segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Cifras e letras de Luiz Gonzaga


Algumas cifras e letras

A dança da moda
A morte do vaqueiro
A mulher do meu patrão
A triste partida
A vida do viajante
A volta da asa branca
ABC do sertão
Acauã
Apologia ao jumento
Aproveita gente
Asa branca
Assum preto
Baião
Baião de Dois
Boiadeiro
Calango da lacraia
Capim novo
Chofer de praça
Cigarro de paia
Cintura fina
Cortando pano
Danado de bom
Derramaro o gai
Dezessete e setecentos
Dúvida
Estrada do Canindé
Feira de Caruaru
Forró de Caruaru
Forró do Mané Vito
Forró no escuro
Forró nº 1
Hora do adeus
Imbalança
Juazeiro
Légua tirana
Lorota boa
Mangaratiba
Meu brotinho
Na lagoa do amor
Nem se despediu de mim
No Ceará não tem disso não
No meu pé de Serra
Numa sala de reboco
O chero da Carolina
O xote das meninas
Olha pro céu
Ovo de codorna
Pagode russo
Paraíba
Passo do pingüim
Pau de arara
Penerô xerem
Pense neu
Propriá
Qui nem jiló
Respeita Januário
Retrato de um forró
Riacho do navio
Sabiá
Súplica cearense
Vem, morena
Vou pra roça
Vozes da seca
Xamego

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Zé Dantas

Nem se despediu de mim

Nem se despediu de mim - Luiz Gonzaga e João Silva
Tom: C  

                    C  F  C
Nem se despediu de mim
                   Em  F
Nem se despediu de mim
                        Em
Já chegou contando as horas
      A7              Dm
Bebeu água e foi-se embora
       G7          Gm  C7
Nem se despediu de mim
F                     Em
Já chegou contando as horas
      A7              Dm
Bebeu água e foi-se embora
       G7           C
Nem se despediu de mim

        Am       Em
Te assossega coração
       F     G   C
Esse amor renascerá
          Bm7(b5) E7   Am    Am/G
Vai-se um dia mais vem outro
   F#m7(5b) B7          Em  C7
Aí então, quando ele voltar
F                     Em
Quebre o pote e a quartinha
      A7         Dm
Bote fogo na camarinha
        G7           Gm C7
Que ele vai se declarar
F                     Em
Quebre o pote e a quartinha
      A7         Dm
Bote fogo na camarinha
        G7           C
Que ele vai se declarar

Légua tirana

Luiz Gonzaga
Légua tirana - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Tom: C
  

         Am     E7      Am
Oh que estrada mais comprida
                   A7
Oh que légua tão tirana
      G     E7   Am
Ai se eu tivesse asas
     E7          Am      G
Inda hoje eu via Ana
          C     F       C
Quando o sol tostou as folhas
     F     C
E bebeu o riachão
      Dm     E7 Am
Fui inté o  Jua zeiro
      E7
Pra fazer minha oração
       C       F   C
Tô voltando estrupiado
               F   C
Mais alegre o coração
       Dm     E7       Am
Padim Ciço ouviu minha prece
       E7
Fez chover no meu sertão
         Am      E7    Am
Oh que estrada mais comprida
                   A7
Oh que légua tão tirana
      G    E7    Am
Ai se eu tivesse asas
     E7          Am     G
Inda hoje eu via Ana
       C       F     C
Varei mais de vinte serras
               F      C
De alpercata e pé no chão
       Dm         E7   Am
Mesmo assim como inda farta
       E7
Pra chegar no meu rincão
         C     F        C
Trago um terço pra das Dores
                 F     C
Pra Reimundo um vio...lão
      Dm    E7    Am
E pra ela,  e pra ela
      E7         Am
Trago eu e o coração

A triste partida

A triste partida - Patativa de Assaré - Interpretação: Luiz Gonzaga
Tom: D


D                                  Bm 
Meu Deus, meu Deus... / Setembro passou
             Em                    A7
Outubro e Novembro / Já tamo em Dezembro 
                    D
Meu Deus, que é de nós, / Meu Deus, meu Deus 
  D7          G                   D
Assim fala o pobre / Do seco Nordeste 
      Gm      D          A7     D
Com medo da peste, / Da fome feroz 
Em   A7  G   D
Ai, ai, ai, ai 

            Bm                   Em
A treze do mês  /  Ele fez experiência 
             A               A7     D
Perdeu sua crença  / Nas pedras de sal, 
                           D7        G
Meu Deus, meu Deus / Mas noutra esperança 
               D          Gm        D
Com gosto se agarra / Pensando na barra 
     A7      D     Em  A7   G   D
Do alegre Natal /  Ai, ai, ai, ai
 
                Bm                 Em
Rompeu-se o Natal / Porém barra não veio
               A7                  D
O sol bem vermeio / Nasceu muito além 
                         D7       G 
Meu Deus, meu Deus / Na copa da mata 
            D           Gm        D
Buzina a cigarra / Ninguém vê a barra 
        A7        D    Em   A7  G   D
Pois a barra não tem / Ai, ai, ai, ai 

              Bm                  Em
Sem chuva na terra / Descamba Janeiro, 
           A7                   D
Depois fevereiro / E o mesmo verão 
                          D7        G
Meu Deus, meu Deus / Entonce o nortista 
             D           Gm         D
Pensando consigo / Diz: "isso é castigo 
      A7        D     Em  A7   G   D
não chove mais não" / Ai, ai, ai, ai
 
           Bm                      Em
Apela pra Março / Que é o mês preferido 
             A7        G         D
Do santo querido / Senhor São José 
                          D7        G
Meu Deus, meu Deus / Mas nada de chuva 
              D           Gm       D
Tá tudo sem jeito / Lhe foge do peito 
    A7      D   Em   A7  G   D
O resto da fé / Ai, ai, ai, ai 

          Bm                      Em
Agora pensando / Ele segue outra tria 
              A7              D
Chamando a famia / Começa a dizer 
                          D7         G
Meu Deus, meu Deus / Eu vendo meu burro 
                 D          Gm          D 
Meu jegue e o cavalo / Nós vamos a São Paulo 
   A7        D     Em   A7  G   D
Viver ou morrer /  Ai, ai, ai, ai 

                 Bm                     Em  
Nós vamos a São Paulo / Que a coisa tá feia 
              A7                D
Por terras alheia / Nós vamos vagar 
                            D7       G
Meu Deus, meu Deus / Se o nosso destino 
                 D               Gm        D
Não for tão mesquinho / Cá  pro mesmo cantinho 
      A7        D    Em   A7  G   D   
Nós torna a voltar / Ai, ai, ai, ai
 
