sexta-feira, 7 de abril de 2006

Olegário Mariano

Olegário Mariano (Olegário Mariano Carneiro da Cunha), poeta, nasceu no Recife PE 24/3/1889, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 28/11/1958. Aos oito anos transferiu-se para o Rio de Janeiro, indo residir na Rua Conde de Baependi, entre os bairros do Catete e Laranjeiras, perto de um teatro de operetas, onde se deu seu primeiro contato com o meio artístico.

Dedicou-se à literatura, tendo publicado o primeiro livro de versos, Ângelus, aos doze anos, iniciando obra volumosa em que se destacavam Xlll Sonetos (1912), Água corrente (1917) e Últimas cigarras (1920). Em 1926 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Muito popular e conhecido como O poeta das cigarras, também dono de cartório, inspetor do ensino secundário, censor de teatro, constituinte eleito em 1933 e encarregado de algumas missões diplomáticas, teve seu busto inaugurado em 1938, no Passeio Público.

No ano anterior, em concurso da revista Fon-Fon, com votos dos intelectuais, recebeu o título de Príncipe dos poetas brasileiros, sucedendo a Alberto de Oliveira. Jaime Ovalle musicou sua poesia Seu Zé Raimundo, primeira a ser gravada por Patrício Teixeira, em 1926.

Em 1928, outras foram musicadas por Hekel Tavares, tendo também declamado em discos seus poemas Duas sombras, O soldadinho que passa e Meu Brasil, o mesmo fazendo o ator Procópio Ferreira com Kremesse, Intriga , O flirt e Telefonema.

Em 1929 Joubert de Carvalho lhe mostrou as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições. Dentre elas a valsa Hula (1929), o cateretê De papo pro ar (1931) e a canção Zíngara (1931), gravadas por Gastão Formenti; o fox-blue Dor de Recordar (1929), gravada por Francisco Alves; as marchas Absolutamente (1931) e Se você quer (1931) e o fox-canção Bom-dia, meu amor (1933), gravadas por Carmen Miranda.

Também foram seus parceiros, entre outros, Hekel Tavares (Sapo cururu, acalanto, gravação de Francisco Alves, 1929), Ary Barroso (Tu qué tomá meu home, samba, gravação de Araci Cortes, 1929), Gastão Lamounier (Arrependimento, valsa, gravação de Gastão Formenti, 1929).

De 1926 a 1935, teve gravadas sete declamações e 42 músicas, e deixou outras apenas editadas. Para o teatro de revista escreveu em 1929 Laranja da China e Vamos deixar de intimidade, e, em 1930, Brasil maior. Com Cláudio de Sousa escreveu, em 1933, o libreto da opereta Mariúsa (música de Joubert de Carvalho).

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