quinta-feira, 6 de abril de 2006

Newton Teixeira

Newton Teixeira (Newton Carlos Teixeira), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 4/4/1916, e faleceu em 7/3/1990. Cursou o primário no colégio do barão de Macaúbas e até o quarto ano secundário no Pritaneu Militar. Aos dez anos começou a aprender bandolim com Chico Neto e aos 15 optou pelo violão. Passou então a aparecer nas rodas boêmias do Rio de Janeiro da década de 1930, como o Ponto dos Cem Réis, freqüentado por Noel Rosa e muitos outros, em Vila Isabel.

Irmão do violonista e compositor Valzinho, antes de começar sua carreira profissional, acompanhou ao violão cantores famosos, como Sílvio Caldas, Francisco Alves, João Petra de Barros e o então iniciante Orlando Silva, de quem se tornaria grande amigo e a quem mais tarde entregaria algumas de suas melhores composições, como a marcha Mal-me-quer (com Cristóvão de Alencar), gravada em 1940, na Victor.

Em 1936 compôs sua primeira música, o samba Tudo me fala do teu olhar (com Cristóvão de Alencar), gravado por Sílvio Caldas na Victor e no mesmo ano teve sua primeira composição gravada, Ela disse adeus (com Cristóvão de Alencar), na voz de Francisco Alves, na Victor. Como cantor gravou na Odeon, em 1937, Quando eu for bem velhinho (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins), acompanhado ao violão por Orlando Silva e Sílvio Caldas. Estreou, no mesmo ano, na Rádio Guanabara, onde se apresentava também com o regional da emissora, na qual permaneceu ainda por dois anos.

Em 1939 fez grande sucesso com Deusa da minha rua (com Jorge Faraj), interpretada por Sílvio Caldas, na Victor. No mesmo ano transferiu-se para a Rádio Tupi, interrompendo sua carreira de cantor em 1943, devido a uma operação na garganta. Passou a atuar na Rádio Jornal do Brasil em 1949, transferindo-se três anos depois para a Rádio Nacional.

Deixou o rádio em 1955, passando a apresentar-se apenas em ocasiões especiais. Foi sócio fundador da SBACEM e trabalhou como secretário da entidade. Seus principais parceiros são Cristóvão de Alencar Jorge Faraj, Brasinha, Mário Rossi e Francisco Neto.

Em 1969 alcançou novo sucesso com a marcha-rancho Avenida iluminada (Lágrimas de um coração) (com Brasinha), que, defendida por Zé Kéti, tirou o segundo lugar em concurso promovido pela Secretaria de Turismo, MIS e TV Tupi, no Rio de Janeiro, no Carnaval de 1969.

Obra

Avenida iluminada (Lágrimas de um coração) (c/Brasinha), marcha-rancho, 1969; Deusa da minha rua (c/Jorge Faraj), valsa, 1939; Deusa do cassino (c/Torres Homem), valsa, 1937; Enquanto a cidade adormece, samba, 1944; Errei... erramos, samba, 1938; Mal-me-quer (c/Cristóvão de Alencar), marcha, 1940; Não (c/Cristóvão de Alencar), valsa, 1940; Pelo amor que eu tenho a ela (c/Antônio Almeida), samba, 1936.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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