terça-feira, 5 de setembro de 2006

Cândido Botelho

Cândido Botelho (Cândido de Arruda Botelho), tenor, nasceu em São Paulo/SP em 24/2/1907 e falceu em 20/4/1955. Cursando o terceiro ano de direito, começou a estudar canto com Carlos Alves de Carvalho, no Rio de Janeiro.

Gravou em 1929 seu primeiro disco na Colúmbia com as modinhas Canção da felicidade (Barroso Neto) e Canção do violeiro (Lorenzo Fernandez). Com bolsa de estudos do governo do Estado de São Paulo, foi aluno de Vera Janacopulos em Paris, França, e de Morini, em Roma, Itália.

Intérprete preferido de Villa-Lobos em Paris, apresentou-se, em novembro de 1929, na sala Gaveau, ao lado de Monteiro da Silva e Leônidas Autuori, por ocasião da Semana Brasileira. De volta ao Brasil, exibiu-se ao lado da esposa, a pianista Maria do Carmo Monteiro de Arruda Botelho. Contratado pela Rádio Tupi no início da década de 1930, tornou-se conhecido como “A Voz Apaixonada do Brasil”. Como homenagem ao centenário de Carlos Gomes, gravou Mamma dice e Mon bonheur, desse compositor.

Em 1937, no Rio de Janeiro, atuou na Rádio Nacional e Rádio Jornal do Brasil, apresentando-se diariamente no programa A Hora do Brasil; em novembro de 1938, estreou no Teatro República e, no mês seguinte, na Rádio Mayrink Veiga. De 1931 a 1938, continuou a gravar canções populares na Columbia, como a embolada Passarinho verde (motivo popular), as modinhas Viola quebrada (Mário de Andrade), Quem sabe? (Carlos Gomes e Bittencourt Sampaio) e Conselhos (Carlos Gomes), além de algumas versões.

A partir de 1939 passou a gravar na Odeon, gravadora pela qual lançou em 1940 as marchas Fla-Flu (Haroldo Lobo e David Nasser) e Maria Antonieta (Haroldo Lobo e J. Cascata). Em setembro de 1939, na peça Joujoux et balangandans, de Henrique Pongetti, interpretou, entre outras canções, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, passando a dedicar-se ao samba, sem abandonar o canto lírico.

A 16 de fevereiro de 1940 estreou no Cassino da Urca, ao lado de Aurora Miranda, Grande Otelo, Mesquitinha, Manuel Pera e Anjos do Inferno, em O circo, quadros de motivos nacionais. Em junho desse ano foi para os E.U.A., como representante da música brasileira na Feira Mundial de New York. Consagrado como A Voz do Brasil, foi contratado por dois meses pela National Broadcasting Company.

Em fevereiro de 1941 retornou ao Brasil e logo seguiu para Buenos Aires, Argentina, como contratado do programa Hora do Brasil, da Rádio Municipal, atuando, nessa ocasião, com a orquestra de Radames Gnatalli. Regressou ao Brasil em 1941, voltando a se apresentar na Rádio Tupi, de São Paulo, e em inúmeras cidades do Brasil e do exterior. Em julho de 1941 participou da segunda versão de Joujoux et balangandans, no Teatro Municipal, do Rio de janeiro, e gravou a valsa Canta, Maria, seu maior sucesso, e os sambas Cena da senzala e Brasil moreno, todas de Ary Barroso. Gravou, entre outras, Berceuse da onda, de Lorenzo Fernandez, e Canção brasileira, de Francisco Mignone.

Atuou nos filmes Maridinho de luxo (1938), de Luis de Barros, e Joujoux et balangandans (1939), de Amadeo Castellaneto, filmagem da primeira versão da peça, na qual interpretou seis quadros Abandonou a carreira artística em 1942 para só retomá-la no curto período de 1951 a 1952, quando gravou seis músicas pela Continental.

Canta, Maria

Cândido Botelho
Canta, Maria (valsa, 1941) - Ary Barroso

Disco 78 rpm / Título da música: Canta, Maria / Autoria: Barroso, Ary (Compositor) / Cândido Botelho (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1941 / Nº Álbum 12034 / Gênero: Valsa


Canta, Maria
A melodia singela
Canta que a vida é um dia
Que a vida é bela, minha Maria
Canta que a vida é um dia
Que a vida é bela, minha Maria


Lá lá lá lá lá
Maria é meu amor
Amor que me faz chorar


Plantei um pé de alecrim
Um pé de alecrim para perfumar
A nossa linda casinha
Tão simplezinha que dá gosto olhar


Plantei um pé de alecrim
Um pé de alecrim para perfumar
A nossa linda casinha
Tão simplezinha que dá gosto olhar

Basta de clamares inocência

Cartola
Basta de clamares inocência - Cartola


Tom: G
  

(intro) Em(add9) Am7 B7 Em7(9) G7(13)
        F#7 F7 Em(add9) E7(b13) Am7 B7(b13) Em7(9)
        G7(13) F#7 B7(b9) Em(add9) Am/F

Em(add9) Em/D           F#m7(b5)
Basta    de clamares inocência,
Em              F#7          B7
Eu sei todo mal que mim voce fez.
Bm7(b5)    E7(b9)    Am7   Am7/G
Voce desconhece consciência,
C#7        F#7(b13)     F#m7(b5) B7(b9)
Só deseja o mal a quem o bem te  fez.
Am            F#m7(b5) B7(b13)  Em7(9)
Basta, não ajoelhes    vá   embora,
G7(13) F#7     B7          Em(add9)      Am/F
  Se estás arrependida, ve se     chora.
Em(add9) Em/D           F#m7(b5)
Basta    de clamares inocência,
Em              F#7          B7
Eu sei todo mal que mim voce fez.
Bm7(b5)    E7(b9)    Am7   Am7/G
Voce desconhece consciência,
C#7        F#7(b13)     F#m7(b5) B7(b9)
Só deseja o mal a quem o bem te  fez.
Am            F#m7(b5) B7(b13)  Em7(9)
Basta, não ajoelhes    vá   embora,
G7(13) F#7     B7               Em(add9)      Am/F
  Se estás arrependida, ve se     chora.

F#m7(b5)                     Am/F        Em7
Quando você partiu, me disse chora, não chorei.
C                      F#m7(b5)         B7
Caprichosamente fui esquecendo que eu te amei.
Am        F#m7(b5)     B7         Em7(9)
Hoje me encontras tão alegre e diferente,
D7(9)        G7(13)                 C7(9)  C6(9)
Jesus não castiga um filho que está inocente,
Am          F#m7(b5) B7     Em7(9) G7(13)
Basta não ajoelhes   vá   embo----ra,
     F#7        B7          Em7(9) E7(b13)
Se estás arrependida, vê se chora.
Am         F#m7(b5) B7(b13) Em7(9) G7(13)
Basta não ajoelhes  vá   embo-----ra,
     F#7        B7         C7M  Am7(9)   Em(add9)
Se estás arrependida vê se chora.