              Bm                  Em
E vende seu burro / Jumento e o cavalo 
              A7                 D
Inté mesmo o galo / Venderam também 
                           D7       G
Meu Deus, meu Deus / Pois logo aparece 
            D           Gm         D
Feliz fazendeiro / Por pouco dinheiro 
       A7         D    Em   A7  G   D
Lhe compra o que tem / Ai, ai, ai, ai 

            Bm                 Em
Em um caminhão / Ele joga a famia 
                 A         A7    D
Chegou o triste dia / Já vai viajar
                         D7      G
Meu Deus, meu Deus / A seca terrível 
             D         Gm        D
Que tudo devora / Lhe bota pra fora 
     A7     D   Em   A7  G   D
Da terra natá / Ai, ai, ai, ai 

              Bm                Em
O carro já corre / No topo da serra 
             A           A7        D
Oiando pra terra / Seu berço, seu lar 
                       D7        G
Meu Deus, meu Deus / Aquele nortista 
            D          Gm     D
Partido de pena / De longe acena 
   A7        D    Em   A7  G   D
Adeus meu lugar / Ai, ai, ai, ai 


             Bm                Em
No dia seguinte / Já tudo enfadado 
             A         A7        D
E o carro embalado / Veloz a correr 
                          D7         G
Meu Deus, meu Deus / Tão triste, coitado 
            D           Gm       D
Falando saudoso / Seu filho choroso 
   A7        D    Em   A7  G   D
Exclama a dizer / Ai, ai, ai, ai 

              Bm                   Em
De pena e saudade / Papai sei que morro 
              A7            G       D
Meu pobre cachorro /  Quem dá de comer? 
                           D7      G
Meu Deus, meu Deus / Já outro pergunta 
                 D             Gm         D
Mãezinha, e meu gato? /  Com fome, sem trato 
 A7          D    Em   A7  G   D
Mimi vai morrer / Ai, ai, ai, ai
 
              Bm                 Em   
E a linda pequena / Tremendo de medo 
                   A7                 D
"Mamãe, meus brinquedo / Meu pé de fulô?" 
                          D7       G
Meu Deus, meu Deus / Meu pé de roseira 
              D        Gm      D 
Coitado, ele seca / E minha boneca 
    A7       D    Em   A7  G   D
Também lá ficou / Ai, ai, ai, ai 

                Bm                   Em
E assim vão deixando / Com choro e gemido 
             A           A7    D
Do berço querido / Céu lindo azul 
                        D7       G
Meu Deus, meu Deus / O pai, pesaroso 
              D            Gm      D
Nos filho pensando / E o carro rodando 
       A7      D    Em   A7  G   D
Na estrada do Sul / Ai, ai, ai, ai 

                  Bm                  Em
Chegaram em São Paulo / Sem cobre quebrado 
               A         A7         D
E o pobre acanhado / Procura um patrão 
                          D7         G
Meu Deus, meu Deus / Só vê cara estranha 
              D          Gm       D
De estranha gente / Tudo é diferente 
    A7       D   Em   A7  G   D 
Do caro torrão / Ai, ai, ai, ai 

              Bm                    Em
Trabaia dois ano, /  Três ano e mais ano 
               A            A7     D
E sempre nos prano / De um dia vortar 
                           D7        G
Meu Deus, meu Deus / Mas nunca ele pode 
           D            Gm          D
Só vive devendo /  E assim vai sofrendo 
      A7        D    Em   A7  G   D
É sofrer sem parar / Ai, ai, ai, ai
 
             Bm                   Em   
Se arguma notícia / Das banda do norte 
              A        G          D
Tem ele por sorte / O gosto de ouvir 
                          D7       G 
Meu Deus, meu Deus / Lhe bate no peito 
            D            Gm      D
Saudade de móio / E as água nos óio 
   A7      D     Em   A   G   D
Começa a cair / Ai, ai, ai, ai
 
              Bm               Em 
Do mundo afastado / Ali vive preso 
             A          A7         D
Sofrendo desprezo / Devendo ao patrão 
                         D7      G
Meu Deus, meu Deus / O tempo rolando 
               D      Gm        D
Vai dia e vem dia / E aquela famia 
      A7        D    Em   A7  G   D
Não vorta mais não / Ai, ai, ai, ai 

             Bm                   Em  
Distante da terra  / Tão seca mas boa 
             A          A7       D
Exposto à garoa  /  À lama e o baú 
                           D7        G
Meu Deus, meu Deus / Faz pena o nortista 
                 D        Gm          D
Tão forte, tão bravo / Viver como escravo
     A         D    Em   A7  G   D  
No Norte e no Sul / Ai, ai, ai, ai

Apologia ao jumento

Apologia ao jumento (O jumento é nosso irmão)
Luiz Gonzaga e José Clementino

É verdade, meu senhor
Essa estória do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão

A vida desse animal
Padre Vieira escreveu
Mas na pia batismal
Ninguém sabe o nome seu
Bagre, Bó, Rodó ou Jegue
Baba, Ureche ou Oropeu
Andaluz ou Marca-hora
Breguedé ou Azulão
Alicate de Embau
Inspetor de Quarteirão

Tudo isso, minha gente
É o jumento, nosso irmão

Até pr'anunciar a hora
Seu relincho tem valor
Sertanejo fica alerta
O dandão nuca falhou
Levanta com hora e vamo
O jumento já rinchou
Bom, bom, bom


Ele tem tantas virtudes
Ninguém pode carcular
Conduzindo um ceguinho
Porta em porta a mendigar
O pobre vê, no jubaio
Um irmão pra lhe ajudar
Bom, bom, bom

E na fuga para o Egito
Quando o julgo anunciou
O jegue foi o transporte
Que levou nosso Senhor
Vosmicê fique sabendo
Que o jumento tem valor

Agora, meu patriota
Em nome do meu sertão
Acompanhe o seu vigário
Nessa terna gratidão
Receba nossa homenagem
Ao jumento, nosso irmão

A morte do vaqueiro

A morte do vaqueiro - Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho
Tom: G  

Em        A
Ei, gado, oi
Em       D       A        Em  B7  Em  A  Em
E... Ei..Ei..Ei..Ei...Ei..Ei

                    Em
Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
                    B7 Cº B7 Cº
Que não vem mais aboiar
         B7 Cº B7 Cº   Em
Não vem mais       aboiar
       D          Em  D  Em  D
Tão dolente a cantar

Em            D
Tengo, lengo, tengo, lengo,
Em            D             (2x)
tengo, lengo, tengo
Em        A
Ei, gado, oi

