Mostrando postagens com marcador newton mendonça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador newton mendonça. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Canção do pescador

Canção do pescador (canção) - Newton Mendonça

Lá onde a praia termina
mora um homem cansado da vida
queimado do sol...

E quando chega a tardinha
ele senta pertinho do mar
canta a triste canção:
bate onda na beira da praia
bate onda no meu coração
que foi moço e sonhou tantas vezes
e em noites de lua fez tanta canção.

Minha vida está perto do fim
tudo é triste, é triste pra mim
meus cabelos ja têm a cor do mar
quando é noite de lua eu não posso
sonhar

E quando o dia amanhece
o orvalho da noite a areia da praia
molhou
e quem passa por lá diz que a noite
chorou
pelo pescador.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Discussão


Discussão (samba, 1959) - Tom Jobim e Newton Mendonça - Intérprete: Sylvia Telles

LP Sylvia Telles - Amor De Gente Moça / Título da música: Discussão / Tom Jobim (Compositor) / Newton Mendonça (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3084 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Bossa Nova / Samba / MPB.


C7+         Am7       Dm7      Eb0
Se você pretende sustentar opinião
      Em7            C7/9
E discutir por discutir
          F7+         Bb7/9
Só para ganhar a discussão
          C7+           Eb0
Eu lhe asseguro, pode crer
         Em7/-5    A7/5+
Que quando fala o coração
        D7/9
Às vezes é melhor perder,
        Dm7               G7
Do que ganhar,  você vai ver

        C7+          Am7
Já a percebi a confusão
            Dm7      Eb0
Você quer ver prevalecer
     Em7             C7/9
A opinião sobre a razão
      F7M               Bb7/9
Não pode ser, não pode ser
          C7+            Eb0
Pra que trocar o sim por não
       Em7/-5       A7/5+
Se o resultado é solidão
           D7/9         G7
Em vez de amor uma saudade
      Fm6               C7+
Vai dizer  quem  tem razão

Caminhos cruzados

Caminhos Cruzados (1958) - Newton Mendonça e Tom Jobim - Interpretação: Sylvia Telles

LP Silvia / Título da música: Caminhos Cruzados / Tom Jobim (Compositor) / Newton Mendonça (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1958 / Nº Álbum: MOFB 3034 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Bossa Nova.


   A7+         A7            
 Quando um coração
           D6(9)       Dm6(9)
 Que está cansado de sofrer
   A7+           A7   
 Encontra um coração
           D6(9)     Dm6(9)
 Também cansado de sofrer
 A7+        G#7(5+)   Em6/G
 É tempo de se  pensar 
  F#7        G6
 Que o amor   
 F#7(5+)      F#m6          E6/A   E5+/A
 Pode de repente chegar

 A7+              A7           
 Quando existe alguém
           D6(9)      Dm6(9)
 Que tem saudade de  alguém
 A7+              A7         G#m7    Db7(9-)
 E esse outro alguém não entender
 D7+         G#7(13)      Db7M(9)
 Deixe esse novo amor chegar
  F#7(5+)      F#m
 Mesmo que depois     
 Gm6         F#m6         E6/A   E5+/A
 Seja imprescindível chorar

 A7+           A7               
 Que tolo fui eu
               D6(9)      Dm6(9)
 Que em vão tentei raciocinar
 A7+            A7       
 Nas coisas do amor
        D#m7(5-)       Dm6
 Que ninguém pode explicar
 D6(9)     D#°        Em6/G
 Vem nós dois vamos tentar 
   F#7      F#m6     E6(9-)
 Só um novo amor  
       A7+       D7/9         A7+
 Pode a saudade apagar

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Samba de uma nota só

Samba de Uma Nota Só (samba, 1960) - Newton Mendonça e Tom Jobim - Interpretação: João Gilberto

LP O Amor Sorriso E A Flor / Título da música: Samba de Uma Nota Só / Newton Mendonça (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1960 / Nº Álbum: MOFB 3151 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Bossa Nova.