Alegria Carnaval

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

Intro: (Em7  Bm7) 6 vezes

Bm7  C7+  Bm7  C7+  D7  D#º
(Em7  Bm7) 8 vezes

Am7
Meu compromisso com o sofrer
C/D   D7/9     G7+   F#m7  B7
Vai se a... ca...  bar
Em7                        Am7
Vi que isso não tem nada a ver
C/D    D7/9     G7+   F#m7  B7
Hoje quero recome... çar
Em7                      Am7
Transar um novo amor prá mim
B7      E5+/7   E7/G#
Viver enfim
Am7       D7
Não posso me ligar
G7+    C7+
Se acaso for chorar
A/B   B7   D/E    E7/9-
Quem tanto mal me quis
Am7
Não quero nem saber
D7               G7+
Tem mais é que sofrer
C7+     B7/9-/11+   B7 (Em7  Bm7)
Enquanto sou      feliz
4 vezes Em7  (Em7  Bm7)

Em7            Am7
Quero viver a vida
C/D  D7/9         G7+
Ir prá avenida com a multidão
Em7                        Am7
Braço e abraço   Mão na mão
D7  D#º     Em7
Todo mundo é meu ir... mão
Am7
Noite ou dia é tudo igual
D7      D#º    Em7
Alegria car... na... val

Noite Severina

Ney Matogrosso

Noite Severina - Lula Queiroga e Pedro Luís
Intro: Am  F  E
      Am
Corre calma Severina noite
F
De leve no lençol
E       Am
Que te tateia a pele fina
Dm     Dm/C        Am
Pedras sonhando pó na mina
Dm     Dm/C         Am
Pedras sonhando com britadeiras
F              E      Am
Cada ser tem sonhos À sua maneira
F              E      Am
Cada ser tem sonhos À sua maneira
      Am
Corre alta severina noite
F           E           Am
No ronco da cidade Uma janela assim acesa
Dm   Dm/C        Am
Eu respiro teu desejo
Dm      Dm/C          Am
Chama no pavio Da lamparina
F              E      Am
Sombra no lençol Que te tateia a pele fina
F              E      Am
Sombra no lençol Que te tateia a pele fina
Dm                            G
Ali tão sempre perto e não me vendo
C7+              F7+
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
B7+                      E7  A7
Teus olhos se movendo sem se abrir
Dm                            G
Ali tão certo e justo e só te sendo
C7+                   F7+
Absinto-me de ti mas sempre vivo
B7+                 B7  A7
Meus olhos te movendo sem te abrir
      Am
Corre solta suassuna noite
F           E           Am
Tocaia de animal Que acompanha sua presa
Dm      Dm/C      Am
Escravo da sua beleza
        F            E          Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar
F            E          Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar
F            E          Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar
F            E          Am
Daqui a pouco o dia Vai querer raiar
Dm                            G
Ali tão sempre perto e não me vendo....

Interesse

Ney Matogrosso

Interesse - Suely Mesquita e Pedro Luís
Dm7
Acendo uma vela pra Deus
Am7
outra pro diabo
Dm7
agradeço,
C               Dm7  
você não se interessa mais por mim
Dm7
posso passear no bosque     
Am7
seu lobo não vem mais atrás
Dm7
agradeço,
C              Dm7   
você não se interessa mais por mim
   Dm7
me solta, me deixa, me larga,
Am7
tenho mais o que fazer.
Dm7                      C
não posso ficar nessa de esperar,
Dm7                     C
nem posso ficar nessa de querer.
Dm7                      C       Dm7
o gato acha o rato muito interessante
Dm7                       C       Dm7
a cobra acha o sapo muito interessante
Dm7
agradeço,
C       Dm7    C
você não se interessa mais por mim
Dm7                      C     Dm7  
sai de cima, deixa disso de promessa
Bb                              2X
não me prende aqui                  
A7         Dm7               
que eu tô com pressa                  

Inspiração

Ney Matogrosso

Inspiração - Gilberto Teles e Pedro Luís
Am
Arranca o couro cabeludo
Arranca caspa, arranca tudo
G
Deixa entrar sol Nesse porão
Am
Em qualquer dia por acaso
Desfaz-se o nó, rompe-se o vaso
G
E surge a luz da inspiração

Am
Deixa seus anjos e demônios
Tudo está mesmo é nos neurônios
G
Num jeito interno De pressão
Am
Talvez se possa, como ajuda
Ter uma amante manteúda
G
Ou um animal de estimação

C
Pega a palavra, pega e come
Não interessa se algum nome
Bb
Possa te dar indigestão

O que se conta e se aproveita
É se a linguagem já vem feita
Bb
Com sua chave e seu chavão

A
A porta se abre é de repente
Como se no ermo do presente
G
Se ouvisse a voz da multidão
A
E o que tem força, o que acontece
É como um dia que estivesse
G
Sem calendário ou previsão

B  
Fica de espera, de tocaia
Talvez um dia a casa caia
Talvez um dia a casa caia
E7
E fique tudo ao rés-do-chão

C
Fica a fumaça no cachimbo
Fica a semente no limão
Fica o poema no seu limbo
A
E na palavra um palavrão

Depois melhora

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

Tom: Bb
Bb
Sempre que alguém daqui vai embora
  Cm
Dói bastante mais depois melhora e com o tempo
F7                  Bb
Vira um sentimento que nem sempre aflora
mas que fica na memória
Bb/Ab                      Gm
Depois vira um sofrimento que corrói tudo por dentro
    Cm
Que penetra no organismo, que devora
Eb                   Bb
Mas depois também melhora
Sempre que alguém daqui vai embora
Cm
Dói bastante mais depois melhora e com o tempo
F7                           Bb
Torna-se um tormento que castiga e deteriora
Bb/Ab          Gm
Feito ave predatória, depois vira um instrumento
de martírio virulento
Cm                     Eb
Uma queda no abismo que apavora
  Bb
Mas depois também melhora
C7                     F7
Fica uma força inexplicável
D7                     Gm
Que deixa todo mundo mais amável
 F7                        Bb
Um pouco é conseqüência da saudade
    D7                        Gm
Um pouco é que voltou a felicidade
   F7                        Bb
Um pouco é que também já era hora
D7                            Gm
Um pouco é pra ninguém mais ir embora
Bb
Vira uma esperança
Cm
Cresce de  um jeito que a gente até balança
(Bb Cm)
Ás vezes dói bastante mais melhora
Assim é só felicidade aqui, agora
É bom não falar muito que piora
É só felicidade

A ordem é samba

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

A ordem é samba - Jackson do Pandeiro e Severino Ramos

 Am                D7
É samba que eles querem
Am
Eu tenho
E7
É samba que eles querem
Am
Lá vai
G
É samba que eles querem
C  Bb7  A7
Eu canto
Dm              E7
É samba que eles querem
Am
Nada mais
            Am
No Rio de Janeiro
D7
Todo mundo vai de samba
Dm
A pedida é sempre samba
E7
E eu também vou castigar
   D7         E7      Am
Lá vai, lá vou eu de samba
D7  E7  Am
Somente samba
D7      Am
A ordem é samba
E7   Am
E nada mais
Que deixe que digam
Que deixe que deixe que...

