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domingo, 9 de setembro de 2007

Um ser de luz


Um Ser de Luz (samba, 1983) - João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Alcione

LP Alcione - Almas & Corações / Título da música: Um Ser de Luz / João Nogueira (Compositor) / Mauro Duarte (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1983 / Nº Álbum: 103.0602 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.
Tom: G
Intro: Em B7 Em Am F#7 B7

E7  Am D7                G
Um dia um ser de luz nasceu
 F#              B7     Em
Numa cidade do interior
  E7                     Am
E o menino Deus lhe abençoou
F#°                    E7 Am
De manto branco ao se batizar
    E7     Am      E7  Am
Se transformou num sabiá
F#m7/5-               B7   Em
Dona dos versos de um trovador
C7            B7    Em
E a rainha de seu lugar

D7                       G
Sua voz então a se espalhar corria chão
           F#7            B7
Cruzava o mar levada pelo ar
F#m7/5-           B7     Em
Onde chegava espantava a dor
 C7            B7     Em
Com a força do seu cantar
D7                G
Mas aconteceu um dia
F#m7/5-     B7   Dm7      E7 Am7
Foi que o Menino Deus chamou
         B7         G/D
E ela se foi prá cantar
C#°            Am/C
Para além do luar
B7              Dm     E7
Onde moram as estrelas
Am        B7         Em
E a gente fica a lembrar
        Em/D     F#7
Vendo o céu clarear
       B7       Em       B7
Na esperança de vê-la sabiá
Em   B7    Em    B7         C7  B7 Dm7 E7
Sa...bia...á que falta faz sua alegria
Am  Am/G F#m7/5-
Sem vo...cê
    B7            C7 B7      Em
Meu canto agora é só melancolia
 Am           Em D7         G
Canta meu sabiá voa meu sabiá
  G7      C7 B7         Em
Adeus meu sabiá até um dia

sábado, 5 de maio de 2007

Não deixe o samba morrer

O sucesso de Clara Nunes, vendendo dezenas de milhares de discos em 1973, chamou a atenção das gravadoras para a possibilidade de vozes femininas serem capazes de lhes render bons lucros. Daí a oportunidade oferecida a cantoras como Alcione, que ganharia as paradas de sucesso no início de 76 com “Não Deixe o Samba Morrer”, faixa de seu primeiro elepê, A voz do samba, lançado no final de 75.

De autoria de Edson Gomes da Conceição e Aloísio Silva, dois modestos compositores baianos radicados em São Paulo, este samba e “Etelvina Minha Nega” (de João Carlos, pai de Alcione) foram as únicas músicas do disco escolhidas pela cantora, sendo as demais incluídas pelos produtores Roberto Menescal e Roberto Santana.

“Não Deixe o Samba Morrer” é um belo samba, que impressiona pela qualidade da melodia e cujo tema é anunciado no título (“Não deixe o samba morrer / não deixe o samba acabar! o morro foi feito de samba / de samba pra gente sambar”). Com o sucesso, Alcione, que é também trompetista, estaria em breve sendo convidada para apresentar o programa “Alerta Geral”, da TV Globo (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Não Deixe O Samba Morrer (samba, 1976) - Edson Conceição e Aloísio - Intérprete: Alcione

LP A Voz Do Samba / Título da música: Não Deixe O Samba Morrer / Edson Conceição (Compositor) / Aloísio (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1975 / Nº Álbum: 6349 155 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


  Bm            B7                   Em  Em/D
Quando eu não puder pisar mais na avenida
C#m7/5b           F#7                Bm
Quando as minhas pernas não puderem aguentar
Em   A              D7+
Levar meu corpo junto com meu samba
G7+            C#m7/5b         F#7          Bm
O meu anel de bamba entrego a quem mereça usar (2x)
         Em     A                D7+      
Eu vou ficar no meio do povo espiando
F#m7/5b        B7          Em
Minha escola perdendo ou ganhando
A           D7+  F#m7/5b  B7
Mais um carnaval
: Em              A
:Antes de me despedir
: D7+                   Bm
:Deixo ao sambista mais novo
:G         F#7   Bm   B7 (F#7)
: O meu pedido final     (2x) 
Refrão
Bm          B7       Em Em/D
Não deixe o samba morrer
C#m7/5b     F#7      Bm
Não deixe o samba acabar
C#m7/5b
O morro foi feito de samba
F#7               Bm
De samba pra gente sambar (2x)

