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sábado, 15 de março de 2008

Jardim de flores raras

Roberto Paiva
Jardim de flores raras (valsa, 1938) - Romualdo Peixoto (Nonô) e Francisco Matoso - Intérprete: Roberto Paiva

Disco 78 rpm / Título da música: Jardim de flores raras / Francisco Matoso(Compositor) / Romualdo Peixoto "Nonô" (Compositor) / Roberto Paiva (Intérprete) / Orquestra Odeon sob Direção de Simon Bountman (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 02/09/1938 / Lançamento: 10/1938 / Nº do Álbum: 11655 / Nº da Matriz: 5913 / Gênero: Valsa / Coleções de origem: IMS, Nirez


Era um jardim de flores muito raras
A espalhar fragrância de essências caras
E eram lindas elas
Tulipas amarelas
As rosas, vindas do Ceilão
Orquídeas de exposição
Ante a graça dos mais lindos Crisântemos

A felicidade um dia nós tivemos
Num cenário multicor
Nasceu um grande amor
Mas que durou a vida de uma flor.

E, quando anoitece, vagarosamente
Aumentando a dor de um coração que sente
E as rosas balançando ao luar
Eram como que fantasmas a errar
E ao amanhecer de um dia radiante
No jardim o orvalho era cintilante
Só no meu amor
Murcho, sem fulgor
Orvalho que encontrei
Foi o pranto que chorei.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Ainda uma vez

Francisco Alves
Ainda uma vez (fox-canção, 1938) - José Maria de Abreu e Francisco Matoso - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título: Ainda uma vez / Francisco Matoso (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/08/1938 / Lançamento: 10/1938 / Nº do Álbum: 11645 / Nº da Matriz: 5904 / Gênero musical: Fox canção


Ainda uma vez
Procuro te encontrar
Só para te dizer
Que eu não posso
Que não quero e que não devo
Te olvidar...

Ainda uma vez
Quisera te beijar

Tal qual antigamente
Sob a luz suave
E meiga de um romântico luar

Ainda uma vez
Eu sei que hás de voltar
E então nós ficaremos
Para sempre
Para sempre bem juntinhos

A sonhar
Eu guardo a ilusão
Que ainda me crês
Meu coração alegre diz
Serei feliz
Ainda uma vez



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Solidão

Orlando Silva
Solidão (samba-canção, 1937) - José Maria de Abreu e Francisco Matoso - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Solidão / Francisco Matoso (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 30/06/1937 / Lançamento: 09/1937 / Nº do Álbum: 34202 / Nº da Matriz: 80505-1 / Gênero musical: Samba canção


Quando a caminho da cidade
Te vi
A dor cruel de uma saudade
Senti
E eu chorei na solidão
Sem ter a felicidade
Me alegrando o coração

Hoje vivo só
E triste
O nosso amor recordando

E depois que partiste
Nunca mais eu sonhando
Vi o romance que eu quis
Ser feliz

Quando a caminho da cidade
Te vi
A dor cruel de uma saudade
Senti
E eu chorei na solidão
Sem ter a felicidade
Me alegrando o coração

Dizem que hoje na cidade
Vives com luxo e dinheiro
Tendo a felicidade
De esquecer o Salgueiro
Deixando no meu coração
Solidão...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Horas iguais

Orlando Silva
Horas Iguais (valsa, 1937) - Francisco Matoso e José Maria de Abreu - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Horas Iguais / Autoria: Matoso, Francisco (Compositor) / Abreu, José Maria de, 1911-1966 (Compositor) / Silva, Orlando (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1937 / Nº Álbum 34202 / Lado B / Lançamento: 1937 / Gênero musical: Valsa.



Meu coração bate sempre
Apressado, com calor,
Como um relógio marcando,
Os momentos de um grande amor

Eu acertei meu relógio pelo teu
Pra vivermos em horas sempre iguais,
São seu ponteiros que falam de você,
Quando o meu triste olhar não te vê

E não terei a tristeza nunca mais,
Talvez, você, também, como eu,
Pois você acertou o seu relógio pelo meu,
Pra vivermos em horas sempre iguais...

Ao ouvir esta canção hás de pensar em mim

Francisco Alves
Ao Ouvir Esta Canção Hás de Pensar em Mim (Fox, 1940) - Francisco Matoso e José Maria de Abreu - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Ao Ouvir Esta Canção Hás de Pensar em Mim / Matoso, Francisco (Compositor) / Abreu, José Maria de, 1911-1966 (Compositor) / Alves, Francisco (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 20/03/1940 / Nº Álbum 55210 / Lado B / Lançamento: 04/1940 / Gênero musical: Fox.