Viajante

Viajante (1981) - Thereza Tinoco - Intérprete: Ney Matogrosso

LP Ney Matogrosso / Título da música: Viajante / Thereza Tinoco (Compositora) / Ney Matogrosso (Intérprete) / Gravadora: Ariola / Ano: 1981 / Nº Álbum: 201.620 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Canção.


Int.: Am7 Am7+ Am7 D7/9 F7+ E7 Dm7 E7/9-

            Am             Am7+
Eu me sinto tolo como um viajante
          Am7   D7/9       F7+ E7          Am7
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E7           Am7          Am7+                  Am7
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
              F7+  E7           A  F#m
É que arde o medo onde o amor ardia
             Bm                 Cº
Mansidão no peito trazendo o respeito
               C#m              F#7
Que eu queria tanto derrubar de vez
             Bm      E7           Am  F7+ E7
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
        Am                 Am7+
Mas o viajante é talvez covarde
                Am7   D7/9          F7+            F#m
Ou talvez seja tarde pra gritar que arde no maior ardor
           Bm                Cº
A paixão contida, retraída e nua
             C#m             F#
Correndo na sala ao te ver deitada
           Bm                 E7                 C#m F#7
Ao te ver calada, ao te ver cansada, ao te ver no ar
          Bm              Cº
Talvez esperando desse viajante
              C#m           F#7
Algo que ele espera também receber
               Bm                  E7              A
E quebrar as cercas que insistimos tanto em nos defender
             Am             Am7+
Eu me sinto tolo como um viajante
          Am7     D7/9     F7+ E7           Am
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E7           Am          Am7+                   Am7
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
             F7+ E7             A   F#m
É que arde o medo onde o amor ardia
             Bm                Cº
Mansidão no peito trazendo o respeito
              C#m               F#7
Que eu queria tanto derrubar de vez
              Bm      E7          C#m
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
              Bm      E7           Am
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez...

Último drama

Ney Matogrosso

Último drama - Mauro Kwitko e Carmem Seixas
Tom: A
Int.: (A D E D)
 A
Hoje eu vi o homem
   D           A
Voltando para casa
D             A      D
Ele trazia o pão, o beijo
           E  A  (A D E D)
O bafo da cachaça
 A                   D           A
Hoje eu vi o pai voltando para casa
 D             A       D
Ele trazia a raiva, o sono
             E   A  (A D E D)
E o medo na carcaça
 A
Hoje eu vi o macho
    D          A
Voltando para casa
 D            A        D
Ele trazia o amor, o gozo
             E   A  (A D E D)
E um grande cansaço
 A
No bolso algum trocado
  E/G#
Na fé um amanhã dourado
   Em/G
Na boca um beijo saturado
    F#7
Na cama um cheiro suado
   F7
Na bala último drama
     E4/7     E7
No abraço a mulher a chama
 D         E     A
E a tontura da cana
 A
Hoje eu vi um homem
D  E  D  (A D E D)
Ah, ah!

Tem gente com fome

Ney Matogrosso

Tem gente com fome - João Ricardo e Solano Trindade
Tom: G
Int.: (G) G F7+ G Am G F7+
(G F7+)
Vem sujo da Leopoldina

Correndo, correndo, parece dizer

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome

Estação de Caxias

De novo a correr

De novo a dizer

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome, tem gente com fome

Tem gente com fome

Tantas caras tristes

Querendo chegar em algum destino

Em algum lugar

Sai das estações

Quando vai parando começa a dizer

Se tem gente com fome, dá de comer

Se tem gente com fome, dá de comer

Se tem gente com fome, dá de comer

Se tem gente com fome, dá de comer

Mas o trem irá todo autoritário

Quando o trem parar

Pai e mãe

Ney Matogrosso

Pai e mãe - Gilberto Gil
Tom: G
G/B  A#º   Am7    G     Gm          D
Eu passei muito tempo aprendendo a beijar
          B    Em    A#         D
Outros homens como beijo o meu pai
     D#º                               Em
Eu passei muito tempo pra saber que a mulher
        D        Em         D
Que eu amei, que amo, que amarei
       C              A7          D
Será sempre a mulher como é minha mãe
D7             G    D7             G
Como é, minha mãe? Como vão seus temores?
    C#º       Bm7  E7 Am
Meu pai, como vai?
 D7             G                Bm7
Diga a ele que não se aborreça comigo
 E7/9-          Am                  C#m7
Quando me vir beijar outro homem qualquer
F#7/9-         Bm7                  Dm7
Diga a ele que eu quando beijo um amigo
       G7/9-     C
Estou certo de ser alguém como ele é
  C#m7     F#7/9 Bm7           E7/9-
Alguém com sua força pra me proteger
                 Am                Cm
Alguém com seu carinho pra me confortar
             Bm7     E7           Am
Alguém com olhos e coração bem abertos
  D7         G     Cm G/B A#º Am7 G
Pra me compreender 

O seu amor

Ney Matogrosso

O seu amor - Gilberto Gil
Int.: D
  A    E7
O seu amor
A/G      B/A     F#        B/D#
Ame-o e deixe-o livre para amar
 F#         G7+
Livre para amar
 A          D
Livre para amar
  A    E7
O seu amor
A/G      B/A     F#        B/D#
Ame-o e deixe-o ir aonde quiser
 F#         G7+
Ir aonde quiser
 A          D
Ir aonde quiser
  A    E7
O seu amor
 A/G      B/A     E/D
Ame-o e deixe-o brincar
 A/G      B/A     E/D
Ame-o e deixe-o correr
 A/G      B/A     E/D
Ame-o e deixe-o cansar
 A/G      B/A     E7
Ame-o e deixe-o dormir em paz
  A    E7
O seu amor
A/G      B/A     F#        B/D#
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
 F#         G7+
Ser o que ele é
 A          D7+
Ser o que ele é

Napoleão

Ney Matogrosso

Napoleão - Luli e Lucina
Int.: (G D7)
(G D7)
Napoleão com seus cem soldados (3x)

Napoleão viveu com seus cem soldados

Napoleão comeu com seus cem soldados

Napoleão dormiu com seus cem soldados

Napoleão brigou com seus cem soldados

Napoleão venceu com seus cem soldados

Napoleão morreu com seus cem soldados
(G D7)
Napoleão com seus cem soldados

Um morreu de frente o outro morreu de lado

Um morreu deitado e o outro morreu sorridente

Um era soldado o outro era presidente

Ah, um era meu avô o outro era filho meu

Um morreu decapitado e outro morreu soluçando

Um até morreu gritando, cada qual mais diferente
        G     D7                   G
Ai, ai, ai, quedê, ai ai ai quedê quedê
     D7                        G
Quedê quedê quedê quedê quedê quedê
(G D7)
Mas quem é que sabe o nome desses cem soldados

Napoleão com seus cem soldados

Quem é que sabe o sobrenome desses cem soldados

Napoleão com seus cem soldados

Cem soldados sem velório, cem guerreiros sem história

Napoleão com seus cem soldados

Cem minutos sem memória, sem certo e sem errado

Napoleão com seus cem soldados

E quem sabe me dizer se eram cem soldados

Eu quero ver pra acreditar, eu quero ver, eu quero ver
                                       G7/9+
Napoleão... com seus cem soldados, oh, yeah!