Meu Ébano


Meu Ébano (2005) - Nenéo e Paulinho Resende - Intérprete: Alcione

CD Alcione ‎– Uma Nova Paixão / Título da música: Meu Ébano / Nenéo (Compositor) / Paulinho Resende (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Indie Records / Ano: 2005 / Nº Álbum: 60252752496 / Faixa 8.
Tom: Gm
Gm7                              Cm7
É você é um negão de tirar o chapéu
F7
Não posso dar mole se não você ... creu
Me ganha na manha e babau,
Bb7M      Am7(b5) D7(b9/b13)
Leva meu coração.
Gm7                           Cm7
É, você é um Ébano lábios de mel
F7
Um príncipe negro, feito a pincel
Bb7M Bº
É só melanina cheirando a paixão.
 Cm7              F7             Bb7M
É, será que eu cai na sua rede ainda não sei
Eb7M(9)              Am7(b5)                    
Sei não, mas to achando que já dancei
D7(b9/b13)         Gm7   Dm7(b5) G7(b9)
Na tentação da sua cor
 Cm7                    F7              Bb7M
Pois é, me pego toda hora querendo te ver
Eb7M(9)             Am7(b5)            
Olhando pras estrelas pensando em você
D7(b9)               G Bm C/E D/F#
Negão eu to com medo que isso seja amor.
 G                      G7M                G6
Moleque levado, sabor de pecado, menino danado
G7M               Em7         Am7
Fiquei balançada, confesso, quase perco a fala
D7               G   D/F#
Com seu jeito de me cortejar
Bm        C/E   D/F#
Que nem mestre-sala.
 G                           G7M
Meu preto retido, malandro distinto
G6
Será que é instinto.
G7M         Em7           Am7        
Mas quando te vejo enfeito meu beijo, retoco o baton
D7                    Am7
A sensualidade da raça é um dom
D7                G   D7   (b9/b13) Gm7(9)
É você, meu ébano é tudo de bom!!!

fim Eb7M(9) D7

Garoto maroto


Garoto Maroto (samba, 1986) - Franco e Marcos Paiva - Alcione

LP Alcione - Fruto E Raiz / Título da música: Garoto Maroto / Franco (Compositor) / Marcos Paiva (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1986 / Nº Álbum: 103.0673 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: Em / E
Intro:  Am7 D7 G7+ Em7 Am7 B7 Em7 E7

Am7 D7                 G7+  Em7
Você faz de conta que quer o meu perdão
Am7  B7         Em7
Mas depois apronta no meu coração
Am7  D7         G7+   Em7
Desarruma tudo, fazendo arruaça
Am               B7
Me põe quase louca de tanta pirraça
Em7                 B7
Com os carinhos que dá sem favor
Am    D7         G7+   Em7
Tira meu escudo, me põe indefesa
Am7            B7                 Em7
Me deixa acesa com água na boca, carente de amor
E            E7+                F#m7  F#m7/E
Garoto maroto, travesso no jeito de amar
A                   B7                  E       B7
Faz de mim, seu pequeno brinquedo, querendo brincar, garoto
E                   E7+              F#m7   F#m7/E
Vem amor, vem mostrar o caminho da doce ilusão
A              B7                E        ( B7 )
Só você pode ser a criança do meu coração

Figa de Guiné



Figa de Guiné (samba, 1972) - Reginaldo Bessa e Nei Lopes - Intérprete: Alcione

Compacto Simples 7" Alcione / Título da música: Figa de Guiné / Reginaldo Bessa (Compositor) / Nei Lopes (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6069058 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Dm               Dm7                     Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                 Bbdim                   Dm11  
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
      Dm              Gm
Sou da fé, cabeça feita
 Bb9   A7
Axê, axé
     Bbdim        Dm
No peji do candomblé
A5+     Dm
Axê , axé
          Dm              Gm
quem não pode com a mandinga
D#7    A7
Axê, axé
       Gm         Dm
não batuca o opanijé
Dm                   Dm7                Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                  Bbdim                 Dm11      
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
      Dm             Gm
Onda forte não derruba
 Bb9  A7
axê, axé
      Bbdim          Dm
nem machuca quem tem fé
A5+     Dm
axê, axé
       Dm             Gm
Vou nas águas do meu santo
D#7    A7
axê, axé
      Gm          Dm
na enchente da maré
Dm                Dm7                   Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                    Bbdim                Dm11          
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
     Dm        Gm
Da Bahia me mandaram
Bb9    A7
axê, axé
      Bbdim      Dm
minha figa de guiné
D#7   A7
axê, axé
       Dm            Gm
com as bençãos  de Caymmi
D#7    A7
axê, axé
Gm               Dm
Jorge Amado e Caribé