Em
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
                    B7 Cº B7 Cº
Nas quebradas do sertão
       B7 Cº B7 Cº    Em
Nunca mais       ouvirão
        D          Em  D  Em  D
Seu cantar, meu irmão

Em            D
Tengo, lengo, tengo, lengo,
Em            D            (2x)
Tengo, lengo, tengo
Em        A
Ei, gado, oi

Em
Sacudido numa cova
Desprezado do Senhor
Só lembrado do cachorro
                      B7 Cº B7 Cº
Que inda chora a sua dor
     B7 Cº B7 Cº      Em
É demais,      tanta dor
      D         Em  D  Em  D
A chorar, com amor

Em            D
Tengo, lengo, tengo, lengo,
Em            D            (2x)
Tengo, lengo, tengo
Em        A
Ei, gado, oi

Em       D       A        Em
E... Ei..Ei..Ei..Ei...Ei..Ei

Ovo de codorna

Luiz Gonzaga

Ovo de codorna - Severino Ramos
intro : G  D   C   D   G  
G                         D
Eu quero ovo de codorna pra comer
C           D          G
O meu problema ele tem que resolver 2x (Refrão) 
G                          D
Eu to madurão, passei da flor da idade
C                     G
Mas ainda tenho alguma mocidade
D
Vou cuidar de mim pra não acontecer
C                 D          G
Vou comprar ovo de codorna pra comer 
Refrão
G                         D
Eu já procurei um doutor meu amigo
C                   G
Ele me falou, pode contar comigo
D
Ele me ensinou e eu passo pra você
C           D             G
Vou lhe dar ovo de codorna pra comer 
Refrão
G                           D
Eu estava triste, quase apavorado
C                     G
Estavam me fazendo de pobre coitado
D
Minha companheira ta feliz porque
C            D            G
Eu comprei ovo de codorna pra comer
Refrão

Imbalança

Imbalança - Zé Dantas e Luiz Gonzaga
Intro : ( C   G7 )

C            G                    C
Oia a paia do coqueiro quando o vento dá
G                       C
( oia o tombo da jangada nas ondas do mar )
G                       C
Oia o tombo da jangada nas ondas do mar
G                         C
( oia a paia do coqueiro quando o vento dá )
     G                     C
Imbalança, imbalança, imbalança,
G                      C
( imbalança, imbalança, imbalança )    2x
C7             F              G            C
Pra você aguentar meu rojão é preciso saber requebrar
Am            Dm 
Ter molejo nos pés e nas mãos,
G             C
ter no corpo o balanco do mar
C7                 F    
Ser que nem carrapeta no chão,
G       C   
e virar foia seca no ar
Am              Dm     
Para quando escutar meu baião,
G7                  C
( imbalança, imbalança, imbalança ) 
   Am                    Dm
Imbalança, imbalança, imbalança,
G7                      C
( imbalança, imbalança, imbalança )    2x 
Oia a paia . Imbalança 
       C7               F    
Você tem que viver no sertão,
G            C
pra na rede aprender a embalar
Am              Dm            G7             C
Aprender a bater no pilão, na peneira aprender peneirar
C7            F           G            C
Vê relampo nos mei do trovão, fazer cobra de fogo no ar
Am              Dm   
Para quando escutar meu baião,
G7                 C
( imbalança, imbalança, imbalança )

Am                    Dm
imbalança, imbalança, imbalança,
G7                     C
( imbalança, imbalança, imbalança )    2x 
solo acordeon em cima da melodia 

           C7            C
Pra voce aguentar .. Imbalança

Imbalança

Imbalança - Zé Dantas e Luiz Gonzaga
Intro : ( C   G7 )

C            G                    C
Oia a paia do coqueiro quando o vento dá
G                       C
( oia o tombo da jangada nas ondas do mar )
G                       C
Oia o tombo da jangada nas ondas do mar
G                         C
( oia a paia do coqueiro quando o vento dá )
     G                     C
Imbalança, imbalança, imbalança,
G                      C
( imbalança, imbalança, imbalança )    2x
C7             F              G            C
Pra você aguentar meu rojão é preciso saber requebrar
Am            Dm 
Ter molejo nos pés e nas mãos,
G             C
ter no corpo o balanco do mar
C7                 F    
Ser que nem carrapeta no chão,
G       C   
e virar foia seca no ar
Am              Dm     
Para quando escutar meu baião,
G7                  C
( imbalança, imbalança, imbalança ) 
   Am                    Dm
Imbalança, imbalança, imbalança,
G7                      C
( imbalança, imbalança, imbalança )    2x 
Oia a paia . Imbalança 
       C7               F    
Você tem que viver no sertão,
G            C
pra na rede aprender a embalar
Am              Dm            G7             C
Aprender a bater no pilão, na peneira aprender peneirar
C7            F           G            C
Vê relampo nos mei do trovão, fazer cobra de fogo no ar
Am              Dm   
Para quando escutar meu baião,
G7                 C
( imbalança, imbalança, imbalança )

Am                    Dm
imbalança, imbalança, imbalança,
G7                     C
( imbalança, imbalança, imbalança )    2x 
solo acordeon em cima da melodia 

           C7            C
Pra voce aguentar .. Imbalança

Pense neu

Luiz Gonzaga
Tom: E
E      B      A      E    Bm  E   A
Pense n'eu quando em vez coração
Bm            E    A   E
pense n'eu vez em quando
E7          A
onde estou, onde estarei
B              E
se sorrindo ou se chorando
D               E
se sorrindo ou se chorando
A  B            E  
pense n'eu... vez em quando
A  B            E  
pense n'eu... vez em quando 
E       B             A           E
Tô na estrada, tô sorrindo apaixonado
                   Bm         E
pela gente e pelo povo do meu país
olêlê
E             E7              A
tô feliz pois apesar do sofrimento
                B             E
vejo um povo de alegria bem na raíz
vamos lá
E    B         A           E
alegria muita paz e esperança
                 Bm          E
na esperança de fazer tudo melhor
e será
E           E7         A
alegria o meu nome é união
               B            E
e povo unido é beleza mais maior

Retrato de um forró

Luiz Gonzaga
Tom: Dm

Intro: Dm A7

            Dm                    A7
Quando tu balança da um nó na minha pança
4X
            Dm           A7
Madrugada entrando e o fole gemendo
                       Dm
Pueira subindo e o suor descendo
                             A7
Quem não tava bebo já tava querendo
                     Dm
E eu cambaleando ia te dizendo
              Dm                    A7
Quando tu balança da um nó na minha pança
4X