Mal necessário

Ney Matogrosso

Mal necessário - Mauro Kwitko
G7    Eb
Na verdade existe
                 Bb
Oferece a outra face
Eb                          Bb G/B G7
Mas não esquece o que lhe fazem
(Cm Cm/Bb Ab7+ G4/7 G7)
Nos bares, na lama, nos lares

Na cama
Cm    Cm/Bb         Ab7+
Sou o novo, sou o antigo
           G7       Cm
Sou o que não tem tempo
       Cm/Bb        Ab7+ G7 Eb Bb Eb Bb G/B G7
O que sempre esteve vivo
Cm     Cm/Bb         Ab7+
Sou o certo, sou o errado
       G7    Cm
Sou o que divide
     Cm/Bb           Ab7+
O que não tem duas partes
      G7     Eb  Bb
Na verdade existe
 Eb                     Bb G/B G7
E não esquece o que lhe fazem
(Cm Cm/Bb Ab7+ G4/7 G7)
Nos bares, na lama, nos lares

Na cama
Na cama
Na cama
Na cama

Lua girou

Ney Matogrosso

Lua girou - Milton Nascimento
Tom: D

   D     E/D    D
A lua girou, girou
           D7        C/E
Traçou no céu um compasso
   C           Bm
A lua girou, girou
   Am               D
Traçou no céu um compasso
               C/E
Eu bem queria fazer
                           Bm
Um travesseiro dos seus braços
 Am             D   Am D Am
Eu bem queria fazer
      Am                       Bm
Um travesseiro dos seus meus braços
                    C/E
Só não faz se não quiser
    Am                    Bm
Um travesseiro dos meus braços
 Am                   D
Só não faz se não quiser
                        C/E
Sustenta a palavra de homem
           C            Bm
Que eu mantenho a de mulher
  Am                    D
Sustenta a palavra de homem

Homem com H

Antônio Barros
Em 1973, ao assistir a um capítulo da novela “O Bem Amado”, que consagrou os personagens Zeca Diabo, um cangaceiro, e Odorico Paraguaçu, um político corrupto, interpretados, respectivamente, por Lima Duarte e Paulo Gracindo, Antônio Barros gostou de uma frase de Odorico para o seu secretário Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz): “Que nada seu Dirceu! Eu nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem...”

Com a frase na cabeça, ele pegou o violão e começou a compor um xote, acrescentando-lhe de saída os versos: “Se correr o bicho pega / se ficar o bicho come.” Quando a composição ficou pronta, achando que ela tinha a cara do cantor Ney Matogrosso, então no Secos e Molhados, Barros comentou com sua mulher Cecéu: “já imaginou aquele cara, magrinho, peludo, cantando ‘eu sô é home?”

Sem saber como se aproximar do grupo, que nada tinha a ver com a música nordestina, mostrou a composição a Adiel Macedo de Carvalho, diretor da gravadora Copacabana, que se dispôs a criar um conjunto, o Hidra, nos moldes do Secos e Molhados, que era da Continental, para gravar “Homem com H”. E assim o fez, gravando-a em um compacto, chegando até a acertar uma apresentação da música no “Fantástico”, na TV Globo, fato que acabou não acontecendo porque a Copacabana temeu uma reação da Continental.

Então, frustrado, Antônio Barros entregou “Homem com H” ao seu conhecido Trio Nordestino, que a lançou com sucesso relativo apenas no Nordeste. Anos depois, quando preparava o seu elepê de estréia na Ariola, Ney Matogrosso aceitou sem maior entusiasmo, apenas para agradar o amigo Fausto Nilo, sua sugestão para gravar aquele xote, estranho ao seu estilo. A “faixa de trabalho” era a canção “Amor Objeto”, mas, para surpresa geral, quando o disco chegou às lojas foi “Homem com H” que puxou a vendagem, com o tal refrão que Barros desejara havia tanto tempo ouvir na voz de Ney: “Porque eu sô é home / porque eu sô é home / menino eu sô é home / menino eu sô é home...”

Em 1982, satisfeito com o seu sucesso nordestino, o cantor gravaria outra peça do gênero, “Por Debaixo dos Panos”, de Cecéu (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Homem Com H (1981) - Antônio Barros - Interpretação: Ney Matogrosso

LP Ney Matogrosso / Título da música: Homem Com H / Antônio Barros (Compositor) / Ney Matogrosso (Intérprete) / Gravadora: Ariola / Ano: 1981 / Nº Álbum: 201.620 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Xote.


Tom: Bm

Intr.: Em A7 D G C#m5-/7 F#7

Bm Em A7 D C#7 F#7 Bm

                    Bm
Nunca vi rastro de cobra
                  Em
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
                  Bm
Se ficar o bicho come
                 Bm/A
Porque eu sou é home
                 Abº
Porque eu sou é home
                 F#7
Menino eu sou é home
                 Bm
Menino eu sou é home

       A7                D F#7
Quando eu estava pra nascer
                      Bm  Em
De vez em quando eu ouvia
                Bm Em
Eu ouvia mãe dizer
                       Bm  Em
Ai meu Deus como eu queria
                       Bm  Em
Que essa cabra fosse home
                  Bm
Cabra macho pra danar
Em     A7         D
Ah! Mamãe aqui estou eu
   G            C#m5-/7
Mamãe aqui estou eu
      F#7     Bm
Sou homem com H
        F#7
E como sou


Estribilho

       A7        D F#7
Eu sou homem com H
                  Bm  Em
E com H sou muito home
                 Bm  Em
Se você quer duvidar
                    Bm  Em
Olhe bem pelo meu nome
                Bm    Em
Já tô quase namorando
                Bm
Namorando pra casar
Em     A7             D
Ah! Maria diz que eu sou
  G               C#m5-7
Maria diz que eu sou
      F#7     B
Sou homem com H

E como sou

Êta, nóis!

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

Êta, nóis! - Luli e Lucina

Int.: (63-30-62-30-60-30) D7

                                G  D7
Nóis se cruzemo na espiral da vida
                               G 
Mais de uma vez eu tenho consciência
                    C                D7
De que na vida não tem coincidência, ai, ai
G         D7                   G   D7
Nóis se gostemo e se tornemo amigo
                                 G
Mil música cantemo pros nossos ouvidos
               C             
Os lás e os bemóis acordes dissonando
       D7                 G
Em perfeita harmonia, ai, ai
 C                             A7    
Mas um dia chegou e nóis desprevinidos
              D7
(e nóis desprevinido)
                             G                C
Caímos no chão como dois inimigo (como dois inimigo)
C                                            A7 
Nos batendo, estropiando, destruindo o construído
                 D7
(destruindo o construído)
                               B
No fundo do tacho um gosto de fel
                  C                       G
Mas um dia as abelhas se voltam todinhas
                    D7
E no milagre da lida
                                G
No milagre da lida o amor vira mel

Êta nóis!

