Músicas sertanejas - Letras, cifras e músicas
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quinta-feira, 27 de julho de 2006
segunda-feira, 29 de maio de 2006
Cafezal em flor
Cafezal em Flor - Luiz Carlos Paraná - Interpretação: Luiz Carlos Paraná
LP A Música De Carlos Paraná / Título da música: Cafezal Em Flor / Luiz Carlos Paraná (Compositor) / Luiz Carlos Paraná (Intérprete) / Gravadora: O Jogral / Ano: 1971 / Álbum: MPLP-004 / Gênero musical: Regional / Sertanejo.
Introd A7 D
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A G D
Era florada, lindo véu de branca renda
A7 D
Se estendeu sobre a fazenda, igual a um manto nupcial
A G D
E de mãos dadas fomos juntos pela estrada
A7 D
Toda branca e pefumada, fina flor do cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A D A D
Ai menina, meu amor, branca flor do cafezal
A G D
Passa-se a noite vem o sol ardente bruto
A7 D
Morre a flor e nasce o fruto no lugar de cada flor
A G D
Passa-se o tempo em que a vida é todo encanto
A7 D
Morre o amor e nasce o pranto, fruto amargo de uma dor
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
A7 D
Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
Introdução
Filho adotivo
Filho Adotivo (1981) - Arthur Moreira e Sebastião Ferreira da Silva - Interpretação: Sérgio Reis
LP Boiadeiro Errante / Título da música: Filho Adotivo / Arthur Moreira (Compositor) / Sebastião Ferreira da Silva (Compositor) / Sérgio Reis (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1981 / Álbum: 103.0414 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Regional / Sertanejo
Tom: D
Intro: G A D Bm G A D
D Em D
Com sacrifício eu criei meus sete filhos
A7 D
Do meu sangue eram seis
Bm Em
E um peguei com quase um mês
B7 Em
Fui viajante, fui roceiro, fui andante
A7
E pra alimentar meus filhos
G D A7
Não comi pra mais de vez
D Em D
Sete crianças, sete bocas inocentes
A7 D
Muito pobres mas contentes
Bm Em
Não deixei nada faltar
B7 Em
Foram crescendo, foi ficando mais difícil
A7
Trabalhei de sol a sol
G D A7
Mas eles tinham que estudar
D Em D
Meu sofrimento, ah!, meu Deus valeu a pena
A7 D
Quantas lágrimas chorei, mas tudo
Bm Em
Foi com muito amor
Sete diplomas, sendo
B7 Em
Seis muito importantes
A7
Que as custas de uma enxada
G D D7
Conseguiram ser doutor
G A7 D
Hoje estou velho, meus cabelos branqueados
Bm Em
O meu corpo está surrado
A7 D D7
Minhas mãos nem mexem mais
G A D
Uso bengala, sei que dou muito trabalho
Bm Em
Sei que às vezes atrapalho
A7 D D7 G A7 D Bm G A7 D
Meus filhos até demais
D Em D
Passou o tempo e eu fiquei muito doente
A7 D
Hoje vivo num asilo
Bm Em
E só um filho vem me ver
B7
Esse meu filho, coitadinho
Em
Muito honesto
A7
Vive apenas do trabalho
G D A7
Que arranjou para viver
D
Mas Deus é grande vai
Em D
Ouvir minhas preces
A7 D
Esse meu filho querido
Bm Em
Vai vencer, eu sei que vai
Faz muito tempo que
B7 Em
Não vejo os outros filhos
A7
Sei que eles estão bem
A/G D/F#
e não precisam mais do pai
D Em D
Um belo dia, me sentindo abandonado
A7 D
Ouvi uma voz bem do meu lado
Bm Em
Pai eu vim pra te buscar
Arrume as malas
B7 Em
Vem comigo pois venci
A7
