terça-feira, 22 de agosto de 2006

Na cadência do samba

Ataulfo Alves
Existem dois sambas com o título de “Na Cadência do Samba”. O primeiro, de Luiz Bandeira, foi por ele lançado em junho de 56, sem maior sucesso. Tempos depois, adotado como prefixo e fundo musical para cenas de futebol no jornal cinematográfico Canal 100, de Carlos Niemeyer, popularizou-se, tornando-se conhecido pelo verso inicial “Que Bonito É”.

Já o segundo, seis anos mais novo, é um dos melhores da última fase de Ataulfo Alves, impressionando pelo curioso estribilho: “Sei que vou morrer não sei o dia / levarei saudades da Maria / sei que vou morrer não sei a hora / levarei saudades da Aurora / eu quero morrer numa batucada de bamba / na cadência bonita do samba.” Além da versão de Ataulfo, “Na Cadência do Samba” fez sucesso cantado por Elizeth Cardoso, que por coincidência gravou também samba do Luís Bandeira (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).



Na cadência do samba (samba, 1962) - Paulo Gesta e Ataulfo Alves - Intérprete: Jorge Veiga (RCA Victor, 78 rpm, 1962) -
Dm                             Gm    A7
Sei que vou morrer, não sei o dia
                      Dm
Levarei saudades da Maria
               D7             Gm        C7
Sei que vou morrer, não sei a hora
                        F        A7
Levarei saudades da Aurora

Dm                      A7
Quero morrer numa batucada de bamba
                          Dm
Na cadência bonita de um samba
             C7                       F
Mas o meu nome ninguém vai jogar na lama
               A7
Diz o dito popular
                       Dm   A7
Morre o homem fica a fama
    Dm                    A7
Quero m orrer numa batucada de bamba
                           Dm
Na cadência bonita de um samba
 
 

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