Barco negro

Ney Matogrosso - Amália Rodrigues

Barco negro (fado) - Caco Velho e Pirati

Tom: A

Int.: (E A)

A
De manhã que medo
        E         A
Que me achasses feia
Acordei tremendo
      A7      D
Deitada na areia
 A
Mas logo os teus olhos
    A7        D
Disseram que não
  E          A
E o sol penetrou
    E      A   (A)
No meu coração

      A
Vi depois numa rocha
Uma cruz
E o teu barco negro
   A7       D
Dançava na luz
    A
Vi teu braço acenando
          A7       D
Entre as velas já soltas
Dizem as velhas das praia
          E
Que não voltas
      A
São loucas
      Am
São loucas

     E
Eu sei meu amor
                    A
Que nem chegaste a partir
      E
Pois tudo ao meu redor
                           A
Me diz que estás sempre comigo
A
No vento que lança
    E       A
A areia no vidro
Na água que canta
     A7     D
No fogo mortiço
A
No calor do leito
    A7     D
No vento vazio
 E             A
Dentro do meu peito
      E         A   (D Dm A A7)
Estás sempre comigo

    E
Eu sei meu amor
                    A
Que nem chegaste a partir
      E
Pois tudo ao meu redor
                          A    (A D)
Me diz que estás sempre comigo

Bandolero

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

Bandolero - Luli e Lucina

Int.: (Am7 Em7) (C F) G7
(C F)                      G
Fosse ciganos a levantar poeira
                 F
A misturar nas patas
                                         E
Terras de outras terras, ares de outras matas
F   C                           G
Eu, bandolero, no meu cavalo alado
                  F
Na mão direita o fado
                                E
Jogando sementes nos campos da mente
(Am Em7)
E se falasses magia, sonho e fantasia

E se falasses encanto, quebranto e condão
F          E                   D
Não te enganarias, não te enganarias
(Am Em7)               (C F)
Não te enganarias, não!
(C F)                      G
Fosse ciganos a levantar poeira
                 F
A misturar nas patas
                                         E
Terras de outras terras, ares de outras matas
F    C                         G
Eu, bandolero, no meu cavalo alado
                  F
Na mão direita o fado
                                 E    (Am Em7)
Jogando sementes nos campos da mente

E se falasses magia, sonho e fantasia

E se falasses encanto, quebranto e condão
  F                E           D
Feitiço, transe, viagem, alucinação
       (Am Em7)
Miragem

Bandido corazón

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

Bandido corazón - Rita Lee
Tom: G

Int.: (G7+ C/D)

Am           D      G    G7+
Bandido, bandido corazón
    C/D
No deja de te amar
Am        D          G  G7+
Bandido, bandido corazón
C/D
No puedo controlar
A                         D
Quero te pedir minhas desculpas
B7                Em
Isso sempre acontece
A                            Am
Tenho um coração que é desvairado
D           G   G7+
E nunca me obedece
Am                        D
Eu já sou um cara meio estranho
B7                    Em
Alguém me disse isso uma vez
A                  Am
Meu coração é de cigano
D                            G
Mas o que salva é a minha insensatez

Estribilho

Am                   D
Eu que sempre fui chegado
B7                 Em
Ao romance e aventura
A                   Am
Eu talvez seja condenado
D                   G    Am
A viver perto da loucura
                                  D      B7
Por isso quero te pedir minhas desculpas
                  Em  A
Eu canto mais uma vez
                   Am
Meu coração é desvairado, eu sei
D                            G
Mas o que estraga é a sua timidez

Estribilho

Balada do louco


Balada do Louco (1972) - Arnaldo Baptista e Rita Lee - Interpretação: Os Mutantes

LP Mutantes E Seus Cometas No País Dos Baurets / Título da música: Balada do Louco / Arnaldo Baptista (Compositor) / Rita Lee (Compositora) / Os Mutantes (Intérprete) / Gravadora: Polydor / Ano: 1972 / Nº Álbum: 2451 010 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Balada / Tropicalismo / Rock.


B7/4(9)    B7    D#°     E
Dizem que sou louco
D#°         B7     E
Por pensar assim
B7/4(9)             D#°    E
Se eu sou mui-to louco
D#°            B7     C#m
Por eu ser  feliz
C#m/B    Bbm7(b5)     A7M
Mas louco   é quem      me diz
E
E não é feliz
B7/4(9)                E
Não é feliz
B7/4(9)      B7     D#°     E
Se eles   são   bonitos
D#°        B7      E
Sou Alain Delon
B7/4(9)         D#°   E
Se eles são famosos
D#°        B7   C#m
Sou Napo-leão   
C#m/B  Bbm7(b5)   A7M        E        B7/4(9)
Mas louco é quem    me diz  e não é feliz       não é feliz           

E     E7              A    F#m      E7
Eu juro que é melhor       
A      F#m     E7
Não ser um normal
F#7                  B7
Se eu posso pensar     Que Deus sou eu  
E7                           A    E7    A    E7
(E, brrrrrrrrrl)     E, tchan, tchan, tchan!)


B7/4(9)    B7   D#°      E   
Se eles têm três carros
D#°        B7   E     
Eu posso voar
B7/4(9)         D#°    E
Se eles re-zam muito
D#°          B7     C#m
Eu já estou no céu
C#m/B    Bbm7(b5)    A7M
Mas louco  é quem     me diz
E
E não é feliz
B7/4(9)             E    E7
Não é feliz                

A    F#m     E7
Eu juro que é melhor           
A        F#m
Não ser um normal           
E7                 F#7
Se eu posso pensar
B7    E7     A     E7     A     E7
Que Deus sou eu 

B7/4(9)   B7       D#°   E
Sim, sou muito louco
D#°          B7    E
Não vou me curar
B7/4(9)         D#°   E
Já não sou o único
D#°           B7     C#m
Que encontrou a paz
C#m/B     Bbm7(b5)       A7M
Mas louco   é  quem        me diz
E
E não é feliz
B7/4(9)                E
Eu sou feliz!

Balada da arrasada

Ângela Rô Rô
Ney Matogrosso

Balada da arrasada - Ângela Rô-Rô

Int.: (Am7 F7 E7 F7 E7 F7 E7)

  F7+               F#º      G        E/G#
Entregou-se sem um zelo ao apelo de sorrir
  F7+                 F#º        G       E/G#
Ofertou-se inteira e dócil a um fácil seduzir
      F7+          F#º         F     E7   Am
Sem saber que o destino diz verdades ao mentir
       F    E7  Am
Doce ilusão do amor
  F         F#º        G          E/G#
Arrasada, acabada, desprezada, torturada
   F            F#º           G         E/G#
Maltratada, liqüidada, sem estrada pra fugir
       F         F#º          F       E7   Am
Tenho pena da pequena que no amor foi se iludir
         F E7 Am
Tadinha dela
 F           F#º        G            E/G#
Hoje vive biritada sem ter nem onde cair
       F         F#º          G        E/G#
Do Acapulco à calçada ou em frente do Samir
     F           F#º       F     E7   Am
Ela busca toda noite algo pra se divertir
            F  E7 Am
Mas não encontra não
     F           F#º         G            E/G#
Desespera dessa espera por alguém pra le ouvir
          F        F#º          G        E/G#
Sente um frio na costela e uma ânsia de sumir
          F      F#º        F      E7    Am
Transa modelito forte, comprimidos pra dormir
         F  E7 Am
E não acorda mais...