Porque te foste agora
Quando eu mais te queria
Roubando alegria
Ao coração que chora
Eu fiquei só pensando
Cheio de nostalgia
Para o passado olhando
Fiz esta melodia:

Ao ouvir esta canção
Hás de pensar em mim, então
Quando a recordação
De um passado de esplendor
O romance que foi nosso amor
E também relembrarei
Do grande amor
Que eu te dei
Fiz castelo que sonhei
Colocando em sonhos vãos
Meu destino em tuas mãos

Sentirás a minha ausência
Em uma tarde fria
Hás de notar vazia
Sem amor tua existência
Nessa tarde voltarás
Realizando os ideais
E meu coração me diz
Que eu só serei feliz
Nesse dia ou nunca mais.

sábado, 29 de abril de 2006

Eu sonhei que tu estavas tão linda

O irreverente Lalá - Lamartine Babo, 1949, Coleção Jorge Murad, Acervo MIS.

Admirador da opereta, Lamartine Babo teria por certo se dedicado ao gênero se houvesse nascido na Europa no século XIX. Daí a presença, em sua obra, de composições como "Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda", que ele pretendia incluir numa opereta inacabada, intitulada "Viva o Amor". Compositor e letrista, como Lamartine, Francisco Matoso é o autor da bela melodia desta valsa.

Segundo Almirante, Matoso mostrou-a, ainda sem letra, a Lamartine, que se apaixonou pela canção. Convidado a concluí-la, modificou algumas notas, como era de seu feitio, e colocou uma letra tão adequada que a composição ficou parecendo ser de autoria de uma só pessoa. "Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda" foi lançada por Francisco Alves em outubro de 41. Na ocasião, Matoso se encontrava bastante enfermo (morreria em 14.12.41, aos 28 anos de idade), não chegando a conhecer o seu sucesso.

Eu sonhei que tu estavas tão linda - (valsa, 1941) - Lamartine Babo e Francisco Matoso - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Eu sonhei que tu estavas tão linda! / Francisco Matoso (Compositor) / Lamartine Babo, 1904-1963 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 (Acomp.) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 09/09/1941 / Lançamento: 10/1941 / Nº do Álbum: 12051 / Nº da Matriz: 6778 / Gênero musical: Valsa / Coleções de origem: IMS, Nirez


D    Em             A7         D7+ D#°
Eu sonhei que tu estavas tão linda
Em       A7      D7+
Numa festa de raro esplendor
F#m       C#7          F#m
Teu vestido de baile lembro ainda
A             E7        A   A7
Era branco, todo branco, meu amor
D                       D
A orquestra tocou uma valsa dolente
Tomei-te aos braços
B7
Fomos dançando
Em   B5+/7
Ambos silentes
Em        B5+/7        Em
E os pares que rodeavam entre nós
D
Diziam coisas
Ab7
Trocavam juras
D/F# D
A meia voz
        D
Violinos enchiam o ar de emoções
B7          Em
De mil desejos uma centena de corações
G            Gm
Pra despertar teu ciúme
F#m7            Bm
Tentei flertar alguém
Em        A7        F#m5-/7 B7
Mas tu não flertaste ninguém
Em            Gm
Olhavas só para mim
F#m7             Bm
Vitória de amor cantei
Em            A7          D
Mas foi tudo um sonho... acordei!


Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Pegando Fogo

Bando da Lua

Pegando fogo (marcha/carnaval, 1938) - José Maria de Abreu e Francisco Matoso - Intérprete: Bando da Lua

Disco 78 rpm / Título da música: Pegando fogo / Francisco Matoso (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Bando da Lua (Intérprete) / Coro (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 03/11/1938 / Lançamento: 12/1938 / Nº do Álbum: 34393 / Nº da Matriz: 80927-1 / Gênero musical: Marcha


Intro: G/A Bb7+ G/A A G/A A G/A
            A7 Bb+ Gm7 G/A
        D       B7/5+
Meu coração amanheceu pegando
Em7    A7    Em7   A7/5+   D7+
fogo,        fogo,         fogo

C7/9      B7         Em7           Fº
Foi uma morena que passou perto de mim
Gbm7  B7     E7 A7       D
E que me deixou as......sim    -  BIS

      Gb7 Bm7   G7+     Gbm7    Ebº
Morena boa que passa / Com sua graça
     Em7
infernal
    C7/9             D  Bm7      E7
Mexendo com nossa raça / Deixando a gente
     A7
até mal

     Gb7  Bm7       G7+      Gb7  Ebº
Mande chamar o bombeiro / Para esse fogo
   Em7
apagar
     C7/9            D       Bm7    E7
E se ele não vem ligeiro / Nem cinzas vai
      A7
encontrar


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Boa noite, amor

A presença de Francisco Alves no rádio está marcada por esta valsa, prefixo e sufixo de suas audições. Além de gravada por ele duas vezes - em 1936 e 1950 -, a canção tem, na condição de prefixo, outras gravações suas de programas radiofônicos, como o realizado no Largo da Concórdia em São Paulo, em 26.09.52, que foi o último de sua vida.

