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terça-feira, 10 de março de 2009

Avenida iluminada


Avenida Iluminada (marcha-rancho, 1969) - Newton Teixeira e Brasinha - Interpretação: Zé Keti

LP Carnaval Rio 1969 / Título da música: Avenida Iluminada / Brasinha (Compositor) / Newton Teixeira (Compositor) / Zé Keti (Intérprete) / Gravadora: RCA Camden / Ano: 1968 / Nº Álbum: CALB 5202 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.


Tom: G
G7               D7 
Eu vinha pela madrugada, 
                       G
pela avenida toda iluminada,
                        Am   
Amanhã, os ranchos vão passar, 
          D7            G
e o meu amor, vai desfilar,
                     Am 
Já vejo o meu amor sorrindo, 
      B7                  G
ganhando aplausos, da multidão,
  C                  G 
Sem saber que estão rolando, 
         D7      G        G7
as lágrimas, do meu coração,
  C                  G
Sem saber que estão rolando, 
        D7      G        G7
As lágrimas, do meu coração.
   C                    G   
Lá rá ra rá rá     Lá rá ra rá rá     
        D7               G
Lá rá ra rá    Lá rá ra rá rá
Letra:

Eu vinha pela madrugada,
Pela avenida toda iluminada,
Amanhã, os ranchos vão passar,
E o meu amor, vai desfilar,
Já vejo o meu amor sorrindo,
Ganhando aplausos, da multidão,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração.

Eu vinha pela madrugada,
Pela avenida toda iluminada,
Amanhã, os ranchos vão passar,
E o meu amor, vai desfilar,
Já vejo o meu amor sorrindo,
Ganhando aplausos, da multidão,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração....

domingo, 18 de janeiro de 2009

Amor de carnaval

Carnaval - J. Carlos
Amor de Carnaval (samba/carnaval, 1968) - Zé Keti - Interpretação: Jair Rodrigues

LP Dois Na Bossa Nº 3 - Elis Regina e Jair Rodrigues / Título da música: Amor de Carnaval / Zé Keti (Compositor) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1967 / Nº Álbum: P 765.020 L / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba / MPB.



Meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola teu coração

Meu bem, me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval

Oba, oba, oba, meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola teu coração

Meu bem, me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval

Papai, mamãe não quer que eu namore pra casar
Ainda é cedo, vamos brincar
Amor de carnaval desaparece na fumaça
Saudade é coisa que dá e passa

Oba, oba, oba, meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola o teu coração

Meu bem, me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval
Porque é carnaval.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mascarada

Zé Keti
Amores de carnaval sempre renderam boas histórias. E boas histórias podem render bons sambas quando os compositores são Zé Keti e Elton Medeiros. Foram esses dois cariocas que deram letra e música a uma "namorada" que Zé Keti encontrou em um carnaval, mas só foi ver seu rosto três anos depois. O resultado foi o samba "Mascarada", de música de Elton Medeiros e letra dos dois.

A história completa é a seguinte. Era dia de carnaval e Zé Keti, um cara muito boa praça, foi desfilar no Bloco das Piranhas. O esquema do bloco era simples e muitíssimo difundido no carnaval: homens que se vestiam de mulher.

Mas Zé Keti, que de acordo com Elton, era um sedutor, conseguiu descolar uma moça. Sim, uma moça que desfilava no Bloco das Piranhas. Não deu outra. Sumiu com ela durante todo o carnaval.

Ao voltar ao convívio social revelou que ela não tinha tirado a máscara nem por um segundo sequer.

O mistério continuou no ano seguinte. Zé já sabia onde encontrar a moça mascarada e ela lá estava. As noites de amor se repetiram e o segredo sobre a identidade da pequena também. Apenas no terceiro ano é que a mulher deixou que Zé Keti tirasse a máscara dela. Daí surgiu um dos maiores sucessos dos dois sambistas: Mascarada.

