segunda-feira, 10 de abril de 2006

Alceu Valença


Alceu Paiva Valença, compositor e cantor, nasceu em São Bento do Uno, Pernambuco em 17 de novembro de 1946. Mudou-se com dez anos para Recife PE, onde se formou em direito, logo abandonando a profissão. Como jornalista, fez estágios nas sucursais do Jornal do Brasil e da Bloch Editores.

Estreou como músico no Recife, em fins de 1968, no show Erosão: a cor e o som, já demonstrando então a influência da moda-de-viola, de Nelson Gonçalves e de Elvis Presley. No mesmo ano, participou do I Festival Universitário de Música Popular com Maria Alice (com Sérgio Bahia), interpretada pela dupla Ivete e Arlete.

Em 1972 mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde gravou, sem sucesso, seu primeiro LP pela Copacabana - Alceu Valença e Geraldo Azevedo - e participou do Festival Universitário, da TV Tupi, com três músicas, Planetário, Água clara e 78 rotações, esta com Geraldo Azevedo. Voltou ao Recife, no mesmo ano, e logo recebeu o convite de Sérgio Ricardo para fazer o papel principal do filme A noite do espantalho, filmado em Nova Jerusalém PE.

Participou também como cantor da trilha sonora do filme, lançada em LP pela Continental em 1974, e do show O ovo e a galinha, com o grupo Os Diamantes, iniciando, a seguir, uma experiência nova, cantando no Circo da Raposa Malhada, em Recife. Formou, depois, o grupo Catende, que excursionou por algumas cidades do Nordeste e se apresentou no Rio de Janeiro. Em 1974 gravou o LP Molhado de suor (Som Livre) e, em janeiro do ano seguinte, fez parte do Festival Abertura, da TV Globo, com Vou danado pra Catende, música que o projetou.

A partir de 1975, começou a musicar diversos poemas de Ascenso Ferreira, como Maracatu e Oropa, França, Bahia. Lançou nesse ano o disco Vivo! (Som Livre), uma incursão pelo mundo do rock. O álbum seguinte, Espelho cristalino (Som Livre, 1978), já trazia a mistura de música regional nordestina e pop, com a qual ficaria conhecido. Em 1979 gravou em Paris, França, o LP Saudades de Pernambuco. No ano seguinte, lançou com sucesso a música Coração bobo.

Em 1982 saiu o disco Cavalo de pau (Ariola), com as músicas Lava mágoas (com Dominguinhos), Maracatu (sobre poema de Ascenso Ferreira) e Pelas ruas que andei (com Vicente Barreto), entre outras.

Em 1987 lançou o álbum Leque moleque (RCA). Dois anos depois, lançou o disco Oropa, França, Bahia (RCA). Em 1990 foi a vez do álbum Andar, andar (EMI). Percorreu diversas cidades do Brasil com o show de lançamento do disco. Em 1991 participou do festival Rock in Rio 2.

Em 1996 gravou o CD Mourisco, no qual interpreta músicas de outros compositores, todas tendo como tema o mar. Neste CD lançou a música de sua autoria Mar. Fez sucesso ainda com Morena tropicana (com Vicente Barreto) e Como dois animais.

Suas composições foram gravadas por diversos artistas, entre eles Elba Ramalho (Chego já), Maria Bethânia (Retrado falado e Metrô da saudade), Luís Gonzaga (Plano piloto, de autoria dos dois). Sobre ele foi lançado o livro Alceu Valença em frente e verso, de autoria de Anameli Maciel (Edição do Autor, Recife, 1988).

Algumas músicas

A foca - Agalopado - Ai de ti, Copacabana - Anjo avesso - Amor covarde - Anunciação - Arreio de prata - Belle du jour - Borboleta - Cabelo no pente - Cabelos longos - Caravana - Cavalo-de-pau - Como dois animais - Coração bobo - Dia branco - Dolly - Espelho cristalino - Estação da Luz - Girassol - Meu forró é meu canto - Moinhos - Molhado de suor - Morena tropicana - Na melodia de pisa na fulô - Na primeira manhã - No balanço da canoa - O P da paixão - Papagaio do futuro - Pelas ruas que andei - Perfídia - Pétalas - Pombo correio - Recado falado - Romance da bela Inês - Rouge carmin - Sete desejos - Sol e chuva - Solidão - Táxi lunar - Te amo, Brasília - Tesoura do desejo - Vem, morena - Voltei, Recife

Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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