No dia seguinte, um sábado, um caminhão que trafegava pela Via Dutra, à altura de Pindamonhangaba, chocou-se violentamente com seu automóvel, um Buick azul, tendo o cantor morte instantânea. Chico, que não gostava de viajar de avião, estava com uma certa pressa de chegar ao Rio, a fim de se apresentar descansado em seu programa na Rádio Nacional, domingo ao meio-dia. (Curioso o horário desse programa, sempre anunciado pomposamente pela locutora Lúcia Helena: "Ao se encontrarem os ponteiros na metade do dia...").

"Boa Noite Amor" é a mais conhecida composição da dupla José Maria de Abreu e Francisco Matoso, sendo típica de um pianista (Abreu), como se percebe pelo detalhe harmônico nos compassos 13 a 16 ("Se eu souber que o sonho teu / foi o mesmo sonho meu...") de preparação à idéia principal, que é explorada de três maneiras diferentes. Tem também uma introdução cantada, o recitativo, marcante na obra de José Maria de Abreu e provavelmente herdada da música americana.

Já a letra, de Francisco Matoso, sobre uma despedida apaixonada, não foge ao trivial romântico da época. "Boa Noite Amor" teve uma gravação importante em 1972, que encerra emocionalmente o disco do ano de Elis Regina, em brilhante arranjo de César Camargo Mariano (ao piano), com orquestra de cordas. Embora pouca gente saiba, "Boa Noite Amor" possui uma letra em inglês, de Maria C. Rego, editada pela Vitale ("Good-night sweetheart / my love divine / my dreams belong to you...").

Boa noite amor (valsa, 1936) - José M. de Abreu e Francisco Matoso - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Boa noite amor / Francisco Matoso (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 03/04/1936 / Lançamento: 05/1936 / Nº do Álbum: 34052 / Nº da Matriz: 80111-1 / Gênero musical: Valsa



Gbm-------- B7 -----E
Quando a noite descer
Dbm----- Gbm -----B7--------- E---- Dbm
Insinuando ------um triste adeus
Gbm ------B7--------- E
Olhando nos olhos teus
Gb7---------- B--------- Gb7---- B7
Hei de, beijando teus dedos, dizer:
---------Am ----B7
Boa noite, amor
-----------D ------B7
Meu grande amor
-------E ----Db7---- Gbm
Contigo eu sonharei
---------Bm ----Ab7--- Dbm
E a minha dor esquecerei
-------------Gb7
Se eu souber que o sonho teu
----C7------------------ B7
Foi o mesmo sonho meu . . .

---------Am---- B7
Boa noite, amor
-------D------- B7
E sonha, enfim,
---------E -------E7 -------A ------Db7
Pensando sempre em mim,
----------A----------- B7
Na carícia de um beijo
---------E--------- Db7
Que ficou no desejo
--------Am ----------B7 -----E---- C7---- E
Boa noite, meu grande amor !


Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Francisco Matoso

Francisco Matoso (Francisco de Queirós Matoso), compositor e instrumentista, nasceu em Petrópolis RJ em 8/4/1913, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 18/12/1941. Aos cinco anos, usando apenas um dedo, tocava no piano as músicas que ouvia num gramofone. Formou- se em direito, mas preferiu a carreira de compositor, escrevendo tanto músicas quanto letras.


Em 1933 lançou na Columbia sua primeira música, o samba Esquina da vida (com Noel Rosa), gravado por Mário Reis com acompanhamento de Nonô. Em 1934, o Bando da Lua gravou seu samba Eu me lembro de você (com Oldemar Gomes Pereira), lançado em 1935.

Ainda no Carnaval de 1935, Jaime Vogeler gravou a marcha Tão boa (com Nonô) e Gastão Formenti o samba Eu jurei (com José Maria de Abreu). Depois, o Bando da Lua lançou o samba Abandona o preconceito (com Maércio de Azevedo). Nesse ano, gravou com Francisco Alves a valsa Reminiscência e com Silvinha Melo o samba-canção Perto do céu (ambas com Nonô).

