quarta-feira, 10 de maio de 2006

Café Soçaite




Jorge Veiga
Este samba é uma bem-humorada sátira ao café soçaite e ao colunismo social carioca dos anos cinqüenta. Em seus versos, Miguel Gustavo registra personagens ("Teresas", "Dolores", "Didu"), lugares ("Riverside", "Cabo Frio") e expressões ( "enchenté", "champanhota", "estou acontecendo") freqüentes nas colunas dos jornalistas Ibrahim Sued e Jacinto de Thormes, também citados.

Tudo isso é cantado por um falso grã-fino que, perguntado como consegue se manter nas altas rodas, responde: "Depois eu conto...". "Café Soçaite" teve como melhor intérprete o seu lançador Jorge Veiga, "O Caricaturista do Samba".

Café Soçaite (samba, 1955) - Miguel Gustavo - Intérprete: Jorge Veiga

G             E7               A7                
Doutor em anedota e em champanhota,
              D7           G
estou acontecendo no café soçaite.

Só digo "a chanté", 
     F#         Bm 
muito merci all right,
                   A              D7  
troquei a luz do dia pela luz da light.
               E7  
Agora estou somente 
                     Am
com outra dama de preto,
              D7                    G
nos dez mais elegantes eu estou também.
                      F#             Bm   
Adoro River Side, só pesco em Cabo Frio,
          A                  D7
decididamente eu sou gente bem.
                   Am      D7    G  
Enquanto a plebe rude na cidade dorme
                 B7
eu janto com Jacintho 
                  Em
que é também de Thormes.
             C    C#            G 
Teresa e Dolores falam bem de mim,
Em            F#                   B7
já fui até citado na coluna do Ibrahin.
                 Am        D7     G   
E quando me perguntam como é que pode,
                B7               Em 
papai de black tie dançando com Didu,
              C 
eu peço mais uísque, 
     C#         G
embora esteja pronto.
 Em         Am    B7          Em 
Como é que pode, depois eu conto.

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