Ando meio desligado

A canção “Ando Meio Desligado” abriu A divina comédia ou ando meio desligado, o terceiro elepê de Os Mutantes. Formado originalmente por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, este grupo fez a ponte entre o tropicalismo e o então nascente rock brasileiro.

Incluída inicialmente no repertório do espetáculo “Planeta dos Mutantes”, a composição teve que ser retirada porque estava inscrita no IV FIC, cujo regulamento exigia ineditismo. Segundo Carlos Calado, no livro A divina comédia dos Mutantes, “Ando Meio Desligado” “foi composta quase na marra”, pois os três não dispunham de “nada muito interessante na gaveta” a poucos dias do encerramento das inscrições.

Assim, prossegue Calado, “tinham acabado de fumar um baseado no quarto do Sérgio, quando ele mostrou a primeira parte de uma melodia, que logo ganhou uma linha de baixo inspirada em ‘Time of the Season’, hit do conjunto inglês The Zombies”. Então Rita fez a letra, com a colaboração de Arnaldo.


Mas, apesar de seu início vinculado à sensação de desligamento produzida pela maconha (“Eu nem sinto meus pés no chão / olho e não vejo nada”), “Ando Meio Desligado” é na verdade uma canção de amor, digamos, à moda de Os Mutantes, sendo sua letra uma das mais românticas do grupo: “Eu só penso se você me quer / eu nem vejo a hora de lhe dizer / aquilo tudo que eu decorei / e depois do beijo que eu já sonhei / você vai sentir, mas, por favor / não leve a mal...”.

Décima colocada no FIC, a canção ganhou uma versão em inglês, intitulada “I Feel a Little Spaced Out”, gravada pelo próprio grupo em 1970, mas não lançada até 1995 (A Canção no Tempo – Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Ando Meio Desligado (1969) - Sérgio Dias Baptista, Rita Lee e Arnaldo Dias Baptista


LP A Divina Comédia Ou Ando Meio Desligado / Título da música: Ando Meio Desligado / Arnaldo Baptista (Compositor) / Rita Lee (Compositora) / Sérgio Dias (Compositor) / Os Mutantes (Intérprete) / Gravadora: Polydor / Ano: 1970 / Nº Álbum: LPNG 44.048 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB / Festivais.

(Bm7 E7)       (Bm7 E7)
Ando meio desligado
Bm7  E7         Bm7   E7
Eu nem sinto meus pés no chão
Bm7 E7          Bm7  E7
Olho e não vejo nada
Bm7 E7           Bm7   E7
Eu só penso se você me quer  
A                         Bm7
Eu não vejo a hora de lhe dizer
A
Aquilo tudo que eu decorei
Bm7
E depois o beijo que eu já sonhei

Você vai sentir, mas...
A   G  A              Bm7
Por favor, não leve a mal
G   A                 Bm7
Eu só quero que você me queira
(Bm7  E7)
Não leve a mal

Coubanakan

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

Coubanakan - Moisés Simons, Sauvat e Chamfleury

Coubanakan
Misterioso país del amor
Dónde forman tus cantos en flor
Un vergel primoroso


Coubanakan
Maravilla de luz y calor
Tu perfume despierta el ardor
Con placer delicioso


Coubanakan
Preferida del sol y del mar
Todo unido evocan un cantar
De lejamos amores


Coubanakan
Guardaré tu recuerdo en mi ser
Porque allí tengo yo a mi querer
Y mi más loco afán
Tengo todo mi afán
En mi Coubanakan


América do Sul

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

América do Sul - Paulo Machado

Tom: D

D                    A
Desperta América do Sul
D                         A
Desperta a praia, mar do sol
        D
Deixa correr
                                E
Qualquer rio que alegre esse sertão
                          B
Essa terra morena, esse calor
                            F#
Esse campo e essa força tropical
D                    A
Desperta América do Sul
D                          A
Deus salve essa América Central
       D
Deixa viver
                          E
Esses campos molhados de suor
                             B
Esse orgulho latino em cada olhar
                             F#
Esse campo e essa aurora tropical

Ney Matogrosso


Ney Matogrosso (Ney de Souza Pereira), cantor, nasceu em 1º de agosto de 1941 em Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai, e aos 17 anos entrou para a Aeronáutica, indo mais tarde trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília.

Pouco mais tarde começou a cantar em um quarteto vocal e participou de um festival universitário, depois do que enveredou para a carreira artística, querendo ser ator de teatro. Com esse objetivo foi para o Rio de Janeiro em 1966, onde virou hippie e passou a viver da venda de peças de artesanato. Trabalhou como iluminador na Sala Cecília Meireles. Fez a iluminação de vários grandes shows, como por exemplo, Paratodos, de Chico Buarque.

Em 1971 mudou-se para São Paulo, adotou o nome artístico Ney Matogrosso e passou a integrar o grupo Secos e Molhados, que, em apenas um ano e meio de vida, tornou-se um fenômeno, vendeu mais de um milhão de discos e se desfez. Ney projetou-se com o sucesso da banda, chamando a atenção por sua voz e por seu desempenho sempre teatral no palco.

Com o fim do grupo em 1974, seguiu uma carreira individual de sucesso, gravando então o LP Tercer mundo, pela Continental, mesma gravadora do LP Água do céu-pássaro, lançado no ano seguinte. Por essa época, fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo e trabalhou com Astor Piazzola em Milão, Itália, gravando um compacto duplo com ele e seu grupo. Ainda pela Continental lançou os dois LPs posteriores: Bandido (1976) e Pecado (1977). Pela WEA, lançou o LP Feitiço, em 1978.

No ano seguinte, com o show Seu tipo, pretendeu mudar a imagem andrógina e espalhafatosa, mas a tentativa não deu certo. Gravou o LP Seu tipo, WEA. Lançou em 1980 o LP Sujeito estranho, WEA. No ano seguinte, o disco Ney Matogrosso, Ariola, incluiu América do Sul (Paulo Machado) e Coubanakan (Moisés Simon, Sauvat e Champfleury) e ganhou um Disco de Ouro.

Em 1982 fez sucesso com o show Matogrosso, no Canecão, Rio de Janeiro, com destaque para Deixar você (Gilberto Gil) e Tanto amar (Chico Buarque). Gravou Matogrosso, Ariola.

Em 1983, já tendo lançado 8 LPs individuais, e recebido quatro prêmios, sendo dois Discos de Platina e dois Discos de Ouro, fez sua primeira tournee européia, que teve como ponto de partida o Festival de Jazz de Montreux (Suíça). Também nesse ano comemorou 10 anos de carreira, com o LP Pois é, Ariola.