No Carnaval de 1936, lançou o samba Vai-te embora (com Nonô), em gravação de Mário Reis, e as marchas Em primeira audição, por Aurora Miranda, e Esquina do pecado, por Almirante. Com José Maria de Abreu, apenas melodista, com quem iniciou em 1935 uma fértil parceria, foram gravadas pelo menos 37 músicas, dentre elas a canção Vingança, por Gastão Formenti (1936); a célebre valsa Boa noite, amor, por Francisco Alves, seu prefixo musical (1936); as valsas Horas iguais, por Orlando Silva, e Mari, por Carlos Galhardo (1937); a valsa Barcarola, por Francisco Alves (1938); a marcha Onde está o dinheiro?, por Aurora Miranda (Carnaval de 1938); a marcha Pegando fogo, pelo Bando da Lua (Carnaval de 1939); a valsa Ao ouvir esta canção hás de pensar em mim, por Francisco Alves (1940).

Em 1941, já doente, tocou ao piano para seu amigo Lamartine Babo uma valsa ainda sem título. Lamartine, cativado pela música, então escreveu uma letra sob o título de Eu sonhei que tu estavas tão linda, até hoje um clássica do gênero, que Francisco Matoso comovido ainda teve tempo de ouvir na gravação de Francisco Alves, pouco antes de falecer com apenas 28 anos de idade.

Obra

Abandona o preconceito (c/Maércio de Azevedo), samba, 1935; Ainda uma vez (c/José Maria de Abreu), fox-canção, 1938; Amor não vale um tostão (c/José Maria de Abreu), samba, 1939; Ao ouvir esta cançao hás de pensar em mim (c/José Maria de Abreu), fox, 1940; Ave Maria, 1942; Barcarola (c/José Maria de Abreu), valsa, 1938; Boa-noite amor (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Boa vizinhança (c/Nonô), choro, 1939, A canção que eu fiz para você (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Cancioneiro (c/José Maria de Abreu), canção, 1936; Crioula (c/José Maria de Abreu), rumba, 1937; Dois corações em tempo de valsa (c/José Maria de Abreu), valsa, 1938; Duas cigarras (c/José Maria de Abreu), canção, 1937; Em primeira audição, marcha, 1936; Erre, se há proveito (c/José Maria de Abreu), marcha, 1936; Esquina do pecado, marcha, 1936; Estou cansado de sofrer (c/José Maria de Abreu), samba, 1938; Eu jurei (c/José Maria de Abreu), samba, 1935; Eu me lembro de você (c/Oldemar Gorfies Pereira), samba, 1935; Eu sonhei que tu estavas tão linda (c/Lamartine Babo), valsa, 1941; Fui feliz (c/José Maria de Abreu), samba-canção, 1936; Golpe errado, samba, 1940; Hei de ver-te um dia (c/ Cabral), fox-trot, 1935; Horas iguais (c / José Maria de Abreu), valsa, 1937; Jardim de flores raras (c/Nonô), valsa, 1938; Longe do teu coração (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Mari (c/José Maria de Abreu), canção, 1937; Maria Barafunda (c/José Maria de Abreu), marcha, 1938; Minha vida tão bonita!, canção, 1937; Na esquina da vida (c/Noel Rosa), samba, 1933; Napolitana (c/José Maria de Abreu), canção, 1938; Noite sem luar (c/José Maria de Abreu), valsa, 1938; Onde esta o dinheiro? (c/José Maria de Abreu), marcha, 1938; Pegando fogo (c/José Maria de Abreu), marcha, 1939; Pequena futurista, samba, 1936; Perto do céu (c/Nonô), samba-canção, 1935; Recolhimento (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Recordando (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Reminiscência (c/Nonô), valsa, 1935, São João há de sorrir (c/José Maria de Abreu), marcha, 1936; Se alguma vez (c/José Maria de Abreu), valsa, 1936; Se o nosso amor ainda existisse (c/José Maria de Abreu), valsa, 1940; O segredo dos teus olhos (c/José Maria de Abreu), valsa, 1937; Seus olhos são verdes (c/José Maria de Abreu), marcha, 1936; Sevilhana (c/Jose Maria de Abreu), valsa, 1938; Só pode ser pra você, samba, 1936; Só você (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Solidão (c/José Maria de Abreu), samba-canção, 1937; Sombras ao luar (c/José Maria de Abreu), fox-canção, 1941; Tão boa (c/Nonô), marcha, 1935; Vai te embora (c/Nonô), samba, 1936; Valsa da saudade (c/José Maria de Abreu), valsa, 1937; Velho amor (c/José Maria de Abreu), valsa, 1935; Vingança (c/José Maria de Abreu), canção, 1936.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.