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sábado, 1 de agosto de 2009

Lindolfo Gaya

Lindolfo Gaya (Lindolpho Gomes Gaya), arranjador, regente, instrumentista, compositor. Itararé, SP - 06/05/1921 - Curitiba, 14/09/1987. Começou a aprender piano com sete anos de idade, só se profissionalizando como músico em 1942. Estudou no Colégio Franco-Brasileiro, de São Paulo, SP.

A partir de 1942, no Rio de Janeiro, passou a atuar como pianista em programas de calouros na então Rádio Transmissora, passando para a Orquestra de Chiquinho na Rádio Clube e depois para a Rádio Tupi, onde conheceu a cantora Stelinha Egg, com quem se casou em 1945. Para a Victor e Odeon, realizou durante 15 anos arranjos e orquestrações, destacando-se na música popular brasileira.

Com os arranjos de O vento e O mar (ambos de Dorival Caymmi), interpretados por Stelinha Egg, recebeu o prêmio Melhor Disco do Ano, que possibilitou ao casal uma temporada artística pela Europa em 1955.

Em Varsóvia, Polônia, regeu a Orquestra Filarmônica, recebendo a medalha de ouro do governo polonês, e atuou como juiz em congresso folclórico apresentado na Festa da Juventude. Em Moscou, regeu a Grande Orquestra do Teatro Strada, participando do filme Folclore de Cinco Países, de Alexandrov, no qual tocou chorinhos de sua autoria. Na França, foi diretor musical do filme Bela Aventura, com Stelinha Egg, sobre temas e motivos brasileiros.

Fixando residência em Paris, onde trabalhou para a organização de gravações de Ray Ventura, fez arranjos para gravações de músicas brasileiras e sul-americanas. Orquestrou para uma gravadora francesa o elepê Chants folkloriques breseliens, sobre temas brasileiros, interpretados por Stelinha.

De volta ao Brasil, compôs músicas e fez arranjos para histórias infantis, com os seguintes elepês: João e Maria, O Gato de Botas, A Moura Torta, A Galinha dos Ovos de Ouro, Branca de Neve e O Pequeno Polegar. Ainda na RCA lançou os elepês Em Tempo de Dança (dois volumes), para órgão e pequeno conjunto.

Sua passagem para a Odeon deu-se quando a Bossa Nova começava a tomar forma: fez os arranjos para o histórico elepê Amor de Gente Moça, de
Sylvia Telles. Gravou ainda vários elepês pela Odeon, onde se destaca Dança Moderna com sua orquestra, tocando músicas tradicionais brasileiras, tais como Rosa Morena (Dorival Caymmi) e Grau dez (Lamartine Babo / Ary Barroso).

Em 1965 compôs as músicas do show Rio de Quatrocentos Janeiros, apresentado no grill-room do Copacabana Palace Hotel, do Rio de Janeiro, recebendo o prêmio Euterpe 65. A música foi registrada em elepê comemorativo do IV Centenário da cidade.

No ano seguinte, participou do júri que selecionou as 36 finalistas do I FIC, da TV Rio, do Rio de Janeiro, fazendo os arranjos e regendo boa parte delas, e criou o desenho rítmico da canção
Saveiros (Dori Caymmi / Nelson Mota), que obteve o primeiro lugar na fase nacional e o segundo na internacional. Lançou pela Philips o elepê O Grande Festival, com as músicas do certame, tendo recebido o Galo de Ouro pela sua atuação como arranjador e maestro.

Apresentou na TV Rio e depois na TV Continental, um programa popular com Stelinha Egg, entremeando canções e filmes sobre o Brasil. Dirigiu shows de Elizeth Cardoso e Amália Rodrigues, no Canecão do Rio de Janeiro.

Fonte: Páginas 297/298, volume I, "Enciclopédia da Música Brasileira", Art Editora, 1977.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Stellinha Egg

Stellinha Egg (Stella Maria Egg), cantora, nasceu em Curitiba (PR) em 18/7/1914 e faleceu na mesma cidade em 17/6/1991. Cresceu influenciada pelo ambiente musical existente em sua família e aos cinco anos começou a cantar em festas da Igreja Evangélica.

Sua carreira profissional se iniciou na Rádio Clube Paranaense, em Curitiba. Venceu um concurso de melhor intérprete do folclore brasileiro e foi contratada a partir daí pela Rádio Tupi de São Paulo, para onde se transferiu logo depois. Na capital paulista trabalhou nas Rádios São Paulo e Cultura.

No início da década de 40, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde se apresentou ao lado de Dorival Caymmi e Sílvio Caldas. Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Continental, interpretando a toada Uma lua no céu... outra lua no mar, de Jorge Tavares e Alaíde Tavares, e o coco Tapioquinha de coco, de Jorge Tavares e Amirton Valim.

