Jaime Vogeler (Jaime da Rocha Vogeler) nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 11 de maio de 1906 e herdou de sua família o gosto pela música. Muitos dos Vogeler foram talentosos artistas, como o famoso compositor
Henrique Vogeler, seu tio-avô, e o grande desenhista, Jorge Vogeler, seu pai, além do produtor e autor Dalton Vogeler, seu sobrinho.
Em 1929, gravou seu primeiro disco, pela Parlophon com a valsa O pagão (Canção de amor), de N. H. Brown e o fox canção Minha Tônia, de Brown, De Sylva e Henderson.
Em 1931, gravou mais dois discos pela Parlophon com a canção
Abismo de amor e o tango
Infeliz amor, de
Cândido das Neves e a valsa
Teu nome, de Glauco Viana e o samba
Tu foste má, de Mário Lopes de Castro. No mesmo ano, transferiu-se para a Odeon e lançou dois discos. No primeiro, gravou a marcha
Bonde errado, de Lamartine Babo e o samba
Olha a crioula, de
Almirante e
João de Barro e no segundo, a marcha
Não dou, de Djalma Guimarães e o samba
Encurta a saia, de Júlio Casado, Almirante e João de Barro. Estas composições foram premiadas respectivamente do primeiro ao quarto lugar no concurso para escolher as melhores músicas para o carnaval daquele ano.
Ainda no mesmo ano, gravou com acompanhamento da Orquestra Copacabana a canção
Meu amorzinho foi-se embora, de
André Filho, o fox trot
Como é gostoso amar, de Glauco Viana e Lamartine Babo e a marcha rancho
Gegê, de
Eduardo Souto e Getúlio Marinho.
Em 1932, gravou, também com acompanhamento da Orquestra Copacabana, o cateretê Lá no sertão, de Eduardo Souto e Eustórgio Vanderley e a reza de malandro Samba nosso, de Eduardo Souto e Benoit Certain. No mesmo ano, gravou a primeira composição de sua autoria, o samba De você tenho saudade, parceria com Américo de Carvalho.
Em 1933, gravou duas composições de
Assis Valente: a marcha
Felismina e o samba
Acabei a paciência com acompanhamento da Orquestra Copacabana. Gravou também as marchas
A verdade é essa, de
Freitinhas e
Vai haver o diabo, de
Benedito Lacerda e Gastão Viana e os sambas
Não sei o que vou fazer, de
Heitor dos Prazeres e
Até dormindo sorriste, de Getúlio Marinho e Valdemar da Silva.
Em 1934, lançou mais três composições de sua autoria, os sambas
Triste despertar, parceria com
Kid Pepe e
Não sei porque e a valsa
Suprema agonia. No mesmo ano, gravou o samba
Promessa, parceria com
Max Bulhões e a marcha
Olha pro céu, de Ciro de Souza.
No ano seguinte, gravou a marcha
Tão boa, de
Nonô e
Francisco Matoso e os sambas
Quero evitar, de Max Bulhões e
Wilson Batista e
Vem rompendo a madrugada, de
Cristóvão de Alencar e Sílvio Pinto. Ainda no mesmo ano, gravou a valsa
Lela, de Benedito Lacerda e
Jorge Faraj e o samba
Cãozinho sem dono, de Benedito Lacerda com acompanhamento da Orquestra Copacabana.
Ainda em 1935, gravou um único disco pela Columbia com a marcha
Deixa essa gente falá e o samba
Meu amor nunca foi da cidade, da dupla Saint Clair Sena e Ronaldo Lupo. Em 1936, gravou a marcha
Onde você mora?, de
Valfrido Silva e
Bonfiglio de Oliveira e o samba
Escola do amor, de Valfrido Silva e
Osvaldo Santiago. Ainda no mesmo ano, gravou com acompanhamento de
Antenógenes Silva ao acordeom a valsa
A minha alucinação o tango
Léa e a marcha
Mulata sem sê-lo, todas de Antenógenes Silva e Ernâni Campos.
Em 1937, lançou para o carnaval a marcha
Cuidado com essa morena, de
Nássara e Cristóvão de Alencar e o samba
Amar é muito bom, de Zé Pretinho e Manoel Ferreira. No mesmo ano, gravou os sambas
Não fiz nada, de Zé Pretinho e
Roberto Martins,
Você precisa amar, de Zé Pretinho e Valdemar Silva e
Eu fui fiel, de Zé Pretinho e Manoel Ferreira.
Em 1938, gravou seu último disco com a marcha
Você faz tudo, de
Antônio Almeida e o samba
Bem feito, de Antônio Almeida e Léo Cardoso. Por essa época, começou a se afastar da carreira artística devido a problemas na garganta. Gravou 40 discos, sendo algumas composições suas, com 82 músicas ao todo, muitas das quais foram incluídas em seleções comemorativas do selo Revivendo, em LPs e CDs, a partir dos anos 1990. Jaime Vogeler faleceu em 7 de agosto de 1966, no Rio de Janeiro.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.