Tempos depois, Elton Medeiros se encontrou com Zé que estava acompanhado de "uma bonita senhora", como definiu Elton. Zé então revelou: "Elton, essa aqui que é a mascarada". Mesmo assim não deu muito tempo para que ele trocasse algumas frases com ela: "Ele não ficou com ela muito tempo do meu lado. Foi embora", contou rindo. (fonte: Vermute com Amendoim - A mascarada de Zé Keti)

Mascarada (samba, 1965) - Zé Keti e Elton Medeiros - Interpretação: Quarteto em Cy

LP/CD Quarteto em Cy / Título da música: Mascarada / Zé Keti (Composição) / Elton Medeiros (Composição) / Quarteto em Cy (Intérprete) / Gravadora: Forma / Ano: 1964 / Álbum: FM-4 / Faixa 11 / Gênero musical: Samba.

Tom: F

Intro 2x: F7M  C7(9+)

F7M           D7/F#           Gm           Abº
   Vejo agora      esse  seu  lindo  olhar
          Am7       D7(9+)
Olhar que eu sonhei
                      G7(13) G7(13)
que   sonhei   conquistar
             Gm         Bb7(9)        FM7
e   que   um   dia   afinal   conquistei
      D7/F#                Gm       Abº
Enfim      findou-se   o   carnaval
               Am7       D7(9+)
E   só   nos   carnavais
                Gm
Encontrava-te   sem
      Bb7(9)                        Bb7(9+)      F7
Encontrar    esse   seu   lindo   olhar   porque
                     Bb6
O    poeta    era    eu
                          Bbm7
Cujas   rimas   eram   compostas
                       Am7
Na   esperança   de   que
   D7             FM7     D7/F#
Tirasses   essa   máscara
               Gm
Que   sempre   me   fez   mal
Abº             Gm7
Mal   que   findou   só
   C7(b9)      C7(9)  F
Depois    do    carnaval
      C7(9+)
Dos   carnavais

Malvadeza Durão


Malvadeza Durão (samba, 1965) - Zé Keti

LP/CD Show Opinião - Nara Leão, Zé Keti e João Do Vale / Título da música: Malvadeza Durão / Zé Keti (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Zé Keti (Intérprete) / João Do Vale (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1965 / Catálogo: P-632.775-L / Faixa 19 / Gênero musical: Samba.


Tom: G

G          D7      G            E7
Mais um malandro fechou o paletó
        Am
Eu tive dó, eu tive dó
              D7                   Am2    A7
Quatro velas acesas em cima de uma mesa
                      D7
E uma subscrição para ser enterrado

    G                   E7
Morreu Malvadeza Durão
   Am     D7               G
Valente, mas muito considerado

Am          E7             Am
   Céu estrelado, lua prateada
G              D7          G
Muitos sambas, grandes batucadas
  Am              E7                    Am
O morro estava em festa quando alguém caiu
      A7                 D7
Com a mão no coração, sorriu

    G  Am7         Bm7    E7   Am
Morreu Malvadeza Durão
          D7           G
E o criminoso ninguém viu

Acender as velas


Acender as velas (samba, 1965) - Zé Keti - Interpretação: Vanja Orico

LP Vanja Orico / Título da música: Acender as velas / Zé Keti (Compositor) / Vanja Orico (Intérprete) / Gravadora: Chantecler / Ano: 1964 / Álbum: CMG 2295 / Lado A / Faixa 5 / Samba.


 Am               F7   E7   Am
Acender as velas já é profissão
               F7     E7        Am
Quando não tem samba, tem desilusão
F7  E7     Am    F7   E7   Am
Acender as velas já é profissão
               F7     E7        Am   F7   E7  Am   F7    E7  Am
Quando não tem samba, tem desilusão,    desilusão,     desilusão
  F#m7/5- E7  Am      Dm7   G7   C7+
É mais um coração que deixa de bater
   Bm7/5- E7      Am
Um anjo   vai pro céu
F7   E7    Am     F7  E7    Am
Deus me perdoe,   mas vou dizer
F7   E7    Am     Bm7/5-  E7    Am
Deus me perdoe,       mas vou dizer
Am       Am/G           F#m7/5-  B7
O doutor chegou tarde dem a  a   ais
          Em7/5-  A7
Porque no morro
            Gm6         F7+
Não tem automóvel pra subir
G7                      C7+
Não tem telefone pra chamar
Bm7/5-      E7          Am  Am/G
E não tem beleza pra se ver
F#m7/5-   E7           Am          Am/G
E a gente morre sem querer morrer
F#m7/5-   E7           Am          Am/G
E a gente morre sem querer morrer

domingo, 29 de outubro de 2006

Zé Keti

"O Zé ficou quietinho?" - A pergunta da mãe, quando voltava do trabalho, era infalível. E como o moleque Zé sempre ficava quietinho, virou Zé Quieto, logo em seguida, Zé Keti.

