sexta-feira, 7 de abril de 2006

Pedro Caetano

Pedro Walde Caetano, compositor, nasceu em Bananal, SP, em 01/02/1911, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/07/1992. Aos nove anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Desde essa época já estudava piano.

Aos 22 anos fez seu primeiro samba, Foi uma pedra que rolou, que seria lançado em 1934 por Sílvio Caldas, no Programa Casé, mas só gravado em 1940, por Joel e Gaúcho. Seu primeiro sucesso foi a valsa Caprichos do destino, com Claudionor Cruz, seu parceiro mais constante, gravada em 1938 por Orlando Silva.

Em 1942 o cantor Ciro Monteiro, que seria um de seus maiores intérpretes, gravou na Victor seu choro Botões de laranjeira, e no mesmo ano Francisco Alves gravou outro sucesso, o samba Sandália de prata (com Alcir Pires Vermelho). Eu brinco (ou Com pandeiro ou sem pandeiro) (com Claudionor Cruz), obteve grande êxito no Carnaval de 1944, com interpretação de Francisco Alves.

No ano de 1946 o cantor Ciro Monteiro gravou O que se leva dessa vida, na Victor, com acompanhamento do regional de Benedito Lacerda e o clarinetista KXimbinho, choro que se tornaria um dos clássicos do repertório de Ciro. No Carnaval de 1947, lançou outro samba de sucesso, Onde estão os tamborins? gravado pelo conjunto Quatro Ases e Um Curinga. No ano seguinte, seu samba É com esse que eu vou, também gravado pelos Quatro Ases e Um Curinga, na Odeon, foi destaque no Carnaval.

Em 1961, lançou para o Carnaval a marchinha Desta vez vamos, satirizando o slogan de Ademar de Barros, então candidato à presidência da República. Nessa mesma linha, para o Carnaval de 1965, compôs em parceria com Alexandre Dias Filho a marcha Todo mundo enche, que falava da atuação enérgica do então diretor de trânsito do Rio de Janeiro, coronel Américo Fontenelle.

Em 1968, sua marcha Jambete sensação (com Claudionor Cruz) foi uma das classificadas no concurso de Carnaval promovido pela Secretaria de Turismo do então Estado da Guanabara. Além de Claudionor Cruz, teve como parceiros Pixinguinha, Noel Rosa, Alcir Pires Vermelho e Valfrido Silva.

Embora autor de mais de 400 composições, não fez da música sua profissão: sempre foi comerciante de calçados, mas aos 64 anos de idade gravou, na RCA Victor, um LP, cantando suas composições. Publicou o livro Meio século de música popular brasileira - O que fiz, o que vi, 1984, Editora Vila Doméstica, Rio de Janeiro (2a. ed., 1988, co-edição Pallas-AIbaMar, Vitória ES).

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