         Dbm7/-5     C7             Bm7/-5    E7
Eis aqui este sambinha feito numa nota só
Dbm7/-5         C7         Bm7/-5        E7
Outras notas vão entrar mas a base é uma só
Em7               A7/13           D7+       Dm7  G7
Esta outra é consequência do que acabo de dizer
Dbm7/-5            C7           Bm7/-5   E7 A7+
Como eu sou a consequência inevitável de você
Dm7                             G7/13
Quanta gente existe por aí que fala tanto
                      C7+/9
E não diz nada  ou quase nada
      Cm7                         F7/13
Já me utilizei de toda a escala
Bb7+                Bm7/-5            E7
No final não sobrou nada  não deu em nada
Dbm7/-5              C7         Bm7/-5       E7
E voltei pra minha nota como eu volto pra você
    Dbm7/-5             C7
Vou contar com a minha nota
       F7+       Bb7+
como eu gosto de você
Em7               A7/13     D7+              Dm7 G7
E quem quer todas as notas ré mi fá sol lá si dó
C7+                  B7         Bb7+   A7+
Fica sempre sem nenhuma fique numa nota só

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Desafinado

João Gilberto
Soando como a coisa mais estranha que aparecera até então na música brasileira, a primeira gravação de “Desafinado” (Odeon, 14426-b), lançada em fevereiro de 59, já mostrava tudo o que a bossa nova oferecia de inovador e revolucionário: o canto intimista, a letra sintética, despojada, o emprego de acordes alterados e, sobretudo, um extraordinário jogo rítmico entre o violão, a bateria e a voz do cantor.

Responsável por este jogo rítmico, seu interprete, João Gilberto, assumia assim de imediato um papel destacado no trio — completado pelo compositor Tom Jobim e o poeta Vinícius de Moraes que, criando a bossa nova, alteraria de forma irreversível o curso de nossa música popular. Apenas com Tom e Vinicius teríamos certamente uma música moderna, sofisticada, renovadora, mas que não seria o que se chamou bossa nova.

A melodia de “Desafinado” é bastante “torta” (“era mais ainda na concepção original. O João é que alterou alguma coisa na hora de gravar”, informa Tom Jobim) em razão principalmente de uma engenhosa alteração no quinto e sexto graus da escala na frase inicial (“Se você disser que eu desafino, amor”) que recai sobre as sílabas “de” (de “de-sa-fino”), “a” e “mor” (de “a-mor”).

Ao sustenizar a dominante e bemolizar a super-dominante, foram produzidos intervalos melódicos inusitados para os padrões da música brasileira da época, a ponto de dificultar a interpretação de alguns cantores menos dotados. Localizando essa alteração sobre a palavra “desafino”, os autores criaram a impressão de que o cantor semitonava, ou seja desafinava, o que levou muita gente a achar João Gilberto um cantor desafinado. Ao mesmo tempo, a batida deslocada do violão e o contratempo da percussão confundiram os músicos, provocando estupefação geral.

Tanta novidade apresentada numa única composição a levaria inevitavelmente ao sucesso, que se estenderia ao exterior. Nos Estados Unidos, por exemplo, o single de “Desafinado”, com Stan Getz e Charlie Byrd, gravado em 1962, ultrapassou a marca de um milhão de cópias e recebeu o prêmio Grammy de melhor performance de jazz. O fonograma foi extraído do álbum Jazz samba, que permaneceu setenta semanas no hit-parade americano e também ultrapassou a marca de um milhão de cópias. Esta gravação é considerada o marco inicial da bossa nova nos Estados Unidos. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Desafinado (samba bossa, 1959) - Newton Mendonça e Tom Jobim - Interpretação: João Gilberto

LP Chega de Saudade / Título da música: Desafinado / Tom Jobim (Compositor) / Newton Mendonça (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum MOFB 3073 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.

Tom: F7+
 F7+                          G7/5-
Se você disser que eu desafino amor
Gm7                  Bb/C         Cm7      D7/9-
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Gm7     A7/5+       D7+           D7/9-
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
G7                       Bb/C     Gb7/13
Eu possuo apenas o que Deus me deu
 F7+                      G7/5-
Se você insiste em classificar
Gm7            Bb/C          Cm7     D7/9-
Meu comportamento de anti-musical
Gm7            A7/5+        F6/9    E7/9+
Eu mesmo mentindo devo argumentar
A7+           G#7/5+       Em/G      D/E
Que isto é bossa-nova, isto é muito natural
   A7+          Bbº        Bm7/4         E7
O que você não sabe nem sequer pressente
A7+       Am7          Bm7/4      E7
É que os desafinados também têm um coração

