quarta-feira, 12 de abril de 2006

Fagner


Raimundo Fagner Cândido Lopes, nasceu em Óros, Ceará, em 13/10/1950. Caçula de uma família de cinco irmãos, desde pequeno gostava de música. Nos colégios onde estudou, costumava formar grupos vocais e conjuntos de iêiê-iê.

Começou a compor e a cantar músicas suas e em parceria com amigos em 1968, mesmo ano em que venceu o IV Festival de Música Popular do Ceará, com Nada sou, com Marcus Francisco, seu parceiro também em Luzia do algodão, apresentada, em 1969, no Festival de Música Popular da Rádio Assunção Cearense, que foi sua primeira composição gravada, sob o selo Orgacine. Até 1970 viveu em Fortaleza CE, onde participou de um programa semanal na TV Ceará, ao lado de Belchior, Rodger, Ednardo e Ricardo Bezerra.

Mudou-se para Brasília DF em 1971, ingressando na Faculdade de Arquitetura, da Universidade Federal de Brasília, curso que abandonou no final do primeiro ano. Ainda em 1971, classificou, respectivamente, em primeiro e sexto lugares no Festival do Centro de Estudos Universitários de Brasília, Mucuripe (com Belchior) e Manera, Fru-fru, manera (com Ricardo Bezerra), recebendo também o prêmio de melhor intérprete, melhor arranjo e hors-concours por seu Cavalo ferro (com Ricardo Bezerra).

Foi para o Rio de Janeiro RJ ainda em 1971, dedicando-se a partir daí à música e, em segundo plano, ao desenho e à pintura. Em dupla com Cirino, gravou um compacto RGE, cantando as músicas Nova conquista (sua autoria) e Copa luz (Cirino e Sérgio Costa). O sucesso surgiu com a gravação, na Philips, em 1972, de Mucuripe, por Elis Regina, música que ele próprio também gravou, no mesmo ano, num dos lados do segundo Disco de Bolso (no outro lado, Caetano Veloso interpretou Asa branca, de Luiz Gonzaga), lançado pelo semanário O Pasquim.

Contratado pela Philips, gravou um compacto duplo, incluindo as composições suas Amém - amém, Fim do mundo (com Fausto Nilo), Cavalo-ferro e Quatro graus (com Dedé). Apresentou esta última no VII FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, e gravou, em 1973, seu primeiro LP, Manera, fru-fru, manera, com a participação de Nara Leão e do percussionista Naná. Trabalhou com Chico Buarque na trilha sonora do filme Joana, a francesa, de Carlos Diegues, seguindo depois para Paris, França, a fim de se apresentar num espetáculo de artistas brasileiros no teatro Olympia. Na capital francesa, realizou estudos com o guitarrista flamenco Pedro Soler e com o cantor espanhol Pepe de la Matrona.

Seu segundo LP, Ave noturna, lançado pela Continental, saiu em 1975, com destaque para a faixa-título (com Cacá Diegues, da trilha de Joana, a francesa) e as músicas Astro vagabundo (com Fausto Nilo) e Última mentira (com Capinam). Em 1976 lançou o LP Raimundo Fagner, pela CBS, incluindo Asa partida (com Abel Silva) e Corda de aço (com Clodô). No ano seguinte, lançou o LP Orós, com arranjos, direção musical e participação de Hermeto Pascoal, com destaque para a música-título e Flor da paisagem (Robertinho do Recife e Fausto Nilo).

Gravou em 1978 o LP Quem viver chorará, com Motivo (poema de Cecília Meireles) e Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva). Em 1979, pela CBS, lançou o LP Beleza, ganhando no mesmo ano o Festival 79 da TV Tupi, com Quem me levará sou eu (Dominguinhos e Manduka). Mais um LP, em 1980, com Quixeramobim (Nonato Luís e Fausto Nilo) e Canção brasileira (Abel Silva e Sueli Costa).

Em 1982 lançou o LP Qualquer música, pela CBS, disco gravado nos E.U.A. e que incluía Vapor do Luna, canção do folclore nordestino adaptada por ele e Bigodeiro, Pensamento, gravada também por Cauby Peixoto, e Homem Feliz (João Donato e Abel Silva). Em 1983 lançou o LP Palavra de amor, com Guerreiros (Gonzaguinha) e a música-título, de Manassés e Fausto Nilo. Lançou pela BMG os discos Pedras que cantam (1984), Terral (1987) e Bateu saudade (1988).

Em 1993 saiu o CD Demais e, em 1994, Caboclo Sonhador. Em 1995 lançou o CD Retrato, destacando Distância (com Guilherme de Brito) e Poeira (Luís Bonan e Serafim C. Gomes). Em 1996 lançou o CD Raimundo Fagner, em que se destacam suas interpretações de Autonomia (Cartola), Canção em dois tempos (Vital Farias) e Letras de canção (Dominguinhos e Fausto Nilo). Pela BMG, saiu em 1997 o CD Terral, com destaque para O vendedor de biscoito (Gordurinha), Vorta morena (João Lira e Paulo César Pinheiro) e Forró do Tio Augusto (Luís Vieira).

Algumas músicas


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