Neste século que se finda, na raiz da maioria das coisas boas que aconteceram no ramo samba da árvore da música popular brasileira, tem o dedo de Zé Keti, o compositor que se tornou um dos símbolos de sua escola de samba, a Portela, guardiã da cultura popular e menestrel maior de Madureira, a capital dos subúrbios da Zona Norte do Rio de Janeiro.

Nascido em 1921, José Flores de Jesus fez do bairro carioca de Bento Ribeiro e contornos o seu reinado. Ninguém cantou a Portela como ele, ninguém soube compreender a beleza e a importância do mar em azul e branco que cobre a passarela a cada carnaval, vencendo ou não a competição com as co-irmãs. Zé era portelense e deixou isso bem claro em suas rimas e harmonias.

Criador perfeito em A voz do morro, crítico social em Acender as velas, lírico em Máscara negra, boêmio em Diz que eu fui por aí, cronista em Malvadeza durão, historiador em Jaqueira da Portela, ator de teatro no show divisor de águas Opinião e de cinema em Rio, 40 Graus e A Grande Cidade, Zé Keti tinha a generosidade entre outras de suas qualidades.

Foi ele, quando diretor musical do restaurante Zicartola - outro marco cultural carioca e brasileiro -, que lançou dois novos compositores: Elton Medeiros e o menino (também portelense) Paulo César Batista de Faria, a quem Zé batizou como Paulinho da Viola e para o qual profetizou a carreira que ajudou a consolidar, até mesmo dando a ele para gravar jóias como As moças do meu tempo.

Aos 78 anos, vitimado por uma parada cardíaca, Zé Keti morreu no hospital da Venerável Ordem Terceira Penitência, no bairro suburbano da Tijuca, no seu Rio de Janeiro, na manhã de 14 de novembro de 1999.


Arley Pereira /MPB ESPECIAL / 4/7/1973.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

O meu pecado


O Meu pecado (samba) - Zé Keti - Interpretação: Paulinho da Viola

LP Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida / Título da Música: O Meu Pecado / Zé Keti (Compositor) / Paulinho da Viola (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1970 / Nº Álbum: MOFB 3629 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Tom: C
Intro: Dm7    F7M     Dm7    F7M

   Dm7
Meu pecado
       F7M
Foi querer na minha mocidade
         Dm7                  G7
Amar tantas mulheres
            C7M
O tempo ja passou
Am7            Dm7   A7
Eu tenho saudade

  Dm7
Meu pecado
          F7M
Foi passar as noites em serestas
                Dm7    G7
E bebendo por ai
          C7M   B7
Pela cidade

    Em7
Nem com dinheiro
B7/D#         Em/D         D/C
As mulheres já não me desejam mais
        Em7/B            Am7
Ai se eu pudesse eu voltaria
A7(b9)
Ao meu tempo de rapaz

   Dm7
Meu pecado
    F7M
Foi querer na minha mocidade
         Dm7        G7
Amar tantas mulheres
         C7M
O tempo ja passou
Am7            Dm7   A7
Eu tenho saudade

Instrumental:  Dm7    F7M   Dm7 G7 C7M  B7

    Em7
Nem com dinheiro
B7/D#       Em/D         D/C
As mulheres já não me desejam mais
    Em7/B           Am7
Ai se eu pudesse eu voltaria
A7(b9)
Ao meu tempo de rapaz

   Dm7
Meu pecado
    F7M
Foi querer na minha mocidade
         Dm7        G7
Amar tantas mulheres
         C7M
O tempo ja passou
Am7            Dm7   A7
Eu tenho saudade

  Dm7
Meu pecado
              F7M
Foi passar as noites em serestas
            Dm7    G7
E bebendo por ai
          C7M   Am7   Dm7
Pela cidade

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Máscara negra

Zé Kéti
Ainda prestigiado pelo sucesso do show “Opinião”, Zé Kéti ganhou o carnaval de 67 com a marcha-rancho “Máscara Negra”. Reproduzindo o lirismo suave que caracteriza o gênero, a composição trata do reencontro de um Pierrô com uma Colombina que conhecera no carnaval anterior.