Pandeiro é meu nome


Pandeiro é Meu Nome (samba, 1977) - Chico da Silva e Venâncio - Intérprete: Alcione

LP Alcione ‎– Pra Que Chorar... / Título da música: Pandeiro É Meu Nome / Chico da Silva (Compositor) / Venâncio (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1977 / Nº Álbum: 6349 343 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


Tom: F

Introdução: Gm7 C7/9 F7/9 Bb7/13 Em5-/7 A5+/7 Dm7/9 Bb7/13 A5+/7

 Dm7/9               F7/9
Falaram que meu companheiro
          Bb7/13
Meu amigo surdo parece absurdo
           Em5-/7
Apanha por tudo
              A5+/7
Ninguém canta samba
           Dm7/9 A5+/7
Sem ele apanhar
Dm7/9                     F7/9
Não ouviram que seu companheiro
         Bb7/13
Amigo pandeiro

                             Em5-/7
Também tira coco do mesmo coqueiro
          A5+/7     Dm7/9 D7/9-
Apanha sorrindo pra povo cantar
Gm7
Pandeiro
         G#°               Dm
Não é absurdo mas é o meu nome
               Bb7+            Em5-/7
Não me chamo surdo mas aguento fome
             A5+/7               D7/9-
Pandeiro não come mas pode apanhar
    Gm7                                 Dm
Ao povo que vibra na força do som brasileiro
                               A7
Não é só o surdo nem só o pandeiro
                           D7/9-
Tem uma família tocando legal
 Gm7                                  Dm
Você cantando, tocando e batendo na gente
                              A7
Passando por tudo tão indiferente
                              Dm
Não conhece a dor do instrumental
D7/9- Gm7  C7/9     F7/9
Batuqueiro ê,batuqueiro
Bb7/13     Em5-/7      A5+/7      (Am5-/7) (Dm7/9 Bb7/13 A5+/7)
Cantando samba pode bater no pandeiro (2x)

Gostoso veneno

Gostoso Veneno (samba, 1979) - Wilson Moreira e Nei Lopes - Interpretação: Alcione

LP Gostoso Veneno / Título da música: Gostoso Veneno / Wilson Moreira (Compositor) / Nei Lopes (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1979 / Nº Álbum: 6349 420 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: Bm

Intr.: Em A7 D G C F#  B7 Em A 7 D G C F# Bm

G F# Bm           A
Este amor me envenena
 G              Em            Bm
Mas todo amor sempre vale a pena
                           C#7
Desfalecer de prazer, morrer de dor
      F#                     Bm
Tanto faz, eu quero é mais amor
 A                         D 
A água da fonte bebida na palma da mão
C#m        F#               Bm       B7
Rosa se abrindo, se despetalando no chão
Em        A7    D      G
Quem não viu e nem provou
 C    F#     B7
Não viveu, nunca amou
Em           F#                  Bm
Se a vida é curta e o mundo é pequeno
       G                  C
Vou vivendo morrendo de amor
   F#     Bm
Gostoso veneno 

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Alcione


Alcione (Alcione Nazaré) nasceu em São Luís, MA, em 21 de novembro de 1947. O pai, João Carlos Dias Nazareth, foi mestre de banda da Polícia Militar de São Luís do Maranhão e professor de música. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o clarinete, que começou a estudar aos 13 anos. Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares.


Sua primeira apresentação foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, da qual seu pai era integrante. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina, que, mais tarde, ficou conhecida como "Marrom". Na ocasião cantou com sucesso a música Palma branca e o fado Ai, Mouraria.

Formou-se como professora primária e continuou a se dedicar à música, tendo apresentando-se na TV do Maranhão, nos anos de 1965 e 1966.

Em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro indo trabalhar em uma loja de discos. Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo, que ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana.

Destacou-se ao vencer as duas primeiras eliminatórias do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando-se no programa Sendas do Sucesso.

Depois de seis meses nessa emissora, realizou uma turnê de quatro meses pela América Latina. Em 1970, viajou também à Europa, onde ficou por dois anos, principalmente na Itália. Nessa época, costumava apresentar-se com o cantor Emílio Santiago, na boate "Preto 22", de Flávio Cavalcanti, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Em meados dos anos 70, foi para São Paulo apresentar-se no "Blow-up", onde conheceu o cantor Jair Rodrigues, que a levou para a gravadora PolyGram, na qual no ano de 1972 gravou o primeiro compacto simples, no qual constavam Figa de Guiné (Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e O sonho acabou.

