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terça-feira, 16 de setembro de 2008

A coroa do rei

Dircinha Batista
A coroa do rei (samba/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e David Nasser - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: A coroa do rei / David Nasser, 1917-1980 (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Carioca e Sua Orquestra com Coro (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 30/09/1949 / Lançamento: 12/1949 / Nº do Álbum: 12962 / Nº da Matriz: 8564 / Gênero: Batucada / Coleções de origem: IMS, Nirez


A coroa do Rei,
Não é ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.

A coroa do Rei,
Não é de ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.

Não é ouro nem nunca foi
A coroa que o Rei usou
É de lata barata
E olhe lá... borocochô

Na cabeça do Rei andou
E na minha andou também
É por isso que eu digo
Que não vale um vintém.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Passarinho da lagoa

Dircinha Batista
Passarinho da lagoa (cateretê/toada, 1949) - Fernando Lobo e Evaldo Rui - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Passarinho da lagoa / Evaldo Rui, 1913-1954 (Compositor) / Fernando Lobo, 1915-1996 (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Dante Santoro e seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/01/1949 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 12924 / Nº da Matriz: 8489 / Gênero musical: Toada / Coleções de origem: IMS, Nirez


Passarinho da lagoa se tu queres avoá
Avoa avoa avoa agora já
Com o biquinho pelo chão e as asinhas pelo ar
Avoa avoa avoa agora já

Passarinho da lagoa se tu queres avoá
Avoa avoa avoa agora já
Com o biquinho pelo chão e as asinhas pelo ar
Avoa avoa avoa agora já

Passarinho da lagoa não despertes meu amor
Ainda é muito cedinho, madrugada nem chegou
Meu amor está na rede, a rede balançô
Passarinho, passarinho não despertes meu amor



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Rio

Dircinha Batista
Rio (samba, 1948) - Ary Barroso - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Rio / Ary Barroso (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Guari [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 02/07/1948 / Lançamento: 09/1948 / Nº do Álbum: 12877 / Nº da Matriz: 8391 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Rio,
Barulho de rodas rangendo
Barulho de gente correndo
Que vai pro trabalho e é feliz

Rio
Batida de bumbo e pandeiro
Batuque do bom no terreiro
Cabrochas gingando seus quadris

Rio
Que conta anedota no bar
Que vai pros estádios gritar
Canta samba de improviso

Rio
Copacabana feiticeira
Jóia da terra brasileira
Pedaço do paraíso

Bate tamborim
Oi, baticum lelê
Rio de Janeiro
Rio, Rio
Céu azul
Verdes montanhas
E o mar de águas verdes
Praias inundadas de sol

Pra Iaiá, Iaiá
Pra Ioiô, Ioiô
Pra Sinhá, sinhá
E pra Sinhô
Terra de amor
De luz
De vida
E de resplendor



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 18 de março de 2008

Inimigo do batente

Dircinha Batista
Inimigo do batente (samba, 1940) - Wilson Batista e Germano Augusto - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Inimigo do batente / Germano Augusto (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Orquestra Odeon sob Direção de Simon Bountman (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 05/10/1939 / Lançamento: 05/1940 / Nº do Álbum: 11834 / Nº da Matriz: 6214 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Eu já não posso mais
A minha vida não é brincadeira, é
Estou me desmilinguindo
Igual a sabão na mão de lavadeira
Se ele ficasse em casa
Ouvia a vizinhança toda falando
Só por me ver lá no tanque, lesco, lesco
Lesco, lesco, me acabando.

Se eu lhe arranjo trabalho
Ele vai de manhã
De tarde, pede a conta

Eu já estou cansada de dar
Murro, em faca de ponta
Ele disse pra mim
Que está esperando ser Presidente
(tirar patente)
Do Sindicato dos Inimigos do Batente
(ai, ai, meu Deus)

Ele dá muita sorte
É um moreno forte
Ele é mesmo um atleta
Mas tem um grande defeito
Ele diz que é poeta
Ele tem muita bossa e compôs um samba
E quer abafar, é de amargar
Não posso mais
Não me dá forra, vou desguiar....



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Eu gosto de samba

Dircinha Batista
Eu gosto do samba (samba, 1940) - Ary Barroso - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Eu gosto do samba / Ary Barroso (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Louis Cole e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 29/07/1940 / Lançamento: 09/1940 / Nº do Álbum: 11890 / Nº da Matriz: 6443 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Eu gosto de samba
Até parece moamba
Feitiço, despacho ou mandiga,
Eu estremeço toda
Num samba de roda
Que ginga, que ginga
Ai, ai
Eu nasci tropical
Nesta terra ideal
Eu sou brasileira
Enfezada.

