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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Dalva de Andrade


Dalva de Andrade (Dalva de Andrade Serra), cantora, nascida em 2/4/1935 no Rio de Janeiro, RJ, foi revelada no programa Pescador de estrelas, do radialista e cantor Arnaldo Amaral, em 1953 atuou na Rádio Globo.

Seguidora do estilo de Dalva de Oliveira, em 1955, gravou seu primeiro disco cantando o samba-canção Tudo nos falta, de Claudionor Cruz e Pedro Caetano e o bolero Preço do silêncio, de Othon Russo e Nazareno de Brito.

É de 1956 a gravação da toada Chuva, de Fernando César. Em 1957, gravou o bolero Que murmuren, de Rubén Fuentes e Rafael Cárdenas, com versão de Goiá Jr. e o samba Sempre ele, de Armando Nunes e J. Portela. Data do mesmo ano a gravação de Marcelino pão e vinho, do filme homônimo, canção de Sorozobal e Sanches, com versão de Ribeiro Filho.

Em 1958, gravou de Ary Barroso e Luiz Peixoto o samba É luxo só; no ano seguinte, o samba Brigas nunca mais, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, e o samba canção Eu sei que vou te amar.

Em 1960, passou a gravar na Odeon, onde estreou cantando Chorei sozinha, de Paulo Tito e Um pouco de ti, de Tito César e Fernando César. No mesmo ano, gravou Vou fazer um samba, de Evaldo Gouveia e Almeida Rego e o grande sucesso de sua carreira, Serenata suburbana, guarânia do compositor pernambucano Capiba e que nomeou o LP que também lançou naquele ano e no qual cantou o samba Bebeco e Doca, de Luiz Peixoto e Ary Barroso.

Em 1961, seriam gravados o samba canção Minha solidão, de Adelino Moreira e o choro Quero saber; em 1962, Tormento, de Lindolfo Gaia e Romeu Nunes e Amor e ciúme, de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. No mesmo ano, gravou de Luís Vieira o Prelúdio para ninar gente grande.

Em 1963, de Getúlio Macedo, gravou a canção Cigana. Lançou ainda pela Odeon o LP Prece, interpretando composições de Marino Pinto. Em 1965 foi contratada pela gravadora Philips. Pouco tempo depois deixou a vida artístico por causa de problema de surdez.

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Serenata suburbana

Capiba
A princípio, “Serenata Suburbana” era uma valsa seresteira que Orlando Correia gravou em 1955, sem o menor sucesso. Quatro anos depois, Paulo Molin, que havia sido menino prodígio cantando nas rádios de Recife, relançou-a em ritmo de guarânia, muito em moda na ocasião (“Levo a vida em serena-a-ta/ somente a cantar...”). Em seguida, virou sucesso na voz de Dalva de Andrade, cantora que aparecia como uma espécie de sucessora, pelo estilo, de sua xará Dalva de Oliveira. Daí em diante esta guarânia pernambucana se internacionalizou, ganhando letra em espanhol de Aristides Valdez.

Serenata Suburbana (guarânia, 1960) - Capiba - Intérprete: Dalva de Andrade

Disco 78 rpm / Título da música: Serenata suburbana / Capiba (Compositor) / Andrade, Dalva de (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 / Nº Álbum 14620 / Gênero musical: Guarânia.

Bm                       F#7
Levo a vida em serenata
              Bm   F#7    Bm
Somente a cantar
                Bm
Quem não me conhece
D               C#7
Tem a impressão
                    F#7
De que eu sou tão feliz...
                Bm    F#7
Mas não é isso não, não...
Bm                     F#7
Se eu canto em serenata
               B   G#m  C#m  F#7
É para não chorar
B                                          F#7
Ninguém sabe a dor que eu sinto dentro de mim
                                          B
Ninguém sabe porque eu vivo tão triste assim
               G#7            C#m
Se eu fosse realmente muito feliz
Em                   Bm
Não chorava em todo canto
               F#7             Bm
Nem cantava para abafar meu pranto.
F#7                       B
Hum, hum, hum, hum, hum, hum
F#7                       B   Bm
Hum, hum, hum, hum, hum, hum


A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34