terça-feira, 4 de abril de 2006

Alcir Pires Vermelho

Alcir Pires Vermelho, compositor, nasceu em Muriaé MG, em 8/1/1906 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 24/5/1994. Aprendeu piano primeiro com a mãe e depois com o professor Amadeu Pacífico, que lhe conseguiu um emprego de pianista no cinema de Muriaé. Começou a tocar em festas, no estilo jazzística, que era moda na época. Aprovado num concurso para bancário do Minas Bank, foi transferido para Carangola MG, onde organizou uma orquestra, da qual participavam o violinista Pessoa e o trombonista Passarinho.

Depois de três anos em Carangola, trabalhou, ainda como bancário, em Rio Casca MG, Cataguases MG e Ubá MG, onde conheceu Ary Barroso e sua tia Ritinha, com quem teve aulas de música. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1929, e foi aprovado em concurso para trabalhar no Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais.

No Carnaval de 1933 conheceu Lamartine Babo, a quem muito admirava, fazendo com ele para o Carnaval seguinte sua primeira música, a marcha Dá cá o pé...loura, gravada em 1933 por Lamartine, na Victor. Estreou em rádio na Rádio Clube do Brasil, como pianista. Tocava também em casas noturnas e clubes. Com Walfrido Silva compôs seu primeiro grande sucesso, o samba O tic-tac do meu coração, gravado por Carmen Miranda em 1935. Três anos depois, Carmen Miranda gravou sua marcha Paris (com Alberto Ribeiro), dedicada aos futebolistas brasileiros na Copa de 1938.

No Carnaval de 1939 sua marcha A casta Suzana (com Ary Barroso), teve grande êxito, na voz de Deo. Em 1942, compôs a valsa Alma dos violinos (com Lamartine Babo), gravada por Morais Neto, e, em 1957, compôs o samba Laura (com João de Barro), gravado por Jorge Goulart.

Muitos de seus sucessos foram lançados por Francisco Alves: Dama das camélias (com João de Barro), Onde o céu azul é mais azul (com João de Barro e Alberto Ribeiro), Sandália de prata e A dama de vermelho (ambas com Pedro Caetano), Sob a máscara de veludo, Canta Brasil, Esmagando rosas e A mulher e a rosa (estas quatro com David Nasser). Utilizou, esporadicamente, o pseudônimo A. Romero.

Obras

A dama de vermelho (c/Pedro Caetano), valsa, 1942; Alma dos violinos (c/Lamartine Babo), valsa, 1942; Barqueiro do São Francisco (c/Alberto Ribeiro), samba, 1946; Brasil, usina do mundo (c/João de Barro), samba, 1942; Bronzes e cristais (c/Nazareno de Brito), fox-canção, 1962; Canta Brasil (c/Davi Nasser), cena brasileira, 1941; A casta Susana (c/Ari Barroso), marcha, 1938; Dama das camélias (c/com João de Barro), marcha, 1939; A dama de vermelho (c/Pedro Caetano), valsa, 1943; Decadência de pierrô (c/Lamartine Babo), marcha, 1940; Dorme, sonharei contigo (c/Tito Madi), samba-canção, 1960; Esmagando rosas (c/Davi Nasser), bolero, 1941; Navio negreiro (c/J. Piedade e Sá Róris), samba-jongo, 1940; Onde o céu azul é mais azul (c/João de Barro e Alberto Ribeiro), samba, 1940; Sandália de prata (c/Pedro Caetano), samba, 1942; Se alguém telefonar (c/Jair Amorim), samba, 1958; A vizinha das vantagens (c/Ari Barroso), samba, 1939.

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