
Luiz Bonfá (Luiz Floriano Bonfá), instrumentista, compositor e cantor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 17/10/1922. O pai tocava violão, instrumento que começou também a aprender aos 12 anos, de ouvido. Mais tarde, tornou-se aluno do maestro uruguaio Isaías Savio, iniciou-se em música clássica e fez parte da orquestra de violões organizada pelo maestro.
Num concurso para selecionar os seis melhores violonistas no programa Hora do Guri, de Tia Chiquinha, na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, classificou-se em terceiro lugar, executando uma peça do espanhol Francisco Tárrega (1852-1909). Mudou-se para São Paulo SP, onde passou a se interessar por música popular.
Estreou profissionalmente em 1945 como solista de violão e vocalista do Trio Campesino, que se apresentou com sucesso nos cassinos da ilha Porchat, de Santos SP, e de Icaraí, em Niterói RJ. Em 1946 entrou para a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, levado por
Garoto, ao lado de quem tocava no programa
Clube da Bossa e de quem assimilou grande parte da harmonia moderna.
Nesse ano realizou para a Continental sua primeira gravação, Uma prece e Pescaria em Paquetá (ambas de sua autoria). No mesmo ano, passou a fazer parte do conjunto Quitandinha Serenaders, ao lado de Luís Teles, Francisco Pacheco e Alberto Ruschell. Com a dissolução dos Quitandinha Serenaders, em 1952, passou a atuar sozinho como solista de violão.
Excursionou pelos E.U.A., em 1956 e em 1959, com a cantora Mary Martin, gravando LPs na etiqueta Atlantic, com elogios da crítica norte-americana pelo seu virtuosismo. A partir de então aderiu à
bossa nova, tendo participado do festival realizado no Carnegie Hall, em New York, EUA, em novembro de 1962. Voltou aos EUA para morar durante dois anos - de 1964 a 1966 -, apresentando-se em programas de televisão e em shows em boates, acompanhado da esposa e por vezes parceira, Maria Helena Toledo.
Escreveu músicas para diversos filmes, entre os quais Orfeu do Carnaval (direção de Marcel Camus, 1959), Chico Viola não morreu (direção de Román Vignoly Barreto, 1955) e Os cafajestes (direção de Rui Guerra, 1962).
Suas composições de maior sucesso são
De cigarro em cigarro, samba gravado por Nora Ney em 1953;
A chuva caiu (com
Tom Jobim), toada gravada em 1955 por
Ângela Maria;
Samba do Orfeu e
Manhã de Carnaval (ambas com
Antônio Maria), para o filme
Orfeu do Carnaval. Esta última, cuja primeira gravação foi de
Agostinho dos Santos, tornou-se grande êxito mundial e sua composição mais conhecida, tendo sido regravada em vários países. Classificou, em terceiro lugar, a composição
Dia das rosas (com Maria Helena Toledo), no I FIC, da TV-Rio, Rio de Janeiro, em interpretação da cantora
Maysa. No II FIC, da TV Globo, em 1967, apresentou
Vem comigo cantar e
Amada canta (ambas com Maria Helena Toledo).
A partir de 1967, vivendo nos E.U.A., associou-se a Eumir Deodato e voltou-se inteiramente para o jazz. Gravou, entre outros, The new face of Luís Bonfá (1970) e Introspection (1972), este considerado um clássico do violão solo nos E.U.A. Nesta mesma época, participou, com Dom Um Romão, do disco The movie song album de Tony Bennett. Em 1997, a cantora Ithamara Koorax lançou Almost in love/ The Luís Bonfá Songbook, CD dedicado à obra do violonista e compositor, que toca violão em 12 faixas do disco. Ainda em 1997, a canção Correnteza, na voz de Djavan, foi sucesso da novela O Rei do Gado, da TV Globo.
Veja também:
Marcadores: luiz bonfa biografia
0 Responses to “Luiz Bonfá”
Leave a Reply