quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nunca mais, nunca mais

Nunca Mais, Nunca Mais (1973) - Evaldo Braga e César Saraiva da Silva - Intérprete: Evaldo Braga

Compacto duplo Evaldo Braga / Título da música: Nunca Mais, Nunca Mais / Evaldo Braga (Compositor) / Cezão (César Saraiva da Silva) (Compositor) / Evaldo Braga (Intérprete) / Gravadora: Polydor / Ano: 1972 / Nº Álbum: 2249010 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.


Tom: A
 Introdução: A7 Dm Am E7 Am 
 
  Am 
 Nunca mais 
                  E7 
 Eu irei te procurar 
 Nunca mais 
                       Am 
 Não consigo nem te olhar 
              Dm 
 Meu Deus do céu 
                    Am 
 Eu prefiro até morrer 
                     E7 
 Pra você não volto mais 
                    Am 
 Nunca mais, nunca mais 
 Eu sofri tanto 
                       E7 
 Quando lhe dava meu amor 
 Você não quis 
                   Am 
 Entender a minha dor 
           Dm 
 Me abandonou 
                               Am 
 Quando eu mais precisava de você 
                        E7 
 Agora quer voltar pra mim 
                    Am  A7 
 Nunca mais, nunca mais 
             Dm 
 Pois nunca mais em minha vida 
             Am 
 Eu vou lhe dar o meu perdão 
          E7 
 Pode chorar se você quiser 
              Am  A7 
 Só lhe digo não 
          Dm 
 E nunca mais você terá 
           Am 
 O meu sincero e grande amor 
          E7           
 De mim você nada mais terá 
                    Am  A7 
 Nunca mais, nunca mais 

          Dm 
 Lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá... 

Ninguém tasca (O Gavião)


Ninguém Tasca (O Gavião) (1973, samba/carnaval) - Marinho da Muda e João Quadrado - Intérprete: Marinho da Muda

Compacto simples (7") / Título da música: Ninguém Tasca (O Gavião) / Mário Pereira (Compositor) / João Quadrado (Compositor) / Marinho da Muda (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1972 / Nº Álbum: 1118 / Lado A / Gênero musical: Samba / Carnaval.



(Coro)
Essa Nêga é minha
Essa não
Essa Nêga é minha
Essa não

Vou dar bolacha em que mexer com a minha Nêga
Já dei colher demais, agora chega
Há dez mulheres para cada um no Rio de Janeiro
A Nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro, ôooi
A Nêga é minha, ninguém tasca eu vi primeiro

Diz!

(Coro)
A Nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro, ôooi
A Nêga é minha, ninguém tasca eu vi primeiro

Quando ela estava naquela
Vida aí, bate e passa e a gosto
Não havia nenhum matusquela
Querendo olhar pro seu rosto
Hoje ela anda bonita
E vive no meu barracão

(Coro)
Um, dois, três
Fica assim de gavião, ôooi
No meu barraco, fica assim de gavião............

domingo, 23 de maio de 2010

Codó

Codó (Clodoaldo Brito), instrumentista e compositor, nasceu em Cairu BA em 18/09/1913, e faleceu em Niterói RJ em 26/11/1984. Pescador quando criança, seu primeiro violão foi construído com tábuas de caixotes, tendo aprendido a tocar pelo método prático de Canhoto.

Em 1930 estreou como compositor com Minha primeira valsa. Trinta e três anos depois, gravou seu primeiro LP, incluindo 12 músicas suas, pela etiqueta Polydor. Lançou outros cinco LPs com solos de violão e canções, algumas vezes acompanhado por conjuntos rítmicos.

O jovem Clodoaldo era pescador, como seu pai, no arraial do Cairu, lugar de nome lindo perto de Salvador: Cairu de salinas das Margaridas.Com tábuas de caixote construiu seu primeiro violão. E conseguiu mais dinheiro tocando para turistas do que manejando redes e remos. Largou o mar, ficou com o violão.

Parece sina: morreu como se tivesse tocando, mas para turistas, gente que ouve, da um dinheiro, esquece e vai embora para sempre. Porque nós, brasileiros, nunca aplaudimos Codó o tanto que ele merecia, com aquele seu jeito diferente e “errado” de mexer nas cordas do violão” (depoimento de Maurício Kubrusly, 1983).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Codó - Clodoaldo Brito.

Walter Alfaiate

Walter Alfaiate (Walter Nunes de Abreu), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 07/06/1930, falecendo na mesma cidade em 27/02/2010. Foi ritmista desde os 14 anos e alfaiate desde os 13, quando passou a trabalhar numa alfaiataria do bairro de Botafogo. Estabeleceu-se como alfaiate há mais de 20 anos na Galeria Ritz, em Copacabana.

Começou a compor aos 14 anos para os blocos de bairro, como o Foliões de Botafogo e o São Clemente, passando a pertencer à linhagem do “samba de Botafogo”, como Mauro Duarte, Micau, Miúdo, Adélcio Carvalho e Vavá.

Nos anos de 1960, participou de rodas de samba no Teatro Opinião, e de vários grupos de samba, com o nome de Walter Nunes — Os Autênticos (1966-1968), Reais do Samba (1968) e Samba Fofo (1971) —, nos quais cantava e tocava tamborim.

Na década de 1970, foi descoberto por Paulinho da Viola, que gravou três músicas suas: Coração oprimido (com Zorba), em 1971, A.M.O.R. amor (com Mauro Duarte), no LP Zumbido, de 1979, e Cuidado, teu orgulho te mata (com Mauro Duarte), em 1981, e com quem dividiu um show no Teatro Clara Nunes, em 1993, sob o título de Paulinho da Viola, Walter Alfaiate e os sambas de Botafogo.

Foi crooner da boate Bolero, na Avenida Atlântica, quando se tornou conhecido como Walter Sacode, porque seu grande êxito como cantor era o samba Sacode Carola (Hélio Nascimento e Alfredo Marques).

Em 1982 foi para o G.R.E.S. da Portela, levado por Mauro Duarte. Em 1994 participou do CD Resgate, de Cristina, e em 1996 dos CDs Flamengo — 100 anos de Estácio e Aldir Blanc —50 anos, este lançado em 1997.

Suas músicas foram gravadas por outros cantores, como João Nogueira e Elza Soares.

Obras

A.M.O.R. amor (c/Mauro Duarte), 1981; Bate-boca (c/Mauro Duarte), s.d.; Coração oprimido (c/Zorba), s.d.; Cuidado, teu orgulho te mata (c/Mauro Duarte), s.d.; Sorri de mim (c/Mauro Duarte), s.d.

CD

Aldir Blanc — 50 anos, 1997, Alma Produções 001.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.