            Dm             A7
A Barraca é branda e eu naquele jogo
               A7
Tava me esquentando
             Dm
Vendo cende fogo
                          A7
Só batia palma de perna puchada
             A7           Dm
Como quem atira em onça pintada

Repete tudo

Capim novo

Luiz Gonzaga
G          C        G          C
Nem ovo de codorna, Catuaba ou Tiborna.
G                  C
Não tem jeito não, Não tem jeito não.
F          G            C
Amigo véio pra você tem jeito não.
F          G            C    E7  Am
Amigo véio pra você tem jeito não, não não. 
        E7                      Am
Esse negócio de dizer que droga nova.
E7
Muita gente diz que é prova.
Am
Mas a prática desmentiu.
F              G7          C
O Doutor disse que o problema é psicológico.
Am        F          E7          Am  
Não é nada fisiológico ele até me garantiu.
F           E7             Am
Não se iluda amigo véio vai nessa não.
A7           D7          B7      E
Essa tal de droga nova nunca passa de ilusão.
F         G7        C
Certo mesmo é o ditado do povo.
Am         Dm       G7             C C7
Que prá cavalo Véio o remédio é capim novo. (2x)

A mulher do meu patrão

Luiz Gonzaga
Tom: A
Intro:  E   D   A 
           E        D              A
Eu tenho pena da mulher do meu patrão
F#m          Bm       E  
Muito rica tão bonita, 
                   A
  ai meu Deus que mulherão
E       D              A
Nao tem meninos para nao envelhecer
F#m       Bm        E                 A
mas nervosa sofre muito por não ter o que fazer 
     D                E             A
no atiço da panela, no batuque do pilão
D                E                 A
tem somente 15 filhos mais o chacho do feijão
D                E                 A
sarampo, catapora mais a roupa pra lavar
D                E                 A
resfriado, tosse braba, lenha para carregar
D                E                 A
pote na cabeça, tem cheirinho pra cozinhar
D                E                 A
tira o leite da cabrinha, tem o bode pra soltar
D                E                 A
vivo com minha nega num ranchinho que eu fiz
D                E                 A
não se queixa, não diz nada e se acha bem feliz
     D                      A
Com tudo isso ainda sobra um tempinho
Bm                 E               A
Um agrado, um carinho eu não quero nem dizer
D                         A
Com tudo isso ainda sobra um tempinho
Bm              E                 A
E um moleque sambudinho todo ano e pra nascer

Súplica cearense

Gordurinha
Súplica cearense (baião-toada, 1960) - Gordurinha e Nelinho - Interpretação de Gordurinha

Disco 78 rpm / Título da música: Súplica cearense / Nelinho (Compositor) / Gordurinha (Compositor) / Gordurinha (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1960 / Nº Álbum 17.778 / Gênero musical: Baião-toada.


Tom: Cm
Introd.: Fm7 Bb7 Fm7 Gm7 Ab7 G7 Cm Ab7 G7
    Cm                         Ab7
Oh! Deus, perdôe esse pobre coitado
G7               Ab7
Que de joelhos rezou um bocado
Fm6/C  G7      Cm  Dm5- G7
Pedindo pra chuva cair sem parar
     Cm                            Fm
Oh! Deus, será que o senhor se zangou
G7               Ab7
E só por isso o sol "arretirou"
Fm6/G        G7       Cm  Fm7 Cm7
Fazendo cair toda a chuva que há
    Gm5-                C7
Senhor, eu pedí para o sol
Gm5-
Se esconder um tiquinho,
C7                    Gm5-
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
C7                Fm
Pra ver se nascia uma planta no chão
      Ab/Bb                  Bb7
Meu Deus, se eu não rezei direito
Fm7
O Senhor me perdoe
Bb7             Fm
Eu acho que a culpa foi
G7            Cm7 Dm4
Deste pobre que nem sabe fazer oração
G7     Gm7              C7
Meu Deus, perdoe eu encher
Gm5-
Os meus olhos de água
C7   C9         Gm5-
E ter lhe pedido cheinho de mágoa,
C7       C9     Fm  Db7 C7
Pro sol inclemente de arretirar
    Fm          Fm7       G7            
Desculpe, eu pedi a toda hora
Cm
Pra chegar o inverno
Ab7         Ab7+        Db
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Dm7   G7     Cm Ab7 G7 G7
Que sempre queimou o meu Ceará.

Riacho do navio

Luiz Gonzaga
Tom: F  

          F 
Riacho do Navio 
          C 
Corre pro Pajeú 
O rio Pajeú vai despejar 
            F 
No São Francisco 
              F7  
O rio São Francisco 
                    Bb    C 
Vai bater no mei' do mar 
C 
O rio São Francisco 
                      F 
Vai bater no mei' do mar 
                 F 
Se eu fosse um peixe 
                 C 
Ao contrário do rio 
Nadava contra as águas 
          F 
E nesse desafio 
          F7
Saía lá do mar pro 
           Bb    C 
Riacho do Navio 
C 
Saía lá do mar pro 
           F 
Riacho do Navio 
                   F 
Pra ver o meu brejinho 
             C 
Fazer umas caçada 
Ver as "pegá" de boi 
               F 
Andar nas vaquejada 
                 F7
Dormir ao som do chocalho 
                     Bb     C 
E acordar com a passarada 
C 
Sem rádio e nem notícia
                F 
Das terra civilizada
                 C 
Sem rádio e nem notícia 
               F 
Das terra civilizada 

Propriá

Luiz Gonzaga
Tom: E

E             A  
Tudo que eu tinha 
         B             E
 deixei lá não trouxe não
              A     
deixei o meu roçado 
         B         E
 plantadinho de feijão
               A   
deixei a minha mãe 
            B           E
 com o meu pai e meus irmãos
             A          B         E
e com a rosinha eu deixei meu coração
                           A
Por isso eu vou voltar pra lá
                E
não posso mais ficar
  B                     E
Rosinha ficou lá em Propriá
(2x)
E                 A   B     E
aiai, uiui, eu tenho que voltar
E                    A       B          E
aiai, uiui, a minha vida tá todinha em Propriá
(2x)

Pagode russo

Luiz Gonzaga
Tom: Am
            Am
Ontem eu sonhei que estava em Moscou
Am6                         Am
Dançando pagode russo na boate Cossacou  (bis)
Am
Parecia mais um frevo
E               Am
Naquele "cai e não cai"
Am
Parecia mais um frevo
E               Am
Naquele "vai e não vai"
Dm    Am  E   Am
Vem cá   Cossaco
E             Am
Cossaco dança agora
Dm             Am
Na dança do Cossaco
E                 Am
Não ficar Cossaco fora