C7+             C#º         Dm7/4
Fotografei você na minha Roleiflex
G7    Gm7           D7/9-        G7  Gb7/13
Revelou-se a sua enorme ingratidão
F7+                    G7/5-
Só não poderá falar assim do meu amor
Gm7         Bb/C         Cm7         D7/9-
Este é o maior  que você pode encontrar
Gm7           Bbm7         Am7         G7
Você com sua música esqueceu o principal
G7
Que no peito dos desafinados
Bbm7         Eb7/9
No fundo do peito bate calado
G7             Gb7/13
Que no peito dos desafinados
F6/9    Bbm6 F6/9
Também bate um coração

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Meditação

João Gilberto
Antecedendo em alguns meses a versão de João Gilberto, que imprimiu à canção sua marca definitiva, “Meditação” seria gravada com sucesso por Isaura Garcia. Embora acompanhada pelo conjunto do marido, Walter Wanderley, um músico avançado que participaria em 61 do terceiro elepê do João, não havia na interpretação de Isaurinha a menor conotação de bossa nova. Era, isto sim, totalmente coerente com a personalidade da cantora (o álbum chamava-se Sempre personalíssima) de sotaque ítalo-paulistano, mas, que, em compensação, exibia um extraordinário senso de divisão, incomum para quem nascera no Brás. Além do mais era passional ao extremo, o que até justifica o “ai-ai-ai” que ela comete depois do verso “e tanto que seu pranto já secou...”.

Assim se entende por que sua interpretação seria praticamente o oposto da do João, a partir do andamento, mais rápido. Com um acompanhamento de cordas, um piano discreto, um trombone — na introdução que se tornaria clássica — e uma flauta — apenas na segunda parte e no final —, a versão do cantor dá bem um exemplo da economia que caracterizou a bossa nova em vários aspectos, da 0rquestraçao à duração da faixa.

Com a participação de Tom e Newton tanto na letra como na música, conforme era próprio da parceria, “Meditação” tem a estrutura A1 - A1 - B - A2, com 16 compassos em A e oito em B. O que ressalta na composição são as sofisticadas alterações diatônicas em sílabas como “di” (“quem a-cre-ditou”), “no” (“no amor”), “a” (“e perdeu a paz”), “so” (“o amor, o sor-ri-so”) e “sa” (“se transformam de-pres-sa demais”).

Já a letra, que lançou a expressão “o amor, o sorriso e a flor” — logo vinculada à bossa nova, a princípio positivamente, mais tarde, pejorativamente —, percorre as etapas de uma tradicional história de amor: o sonho inicial, a perda, a solidão, a privação e, por fim, o reencontro como amor verdadeiro.

O enfoque de João Gilberto e o arranjo de Tom Jobim exerceram forte influência no padrão da maioria das gravações que se seguiram, fazendo de “Meditação” (“Meditation”, na versão em inglês) a terceira composição em popularidade na pequena, mas importante, obra da dupla Jobim-Mendonça (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Ed. 34).

Meditação (samba bossa, 1960) - Newton Mendonça e Tom Jobim - Interpretação: João Gilberto

LP O Amor Sorriso e a Flor / Título da música: Meditação / Jobim, Tom (Compositor) / Newton Mendonça (Compositor) / Gilberto, João (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 / Nº Álbum MOFB 3151 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.

A6           A6
Quem acreditou    no amor  no sorriso na flor
C#m7            F#7(-13)
Então sonhou sonhou
Bm7  Dm7
E perdeu a paz
  C#m7               F#7(-13)
O amor o sorriso e a flor
           Bm7        E5+
Se transformam depressa demais

A6     
Quem no coração
  A6
Abrigou a tristeza de ver
    C#m7      F#7(-13)
Tudo isso se perder
  Bm7    Dm7
E na solidão
     C#m7              F#7(-13)
Procurou a caminho a seguir
       Bm7         E5+
Já descrente de um dia feliz

D7+     Dm7
Quem chorou chorou
C#m7                      Bm7    E5+
E tanto que o seu pranto já secou

  A6  
Quem depois voltou
    A6
Ao amor ao sorriso e a flor
C#m7           F#7(b13)
Então tudo encontrou
Bm7      Dm7
Pois a própria dor
C#m7       F#7(-13)     Bm7     E7(9b)     Am7
Revelou o caminho do amor e a tristeza acabou

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Foi a noite

Tom Jobim
De produção anterior à grande fase da parceria com Vinícius de Moraes, "Foi a Noite" é uma das mais conhecidas composições do início da carreira de Tom Jobim. Sylvia Telles, sua lançadora - na época também uma iniciante - seria tempos depois a única profissional a tomar parte no primeiro espetáculo de bossa nova, realizado por vários amadores no Grupo Universitário Hebraico do Brasil no bairro carioca do Flamengo.

