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Nervos de Aço


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Amores impossíveis, paixões desesperadas, mulheres volúveis, infiéis, tudo isso faz parte do mundo explorado por Lupicínio Rodrigues em sua obra. Ninguém melhor do que ele cantou a dor-de-cotovelo em nossa música popular. O exemplo maior de seu estilo é o samba "Nervos de Aço", uma história de traição amorosa e de protesto contra o conformismo de pessoas traídas.
Só que o protesto é passivo, pois o protagonista também não age, limitando-se a se queixar: "Eu só sinto que quando a vejo / me dá um desejo de morte e de dor". Na realidade, este samba surgiu de uma grande desilusão de Lupicínio, quando a mulata Inah, a paixão de sua vida, abandonou-o após seis anos de romance. Razão do abandono: o poeta prometia, mas não se decidia a casar...
Nervos de aço (samba, 1947) - Lupicínio Rodrigues
Jamelão
      G          G#     Am
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
A# G
Ter loucura por uma mulher
A# Am
E depois encontrar este amor, meu senhor
D7 G
Nos braços de um outro qualquer


G# Am
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
B7 Em E7
E por ele quase morrer
C A# G
E depois encontrá-lo em um braço
Em A7 D7 G B7
Que nenhum pedaço do seu pode ser


Em B7
Há pessoas com nervos de aço
E7 Am
Sem sangue nas veias e sem coração
B7 Em
Mas não sei se passando o que passo
F# B7
Talvez não lhe venha qualquer reação
Em B7
Eu não sei se o que trago no peito
E7 Am
É ciúme, despeito, amizade ou horror
G
Eu só sei é que quando eu a vejo
Em F# B7 Em D G
Me dá um desejo de morte ou de dor


GG#AmA#D7
B7EmE7CA7
F#D
 

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