E, ao contrário de outras canções inspiradas na commedia dell’arte, aqui é o Arlequim quem chora pelo amor de colombina: “Tanto riso / oh, quanta alegria / mais de mil palhaços no salão / arlequim está chorando pelo amor da Colombina / no meio da multidão.” Tendo acontecido numa época em que a música carnavalesca tradicional saía de moda, o sucesso de “Máscara Negra” pode ser considerado uma façanha.

A propósito, este sucesso chegou a gerar uma polêmica sobre a co-autoria da composição, que seria de Deusdedith Pereira Matos e não de seu irmão Hildebrando, conforme consta na edição. Mas, como os dois já haviam morrido na ocasião, a questão não teve maiores consequências, entrando “Máscara Negra” para o repertório de Dalva de Oliveira como um de seus últimos sucessos (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Máscara Negra (marcha / carnaval, 1967) - Zé Keti e Pereira Matos - Interpretação: Dalva de Oliveira

Compacto simples / Título da música: Máscara Negra / Zé Keti (Compositor) / Pereira Matos (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: 7B-197 / Lado A / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.

Tom: G  

         G       C#dim     G
Tanto riso, oh quanta alegria
              G#dim       Am
Mais de mil palhaços no salão
   C              D7           G           E7  
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina 
       Am    D7  G  ( D7 )
No meio da multidão

G          G#dim    Am                  D7
Foi bom te ver outra vez está fazendo um ano
                     G
Foi no carnaval que passou
      Bbº     Am               D7  
Eu sou aquele Pierrot que te abraçou 
          G        D7
   que te beijou, meu amor

G        G#dim       Am                  D7  
A mesma máscara negra que esconde o teu rosto 
                    Dm6 G E7
    eu quero matar a saudade
 Am     D7      G      E            Am     D7     E7
Vou beijar-te agora não me leve a mal hoje é carnaval
Am     D7       G      E           Am     D7         G
Vou beijar-te agora não me leve a mal hoje é carnaval

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Opinião

João do Vale, Nara Leão e Zé Keti no Show Opinião.
Além do título de uma peça que, como foi dito, reuniu no palco Nara Leão, Zé Kéti e João do Vale, o samba “Opinião” inspirou os nomes de um jornal, de um teatro, do grupo que encenou a peça e do segundo elepê de Nara, lançado no final de 64.

Simbolizando uma resistência ao processo de remoção de favelas, que então executava o governo do Estado da Guanabara, “Opinião” é uma canção de protesto explícito (“Podem me prender / podem me bater / podem até deixar-me sem comer / que eu não mudo de opinião / daqui do morro eu não saio não...”), que, cantada numa época de forte repressão, funcionou como desafio à ditadura vigente.

Daí a razão do sucesso da composição e do musical, que instituiu um esquema de contestação ao regime, logo adotado por diversos grupos. Ano de prestígio máximo de Zé Keti 1965 foi marcado ainda pelos sucessos de seus sambas “Malvadeza Durão”, “Nega Dina” e “Acender as Velas” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Opinião (samba, 1965) - Zé Keti

LP/CD Show Opinião - Nara Leão, Zé Keti e João Do Vale / Título da música: Opinião / Zé Keti (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Zé Keti (Intérprete) / João Do Vale (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1965 / Catálogo: P-632.775-L / Faixa 19 / Gênero musical: Samba.


Tom: Em 
 
Em 
Podem me prender 
Am                Em 
Podem me bater 
Em       Am                  B7       Em 
Podem até deixar-me sem comer 
Em       Am                  B7       Em 
Que eu não mudo de opinião 
 
Em       Am                  B7       Em 
Daqui do morro eu não saio não 
Em       Am                  B7       Em 
Daqui do morro eu não saio não 
 
Em              Am               Em 
Se nao tem agua eu furo um poço 
               Am         Em       D7                  
Se nao tem carne  compro um osso 
                   B7 
E ponho na sopa  
                Em 
E deixo andar 
    B7          Em 
E deixo andar 
B7          Em 
E deixo andar 
 
B7                       D7 
Fale de mim quem quizer falar 
B7                      Em 
Aqui eu nao pago aluguel 
B7                       D7 
Se eu morrer amanha seu doutor 
B7                      Em 
Estou pertinho do céu 

Diz que eu fui por aí

Em seu elepê de estréia, Nara Leão surpreendeu o produtor Aloysio de Oliveira ao reunir os bossanovistas Baden Powell, Vinícius de Moraes e Carlos Lyra aos sambistas Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé Keti, na época ignorados pelas gravadoras.