Originalmente editada em 78 rpm, a gravação de Sylvinha, acompanhada pela orquestra de Jobim, foi em 1957 incluída no primeiro elepê da cantora, intitulado Carícia. Num arranjo de Tom, para orquestra de cordas, trompa e uma sessão de palhetas, sob a regência de Leo Peracchi, tanto a melodia como a interpretação de Sylvia Telles provocaram uma impressão tão forte, que o então novo diretor artístico da Odeon, Aloysio de Oliveira, hesitou em rotulá-la como samba-canção.

Ele próprio declarou (em texto publicado num folheto que acompanha a coleção de discos "Bossa Nova, sua História, sua Gente" da Philips): "A gravação havia sido preparada pela direção anterior.(...) Entrei no estúdio ignorando a música, o arranjo e a intérprete.(...) O impacto que tive é até hoje indescritível. A construção melódica era uma coisa inteiramente nova dentro dos padrões brasileiros. O arranjo simples, impecável, fornecia uma seqüência harmônica que enaltecia a melodia de um modo incomum. A interpretação era genial. Sylvia Telles conseguia com sua voz rouca e suave penetrar dentro da gente e mexer com todas as nossas emoções. Bem, eu estava definitivamente diante de uma coisa que não esperava encontrar. Era a bossa nova na sua maior expressão".

Realmente, há até alguns entusiastas desta gravação que a consideram o marco inaugural da bossa nova. Não o era, porém: faltava a cota de participação de João Gilberto. Nos anos seguintes, "Foi a Noite" teria sucessivas gravações (Cauby Peixoto, Helena de Lima, Almir Ribeiro, Tito Madi, Agostinho dos Santos e Carlos José), permanecendo como símbolo daquela era de reformulação de nossa música popular.

Foi a noite (samba-canção, 1956) - Tom Jobim e Newton Mendonça - Interpretação: Sylvia Telles


A7+     Bm7    E7                 A7+  Gb7
Foi a noite . . . . . foi o mar, eu sei
      Bm7     E7                   A7+
Foi a lua, . . . . . que me fez pensar

      Abm7    Db7        Gbm7
Que você me queria outra vez
      Bm7      E5 /9-    Dbm7  Gb7
E que ainda gostava de mim

      Bm7    E7                 A7+  Gb7
De ilusão, . . . . . eu vivi talvez
     Bm7             Em     A7
Foi amor, por você, bem sei

     D7+                Dm7
A saudade aumenta com a distância
        Dbm7              Gbm7
E a ilusão é feita de esperança
      Bm7               E5 /9-
Foi a noite, foi o mar, eu sei
      A7+
Foi você . . . . .

domingo, 9 de abril de 2006

Newton Mendonça

Newton Mendonça (Newton Ferreira de Mendonça), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 14/2/1927 e faleceu em 11/11/1960. Cursou o Colégio Militar. Apresentou-se como pianista em inúmeros clubes noturnos de Copacabana, Rio de Janeiro, entre os quais Ma Griffe, Dominó, Boate das Canoas, La Bohème.


Em 1953, Dora Lopes gravou na Sinter sua composição Você morreu pra mim (com Fernando Lobo). Em parceria com Tom Jobim, compôs alguns grandes sucessos da bossa nova, como Foi a noite, 1956, lançado por Sylvia Telles, na Odeon, no ano seguinte; Só saudade, 1957; Desafinado, gravado por João Gilberto, na Odeon, em 1958; Discussão, Meditação e Samba de uma nota só, pelo mesmo cantor e etiqueta, dois anos depois. Na Copacabana, gravou o LP Em cada amor uma canção.

Morreu de ataque cardíaco, quando atuava na boate Carrossel, no chamado beco do Joga a Chave, e julgava-se incompreendido por seus ouvintes e parceiros. Deixou uma obra pequena, mas de grande importância para o movimento bossa nova, do qual pode ser considerado um dos iniciadores.

Obra

Caminhos cruzados (c/Tom Jobim), 1958; Canção do pescador, canção, s.d.; Desafinado (c/Tom Jobim), 1958; Discussão (c/Tom Jobim), samba, 1960; Foi a noite (c/Tom Jobim), 1956; Incerteza (c/Tom Jobim), samba, 1953; Meditação (c/Tom Jobim), samba-canção, 1960; Samba de uma nota só (c/Tom Jobim), samba, 1960.

Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.