Em 1984, numa iniciativa pioneira, alugou a lona do Circo Tihany e fez o espetáculo Destino de aventureiro, que ficou 5 meses em cartaz no Rio de Janeiro e depois correu o Brasil. Gravou pela Barclay o LP homônimo, que tambem recebeu Disco de Ouro e de Platina. Depois de dois anos sem gravar, voltou em 1986 com o LP Bugre.

Em 1990 lançou o disco A flor da pele, com Rafael Rabelo (Som Livre). A biografia Ney Matogrosso — um cara meio estranho, da jornalista Denise Pires Vaz, foi lançada em 1992-1993. Dirigiu o Prêmio Sharp de 1993, feito em homenagem a Ângela Maria e Caubi Peixoto. Em 1994 lançou As aparências enganam, com o grupo Aquarela Carioca (Polygram).

Em 1995 fez tournee pelo Brasil cantando o repertório de Ângela Maria, gravado no disco Estava escrito (Polygram). Gravou em 1996 Um brasileiro, disco dedicado a obra de Chico Buarque (Polygram). Em 1997 lançou pela Polygram o CD O cair da tarde, tributo a Villa-Lobos e Tom Jobim. Apresentou-se em shows de lançamento do CD com o pianista Leandro Braga e o grupo Uakti.

Confiram mais detalhes sobre este excelente intérprete da MPB em seu Site Oficial.

Algumas letras e músicas cifradas:



Carmélia Alves


Carmélia Alves, cantora, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 14/2/1925. Filha de cearenses, nascida e criada no subúrbio carioca de Bangu, desde cedo entrou em contato com a música do Norte e Nordeste, nas reuniões de repentistas que seus pais promoviam em casa.

Em 1940 participou do programa de calouros de Paulo Gracindo, na Rádio Tupi, e depois cantou no Programa do Tiro, da Rádio Nacional, apresentado por Barbosa Júnior, que a levou para cantar, com contrato, em seu outro programa, O Picolino. Nesse começo de carreira, em que interpretava sambas tentando imitar Carmen Miranda, foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga por três anos.

Em 1943 passou a atuar tambêm como crooner na boate do Copacabana Palace Hotel; nesse ano gravou seu primeiro disco, na Victor, com o samba Deixei de sofrer (Dino e Popeye do Pandeiro) e a batucada Quem dorme no ponto é chofer (Assis Valente), lançado no Carnaval de 1944. Em 1944, também, excursionou por todo o país. Com a proibição do jogo em 1946, fixou-se em São Paulo SP, atuando em casas noturnas.

Voltou ao Rio de Janeiro em 1948, sendo novamente contratada pela Mayrink Veiga e pela boate do Copa- cabana Palace Hotel. Foi através do programa Ritmos da Panair, de Murilo Neri, transmitido pela Radio Nacional diariamente da boate, que começou a ser conhecida.

Em 1949 gravou, em dupla com Ivon Curi, pela Continental, o baião Me leva (Hervé Cordovil e Rochinha), o primeiro de uma série que a consagraria como a Rainha do Baião durante a década de 1950. Obteve grande sucesso com as gravações de Trepa no coqueiro (1950), de Ari Kerner, Sabiá lá na gaiola (1950) de Hervé Cordovil e Mário Vieira, o samba Coração magoado (1950), de Roberto Martins, e Cabeça inchada (1951), de Hervé Cordovil. Interpretando o baião com sotaque sulista, foi uma das maiores dïvulgadoras do gênero no Sul do país.

Em 1954, com seu marido, o cantor Jimmy Lester, realizou vitoriosa temporada em Buenos Aires, Argentina, cantando na boate Gong e na Rádio Belgrano, e, em 1956, já consagrada no Brasil, excursionou, durante cinco anos, pela Europa, África, Asia e E.U.A., divulgando a música brasileira e fazendo gravações.

Participou ainda de diversos filmes musicais: Tudo azul (1952), de Moacir Fenelon; Está com tudo (1952), de Luis de Barros; Agulha no palheiro (1953), de Alex Viany; Carnaval em Caxias (1954), de Paulo Wanderley; Trabalhou bem, Genival (1955), de Luis de Barros; Carnaval em lá maior (1955), de Ademar Gonzaga; e Pensão de Dona Estela (1956), de Alfredo Palácios e Ferenc Fekete.

No início da decada de 1970 apresentou-se freqüentemente no exterior e, em 1974, gravou o LP Ritmos do Brasil com Carmélia Alves, pela RGE, com Eu vou girar (B. Lobo e Agnaldo Alencar) e Peguei um ita no norte (Dorival Caymmi), entre outras. Em 1977, participou do show comemorativo dos 30 anos de baião, realizado no Teatro Municipal, de Sao Paulo, com Luis Gonzaga, Hervé Cordovil e Humberto Teixeira. Na década de 1990, da época áurea do rádio brasileiro.

Bidu Sayão



Estava resoluto a colocar só figuras ilustres da Música Popular Brasileira neste blog. Mas existe um vulto elogiável e que não posso deixar de incluir aqui. Chama-se Bidu Sayão. Ela, na música lírica, mostrou que o nosso Brasil, além do samba, também é de Carlos Gomes, Villa-Lobos e etc. E além disso, mostrou um patriotismo elogiável: sempre brasileira. Leiam a pequena biografia dessa linda senhora.

Dona de uma voz límpida e delicada, a soprano brasileira Bidu Sayão foi uma das mais respeitadas artistas do Metropolitan Opera de Nova York. Seu prestígio pode ser observado no próprio hall do teatro, que ostenta um imenso quadro em sua homenagem. Ao longo de sua carreira, conviveu e trabalhou com as maiores personalidades artísticas deste século, como o maestro Arturo Toscanini, um de seus grandes admiradores — ele a chamava de "la piccola brasiliana" —, Maria Callas, a pianista Guiomar Novaes e Carmem Miranda.

Além disso, foi a parceira favorita de Villa-Lobos, numa carreira que durou 38 anos. Nesse período, emprestou sua voz e imortalizou a Bachiana n.º 5, das Bachianas Brasileiras, as peças mais conhecidas e mais amadas do compositor. Esta, que foi considerada pelo maestro como a mais perfeita gravação da obra, foi escolhida para o prêmio Hall of Fame, dado pela National Academy of Recording Arts and Sciences.

Clássico brasileiro mais conhecido no mundo, por dois anos seguidos foi o disco mais vendido nos Estados Unidos. Bidu Sayão iniciou seus estudos musicais no Rio de Janeiro e aos 18 anos fez sua estréia no Teatro Municipal da cidade. Iniciou sua carreira internacional na Romênia, e aperfeiçoou seu canto em Nice, na França, com Jean de Reszke, o mais famoso professor da época, adquirindo a técnica perfeita e a delicadeza que viriam a caracterizá-la.

Em Roma, cidade que a viu nascer para o teatro lírico, foi surpreendida por um convite para que abrisse a temporada do Teatro Constanzi. Sua interpretação de Rosina em O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, foi feita de forma tão admirável que lhe rendeu a entrada definitiva no rol dos grandes intérpretes líricos da Europa.