Comprei casa e tenho esposa
A/G D/F# D7
E o seu neto vai chegar
G A7 D
De alegria eu chorei e olhei pro céu
Bm Em A7 D D7
Obrigado meu Senhor a recompensa já chegou
G A7 D
Meu Deus proteja os meus seis filhos queridos
Bm Em
Mas foi meu filho adotivo
A7 D
Que a este velho amparou
Filho adotivo
Filho Adotivo (1981) - Arthur Moreira e Sebastião Ferreira da Silva - Interpretação: Sérgio Reis
LP Boiadeiro Errante / Título da música: Filho Adotivo / Arthur Moreira (Compositor) / Sebastião Ferreira da Silva (Compositor) / Sérgio Reis (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1981 / Álbum: 103.0414 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Regional / Sertanejo
Tom: D
Intro: G A D Bm G A D
D Em D
Com sacrifício eu criei meus sete filhos
A7 D
Do meu sangue eram seis
Bm Em
E um peguei com quase um mês
B7 Em
Fui viajante, fui roceiro, fui andante
A7
E pra alimentar meus filhos
G D A7
Não comi pra mais de vez
D Em D
Sete crianças, sete bocas inocentes
A7 D
Muito pobres mas contentes
Bm Em
Não deixei nada faltar
B7 Em
Foram crescendo, foi ficando mais difícil
A7
Trabalhei de sol a sol
G D A7
Mas eles tinham que estudar
D Em D
Meu sofrimento, ah!, meu Deus valeu a pena
A7 D
Quantas lágrimas chorei, mas tudo
Bm Em
Foi com muito amor
Sete diplomas, sendo
B7 Em
Seis muito importantes
A7
Que as custas de uma enxada
G D D7
Conseguiram ser doutor
G A7 D
Hoje estou velho, meus cabelos branqueados
Bm Em
O meu corpo está surrado
A7 D D7
Minhas mãos nem mexem mais
G A D
Uso bengala, sei que dou muito trabalho
Bm Em
Sei que às vezes atrapalho
A7 D D7 G A7 D Bm G A7 D
Meus filhos até demais
D Em D
Passou o tempo e eu fiquei muito doente
A7 D
Hoje vivo num asilo
Bm Em
E só um filho vem me ver
B7
Esse meu filho, coitadinho
Em
Muito honesto
A7
Vive apenas do trabalho
G D A7
Que arranjou para viver
D
Mas Deus é grande vai
Em D
Ouvir minhas preces
A7 D
Esse meu filho querido
Bm Em
Vai vencer, eu sei que vai
Faz muito tempo que
B7 Em
Não vejo os outros filhos
A7
Sei que eles estão bem
A/G D/F#
e não precisam mais do pai
D Em D
Um belo dia, me sentindo abandonado
A7 D
Ouvi uma voz bem do meu lado
Bm Em
Pai eu vim pra te buscar
Arrume as malas
B7 Em
Vem comigo pois venci
A7
Comprei casa e tenho esposa
A/G D/F# D7
E o seu neto vai chegar
G A7 D
De alegria eu chorei e olhei pro céu
Bm Em A7 D D7
Obrigado meu Senhor a recompensa já chegou
G A7 D
Meu Deus proteja os meus seis filhos queridos
Bm Em
Mas foi meu filho adotivo
A7 D
Que a este velho amparou
Meu cavalo zaino
Meu Cavalo Zaino (valsa sertaneja, 1939) - Raul Torres - Interpretação: Raul Torres e Serrinha
Disco 78 rpm / Título da música: Meu Cavalo Zaino / Raul Torres (Compositor) / Raul Torres e Serrinha (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Ano: 1939 / Álbum: 34.478 / Lado A / Gênero musical: Valsa / Regional / Sertanejo
Tom: E
E
Eu tenho um cavalo zaino,
A E
que na raia é corredor.
E
Ja correu quinze carreiras,
A E
todas quinze ele ganhou.
A
Eu solto na quadrimeira,
E
meu zaino vem no galope.
A
Chega três corpos na frente,
E
nunca precisa chicote.
(refrão)
B
Ooooi,
E
que cavalo bom.
B
Ooooi,
E
que cavalo bom.