Olha pro céu

Luiz Gonzaga
Tom: Dm

Dm
Olha pro céu, meu amor
                 D7  Gm
Vê como ele está lindo
C7               F
Olha praquele balão multicor
Bb      Dm        A7
Como no céu vai sumindo

D
Foi numa noite, igual a esta
                   Em
Que tu me deste o teu coração
A7            Em
O céu estava, assim em festa
A7               D
Porque era noite de São João
Am    C         B7
Havia balões no ar
                Em
Xóte, baião no salão
G        E7
E no terreiro
D       B7   Em        A7
O teu olhar, que incendiou
         D
Meu coração

Numa sala de reboco

Luiz Gonzaga
Tom: C  

     Dm                             A7
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
                   Em7(b5)  
Pra dançar com meu benzinho 
           A7        Dm
      numa sala de reboco
     Dm                             A7
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco
                   Em7(b5)       A7        Dm
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco

            C                     F
Enquanto o fole tá tocando, tá gemendo
                      C                        F
Vou dançando e vou dizendo meu sofrer pra ela só
           A                          Dm
E ninguém nota que eu estou lhe conversando
                    Em7(b5)      A7            Dm
E nosso amor vai aumentando pra que coisa mais melhor

      Dm                            A7
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco ...

         C                     F
Só fico triste quando o dia amanhece
                     C                  F
Ai, meu Deus se eu pudesse acabar a separação
 A                               Dm
Pra nós viver igualado a sangue-suga
                        Em7(b5)     A7           Dm
E nosso amor pede mais fuga do que essa que nos dão

     Dm                             A7
Todo tempo quanto houver pra mim é pouco  ...

Na lagoa do amor

Luiz Gonzaga
Tom: C

C                 G
Onde a morena se banha
               C
é na lagoa do amor
                         G
Tira a roupa e não se acanha
               C
é na lagoa do amor
                    G
Onde o homem se assanha
               C
é na lagoa do amor
                   G
Bebe água e não estranha
               C
é na lagoa do amor

C              G                        C
é na lagoa do amor que a morena lava o suor
        G                      C
é no forró que a morena pega a suar
       F       E       Am
é lá e cá no forró da lagoa
      F        C                G         C
é na lagoa do forró que é lugar bom pra chamegar
(refraõ)
C               G                       C
é na lagoa do amor que a traíra cai no anzol
         G                      C
é com o anzol que a gente deve pescar
        F        E           Am
eu vou danar a mergulhar na lagoa
       F         C            G       C
fazer igual a jacaré vê a morena se banhar

Hora do adeus

Luiz Gonzaga
Tom: G  

Em       G         A7       Em
O meu cabelo já começa pratiando
           G         A7       Em
Mas a sanfona ainda não desafinou
          G                       A7         
A minha voz vocês reparem eu cantando
                      C           D7        Em     
Que é a mesma voz de quando meu reinado começou

(A7 Em A7 Em)2x

Em         A7                   Em
Modéstia à parte é que eu não desafino
                   C7
Desde o tempo de menino
                  B7 
Em Exu no meu sertão
         G                    A7
Cantava solto que nem cigarra vadia
                         C
E é por isso que hoje em dia 
      D             Em     (A7 Em A7 Em)2x
Ainda sou o rei do baião

         A7              Em
Eu agradeço ao povo brasileiro
                    C7
Norte Centro Sul inteiro
                B7
Onde reinou o baião
           G                 A7 
Se eu mereci minha coroa de rei
                   C
Esta sempre eu honrei
         D        Em     (A7 Em A7 Em)2x
Foi a minha obrigação
         A7                     Em
Minha sanfona minha voz o meu baião
                    C7                    B7
Este meu chapéu de couro e também o meu gibão
            G                        A7
Vou juntar tudo dar de presente ao museu
              C
É a hora do Adeus
     D          Em
De Luiz rei do baião
            G                        A7
Vou juntar tudo dar de presente ao museu
              C
É a hora do Adeus
     D          Em     (A7 Em A7 Em)2x
De Luiz rei do baião

Forró nº 1

Luiz Gonzaga
Bb                             F                 D#                 Bb
{ Sanfona velha do fole furado ,  só faz fum ,  só faz fum
{                                                                          F
{ Mesmo assim o cavalheiro faz um refungado
{                               D#                        Bb
{ E o coração da morena, faz Tum, Tum
{                                                 D#
{ O sanfoneiro animado puxa o fole
{                                   F           Bb
2x{ Depois de tomar um gole de rum
{                                             D#
{ E haja fum, haja fum, haja fum
{                            F                            Bb
{ Forró com esse fole é forró número 1
{                                             D#
{ E haja fum, haja fum, haja fum
{                            F                            Bb
{ Forró com esse fole é forró número 1

INTRODUÇÃO

Bb                                                                      D#
Vem gente de todo lado conhecer o sanfoneiro
F                                 Bb
Porque ele é o primeiro a tocar no fole furado
D#
E em pouco tempo já começa um zum, zum, zum
F                                            Bb
Sanfona velha assim não se vê em canto nenhum
D#
E haja fum, haja fum, haja fum
F                            Bb
Forró com esse fole é forró número 1

D#
E haja fum, haja fum, haja fum
F                            Bb
Forró com esse fole é forró número 1
Bb                             F                 D#                 Bb
{ Sanfona velha do fole furado ,  só faz fum ,  só faz fum
{                                                                          F
{ Mesmo assim o cavalheiro faz um refungado
{                               D#                        Bb
{ E o coração da morena, faz Tum, Tum
{                                                 D#
{ O sanfoneiro animado puxa o fole
{                                   F           Bb
2x{ Depois de tomar um gole de rum
{                                             D#
{ E haja fum, haja fum, haja fum
{                            F                            Bb
{ Forró com esse fole é forró número 1
{                                             D#
{ E haja fum, haja fum, haja fum
{                            F                            Bb
{ Forró com esse fole é forró número 1

Forró no escuro

Luiz Gonzaga
Tom: G 

G                  Bm 
O candeeiro se apagou 
        C    D    G 
O sanfoneiro cochilou 
     C         Am 
A sanfona não parou 
      D          G 
E o forró continuou 
                   D 
Meu amor não vá simbora 
Não vá simbora 
                  G 
Fique mais um bucadinho 
Um bucadinho 
                       D 
Se você for seu nego chora 
Seu nego chora 
                       G 
Vamos dançar mais um tiquinho 
Mais um tiquinho 
                     D 
Quando eu entro numa farra 
                    G 
Num quero sair mais não 
                   D 
Vou inté quebrar a barra 
                    G 
E pegar o sol com a mão 

