um madeiro.


-------------Gb7 ---------------------Bm
Já vou trilhando a estrada da amargura
------------Gb7-------------------------- Bm
Antes, porém, que chegue ao meu calvário.
---------------B7 --------------Em Em6
Dá-me a beijar, ò Santa criatura
--------Bm -----Gb7------- (Bm) (Gb7) (Bm)
A pequenina cruz do teu rosário



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora, São Paulo, 1998.

terça-feira, 14 de março de 2006

Roberto Xavier de Castro

Roberto Xavier de Castro (Fetinga), violinista e compositor nasceu em 16/5/1890 na cidade de São Francisco da Uruburetama (atual Itapajé) e faleceu em 30/10/1952 na mesma cidade.


Ficou bastante conhecido no Ceará a partir das modinhas Julieta e Maria, compostas em parceria com o poeta Amadeu Xavier de Castro.

Em 1926 obteve vitória judicial contra o cantor e compositor paulista Paraguassu pelo plágio de sua valsa A pequenina cruz do teu rosário, composta inicialmente em versos de Fernando Weyne com o título de Loucuras (1897) .

Obras

A pequenina cruz do teu Rosário (c/ versos de Fernando Weyne), Adélis, Edméia, Julieta (c/ versos de Amadeu Xavier de Castro), Maria (c/ versos de Amadeu Xavier de Castro) e Palmeira.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora, São Paulo, 1998.

Fernando Weyne

Fernando Weyne, poeta, modinheiro e comediógrafo, nasceu em São Fernando, Paraguai, em 3/9/1868, e faleceu em Fortaleza CE, em 17/4/1906.


Em 1897, escreveu o poema Loucuras, publicado em 1906 pelo Almanaque do Ceará. Musicado posteriormente por Roberto Xavier de Castro, tornou-se uma famosa modinha sob o nome de A pequenina cruz do teu rosário.

Foi gravada sucessivamente por Paraguassu, Carlos Gardel, entre outros cantores.

Outros versos de Weyne foram musicados. Entre eles, Sinhá com melodia também de Roberto de Castro.


Fonte: Dicionário da MPB.