E
Eu tenho um cavalo zaino,
A E
que na raia é corredor.
E
Ja correu quinze carreiras,
A E
todas quinze ele ganhou.
A
Quiseram comprar meu zaino
E
por trinta notas de cem.
A
Não há dinheiro que pague
E
o macho que eu quero bem.
(refrão)
E
Eu tenho um cavalo zaino,
A E
que na raia é corredor.
E
Ja correu quinze carreiras,
A E
todas quinze ele ganhou.
A
Um dia roubaram meu zaino,
E
fiquei sem meu paranheiro.
A
Meu zaino na mão de outro,
E
nunca mais chega primeiro.
(refrão)
Meu cavalo zaino
Meu Cavalo Zaino (valsa sertaneja, 1939) - Raul Torres - Interpretação: Raul Torres e Serrinha
Disco 78 rpm / Título da música: Meu Cavalo Zaino / Raul Torres (Compositor) / Raul Torres e Serrinha (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Ano: 1939 / Álbum: 34.478 / Lado A / Gênero musical: Valsa / Regional / Sertanejo
Tom: E
E
Eu tenho um cavalo zaino,
A E
que na raia é corredor.
E
Ja correu quinze carreiras,
A E
todas quinze ele ganhou.
A
Eu solto na quadrimeira,
E
meu zaino vem no galope.
A
Chega três corpos na frente,
E
nunca precisa chicote.
(refrão)
B
Ooooi,
E
que cavalo bom.
B
Ooooi,
E
que cavalo bom.
E
Eu tenho um cavalo zaino,
A E
que na raia é corredor.
E
Ja correu quinze carreiras,
A E
todas quinze ele ganhou.
A
Quiseram comprar meu zaino
E
por trinta notas de cem.
A
Não há dinheiro que pague
E
o macho que eu quero bem.
(refrão)
E
Eu tenho um cavalo zaino,
A E
que na raia é corredor.
E
Ja correu quinze carreiras,
A E
todas quinze ele ganhou.
A
Um dia roubaram meu zaino,
E
fiquei sem meu paranheiro.
A
Meu zaino na mão de outro,
E
nunca mais chega primeiro.
(refrão)
Couro de boi
| Palmeira e Biá. |
Couro de Boi (toada, 1954) - Palmeira e Teddy Vieira - Intérprete: Palmeira e Biá
Disco 78 rpm / Título da música: Couro de Boi / Palmeira (Compositor) / Teddy Vieira (Compositor) / Palmeira e Biá (Intérprete) / Gravação: RCA Victor / Ano: 1954 / Álbum nº 80.1337 / Lado A / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo
(intro 2x) C D Bm Em Am D G (declamado - sobre intro) Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis. Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai. Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar, o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar. O rapaz era casado e a mulher deu de implicar. "Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá". E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar: G D G Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir G D G Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair C G Leve este couro de boi que eu acabei de curtir D G Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir ( C D Bm Em Am D G ) G D G O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu G D G Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu C G Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu D G Metade daquele couro, chorando ele pediu ( C D Bm Em Am D G ) G D G O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando. G D G Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando C G O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando. D G Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando ( C D Bm Em Am D G ) G D G Disse o menino ao pai: um dia vou me casar G D G O senhor vai ficar velho e comigo vem morar C G Pode ser que aconteça de nós não se combinar D G Essa metade do couro vai dar pro senhor levar
Panela velha
Panela Velha (chotis, 1982) - Moraezinho e Auri Silvestre - Intérprete: Moraezinho
