sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Máscara da face

Máscara da face (samba/carnaval, 1953) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Máscara da face / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Batista, Dircinha, 1922-1999 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1952 / Nº Álbum 13366 / Gênero musical: Samba.



Deixou, deixou, deixou
Deixou cair a máscara da face
Mostrou, mostrou, mostrou
Mostrou por fim
Que nunca teve classe

No começo, dei-lhe a mão
Depois, depois o coração
Para ela eu fui um pai
Um amigo e um irmão
Dei-lhe tudo que podia
Sem pensar no desenlace
Afinal, não merecia
Tirou a máscara da face

No começo, dei-lhe a mão
Depois, depois o coração
Para ela eu fui um pai
Um amigo e um irmão
Dei-lhe tudo que podia
Sem pensar no desenlace
Afinal, não merecia
Tirou a máscara da face....

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Edgar Ferreira

Edgar Ferreira (Edgar Monteiro Ferreira, 07/04/1922 - 19/12/1995, Recife, PE), compositor, foi um dos fundadores do primeiro sindicato da indústria metalúrgica de material elétrico da cidade do Recife. Trabalhou na Fábrica Mazarazzo de onde foi demitido em 1941 por participar de uma greve. Passou a sobreviver vendendo livros de cordel com composições suas no Largo da Paz, em Recife.

Quando adolescente, fundou a Escola de Samba Turma Brasileira. Destacou-se como compositor tendo diversas músicas gravadas com sucesso por Jackson do Pandeiro, entre as quais Forró em Limoeiro, gravada em 1953, grande sucesso daquele ano, e Um a um no ano seguinte.

Suas composições foram também gravadas por inúmeros outros intérpretes, entre os quais, Carlos Galhardo, Joel de Almeida, Luiz Wanderley, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Gilberto Gil, João Bosco, Genival Lacerda, Cascabulho, Zé Ramalho e Paralamas do Sucesso.

Em 1955, Alzirinha Camargo gravou o rojão Show no Maracanã. Nesse ano, fez grande sucesso no carnaval com o samba Vou gargalhar, gravado por Jackson do Pandeiro. Em 1959, Ari Lobo gravou o rojão O criador, e em 1961, Recife sangrento. No ano seguinte, Altamiro Carrilho e sua Bandinha regravaram Forró em Limoeiro. Ainda com Jackson do Pandeiro teve gravadas o xote Cremilda. Em 1967, foi premiado pela trilha sonora da peça O Rei da vela, de Oswald de Andrade. Em 1983, a mesma peça foi levada para o cinema e ele ganhou um Kikito de ouro no festival de gramados pela trilha sonora, ambas as versões dirigidas por José Celso Martinez.

Em 1999, Carmélia Alves regravou seu coco Um a um. Em 2000, sua composição Ele disse, composta em homenagem ao ex-presidente da República Getúlio Vargas, foi regravada pelo cantor Zé Ramalho no CD duplo Nação Nordestina. No mesmo ano, o cantor pernambucano Claudionor Germano gravou A dor de uma saudade. Também na mesma época, o coco Forró em Limoeiro foi regravado pelo Trio Nordestino no CD Trio Nordestino - Xodó do Brasil que marcou o retorno do trio.

É, até hoje, considerado um dos maiores compositores de Pernambuco nos anos 1950 e 1960. Foi considerado um dos criadores do rojão, ritmo muito próximo do coco.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Poeira do chão

Dalva de Oliveira
Poeira do chão (samba-canção, 1952) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Interpretação: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Poeira do chão / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1951 / Nº Álbum 13233 / Gênero musical: Samba canção.



O que te dei em carinho
Tu devolveste em traição
O que era um claro caminho
Tornaste desolação
Hoje, tu voltas chorando
Para implorar meu perdão

O meu perdão nada custa
Falando a palavra justa
Há muito eu te perdoei
E por amar de verdade
Vendo tanta falsidade
No fundo eu te lastimei
Se é baixo e vil o interesse
O amor bem cedo fenece
É flor que morre em botão

Não
Não pode alcançar os astros
Quem leva a vida de rastros
Quem é poeira do chão...

Meu rouxinol

Dalva de Oliveira
Meu rouxinol (marcha-rancho, 1952) - Pereira Matos e Mário Rossi - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Meu rouxinol / Rossi, Mário, 1911-1981 (Compositor) / Matos, Pereira (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 03/10/1952 / Nº Álbum 13350 / Gênero musical: Marcha rancho.



Meu rouxinol emudeceu
Perdeu a voz ao por do sol
Meu rouxinol adormeceu
Dorme com Deus
Descansa em paz, meu rouxinol

Meu rouxinol está na história
Meu rouxinol é imortal
Em homenagem à sua glória
Há violões, e corações
Em funeral

Meu rouxinol emudeceu
Perdeu a voz ao por do sol
Meu rouxinol adormeceu
Dorme com Deus
Descansa em paz, meu rouxinol