terça-feira, 4 de julho de 2006

Brigas

Altemar Dutra
Ao final de um programa da TV Globo, numa época em que sua carreira, já entrara em declínio, Altemar Dutra declarou: “A música com a qual eu gostaria de ser lembrado nos próximos trinta, sessenta, cem anos é ‘Brigas’.”

Então, cantou para os telespectadores este bolero, que abria seu elepê Sinto que te amo, em 1966: “Veja só / que tolice nós dois / brigarmos tanto assim / se depois / vamos nós a sorrir / trocar de bem no fim...”

Com um público cativo, fiel comprador de seus discos, Altemar sustentou por vários anos a posição de trovador romântico da Odeon, sempre interpretando um repertório que incluía em cada LP um mínimo de duas ou três canções da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Todas elas dolentes, chorosas e sentimentais como “Brigas” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Ed. 34).



Brigas (bolero, 1966) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Altemar Dutra
D             Gb7
Veja só  /  Que tolice nós dois
           G           B7      Em7
Brigarmos tanto assim  /  Se depois
      C                Em7     A7  Em7 A7
Vamos nós a sorrir / Trocar de bem no fim

    D7+              Gbm7/-5   B7
Para que maltratarmos o amor
                 Em7
O amor não se maltrata não
    Em7/-5               A13-
Para que  / Se essa gente o que quer
         Em7 A7 Em7 A7
É ver nossa separação

  D                         Gb7
Brigo eu  /  Você  briga também
          G              B7
Por coisas tão banais
      Em7             C
E o amor /    Em momentos assim
         Em7   A7  Em7 A7
Morre um pouquinho mais

      D                      D7
E ao morrer  / Então é que se vê
          G7+              Gm7
Que quem morreu fui eu e foi você
         Gbm7    Bm7  Em7 A13-       D7+
Pois sem amor estamos sós / Morremos nós


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