Em 1974, participou do "Festival da Canção Portuguesa". No ano seguinte, gravou, pela Philips, um compacto duplo com quatro sambas-enredo: Mangueira, São Carlos, Padre Miguel e Salgueiro. Ainda neste ano, lançou, pela mesma gravadora, o primeiro LP, A voz do samba, no qual interpretou Acorda que eu quero ver (Carlos Dafé), É amor... Deixa doer (Mita), Aruandê (Edil Pacheco e Nélson Rufino) e Batuque feiticeiro (Candeia). Devido a dois grandes sucessos do disco, Não deixe o samba morrer (Edson Conceição e Aluísio) e O surdo (Totonho e Paulinho Rezende), ganhou o primeiro "Disco de Ouro".

Em 1976, lançou o LP Morte de um poeta, do qual se destacaram os sucessos Lá vem você (Totonho, Paulinho Rezende e Zayrinha), Morte de um poeta (Totonho e Paulinho Rezende) e É melhor dizer adeus (Mita).

O disco de 1977, Pra que chorar, vendeu 400 mil cópias, consagrando-a como cantora nacionalmente conhecida. Desse disco, despontaram vários sucessos de sua carreira, como Ilha de maré (Lupa e Walmir Lima), Pedra que não cria limo (Vevé Calazans e Nilton Alecrim), Pandeiro é meu nome (Venâncio e Chico da Silva) e a faixa-título Pra que chorar (Baden Powell e Vinícius de Moraes).

No ano seguinte, em 1978, lançou o LP Alerta Geral, nome do programa de música popular brasileira da Rede Globo, dirigido por Augusto César Vannucci e escrito por Ricardo Cravo Albin, comandado pela "Marrom" durante dois anos. Desse disco, várias composições fizeram sucesso, entre elas Sufoco (Chico da Silva e Antonio José), Entre a sola e o salto (Giberto Gil), Eu sou a marrom(Roberto Corrêa e Sylvio Son) e Zelão (Sérgio Ricardo).

Em 1979, com a composição Gostoso veneno, de Wilson Moreira e Nei Lopes, ficou em primeiro lugar nas paradas de sucesso de todo o país. A música deu título ao LP, que trouxe, entre outras, Menino sem juízo (Paulinho Rezende e Chico Roque), Rio antigo (Nonato Buzar e Chico Anísio) e Dia de graça (Candeia).

Um ano depois, ainda pela gravadora Philips, lançou o disco E vamos à luta, no qual interpretou Meu dia de graça (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca), Eu sei (Cartola), faixa que contou com a participação especial do compositor, e, ainda, a faixa-título, de autoria de Gonzaguinha, entre outras.

Em 1981, no LP Alcione, interpretou Minha filosofia (Aluízio Machado), Novo amor (Arlindo Cruz e Rixxa), O pandeiro é meu (Zé do Maranhão e Cidney Rocha) e Pintura sem arte (Candeia).

Em 1982 lançou o disco Vamos arrepiar pela BMG. Neste mesmo ano, em comemoração aos dez anos de carreira fonográfica, sua gravadora lançou a coletânea Alcione dez anos depois, na qual foram reunidos alguns de seus sucessos. No ano seguinte, pela gravadora RCA, lançou o LP Almas & corações, disco no qual incluiu uma composição de sua autoria, Amor em tom menor, em parceria com Nilton Barros, além de outros sucessos.

Em 1984, no disco Da cor do Brasil, interpretou A luz do vencedor (Candeia e Luiz Carlos da Vila), Mangueira Estação Primeira (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) e Roda ciranda (Martinho da Vila), faixa que contou com a participação especial de Maria Bethânia.

Em 1985, destacou-se com a gravação da música Nem morta, no LP Fogo da Vida. Deste mesmo disco, outras composições tornaram-se sucesso, como Mesa de bar (Gonzaguinha) e Ara-Keto (Edil Pacheco e Paulo César Pinheiro).

Em 1987, no disco Nosso nome: resistência, incluiu Ou ela ou eu (Flávio Augusto e Carlos Rocha), Afreketê (Edil Pacheco e Paulo César Pinheiro) e Raio de luar (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes), entre outras. No ano posterior, ainda pela gravadora RCA, lançou o LP Ouro & cobre, no qual interpretou Toque macio (Alberto Gino), Vizinha faladeira (Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila e Acyr Marques) e a faixa-título Ouro & cobre (Anézio e Wilson Bombeiro).