Em 1925, de volta ao Brasil, cantou novamente O Barbeiro de Sevilha antes de inaugurar outra temporada do Teatro Constanzi. Depois disso, atuou nos mais importantes teatros do Velho Mundo, como o Teatro São Paulo, em Portugal, Teatro Opera Comique de Paris e o Alla Scala de Milão, por exemplo.

Excelente atriz, sua força interpretativa garantiu-lhe viver 22 heroínas diferentes, entre elas, Ceci (O Guarani, Carlos Gomes), Gilda (Rigoletto, Verdi), Mimi (La Bohéme, Puccini), Suzana (Bodas de Fígaro, Mozart) e Violeta (La Traviata, Verdi).

Em 1936, a soprano brasileira Bidu Sayão fez sua grande estréia para o público norte-americano, cantando La Demoiselle Élue, de Debussy, em apresentação regida pelo maestro Toscanini no Carnegie Hall, em Nova York. Em 1937, estreou no Metropolitan Opera House de Nova York (onde foi grande figura por mais de 15 anos), cantando o papel título da ópera Manon, de Jules Massenet. O volume de convites que recebeu para cantar, na época, fez com que interpretasse 12 papéis diferentes em 13 temporadas.

Em fevereiro de 1938, cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Na ocasião, o presidente chegou a oferecer-lhe a cidadania americana — rejeitada na hora por Bidu, que sempre cultivou o sonho de terminar a carreira e a vida como brasileira.

Encantados com Bidu Sayão, os americanos não a deixaram partir. Continuou a dar concertos através de todo o país, sempre colhendo triunfos, sendo, por isso, chamada pelos americanos de The Charming Singer. Em agosto de 1955, obteve um de seus maiores sucessos cantando no Hollywood Bowl. Com a Calgary Symphony Orchestra, foi chamada de "Glamorous Soprano Star".

Entre idas e vindas, o "Rouxinol Brasileiro" — apelido que ganhou do escritor Mário de Andrade — apresentou-se diversas vezes em palcos nacionais. Esteve no Rio de Janeiro em 1926, 1933, 1935 e 1936. Em São Paulo, apresentou-se nos anos de 1926, 1933, 1935, 1936, 1937, 1939, 1940 e 1946. Durante essas temporadas, cantou O Barbeiro de Sevilha, Rigoletto, Matrimônio Secreto, Um Caso Singular, Soror Madalena, O Guarani, Manon, Romeu e Julieta, I Puritani, La Traviata, La Bohéme e Lakmé.

Em 1957, Bidu Sayão decidiu encerrar sua carreira artística. Com a mesma La Demosele Élue com que entrou nos Estados Unidos, ela encerrou a carreira em 1958, ainda em perfeita forma e recebendo as maiores homenagens e melhores críticas dos jornais. Em 1959, mais de um ano após ter encerrado a carreira nos palcos e em público, fez uma gravação da Floresta Amazônica, de Villa-Lobos, atendendo ao pedido do compositor. Com ela, Bidu Sayão encerrou definitivamente a carreira, definindo este último trabalho com seu "canto do cisne".

Em 1995 veio ao Rio de Janeiro para ser homenageada pelo enredo da escola de samba Beija-Flor. Antes de ir embora, não escondeu sua vontade de retornar ao Brasil. Bidu Sayão morreu em 1999, aos 96 anos, no Estado do Maine, local onde viveu durante a maior parte do tempo, nos Estados Unidos. Seu maior desejo era visitar o Brasil pela última vez. Sonhava em ver a Baía de Guanabara antes de morrer e planejava isto para celebrar seu centenário. Após uma longa vida repleta de glórias e triunfos, a cantora não conseguiu realizar esse último desejo.

fontes: A melhor cantora lírica de todos os tempos - São Paulo ImagemData.

Bombocado

Caco Velho
Caco Velho

Bombocado (samba) - Denis Brean

Ô nega, você me deixa abafado
Com gosto de bom-bocado
Quando me beija a boca
Seu beijo é uma coisa louca
Eu já estou viciado
Nesse gostoso melado

Seu beijo tem qualquer coisa de forte
Mais poderoso que a morte
Eis em resumo a razão
Seu beijo parece uma granada
Que entra pelos meus lábios
E vai até o coração.

Caco Velho


Caco Velho (Mateus Nunes), cantor, instrumentista e compositor, nasceu em Porto Alegre/RS, em 12/3/1909, e faleceu em São Paulo, em 14/9/1971. Era filho de um violonista amador, trabalhou como auxiliar de mecânico na Editora Globo e desde cedo se interessou pelo samba.

Estreou, em 1932, na Rádio Gaúcha, como pandeirista do Regional de Piratini, conjunto no qual foi também crooner e tocou piano, baixo e bateria. Nessa época, apresentou-se em rádios e boates em Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires, Argentina, cantando sempre uma música de que gostava muito - Caco velho (Ary Barroso), que originou seu apelido.

Mudou-se para São Paulo em 1940, ingressando na orquestra de J. França e atuando no Cassino OK. Descoberto por Dermeval Costa Lima em 1943, foi levado para a Rádio Tupi, tornando-se cantor muito popular e passando a ser conhecido como "o homem com uma cuíca na garganta", por imitar o som de cuíca em vocalizações.

Gravou pela primeira vez, em disco Odeon de 78 rpm, em 1944, cantando os sambas Briga de gato (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins) e Maria caiu do céu (com Nilo Silva).

Na Continental gravou os sucessos: em 1945, o samba Bombocado (Denis Brean); em 1946, um de seus grandes sucessos, o samba Meu fraco é mulher (Matias da Cruz e Heitor Barros) e o samba É doloroso (Heitor Barros e Alfredo Borba), em 1948, Alegria de pobre (Ciro de Souza).

Trabalhou também em cinema, participando dos filmes Carnaval Atlântida (de José Carlos Burle, 1952), Mulher de verdade (de Alberto Cavalcanti, 1954) e Carnaval em lá maior (de Ademar Gonzaga, 1955).

Ainda na Rádio Tupi, apresentou-se como crooner do conjunto de Robledo e, depois, da orquestra de Georges Henri, com quem excursionou a Paris, França, em 1955. Desse ano até 1957, cantou no cabaré La Macumba, em Paris, e, de volta a São Paulo, abriu sua primeira casa noturna, Derval Bar.

Na década de 1960 teve outra casa de samba - Brazilian's Bar - e por 1966 partiu para São Francisco, E.U.A., ode ficou durante dois anos, com o conjunto do Brazilian's Bar, apresentando-se em boates e shows em universidades.

Seguiu para Lisboa, Portugal, em 1968, onde fez apresentações em teatros, rádio e televisão.

Voltando a São Paulo, em 1970 passou a atuar nas boates Jogral e Mondo Cane, e no ano seguinte inaugurou nova casa de samba, Sem Nome Drinks. Participou, em 1971, do programa Som Livre Exportação, na TV Globo.

Como compositor destacou-se com Mãe preta (com Antônio Amabile), Barco negro (ambos gravados pela portuguesa Amália Rodrigues), Não faça hora, outro grande êxito em sua interpretação, e Não bobeie Kalamazu, gravada pelos Namorados da Lua.