quarta-feira, 12 de abril de 2006

Gonzaguinha



Gonzaguinha (Luís Gonzaga do Nascimento Júnior), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/9/1945 e faleceu perto de Curitiba PR em 30/4/1991. Filho da dançarina e cantora Odaléia Guedes, na época companheira do sanfoneiro Luiz Gonzaga, que assumiu a paternidade da criança. Foi criado no morro carioca de São Carlos, no Estácio, pelo padrinho Henrique Xavier, com quem aprendeu violão.

Aos 14 anos, fez a primeira música, Lembranças de primavera, e mais tarde Festa e From U.S. of Piauí, gravadas por seu pai em 1967. Nesse ano ingressou na Faculdade de Ciências Políticas Cândido Mendes, onde se formou em economia.

Em 1968 concorreu com Pobreza, por pobreza no I Festival Universitário de Música Popular, do Rio de Janeiro, classificada entre as finalistas. No ano seguinte, venceu esse mesmo festival com O trem, que ele mesmo cantou. Ainda em 1969, participou do Movimento Artístico Universitário, ao lado de Ivan Lins, César Costa Filho, Aldir Blanc e outros.

Em 1970 concorreu no V FIC, da TV Globo, no Rio de Janeiro, com Um abraço terno em você, viu mãe? e Mundo novo, vida nova, a primeira lançada em compacto Odeon, nesse mesmo ano, junto com Amor é meu país, composição e gravação de Ivan Lins. Em 1973 lançou, pela Odeon, seu primeiro LP, Luís Gonzaga Jr., que incluía a composição Comportamento geral.

Em 1974, pela Odeon, lançou o segundo LP, que, entre outras, incluía Galope (que mais tarde faria sucesso com o MPB-4, Maria Bethânia e Marlene) e Meu coração é um pandeiro. Em março e abril de 1975, fez excursão por todo o Nordeste, ao lado de Paulinho da Viola, Fagner e a cantora Amelinha. No mesmo ano, lançou pela Odeon o LP Plano de vôo, que incluiu Mundo novo, vida nova, canção romântica que havia sido lançada em compacto por Claudete Soares em 1969, e Geraldinos e Arquibaldos, o maior sucesso do álbum. Entre suas composições dessa época, destacam-se ainda Pois é, seu Zé, o bolero Minha amada doidivana e Desesperadamente (gravada também por Elis Regina).

Em 1976 lançou pela Odeon o LP Começaria Tudo Outra Vez, que além da faixa-título, um de seus maiores sucessos, trazia Asa branca, do pai, e a canção de amor Espere por mim, morena. Este LP marca um momento decisivo em sua carreira, com os primeiros grandes êxitos populares. A partir desse disco, foi cada vez mais gravado por outros intérpretes.

Em 1977 lançou pela Odeon o LP Moleque Gonzaguinha, com destaque para Dias de Santos e Silvas. No mesmo ano fizeram sucesso A felicidade bate a sua porta, na gravação das Frenéticas, e Explode Coração. Lançou pela Odeon o LP Recado, que inclui Petúnia Resedá, sucesso na voz de Simone. Em 1979 estava entre os compositores que ganhavam mais dinheiro com direitos autorais. Fez sucesso com seu show e sétimo LP, Gonzaguinha da vida (EMI), que incluiu o sucesso Com a perna no mundo, além da participação de Nana Caymmi na canção Por um segundo.

Em 1980 lançou o disco Gonzaguinha - De volta ao começo (EMI), com destaques para Ponto de Interrogação, Grito de Alerta, Sangrando e Bié Bié Brasil. Passou a morar em Belo Horizonte MG, onde colaborou com a Rádio Inconfidência, promovendo a MPB na programação. Tornou-se um dos compositores mais requisitados da década de 1980.

Em 1981 lançou pela EMI Coisa mais maior de grande, seu disco mais sofisticado, que inclui Mergulho, Quando se chega, O saco cheio de Noel, Simples saudade e a seresta Santa maravilha. Percorreu o Brasil em 1980 e 1981, com o show A vida do viajante (com Luís Gonzaga). Nessa época, foi lançado o LP A vida do viajante (duplo, também em parceria com Luís Gonzaga, EMI (gravação ao vivo).

Em 1982 lançou o disco Caminhos do coração, com os sucessos da faixa-título e do samba O que é, o que é?. Em 1983, o disco Alô, alô Brasil trouxe Um homem também chora, que foi grande sucesso na voz de Fagner. No ano seguinte, lançou pela EMI o disco Grávido.

Em 1985 lançou Olho de lince - Trabalho de parto, com destaques para Maravilhas banais e Deixa Dilson. No mesmo ano, participou do LP de Luís Gonzaga Sanfoneiro macho, RCA. A partir de 1986, passou a gravar por seu próprio selo, Moleque, e lançou mais dois discos, de pouca repercussão (o maior sucesso foi o samba É. Em 1988 recebeu um Prêmio Sharp e participou do LP Gonzagão e Fagner 2, RCA, 1988.

Morreu em 1991, em acidente automobilístico perto de Curitiba. Depois de sua morte a EMI lançou dois álbuns inéditos e ao vivo, um deles com Luís Gonzaga. Outros intérpretes de suas composições: Agnaldo Timóteo gravou Grito de alerta; Elis Regina, Eu apenas queria que você soubesse; Simone, Começaria tudo outra vez; Joanna, Agora; e As Frenéticas fizeram sucesso com Preto que satisfaz, que foi tema da novela global Feijão Maravilha. Em 1997, a gravadora EMI lançou em CDs remasterizados os 13 discos que o cantor gravara entre 1975 e 1985, com faixas-bônus.

Algumas músicas


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