LP O Tamanho Do Guasca / Título da música: Panela Velha / Moraezinho (Compositor) / Auri Silvestre (Compositor) / Moraezinho (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1982 / Álbum: COELP 41679 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Chotis / Regional / Sertanejo
Tom: F
INTROD: F Bb F C7 F
F C7
To de namoro com uma moça solteirona
F
A bonitona quer ser a min há patroa
C7
Os meus parentes já estão me criticando
F
Estão falando que é muito coroa
Bb
Ela é madura já tem mais de 30 anos
F
Mais para mim o que importa é a pessoa
C7
:/Não me interessa se ela é coroa
F (Bb F C7 F)
Panela velha é quem faz comida boa:/
F C7
Menina nova é muito bom mais mete medo
F
Não tem segredo e vive falando a toa
C7
Eu só confio em mulher com mais de 30
F
Sendo distinta a gente erra ela perdoa
Bb
Vale o capricho pode ser de qualquer raça
F
Ser Africana Italiana ou Alagoa
C7
:/Não me interessa se ela é coroa
F (Bb F C7 F)
Panela velha é quem faz comida boa:/
F C7
A nossa vida começa aos 40 anos
F
Nasce nos pano pro futuro das pessoas
C7
Quem casa sedo logo fica separado
F
Porque a vida de casado às vezes enjoa
Bb
Dona de casa tem que ser mulher madura
F
Por que ao contrario os problemas se amontoa
C7
:/Não me interessa se ela é coroa
F (Bb F C7 F)
Panela velha é quem faz comida boa:/
F C7
Vou me casar pra ganhar seu carinho
F
Viver sozinho a gente se desacorsoa
C7
E um gaúcho sem mulher não vale nada
F
E que nem peixe fora da lagoa
Bb
To resolvido contrariar meus parentes
F
Aquela gente que vive falando a toa
C7
:/Não me interessa se ela é coroa
F (Bb F C7 F)
Panela velha é quem faz comida boa:/
Escolta de vagalumes
Escolta de vagalumes (2002) - Luiz Carlos Garcia e Zezeti - Interpretação: Zezeti e Ademir
CD Zezeti & Ademir - Escolta De Vagalumes / Título da música: Escolta de Vagalumes / Luiz Carlos Garcia (Compositor) / Zezeti (Compositor) / Zezeti e Ademir (Intérprete) / Gravadora: sem dados / Ano: 2002 / Álbum: sem dados / Gênero musical: Regional / Sertanejo
Tom: A
(intro) A Bm E A D E A
A E F#m A
Voltando pra minha terra eu renasci
D A D
Nos anos que fiquei distante acho que morri
E D A
Morri de saudade dos pais irmãos e companheiros
E
Ao cair da tarde no velho terreiro
D A
A gente cantava as mais lindas canções
E D A
Viola afinada e na voz dueto perfeito
E
Longe eu não cantava doía meu peito
D E A
Na cidade grande só tive ilusões
(refrão)
E E F#m
Mas voltei, mas voltei, eu voltei
E D A
E ao passar na porteira a mata o perfume
E
Eu fui escoltado pelos vagalumes
D A
Pois era uma linda noite de luar
E F#m
Mas chorei, mas chorei, eu chorei
E D A
Ao ver meus pais meus irmãos vindo ao meu encontro
E
A felicidade misturou meu pranto
D E A
Com o orvalho da noite deste meu lugar
(intro) A Bm E A A D E A
A E F#m A
Ganhei dinheiro lá fora mas foi tudo em vão
D A D
A natureza é meu mundo, eu sou o sertão
E D A
Correr pelos campos floridos feito um menino
E
Esquecer as magoas e os desatinos
D A
Que a vida lá fora me proporcionou
E D A
Ouvir sabiá cantando e a juriti
E
E a felicidade de um bem-ti-vi
D E A
Que parece dizer meu amigo voltou
(refrão)
Mágoa de boiadeiro
Mágoa de Boiadeiro (toada, 1967) - Nonô Basílio e Índio Vago - Intérpretes: Pedro Bento e Zé da Estrada / Celinho
LP Mágoas de Boiadeiro - Pedro Bento, Zé Da Estrada e Celinho / Título da música: Mágoa de Boiadeiro / Nonô Basílio (Compositor) / Índio Vago (Compositor) / Pedro Bento e Zé da Estrada (Intérprete) / Celinho (Intérprete) / Gravadora: Beverly / Ano: 1971 / Álbum: AMCLP 5114 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo
Introdução: G, A7, D, A7, D
A7 G D
Antigamente nem em sonho existia
A7 D
tantas pontes sobre os rios nem asfalto nas estradas