Mas apesar da desaprovação de alguns puristas, o disco deu certo, com a musa da bossa nova cantando a seu modo sambas como “O Sol Nascerá”, “Luz Negra” e este “Diz que Fui por Ai”, que trata da errante de um boêmio, com seu violão debaixo do braço, que pára em qualquer esquina, entra em qualquer botequim e, despreocupado, recomenda: “Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí.”

Complementando a ótima interpretação de Nara, esta faixa tem uma participação primorosa do violonista Geraldo Vespar (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Diz que eu fui por aí (samba, 1964) - Zé Keti e Hortêncio Rocha - Intérprete: Nara Leão

LP Nara / Título da música: Diz que eu fui por aí / Zé Keti (Compositor) / Hortêncio Rocha (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1964 / Álbum: ME-10 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.

A7+               A#º  Bm7  
Se alguém perguntar por mim  
                 E7/9    F#m7  
Diz que fui por aí  
              F#m7/E              Em7  A7/9  
Levando um violão /  Debaixo do braço  
D7+             Ebº     C#m7  
Em qualquer esquina eu paro  
                 F#7      Bm7  
Em qualquer botequim eu entro  
               E7  
E se houver motivo  
Gº                     F#7(b9)   Bm7  
É mais um samba que eu faço  
               E7          A7+           F#7  
Se quiserem saber / Se volto diga que sim  
  
         Bm7            E7         C#m7    F#7  
Mas só depois que a saudade se afastar de mim  
          Bm7           E7          A7+        A#º   Bm7  
Mas só depois que a saudade se afastar de mim  
  
             E7  
Tenho um violão  
               C#m7  
Pra me acompanhar  
               F#7  
Tenho muitos amigos  
            Bm7  
Eu sou popular  
              E7  
Tenho a madrugada  
          C#m7     F#7         Bm7  
Como companhei. . .ra  
              E7  
A saudade me dói  
                 C#m7  
Em meu peito me rói  
               F#7  
Eu estou na cidade  
               Bm7  
Eu estou na favela  
             E7  
Eu estou por aí  
                 A6  
Sempre pensando nela

quinta-feira, 11 de maio de 2006

A voz do morro

Zé Keti
Cantada pela primeira vez na quadra da União de Vaz Lobo, escola a que Zé Keti pertencia na ocasião, "A Voz do Morro" se tornaria o seu primeiro sucesso. Para isso, contribuiu sua inclusão na trilha musical do filme "Rio 40 Graus" e, posteriormente, sua adoção como prefixo do programa de televisão "Noite de Gala".

Ufanista a seu modo, "A Voz do Morro" faz a exaltação do samba através de versos como: "Eu sou o samba / a voz do morro sou eu mesmo, sim senhor / quero mostrar ao mundo que tenho valor / eu sou a voz do terreiro...".

A voz do morro (samba, 1956) - Zé Keti - Interpretação: Jorge Goulart

Disco 78 rpm / Título da música: A voz do morro / Zé Keti (Compositor) / Goulart, Jorge (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1955 / Nº Álbum 17197 / Gênero musical: Samba


Tom: A  

Int.: A7+ D7+ Bm7 E7/9 A7+

A7+        D#m5-/7
Eu sou o samba
Dm7                    C#m7
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Cº                      Bm
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
E7                 A7+
Eu sou o rei do terreiro
          D#m5-/7
Eu sou o samba
Dm                     C#m7
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Cº                    Bm
Sou eu quem levo a alegria
       Dm7          E7       A7+
Para milhões de corações brasileiros
         D#m5-/7   Dm7   C#m7
Salve o samba, queremos samba
Cº           Bm        E7      A7+
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
         D#m5-/7  Dm7    C#m7
Salve o samba, queremos samba
Cº      Bm           E7     A7+
Essa melodia de um Brasil feliz


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34