E no meu corpo moreno
Circula o veneno
Da batucada
Oi a cuíca: hum, hum, hum, hum
Oi o pandeiro: tche, tche, tche, tche
O tamborim: pa, pa, pa, pa.

Brasil
Quem fala
Fala de mágoa
Por que o samba mexe com a gente
Ou não mexe
Deliciosamente, ai!
Malevolentemente, ai!
Maliciosamente, ai!
Assustadoramente, ai!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Tirolesa

Tirolesa (marcha/carnaval, 1939) - Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Tirolesa / Osvaldo Santiago, 1902-1976 (Compositor) / Paulo Barbosa, 1900-1955 (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Simon Bountman [Regente] (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 20/10/1938 / Lançamento: 12/1938 / Nº do Álbum: 11671 / Nº da Matriz: 5948 / Gênero musical: Marcha carnavalesca


Ò tirolesa, ò tirolesa
Sei que tu moras
No subúrbio da Central
Ò tirolesa, ò tirolesa
Eu te conheço
Desde o outro carnaval

Eu já peguei um touro à unha
Na Catalunha, na Catalunha
E venho agora farrear
Com uma peninha no chapéu
Pra atrapalhar



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Pirata

Dircinha Batista
Pirata (marcha, 1936) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Pirata / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 15/01/1936 / Lançamento: 02/1936 / Nº do Álbum: 34030 / Nº da Matriz: 80087-1 / Gênero musical: Marcha


Pirata
Pirata da areia
Que não rouba embarcações
Que fica nas praias serenas
Avançando nas pequenas
E assaltando corações!


Pirata, você não me engana
Pirata da areia de Copacabana
Cuidado linda sereia
E apanhar não se deixe
Que ele diz de boca cheia
Que quem cai na rede é peixe!


A prometer casamento
Passa a noite e passa o dia
E até hoje ainda não sabe
Onde fica a Pretoria!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Upa, upa (Meu trolinho)

Dircinha Batista
Upa, upa - Meu Trolinho (marcha/carnaval, 1940) - Ary Barroso - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Upa upa! (Meu trolinho) / Ary Barroso (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Orquestra Odeon sob Direção de Simon Bountman (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 08/11/1939 / Lançamento: 01/1940 / Nº do Álbum: 11812 / Nº da Matriz: 6249 / Gênero musical: Marcha


------------------C
Lá vai o meu trolinho / Vai rodando de mansinho
-----------C#º-- G7 -------------------------Dm
Pela estrada além / Vai levando pro seu ninho
--------------------------G7------------------------------- C
Meu amor, o meu carinho / Que eu não troco por ninguém


-------------------------------------G7
Upa! Upa! Upa! / Cavalinho alazão / Hê! Hê! Hê! Hê!
-----------------------------C ------------Bb7------ A7
Não erre esse caminho não / Vai assim
-------------------Dm --------------G7
Vai assim / ----------Sempre assim, pra minha sorte
-------------C
Não ter fim



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Periquitinho verde

Dircinha Batista
Periquitinho Verde (marcha/carnaval, 1938) - Antônio Nássara e José de Sá Róris - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Periquitinho verde / Antônio Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Sá Róris (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 29/11/1937 / Lançamento: 01/1938 / Nº do Álbum: 11553 / Nº da Matriz: 5719 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


----------A ----------Bm-- E7 -----------D-- E7 -----A
Meu periquitinho verde /----- Tire a sorte por favor
-----------------F#7 -------------------Bm
Eu quero resolver / Este caso de amor
----------D --Dm6- A--------- Bm----- E7 -----A

Pois se eu não caso / Neste caso eu vou morrer

-------------------Bm------- E7----------- A
O que eu não quero / É depois de me casar
----------------Bm------------- E7---------- A
Ouvir a filharada / Noite e dia a me amolar
-------------------------------------Bm--------- Dm6
Pois eu juro que não tenho / Paciência de aturar:
--------A------ Bm-- E7 --A
"Mamãe eu quero mamar"



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Dircinha Batista


Dircinha Batista (Dirce Grandino de Oliveira), cantora e compositora, nasceu em São Paulo SP em 7/4/1922. Filha do ventríloquo e humorista Batista Júnior (João Batista de Oliveira), de quem adotou o sobrenome artístico, e irmã da cantora Linda Batista, sua família já morava no Rio de Janeiro RJ, no bairro do Catete.


Aos quatro anos, começou a ser alfabetizada num grupo escolar da Praça José de Alencar, cursando os dois anos seguintes, respectivamente, nos colégios Sion e São Marcelo. Já aos seis anos fez sua estréia, cantando Morena cor de canela (Ari Kerner), em um espetáculo organizado por Raul Roulien, no Teatro Santana, em São Paulo, para o qual o pai tinha sido convidado. Passou então a apresentar-se como cantora, acompanhando o pai em suas apresentações.

Ainda em 1928, cantou com sucesso no Cine Boulevard, em Vila Isabel, Rio de Janeiro. No ano seguinte ingressou no Colégio Divina Providência, onde terminou o curso primário. Em 1930, com oito anos, gravou seu primeiro disco, na Columbia, com o nome de Dircinha de Oliveira. As duas primeiras músicas gravadas, Borboleta azul e Dircinha, eram de autoria de seu pai, e o acompanhamento foi feito por Gaó, Jonas e Zezinho (Zé Carioca).

Em 1933 gravou pela Odeon seu segundo disco, cantando A órfã e Anjo enfermo (Cândido das Neves), que, junto com Tute, a acompanhou no violão. Um ano mais tarde, estreou na Rádio Cajuti (hoje Vera Cruz), participando do programa de Francisco Alves; aí ficou apenas um ano, passando em seguida para a Rádio Clube (hoje Mundial).

Em 1935, quando cursava o ginásio no Ateneu São Luís, estreou no cinema, cantando Eu vi você no posto três (João de Barro), no filme Alô, alô, Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro. No ano seguinte, já com o nome de Dircinha Batista, cantou e dançou no filme de Ademar Gonzaga Alô, alô, Carnaval, interpretando as marchas Pirata e Muito riso, pouco siso (ambas de João de Barro e Alberto Ribeiro), gravadas no mesmo ano em disco Victor, da mesma forma que as marchinhas Meu sonho foi balão (Alberto Ribeiro) e Meu moreno (Hervé Cordovil).

A marchinha Periquitinho verde (Nássara e Sá Róris), seu primeiro grande sucesso, no Carnaval de 1938, aconteceu quase que por acaso: em 1937, Benedito Lacerda convidou-a para gravar na Columbia Não chora, música de sua autoria e de Darci de Oliveira, e, como não houvesse música para o outro lado do disco, Nássara terminou a segunda parte de Periquitinho verde no próprio estúdio, a tempo de ser incluída na gravação.

Em 1938, participou de três filmes: Bombonzinho, de Mesquitinha, e Banana da terra e Futebol em família, ambos de J. Rui. No final desse ano, gravou pela Columbia a marcha Tirolesa (Osvaldo Santiago e Paulo Barbosa), muito cantada no Carnaval seguinte. O ano de 1939 trouxe vários sucessos para a intérprete, contratada pela Columbia até 1953: entre eles, o chorinho Moleque teimoso (Roberto Martins e Jorge Faraj) e a marcha Barba Azul (Osvaldo Santiago).

Com a marcha Upa, upa (Meu trolinho) (Ary Barroso), marcou com êxito sua presença no Carnaval de 1940. Ainda nesse ano, foi escolhida como A Cantora da Cidade pelo jornal carioca O Globo, participou do filme Laranja da china, de J. Rui, e passou a pertencer, após curto período, ao elenco da Rádio Ipanema.

Sua primeira viagem artística ao exterior foi realizada também em 1940, quando se apresentou na Rádio Municipal e no Teatro Colón, de Buenos Aires, Argentina, em programas mantidos pelo governo brasileiro para propaganda do café.

A partir de 1943 seus discos passam a sair com o selo Continental (até 1948), e no mesmo ano começou a trabalhar na Rádio Tupi. Fez parte do elenco do filme Abacaxi azul, de J. Rui, em 1944, gravando outro sucesso para o Carnaval de 1945, o samba Eu quero é sambar (Peterpan e Alberto Ribeiro).

Em 1947, participou do filme Fogo na canjica, de Luís de Barros, e no ano seguinte foi a primeira artista a ser eleita Rainha do Rádio pela Associação Brasileira de Rádio. Fez sua estréia como radioatriz na novela Meu amor, de Hélio do Soveral, e gravou Nunca (Lupicínio Rodrigues), em 1951, ano em que também fez parte da Companhia Teatral de Derci Gonçalves, apresentando-se no Teatro Glória, do Rio de Janeiro. No final desse mesmo ano, assinou contrato com as rádios Nacional e Clube. Nesta última fez o programa Recepção, escrito por Eugênio Lira Francisco e dirigido musicalmente pelo maestro Alceu Bocchino. Quando a Rádio Clube fechou, permaneceu apenas na Rádio Nacional, onde fazia o programa Galeria Musical, escrito por Paulo Roberto e com direção musical de Leo Peracchi.

O ano de 1953 marcou sua segunda experiência teatral, também no Teatro Glória, desta vez com a Companhia Barreto Pinto, além de sua transferência para a gravadora Victor, onde gravou um de seus maiores êxitos, o samba-canção Se eu morresse amanhã de manhã (Antônio Maria). Nos seis anos seguintes participou de sete filmes: Carnaval em Caxias, de Paulo Wanderley, em 1954; Guerra ao samba, de Carlos Manga, em 1955; Tira a mão daí, de J. Rui, e Depois eu conto, de José Carlos Burle, em 1956; Metido a bacana, de J. B. Tanko, em 1957; É de xuá, de Vítor Lima, em 1958; e Mulheres à vista, de J. B. Tanko, em 1959.

No Carnaval de 1958, fez sucesso com a música Mamãe, eu levei bomba (J. Júnior e Oldemar Magalhães). Como repórter e animadora de programas, passou a trabalhar na TV Tupi, em 1961. Para o Carnaval de 1963, gravou, pela Mocambo, a marchinha O último a saber, de Klécius Caldas e Brasinha, a mesma dupla de Casa de sapé, que foi seu sucesso no Carnaval de 1965.

Em 1964 lançou A índia vai ter neném (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira). Na década de 1970 encerrou sua carreira, depois de mais de 40 anos de atividades artísticas e mais de 300 gravações em 78 rpm.

Algumas músicas


















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Luar de Paquetá

"Luar de Paquetá" é a mais conhecida das composições sobre a bucólica ilha, que inspirou tantas outras canções e até um romance célebre, A Moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo. E merece essa popularidade muito mais pela melodia de Freire Júnior do que pelos versos de Hermes Fontes.

Um exagerado simbolista, o poeta impregnou a canção de imagens afetadas como "nereidas incessantes", "hóstia azul fervendo em chamas", "noites olorosas"... Aliás, a propósito desta imagem, há algumas gravações em que os intérpretes - entre os quais Francisco Alves - trocam o adjetivo e cantam "nessas noites dolorosas". Lançado em 1922, "Luar de Paquetá" estendeu seu sucesso ao ano seguinte, quando deu nome a uma revista teatral.

Luar de Paquetá (tango / fado, 1922) - Freire Jr. e Hermes Fontes

Interpretação de Bahiano em disco Odeon lançado em 1922:

Disco selo: Odeon R / Título da música: Luar de Paquetá / Freire Júnior (Compositor) / Hermes Fontes (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Nº do Álbum: 122064 / 122065 / Lançamento: 1922 / Gênero musical: Tango Fado / Coleção: Nirez D



Intepretação de Déo com Dircinha Batista em disco Continental lançado em 1943:

Disco 78 rpm / Título da música: Luar de Paquetá / Freire Júnior (Compositor) / Hermes Fontes (Compositor) / Déo (Intérprete) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental / Nº Álbum 15105-a / Nº Matriz: 688-1 / Lançamento: Dezembro/1943 Gênero musical: Marcha-rancho



Nestas noites olorosas, / Quando o mar desfeito em rosas,
Se desfolha à lua cheia, / Lembra a ilha um ninho oculto,
Onde o amor celebra em culto, / Todo o encanto que a rodeia.


Nos canteiros ondulantes, / As nereidas incessantes,
Abrem lírios ao luar, / A água em prece burburinha,
Em redor da capelinha / E vai rezando o verbo amar.


Jardim de afetos, pombal de amores, / Humildes tetos de pescadores,
Se a lua brilha - que bem nos dá - / Amar na Ilha de Paquetá !


Pensamento de quem ama / Hóstia azul fervente em chamas
Entre lábios separados, / Pensamento de quem ama,
Leva o meu radiograma / Ao jardim dos namorados,
Onde é esse paraíso / O caminho que idealizo,

Na ascensão para este altar, / Paquetá é um céu profundo
Que começa neste mundo / Mas não sabe onde acabar...


Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34