No ano de 1945, casou-se com o maestro Lindolfo Gaya, que conhecera na Rádio Tupi, de São Paulo, e que a partir daí trabalharia nos arranjos de suas músicas, e de quem gravou, entre outras músicas, o samba Não consigo esquecer você, a toada Mais ninguém, parceria com Eme de Assis e o samba canção Um amor para amar.

Em 1949, gravou de Ary Barroso, o samba canção Terra seca. Em 1950, gravou o baião Catolé, de Humberto Teixeira e Lauro Maia. No mesmo ano, foi eleita no Congresso Internacional de Folclore, em Araxá, Minas Gerais, como a Melhor Cantora Folclórica.

Em 1952, gravou a rancheira Toca sanfoneiro, dela e Luiz Gonzaga, e a canção Luar do sertão, de Catulo da Paixão Cearense. Em 1953, gravou, de Dorival Caymmi, as canções O mar e Vento. Gravou também do mesmo autor, o samba canção Nunca mais. Em 1954, gravou ainda de Caymmi, os batuques Noite de temporal e A lenda do Abaeté.

Entre 1955 e 1956 excursionou à Europa, apresentando-se na URSS, França, Polônia, Finlândia, Itália e Portugal, acompanhada do maestro Lindolfo Gaia. Em 1956, gravou o xote O torrado, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas e o clássico baião Fiz a cama na varanda, grande sucesso de Dilu Melo. Em 1960, gravou na Odeon cantando com o Trio Yrakitan a limpa-banco Entrevero no jacá, de Barbosa Lessa e Danilo Vital.

Dedicada ao estudo e pesquisa do folclore brasileiro, gravou diversas composições de domínio público e folclóricas, tais como a toada Garoto da lenha de Angico, a toada Boi Barroso, Samba lelê, A moda da carranquinha, Cantigas do meu Brasil e outras. Gravou ainda o LP Luar do sertão, com composições de Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros. Gravou diversos LPs dedicados a distintos aspectos da música popular e folclórica, entre os quais: Modas e modinhas, com modas de viola e modinhas, antigas e modernas; Vamos todos cirandar, com canções de roda; e Músicas do nosso Brasil, com canções tradicionais brasileiras.

Fonte: Cantoras do Brasil – Stellinha Egg.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Nunca mais

Stellinha Egg
Nunca mais (samba-canção, 1949) - Dorival Caymmi - Intérpretes: Lúcio Alves (1949) e Stellinha Egg (1954)

Disco 78 rpm / Título da música: Nunca mais / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Lúcio Alves (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 16/03/1949 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16032 / Nº da Matriz: 2039-R / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez



Disco 78 rpm / Título da música: Nunca mais / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Stellinha Egg (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 08/01/1954 / Lançamento: 04/1954 / Nº do Álbum: 80-1265 / Nº da Matriz: BE4-VB-0334 / Gênero musical: Samba canção

G7M     G6     Bm7(b5)    E7(b9#5)    Am7(9)
Eu queria escrever                
Am7M(9)   Am7    F#m7(b5)    B7(#5)
Mas depois       desisti
Em7(9)  Em7/D G/A A7(b9) Am7(9) Am7M(9) C#m7(b5) F#7(#5)
Preferi te falar,    assim  a      sós
Bm7(9)   Bm7/A     D/E   E7(b9#5)   Am9
Terminar nosso amor                    
Am7M(9)      Am7    F#m7(b5)   B7(#5)  
Para       nós     foi melhor
Em7(9) Em7/D  G/A  A7(b9) Am7(9) Bm7 C7M D7(#5) D7(b9)
Para mim  é melhor  convém a nós    convém  amor
G9        G7M       Bm7(b5)    E7(b9#5)
Nunca mais vou querer os teus beijos           
Am7    Am7(9)   A7(13)   A7(b13)
Nunca mais
Am7(9)            C/D   D7(b9)   G7M   C/G   D/G   C/G
Nunca  mais   vou querer teu amor         nunca mais
Bm7(9)     G°7M        Am7(9)   Bm7(b5)   E7(#5)
Uma   vez   me pediste sorrindo,     eu voltei
Am7(9)   C/D   D7(b9#5) G7M(9) Am7(9) Bm7(9) Am7(9)
Outra vez  me pediste chorando,  eu voltei

Bm7(b5)          E7(b9#5)
Mas agora     eu não posso   e nem   quero
Am7M(9)   Am7(9)   A7(13)   A7(b13)
Nunca        mais,
Am7(9)           C/D    D7(b9#5)    G7M(9)
O que     tu     me fizeste, amor,         foi demais
Cm74                  G7M(9)
O que  tu   me fizeste, amor,      foi demais 


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.