Danado de bom

Luiz Gonzaga
Tom: C
C              Dm
Tá é danado de bom
G7            C
Tá danado de bom meu compade
Dm
Tá é danado de bom
                G7
Forrozinho bonitinho,
Gostosinho, safadinho,
C
Danado de bom
                  C
Olha o Natamira na zabumba
O Zé Cupira no triângulo
                 Dm
E Mariano no gonguê
G7
Olha meu compadre na viola
Meu sobrinho na manola
C
E Cipriano no melê
C
Olha a meninada nas cuié
C7
Tá sobrando capilé
                     F
E já tem bêbo pra daná,
                       C
Tem nego grudado que nem piolho
                    G7
Tem nega piscando o olho
                   C
Me chamando pra dançar
Tá é danado de bom...
Tá, que forrozinho de primeira
Já num cabe forrozeiro
Dm
E cada vez chegando mais
G7
Tá, da cozinha e do terreiro,
Sanfoneiro, zabumbeiro
                   C
Pra frente e pra trás
Olha meu compadre Damião
                    C7
Pode apagar o lampeão
                     F
Que tá querendo clarear
                                C
Agüenta o fole meu compadre Bororó
                        G7
Que esse é o tipo de forró
                        C
Que não tem hora pra parar 

Cigarro de paia

Luiz Gonzaga

Tom: C  

C
Meu cigarro de paia
             Am
Meu cavalo ligêro
        F  (bis)
Minha rede de maia
G  C
Meu cachorro trigueiro

C
Quando a manhã vai clareando
  Dm
Deixo a rede a balançar
        F
No meu cavalo vou montando
      C
Deixo o cão a vigiar
G   C
Cendo o cigarro vez em quando
     C7   F
Pra esquecer de me alembrar

                        C     G
Que só me falta uma bonita morena
  C C7
Pra mais nada me faltar
F      C  G
Que só me falta uma bonita morena
       C
Pra mais nada me faltar

Calango da lacraia

Luiz Gonzaga
Tom: D

       D
Eu vou te contar um caso
                    A7
Você ri que se escangaia
A mulher do Zé Maria
                   D
Foi dançar, caiu a saia

Refrão:

Calangotango
                   A7
Que o calango da lacraia
Meu cabrito tá na corda
                 D
Meu cavalo tá na baia

( D A7)
Minha filha não se casa
Com homem que não trabaia
Trabaiadô quando é bom
Segunda-feira não faia
Refrão
( D A7)
No lugar que eu jogo bola
Não quero jogo de maia
Também quero ter direito
Você mesmo me atrapaia
Refrão
( D A7)
Desaforo de mineiro
É chamar nortista de traia
O nortista puxa faca
Mineiro puxa navaia
Refrão
( D A7)
Se não fosse a carnaúba
Não tinha chapéu de paia
O que eu não atolero
É desaforo de canaia
Refrão

Aproveita gente

Luiz Gonzaga
Tom: Dm
Intro:Dm-G-C-Am (4x)
     Am   Dm             G     C
Aproveita gente que o pagode é quente
Am       Dm        G            C
É forró pra toda essa gente se espalhar
Am     Dm          G        C
Êita, coisa boa! Êita, pessoá!
Am           Dm           G            C
Hoje aqui a páia voa vamo gente aproveitar
G                             C
O resfunlengo desse fole não é mole
                     G
Todo mundo aqui se bole
                  C
Com o seu resfunlengar
             E7                       Am
E o sanfoneiro que não só faz resfunlengo
                    E7                 Am
Quando sai do lengo-lengo bota pra improvisar
Improviso: G-C-G-C-E7-Am-E7-Am 

A vida do viajante

Luiz Gonzaga
Tom: F  

 C     F
Rerê, Rarê,
 C            F
Rerê, Rarê, Rarê  (bis)

         C
Unhum, unhum,
         F       C      F
unhum, unhum,

               Dm             Eb
Minha vida é andar por este país
               F             C7
Pra ver se um dia descanso feliz

    F        C   F     D7
Guardando recordações
     Gm     D     Gm
Das terras onde passei
  C7              F           C7            F
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.

 Dm     Am     Eb       F
Chuva e sol, poeira e carvão
 Dm       C            Bb
Longe de casa sigo o roteiro
      C     F
Mais uma estação

         C
Unhum, unhum,
         F
unhum, unhum,
        C         F
e a alegria no coração!

 C     F
Rerê, Rarê,
 C            F
Rerê, Rarê, Rarê  (bis)

         C
Unhum, unhum,
         F       C      F
unhum, unhum,

              Dm             Eb
Minha vida é andar por este país
               F             C7
Pra ver se um dia descanso feliz

    F        C    F     D7
Guardando recordações
     Gm     D     Gm
Das terras onde passei
  C7              F           C7            F
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
 Dm     Am     Eb        F
Mar e terra, inverno e verão
 Dm       C                   Bb
Mostro o sorriso, mostro a alegria
         C    F
Mas eu mesmo não

         C
Unhum, unhum,
         F
unhum, unhum,
        C         F
e a saudade no coração!

 C     F
Rerê, Rarê,
 C            F
Rerê, Rarê, Rarê  (bis)

         C
Unhum, unhum,
         F       C      F
unhum, unhum,

Respeita Januário

Respeita Januário - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

G
Quando eu voltei lá no sertão 
Eu quis mangar de Januário 
               D 
Com meu fole prateado 
Só de baixo, cento e vinte, 
botão preto bem juntinho 
             G 
Como nêgo empareado 
                                           G7 
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito 
Foram logo me dizendo:
              A          
"De Itaboca à Rancharia, 
                                    D 
   de Salgueiro à Bodocó, Januário é o maior!" 
E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó: 
  G      A          D 
"Luíz" respeita Januário 
                G 
"Luíz" respeita Januário 
  G7 
"Luíz", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso 
                    C 
E com ele ninguém vai, "Luíz" 
    G       D                      G 
"Luíz", respeita os oito baixos do teu pai

Passo do pingüim

Passo do pinguim - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Tom: C

    C
Pinguim nadou do pólo até o Cabo Firo
E de lá pro Rio
                   Dm7
Pra brincar o carnaval
Do calor pinguim nem deu sinal
                   G7
De casaco e peito duro
                     C
O pinguim é mesmo o tal
     G
Pinguim!
            Dm7      G           C
Oi, olha o passo, o passo do pinguim, pinguim
             Dm7     G         C
Sacudindo os ombros vai devagarinho, assim
          F                            C
E se o calor esquenta o fraque do pinguim
                   Dm7          G          C
Ele pede um chope duplo e bebe tudo até o fim
     G
Pinguim!