A7 G D
A gente usava quatro ou cinco sinueiros
A7 D D7
prá trazer o pantaneiro no rodeio da boiada
G D
Mas hoje em dia tudo é muito diferente
Em A7 D D7
com progresso nossa gente nem sequer faz uma ideia
G A7 D
Que entre outros fui peão de boiadeiro
A7 D
por esse chão brasileiro os heróis da epopéia
A7 G D
Tenho saudade de rever nas currutelas as mocinhas
A7 D
nas janelas acenando uma flor
A7 G D
Por tudo isso eu lamento e confesso que
D
a marcha do progresso é a minha grande dor
G D
Cada jamanta que eu vejo carregada
Em A7 D D7
transportando uma boiada me aperta o coração
G A7 D G
E quando eu vejo minha tralha pendurada de tristeza
A7 D
dou risada prá não chorar de paixão
Introdução: G, A7, D, A7, D
A7 G D
O meu cavalo relinchando pasto a fora
A7 D
certamente também chora na mais triste solidão
A7 G D
Meu par de esporas meu chapéu de aba larga
A7 D D7
uma bruaca de carga o meu lenço e o facão
G D
O velho basto o meu laço de mateiro
Em D D7
o polaco e o cargueiro o meu lenço e o gibão
G A7 D
Ainda resta a guaiaca sem dinheiro
A7 D
deste pobre boiadeiro que perdeu a profissão
A7 G D
Não sou poeta, sou apenas um caipira
A7 D
e o tema que me inspira é a fibra de peão
A7 G D
Quase chorando meditando nesta mágoa
A7 D D7
rabisquei estas palavras e saiu esta canção
G D
Canção que fala da saudade das pousadas
Em A7 D D7
que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão
G A7 D
Saudade louca de ouvir um som manhoso
A7 D
de um berrante preguiçoso nos confins do meu sertão.
Mágoa de boiadeiro
Mágoa de Boiadeiro (toada, 1967) - Nonô Basílio e Índio Vago - Intérpretes: Pedro Bento e Zé da Estrada / Celinho
LP Mágoas de Boiadeiro - Pedro Bento, Zé Da Estrada e Celinho / Título da música: Mágoa de Boiadeiro / Nonô Basílio (Compositor) / Índio Vago (Compositor) / Pedro Bento e Zé da Estrada (Intérprete) / Celinho (Intérprete) / Gravadora: Beverly / Ano: 1971 / Álbum: AMCLP 5114 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo
Introdução: G, A7, D, A7, D
A7 G D
Antigamente nem em sonho existia
A7 D
tantas pontes sobre os rios nem asfalto nas estradas
A7 G D
A gente usava quatro ou cinco sinueiros
A7 D D7
prá trazer o pantaneiro no rodeio da boiada
G D
Mas hoje em dia tudo é muito diferente
Em A7 D D7
com progresso nossa gente nem sequer faz uma ideia
G A7 D
Que entre outros fui peão de boiadeiro
A7 D
por esse chão brasileiro os heróis da epopéia
A7 G D
Tenho saudade de rever nas currutelas as mocinhas
A7 D
nas janelas acenando uma flor
A7 G D
Por tudo isso eu lamento e confesso que
D
a marcha do progresso é a minha grande dor
G D
Cada jamanta que eu vejo carregada
Em A7 D D7
transportando uma boiada me aperta o coração
G A7 D G
E quando eu vejo minha tralha pendurada de tristeza
A7 D
dou risada prá não chorar de paixão
Introdução: G, A7, D, A7, D
A7 G D
O meu cavalo relinchando pasto a fora
A7 D
certamente também chora na mais triste solidão
A7 G D
Meu par de esporas meu chapéu de aba larga
A7 D D7
uma bruaca de carga o meu lenço e o facão
G D
O velho basto o meu laço de mateiro
Em D D7
o polaco e o cargueiro o meu lenço e o gibão
G A7 D
Ainda resta a guaiaca sem dinheiro
A7 D
deste pobre boiadeiro que perdeu a profissão
A7 G D
Não sou poeta, sou apenas um caipira
A7 D
e o tema que me inspira é a fibra de peão
A7 G D
Quase chorando meditando nesta mágoa
A7 D D7
rabisquei estas palavras e saiu esta canção
G D
Canção que fala da saudade das pousadas
Em A7 D D7
que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão
G A7 D
Saudade louca de ouvir um som manhoso
A7 D
de um berrante preguiçoso nos confins do meu sertão.