No ano de 1990 lançou, pelo selo BMG Ariola, o LP Emoções reais que contou as faixas Beija-flor (Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte), Quando a saudade bater (Paulo Sergio Valle e Chico Roque), Dona Zica e Dona Neuma (Carlinhos 7 Cordas, Zé Luiz e Nei Lopes), Duas faces (Altay Veloso), Roxo, alma brilhante (Lourenço), São Jorge (Claudinho Azeredo e Paulo César Pinheiro), Melhores momentos (Paulo Massadas e Michael Sullivan), entre outras.

Em 1992 lançou o LP Pulsa coração, no qual interpretou Delírios de amor (Chico Roque e Carlos Colla), Mironga do mato (Wilson Moreira e Nei Lopes) e Coração brasileiro (Arlindo Cruz, Franco e Acyr Marques).

No ano de 1994 lançou, pela gravadora BMG, o CD Brasil de Oliveira da Silva do samba, no qual interpretou as faixas Além dos Outdoors, Tô Com Saudade, Saudade Só, Onde o Rio é Mais Baiano, Febre de Amar, Fla X Flu, Coração da Sanfona, Brasil de Oliveira da Silva do Samba, Paixão Bandida, Zanga de Amor, Asas de Carcará, Nunca Mais, Terecô e Usa e Abusa. No ano seguinte participou do disco-homenagem Clara Nunes com vida, no qual fez dueto (com voz incluída posteriormente) com Clara Nunes na faixa Sem companhia (Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro). Neste mesmo ano lançou o disco Profissão cantora.

Em 1998 lançou o CD Celebração em comemoração aos 27 anos de carreira. Nesse trabalho, contou com a participação especial de inúmeros artistas, como Djavan, Maria Bethânia, Sandra de Sá, Ed Motta, Alexandre Pires, Cássia Eller, Velha-Guarda da Mangueira, entre outros. No mesmo ano, participou do disco Chico Buarque de Mangueira, no qual interpretou "Estação derradeira" (Chico Buarque). Ainda neste disco, interpretou outras composições em dueto com Chico Buarque, Nelson Sargento e Leci Brandão.

Em 2000, lançou o CD Claridade, disco em homenagem à cantora Clara Nunes, no qual interpretou músicas que foram sucesso na voz da amiga. Lançou, pelo selo Universal Music, o CD Nos bares da vida, no qual apresentou um repertório de músicas que cantava na noite carioca no início da década de 1970, acompanhada do violonista João Lyra. Em 2001, participou, com Ana Carolina e Maria Bethânia, do projeto "MPB no Canecão", no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano lançou o CD A paixão tem memória, do qual se destacou o sucesso Além da cama. Em março de 2002, apresentou-se na casa de shows Olimpo, no Rio de Janeiro. Na ocasião, gravou o primeiro disco ao vivo (o 28º da carreira), com regravações de antigos sucessos.

No ano de 2003, participou do CD Duetos, de Neguinho da Beija-Flor, disco no qual interpretou, com o anfitrião, a música Recomeço. Neste mesmo ano, pela gravadora Indie Records, lançou o CD Alcione ao vivo 2, no qual cantou vários sucessos de sua carreira.

Em 2004 lançou pela gravadora Indie Records o CD Faz uma loucura por mim, no qual interpretou composições de Jorge Aragão, Sombrinha, Nei Lopes, Roberto e Erasmo, Chico Roque, Carlos Colla, Paulo Sérgio Valle, M. Sullivan, Yvone Lara, Reinaldo Arias, Roque Ferreira e os novatos Vander Lee e Telma Tavares, dentre outros.

Em 2005 a Sony lançou a coletânea Alcione e amigos, na qual a a cantora faz duetos com Jair Rodrigues, Nélson Gonçalves, Maria Bethânia, Fernando de Carvalho e Mussum, entre outros.

Em 2006 fez turnê pelos Estados Unidos apresentando-se na "Lifetime Achievement Award", na festa da nona edição do "Annual Brazilian Press" (evento que tem como objetivo a celebração da cultura e da imagem do Brasil no exterior) no Broward Center For The Performing Arts, em Fort Lauddardale, na Flórida, e ainda Hard Rock Live, em Orlando, e no Teatro Tam Boston, na cidade de Medford, em Massachussets. De volta ao Brasil, com participações especiais de Os Gênesis (dupla angolana), Jefferson Jr e César Nascimento e sua Usina de Percussão, fez o lançamento do CD/DVD Uma nova paixão ao vivo no Canecão.