Acauã

Acauã (baião, 1952) - Zé Dantas - Intérprete: Luiz Gonzaga


Tom: D 
 
G                          G7
Acauã, acauã vive cantando
       C       D7       G   G7
Durante o tempo do verão
       C            D7       G
No silêncio das tardes agourando
                 A7/C#   D/C   G/B
Chamando a seca pro sertão
               A7/C#   D/C   G/B
Chamando a seca pro sertão

G7
Acauã,
Acauã,
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã,
               A7/C#   D/C   G/B
Que é pra chuva voltar cedo
                 A7/C#   D/C   G/B
Que é pra chuva voltar cedo

G7
Toda noite no sertão
Canta o João Corta-Pau
A coruja, mãe da lua
       A7/C#    D/C     G/B
A peitica e o bacurau

G7
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
       A7/C#    D/C      G/B
Só se ouve acauã
       A7/C#    D/C      G/B
Só se ouve acauã
G7
Acauã, Acauã...

Vozes da seca

Vozes da seca (1953) - Zé Dantas e Luiz Gonzaga
Tom: G

C                  D7         F        G
Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
       F           G             F       G
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
       G7
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
                  A7         D         G
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão
      C           D        F           G
É por isso que pidimo proteção a vosmicê
      F          G             F          G
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
        G7
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
                    A7                      G
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
      C             D              F        G
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
      F            G           F        G
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
        G7
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
                    A7        D            G
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
        C          D            F         G
Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
           F           G          F           G
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
       G7
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
                  A7        D             G
Como vê, nosso distino mecê tem na vossa mão

ABC do sertão

ABC do sertão (1953) - Zé Dantas e Luiz Gonzaga
Tom: Em
Em              F#m B7              Em
Lá no meu sertão    pros caboclo lê
E7              Am  B7          Em
Têm que aprender   um outro ABC
E7          Am  D7        G
O jota é ji,   o éle é lê
Em          Am            B7
O ésse é si, mas o érre
Em
Tem nome de rê
F#m    B7         Em
Até o ypsilon lá é pssilone
E7         Am  B7        Em
O eme é mê,   O ene é nê
E7         Am     D7          G
O efe é fê, o gê chama-se guê
Em          Am     B7           Em
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"
B7      Em
A, bê, cê, dê,
B7      G
Fê, guê, lê, mê,
Am       Em
Nê, pê, quê, rê,
B7   Em
Tê, vê e zê.

A volta da asa branca


A volta da asa branca (1950) - Zé Dantas e Luiz Gonzaga
Tom: C  

Intro: G  F  C  G  C  D  C  G

 G
Já faz três noites
         C          G
Que pro norte relampeia
        G7
A asa branca
                       C
Ouvindo o ronco do trovão
          G
Já bateu asas
                     C
E voltou pro meu sertão
                    G
Ai, ai eu vou me embora
        D7           G
Vou cuidar da prantação

( F  C  Em  G  C  D  C  G )

                    C            G
A seca fez eu desertar da minha terra
          G7                       C
Mas felizmente Deus agora se alembrou
            G
De mandar chuva
                    C
Pr'esse sertão sofredor
                 G
Sertão das muié séria
      D7          G
Dos homes trabaiador

( F  C  Em  G  C  D  C  G )

Rios correndo
         C          G
As cachoeira tão zoando
         G7
Terra moiada
                  C
Mato verde, que riqueza
           G
E a asa branca
                   C
Tarde canta, que beleza
                 G
Ai, ai, o povo alegre
        D7          G
Mais alegre a natureza (Bis)Intro:
G
Sentindo a chuva
            C          G
Eu me arrescordo de Rosinha
          G7
A linda flor
                       C
Do meu sertão pernambucano
        G
E se a safra
                    C
Não atrapaiá meus pranos
                     G
Que que há, o seu vigário
       D7            G
Vou casar no fim do ano.

Chamego

Chamego (Vira e mexe, 1939) - Miguel Lima e Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Chamego (ou Xamego) / Autoria: Gonzaga, Luiz (Compositor) / Lima, Miguel (Compositor) / Carmen Costa, 1920-2007 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 15/02/1944 / Nº Álbum 800172 / Gênero musical: definido como "samba" no disco


Intro : ( C  G ) 
G               C
O xamego dá prazer, o xamego faz sofrer
G7               C
O xamego as vezes dói, as vezes não
G7              C
O xamego as vezes rói o coração
G                 C
Todo mundo quer saber o que é o xamego
G7                  C
Ninguém sabe se ele é branco, se é mulato ou negro 2x
G                    C
Quem não sabe o que é xamego pede pra vovó
G7                      C
Que já tem 70 anos e ainda quer xodó
G7                    C
E reclama noite e dia por viver tão só   2x 
G                           C
Ai que xodó, ai que xamego, ai que chorinho bom
G7                    C
Toca mais um bocadinho sem sair do tom
G7                   C
Meu cumpade chega aqui, ai que xamego bom
G7                C
Ai que xamego bom, ai que xamego bom

Cifras e letras de Raul Torres

Cifras e letras de Zé da Zilda

Só pra chatear

Só pra chatear (samba) - Príncipe Pretinho

Sambistas do Asfalto

Eu mandei fazer um terno,
Só pra chatear,
Com a cola amarela,
Só pra chatear,
Mandei bordar na lapela,
Só pra chatear,
O nome que não era o dela,
Só pra chatear,
O nome que não era o dela,
Só pra chatear.

Eu mandei fazer um terno.
Comprei um par de sapatos brancos,
Pois sei, que ela só gosta de marrom,
Só pra chatear, só pra chatear,
Cada pé de sapato tem um tom.

Comprei um bangalô, pra chatear,
Lá na favela,
Mas vou morar na Lapa,
Perto dela,
Só pra chatear.

Comprei um par de sapatos brancos,
Comprei um bangalô, pra chatear,
Eu mandei fazer um terno.

