Osvaldo Santiago (Osvaldo Néri Santiago), compositor e poeta nasceu no Recife PE 26/5/1902 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 29/8/1976. Passou a infância em São Caetano PE e a juventude em Recife, estreando como poeta, em 1923, com o livro No reino azul das estrelas. No mesmo ano, escreveu sua primeira letra de música, para uma composição de Nelson Ferreira, interpretada por Laís Areda, na revista Mademoiseile Cinéma, da Companhia Vicente Celestino.
Em 1924, ainda em Recife, fundou a revista
Rua Nova e dois anos depois lançou seu segundo livro de poemas,
Gritos do meu silêncio, cujo êxito o animou a ir para o Rio de Janeiro RJ. Em 1929, ano em que sua revista
Rua Nova deixou de ser editada, teve sua primeira composição gravada, na Columbia:
Melodia de amor (com música de Nelson Ferreira), interpretada por Alda Verona. Um ano depois, lançou a marcha
Hino a João Pessoa (com
Eduardo Souto), gravada por
Francisco Alves, na Odeon, com grande sucesso. No mesmo ano, foi nomeado para a prefeitura carioca, e compôs, para que
Orestes Barbosa estreasse como letrista,
Bangalô, que foi gravada na Victor por Alvinho. A partir desse ano, começou a colaborar na imprensa e teve, de 1933 em diante, uma seção, Broadcasting, na revista
O Malho, onde permaneceu até 1935. Nesse ano lançou a valsa
Há um segredo em teus cabelos (com
Gastão Lamounier), gravada por
Sílvio Caldas na Odeon, e, para o Carnaval, a marcha
Jóia falsa, gravada por
Gastão Formenti.
Em 1936,
Italiana (com Paulo Barbosa e
José Maria de Abreu), foi interpretada em disco Victor por Carlos Galhardo, e a marcha
Querido Adão (com
Benedito Lacerda), grande sucesso Odeon, foi gravada por
Carmen Miranda para o Carnaval. No ano seguinte fez grande sucesso com a marcha
Lig-lig-lig-lé (com Paulo Barbosa), lançada por Castro Barbosa, na Victor. Com o mesmo parceiro lançou, em 1938, o samba
Olá, seu Nicolau e
Torre de marfim (com José Maria de Abreu), gravados por Carlos Galhardo na Victor, e a marcha
Tirolesa, lançada em disco Odeon por
Dircinha Batista, para o Carnaval do ano.
Em 1939 obteve grande sucesso com a valsa
Perfume de mulher bonita (com George Moran), gravada por Carlos Galhardo na Victor, e a marcha
Pedro, Antonio e João (com Benedito Lacerda), gravação de Dalva de Oliveira como solista, na Columbia. Ainda em 1939 fundou a A.B.C.A. e dois anos mais tarde lançou seu último grande sucesso, o samba
Eu não posso ver mulher (com
Roberto Roberti), gravado por Francisco Alves na Columbia, para o Carnaval.
Escreveu ainda inúmeras versões e, por vezes, usou o pseudônimo de Aldo Néri. Foi um dos fundadores, em 1942, da UBC, passando a dedicar-se à questão dos direitos autorais. Foi representante da UBC em diversos países, publicando em 1946 o livro Aquarela do direito autoral e, em 1956, Proteção ao direito do autor no Brasil. Faleceu aos 74 anos, de colapso cardíaco.
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