No ano de 2007 lançou, pela gravadora Indie Records, o CD De tudo que eu gosto. Em 2008 lançou, pela Som Livre, o CD Raridades, que contou com as participações especiais de Belo, Sandra de Sá, Roberto Ribeiro e Nelson Gonçalves entre outros.

Em 2010 lançou o CD Acessa do qual destacou-se a composição Eu vou pra Lapa e a faixa-título. Foi uma das atrações do palco montado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para as comemorações do Réveillon de 2011. Nesse ano foi eleita "Melhor Cantora", na categoria "Samba", por seu disco Acesa - Ao vivo em São Luís do Maranhão, no "22º Prêmio da Música Brasileira". Em 2012 lançou, pelo selo Biscoito Fino, o segundo título do projeto Duas Faces, o CD Ao vivo na Mangueira, gravado na quadra da escola de samba Mangueira, com as participações de Diogo Nogueira, Jorge Aragão, Leci Brandão e MV Bill. Ainda em 2012 conquistou os prêmios de “Melhor Cantora” e “Melhor Álbum” na categoria “Canção Popular” pelo disco Duas Faces - Jam Session na 23ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”.

Em 2013 apresentou-se no palco montado no Marco Zero, no Centro Histórico do Recife (PE), para as comemorações do carnaval. Na ocasião interpretou, ao lado de Serginho Meriti, o samba Pedra 90 (Serginho Meriti, Gilson Bernini e Rody do Jacarezinho), em homenagem a Jamelão.

Em 2014 participou do show “Nívea viva o samba”, ao lado de Martinho da Vila, Roberta Sá e Diogo Nogueira. No ano seguinte apresentou o show Inusitado – Chantant Enchantée, no Teatro Câmara da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Em 2016 estreou na casa de shows Metropolitan, no Rio de Janeiro, o show “Alcione Boleros”, com direção musical de Alexandre Menezes. Na ocasião, recebeu como convidadas as cantoras Nana Caymmi e Sylvia Nazareth, sua sobrinha.

Em 2017 lançou, pelo selo Biscoito Fino, o CD/ DVD Boleros, gravado ao vivo na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, permeado por versos do poema “As quatro estações” de Elisa Lucinda. No mesmo ano, apresentou-se no festival “Rock in Rio”, no Rio de Janeiro, como uma das atrações do show “Salve o Samba”, realizado no Palco Sunset.

Algumas músicas












Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

terça-feira, 25 de julho de 2006

O casamento dos pequenos burgueses

O Casamento dos Pequenos Burgueses (1979) - Chico Buarque - Interpretação: Chico Buarque e Alcione

LP Ópera Do Malandro - Trilha Sonora da Peça Teatral / Título da música: O Casamento dos Pequenos Burgueses / Chico Buarque (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1979 / Nº Álbum: 6349.400/1 / Disco 1 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: MPB.


Intr.: (E G#m7 A B7) 4 vezes

E   G#m7     A     E           C#m7      F#7    B7
Ele faz o noivo correto, e ela faz que quase desmaia
E     A        B7      E    A                B7
Vão viver sob o  mesmo teto até que a casa caia,
A                B7
até que a casa caia

(Segue a mesma harmonia e melodia até o fim)

Ele é o empregado discreto, ela engoma o seu colarinho
Vão viver sob o mesmo teto até explodir o ninho,
até explodir o ninho
Ele faz o macho irrequieto, e ela faz crianças de monte
Vão viver sob o mesmo teto até secar a fonte,
até secar a fonte
Ele é o funcionário completo,
e ela aprende a fazer suspiros
Vão viver sob o mesmo teto até trocarem tiros,
até trocarem tiros
Ele tem um caso secreto, ela diz que não sai dos trilhos
Vão viver sob o mesmo teto até casarem os filhos,
até casarem os filhos
Ele fala em cianureto, e ela sonha com formicida
Vão viver sob o mesmo teto até que alguém decida,
até que alguém decida
Ele tem um velho projeto, ela tem um monte de estrias
Vão viver sob o mesmo teto até o fim dos dias,
até o fim dos dias
Ele às vezes cede um afeto, ela só se despe no escuro
Vão viver sob o mesmo teto até um breve futuro,
até um breve futuro
Ela esquenta a papa do neto, e ele quase que fez fortuna
Vão viver sob o mesmo teto até que a morte os una,
até que a morte os una...