Cifras de Adelino Moreira


Algumas músicas cifradas e letras

A devota e o pecador
A flor do meu bairro
A volta do boêmio
Argumento
Cabrocha Maria
Chore comigo
Ciclone
Cinderela
Deusa do asfalto
Devolvi
Doidivana
Enigma
Escultura
Esta noite ou nunca
Estudante
Eu te amo
Êxtase
Fantoche
Fica comigo esta noite
Fim de estrada
Funga-funga
Garota solitária
Intriga
Levanta-me meu amor
Manicure
Mariposa
Meu desejo
Meu dilema
Meu perfil
Meu triste long-play
Meu vício é você
Moço
Não fujas
Não me perguntes
Nego da calça amarela
Negue
Noite da saudade
Nosso amor
O amanhã do nosso amor
Odeio-te meu amor
Ofensa
Olha o côco Sinhá
Ontem à noite
Página portuguesa
Piedosa mentira
Pra teu castigo
Preciso de uma companhia
Profeta
Protesto
Queixas
Quem tem
Quero saber
Razão
Regresso
Saudade resto de amor
Seresta moderna
Seria tão diferente
Silêncio da seresta
Sinfonia da mata
Sonho
Solidão
Timidez
Última seresta
Vida
Vitrine

Devolvi

Núbia Lafayette
Devolvi (samba-canção, 1960) - Adelino Moreira - Interpretação: Núbia Lafayette


Em
Devolvi,
Am         Em
O cordão, e a medalha de ouro
Am           B7         Em
E tudo, que ele me presenteou
Em                 D
Devolvi, tuas cartas amorosas
C
E as juras mentirosas
B7
Com que ele, me enganou. 
      Em
Devolvi,
E7                    Am   Am/G
A aliança, e também seu retrato
Am/F#  B7     Em
Só pra não ver teu sorriso
B7
No silêncio,
Em
Do meu quarto. 
Am            B7            Em
Nada quis guardar como lembrança
Am            B7         Em  E7
Pra não aumentar meu padecer
Am Am/G
Devolvi tudo,
Am/F#  B7    Em
Só não pude, devolver
F#
A saudade cruciante
B7           Em
Que amargura o meu viver.

Vitrine

Nelson Gonçalves
Vitrine (samba-canção, 1958) - Adelino Moreira - Interpretação: Nelson Gonçalves


D     A7         D     
Vi gracioso e sutil   
        B7         Em   B7
Num magazin da cidade
Em              A7       
Numa vitrine infantil 
                    D    A7
Um manequim de verdade
D     A7          D       Am7       D7        G
O seu olhar endeusado   / Era um convite ao amor
           Gm   (D)  (C7) (B7)
Pois tinha cor do pe  ca   do
Em      A7        D    Gb7
Se é que pecado tem cor
  Bm     Gb7      Bm
Quando a vi na vitrine
B7                   Em
De um magazin, tal qual um manequim
Em6              Bm
Floriu em mim o desejo
Bb7               Gb7
De lhe dar um beijo ardente sem fim
 Bm       Gb7      Bm                       B7
Moço, loucura não faça   / Não quebre a vidraça
Em      B7
Ouvi de um senhor
Em      Em6          Bm
Mas não segui seu conselho
Bm/A       Db7        
Quebrei o espelho
Gb7       Bm      A7  (p/repetir)
Sedento de amor      Gb7  Bm  (p/finalizar)

Cinderela


Cinderela (canção, 1966) - Adelino Moreira - Interpretação: Ângela Maria

LP A Brasileiríssima / Título da música: Cinderela / Adelino Moreira (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1966 / Álbum: CLP 11469 / Lado A / Faixa 4 / Outras edições: Som SOLP 40429 / Gênero musical: Canção.


E          G  D7
Venha de onde  vier
A
Chegue de onde chegar
D7m             G
Aquele amor que sonhei
A          E
Virá que eu sei
D7
É só esperar.
E          G  D7
Venha de onde  vier
A
Chegue de onde chegar
D7m             G
Encontrará Cinderela
A             E
De beijo mais puro
D7
E amor pra lhe dar
E    G
Cinderela
F
Cinderela
A
Menina moça, coração a palpitar.
E          Am
Cinderela eu sou
E     G
Cinderela
E                       Am        Dm
E o meu Princípe encantado vai chegar..
Em  E    E7   Em  E       E7
lai i li liiii lai ii lai la.

Última seresta

Nelson Gonçalves
Última seresta (samba-canção, 1952) - Adelino Moreira e Sebastião Santana

Título da música: Ultima seresta / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves   / Compositores: Moreira, Adelino - Santana, Sebastião / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800934 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1952 / Lado B / Disco 78 rpm


Nesta última seresta
Tenho o coração em festa
Quando devia chorar
Sigo triste por deixar a boemia
Porém cheio de alegria
Por ela me acompanhar
Digo adeus às serenatas,
Aos montes, rios, cascatas,
E às noites de luar

Adeus, adeus minha gente,
Uma canção diferente
Vai o boêmio cantar.

Adeus amigos leais,
Que não deixaram jamais
Fazer-me qualquer traição
Vosso amigo vai partir
Mas vai feliz , a sorrir,
Com ela no coração,
Adeus seresta de amor
Adeus, boêmio cantor,
Perdoa a ingratidão
Pois, para o meu novo abrigo
Eu levo apenas comigo
Ela e o meu violão.

Cifras de Antônio Maria


Algumas músicas
 
Canção da volta
Faça o que quiser
Frevo nº 2 do Recife
Manhã de Carnaval
Menino grande
Ninguém me ama
O amor e a rosa
Onde anda você?
Preconceito
Se eu morresse amanhã de manhã
Suas mãos
Valsa de uma cidade

Faça o que quiser

Antonio Maria
Faça o que quiser (1959) - Luiz Bonfá e Antônio Maria

Faça o que quiser,
Em cada erro seu existe o meu perdão,
Perdão de quem só sabe querer bem,
Perdão de quem nasceu pra perdoar.

Vá, aonde for,
O seu caminho é só seguir o meu caminho,
Amor, para você é meu carinho,
Amor, é tudo que sou, tudo o que sei de amor.

Faça o que quiser,
Em cada erro seu existe o meu perdão,
Perdão de quem só sabe querer bem,
Perdão de quem nasceu pra perdoar.

Vá, aonde for,
O seu caminho é só seguir o meu caminho,
Amor, para você é meu carinho,
Amor, é tudo que sou, tudo o que sei de amor....

Frevo nº 2 do Recife

Antonio Maria
Frevo nº 2 do Recife (1951) - Antônio Maria

Ai, ai, saudade
Saudade tão grande
Saudade que eu sinto
Do Clube dos Pás, dos Vassouras
Passistas traçando tesouras
Nas ruas repletos de lá
Batidas de bumbo
São maracatus retardados '
Que voltam pra casa cansados
Com seus estandartes pro ar
Quando eu me lembro
O Recife tá longe
A saudade é tão grande
Eu até me embaraço
Parece que eu vejo
O Haroldo Matias no passo
Valfrido e Cebola, Colasso
Recife tá perto de mim
Saudade que eu tenho

São maracatus retardados
Que voltam pra casa cansados
Com seus estandartes pro ar

Cifras de Anísio Silva

Algumas cifras e letras: