terça-feira, 4 de abril de 2006

André Filho

André Filho (Antônio André de Sá Filho), compositor, cantor e instrumentista nasceu no Rio de Janeiro RJ em 21/3/1906 e faleceu em 2/7/1974. Órfão cedo, foi criado pela avó, e aos oito anos começou a estudar música com Pascoale Gambardella, que lhe ensinou ritmo e harmonia. Mais tarde aprendeu a tocar diversos instrumentos, entre os quais violino, violão, bandolim e piano. No Colégio Salesiano de Santa Rosa, em Niterói RJ, onde foi colega do radialista Almirante, formou-se em ciências e letras. Iniciou sua carreira cantando na Rádio Educadora.

Em seguida foi compositor, arranjador, locutor e autor de jingles em várias emissoras, entre as quais a Philips, a Mayrink Veiga, a Tupi e a Guanabara. Em 1929 0 seresteiro Henrique de Melo Morais gravou na Parlophon sua canção Velho Solar, e um ano depois Carmen Miranda lançou na Victor um disco com o samba O meu amor tem e a marcha Eu quero casar , ambos de sua autoria. Ainda em 1930 foi lançada pela Victor Nem queiras saber (com Felácio da Silva), na voz de Sílvio Caldas. Com Noel Rosa compôs o samba Filosofia, gravado por Mário Reis, que não chegou a alcançar popularidade.

Em 1931 Carmen Miranda gravou na Victor os sambas Bamboleô e Quero só você, e dois anos depois, juntamente com Mário Reis, Alô... alô. Como cantor estreou na Victor com os sambas Vou navegar e Nosso amor vai morrendo, de sua autoria para o Carnaval de 1933, gravando como intérprete músicas até 1939, quase todas suas.

De 1934 é sua composição mais famosa, a marcha Cidade maravilhosa, que gravou na Odeon juntamente com Aurora Miranda. Inscrita no concurso de Carnaval da prefeitura do Rio de Janeiro, no ano seguinte, classificou-se em segundo lugar, tornando-se um grande sucesso e passando a ser tradicionalmente executada no encerramento dos bailes em todos os Carnavais. Em 1960 foi oficialmente decretada como hino da cidade do Rio de Janeiro.

Por volta de 1940 esteve internado com problemas psíquicos numa casa de saúde particular; a partir dessa época afastou-se da vida artística, passando praticamente recluso seus últimos anos. Em 1975 Chico Buarque regravou Filosofia.

Obras

Alô... alô..., samba, 1933; Baiana do tabuleiro, samba, 1937; Balança coração, marcha, 1934; Bamboleô, samba, 1931; Cidade maravilhosa, marcha, 1934; Filosofia (com Noel Rosa), samba, 1933; Mamãezinha está dormindo, canção, 1930; Marisa, valsa, 1936; Mulato de qualidade, samba, 1932; Quando a noite desce (com Roberto Borges), canção, 1930.

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