Triste berrante
Triste berrante (toada, 1978) - Adauto Santos - Intérprete: Adauto Santos
LP Triste Berrante / Título da música: Triste Berrante / Adauto Santos (Compositor) / Adauto Santos (Intérprete) / Gravadora: Arlequim / Ano: 1978 / Álbum: ARLP 4017 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo
Tom: C
Intro: Dm7 G7 C7M C7M F Bm7/b5 E7 Am A7
Dm7 G7 C7M
Já vai bem longe este tempo, bem sei
F Bm7/b5 E7 Am A7
Tão longe que até penso que eu sonhei
Dm7 G7 C7M
Que lindo quando a gente ouvia distante
F7M Bm7/b5
O som daquele triste berrante
E7 Am7 A7
E um boiadeiro a gritar, êia!
Dm7 G7 C7M
E eu ficava ali na beira da estrada
F7M Bm7/b5 E7 A
Vendo caminhar a boiada até o último boi passar
Bm7 E7 A
Ali passava boi, passava boiada
F#m7 Bm7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
E7 A Dm G C F E7
Onde foi cravado muito coração
Dm7 G7 C7M
Mas sempre foi assim e sempre será
F7M Bm7/b5 E7 Am A7
O novo vem e o velho tem que parar
Dm7 G7 C7M
O progresso cobriu a poeira da estrada
F7M Bm7/b5
E esse tudo que é o meu nada
E7 Am A7
Eu hoje tenho que acatar e chorar
Dm7 G7 C7M
E mesmo tendo gente e carro passando
F7M Bm7/b5 E7 A
Meus olhos estão enxergando uma boiada passar
Bm7 E7 A
Ali passava boi, passava boiada
F#m7 Bm7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
E7 A
Onde foi cravado muito coração
Nosso romance
Nosso Romance (1970) - Tião Carreiro e Lourival dos Santos - Interpretação: Tião Carreiro e Pardinho
LP Tião Carreiro E Pardinho - Viola Cabocla / Título da música: Nosso Romance / Lourival dos Santos (Compositor) / Tião Carreiro (Compositor) / Tião Carreiro e Pardinho (Intérprete) / Gravadora: Alvorada / Chantecler / Ano: 1973 / Álbum: CALP-8049 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Regional / Sertanejo
Tom: E
E B7 E
Chora viola apaixonada
B7 A E
Que o seu dono tem paixão e também chora
B7 A E
Quanta gente por amor está sofrendo
B7 E
Igual a eu suspirando toda hora
A
Pra onde foi a mulher que mais eu amo
B7 E
Pode estar perto também pode estar distante
Meu deus do céu não existe dor maior
B7 E
Do que a distância que separa dois amantes
A E7 A
Onde andara a paixão da minha vida
B7 E
Será que canta ou será que está chorando
Se nesta hora ela estiver me ouvindo
B7 E
Perdão querida se lhe maltrato cantando
A
Tenho certeza que ela nunca esquece
B7 E
Nunca esquece daquelas horas tão belas
O nosso mundo pequenino foi tão lindo
B7 E E7
Quatro paredes uma porta e uma janela
A E7 A
Fomos felizes num pedacinho de mundo
B7 E
Só o silêncio estava de setinela
Aquele beijo que durou quinze minutos
B7 E
Depois meu braço foi o travesseiro dela
Estrela de ouro
Estrela de ouro (guarânia, 1986)- Tião Carreiro e Ronaldo Adriano - Intérprete: Tião Carreiro e Pardinho
LP Estrela De Ouro - Tião Carreiro E Pardinho / Título da música: Estrela de Ouro / Tião Carreiro (Compositor) / Ronaldo Adriano (Compositor) / Tião Carreiro e Pardinho (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1986 / Álbum: 1.71.405.655 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Guarânia / Regional / Sertanejo
Tom: E
[Intro] E B7 E B7 E
[Violino] E B7 E B7 B7 G#m F#7 B7 A E
E B7 E
Meu Deus onde esta agora a mulher que amo
B7
Será que esta sozinha ou acompanhada
A E
Só sei que aqui distante eu estou morrendo
B7 E B7
Morrendo de saudade dela num mundo de lágrimas
E B7 E
Meu Deus mande que o vento encontre com ela
B7
Pra dar minhas trites notícias com o seu açoite
A E
Dizer que por não estar abraçado com ela
B7 E E Ebm Dbm
Eu choro meu pranto escondido no colo da noite
B7 E
Meu Deus eu morro por ela
B7 E
E a ausência dela provoca meu choro
B7 E
Ela é a luz que me ilumina
B7
Deusa da minha sina
E
Minha estrela de ouro
Empreitada perigosa
Empreitada Perigosa (1972) - Moacir dos Santos e Jacozinho - Intérprete: Jacó e Jacozinho
LP Terra Bruta / Título da música: Empreitada Perigosa / Moacir dos Santos (Compositor) / Jacozinho (Compositor) / Jacó e Jacozinho (Intérprete) / Gravadora: Caboclo/ Continental / Ano: 1972 / Álbum: CLP 9146 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Regional / Sertanejo
Introdução: A7, D7, G
D
Já derrubamos o mato, terminou a derrubada
Agora preste atenção, meus "amigo e camarada
E
Não posso levar "voceis" pra minha nova empreitada
A D
Vou pagar tudo que devo e sair de madrugada
Introdução
D
A minha nova empreitada não tem mato e nem espinho
Ferramentas não preciso guarde tudo num cantinho
E
Preciso de um cavalo, bem ligeiro e bem mansinho
A
Preciso de muitas balas e um "colte" cavalinho
Introdução:
D
Eu nada tenho a perder, pra minha vida eu não ligo
Mesmo assim eu peço a Deus que me livre do inimigo
E
A empreitada é perigosa sei que vou correr perigo
A
É por isso que eu não quero nem um de "voceis" comigo
Introdução:
D
Eu vou roubar uma moça de um ninho de serpente
Ela quer casar comigo a família não consente
E
Já me mandaram um recado "tão" armado até os dentes
A D
Vai chover bala no mundo se "nóis" topar frente a frente
Introdução:
D
Adeus, adeus preto velho, Zé Maria e Serafim
Adeus, adeus Paraíba, Mineirinho e "Seu" Joaquim
E
Se eu não voltar amanhã, pode até rezar pra mim
Mas se tudo der certinho a menina tem que vim...
Intro Final:
D|------12h
A|------12h
F#|----1-12h
D|--2-2-12h
A|--4---12h
Coração de violeiro
Coração de Violeiro (1955) - Murilo Alvarenga e Homero de Souza Campos (Ranchinho II) - Intérprete: Alvarenga e Ranchinho
Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: Coração de Violeiro / Alvarenga (Compositor) / Ranchinho II (Compositor) / Alvarenga e Ranchinho (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1955 / Álbum: 13.892 / Lado A / Gênero musical: Regional / Sertanejo
LP Alvarenga E Ranchinho / Título da música: Coração de Violeiro / Alvarenga (Compositor) / Ranchinho (Compositor) / Alvarenga e Ranchinho (Intérprete) / Gravadora: Polydor / Ano: 1960 / Álbum: LPNG 4061 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Regional / Sertanejo.
Tom: D
(D) (A7) (D) (D) (A) (D)
Naquela tapera véia, que o tempo já destroçô
G D
Morou Zé Dunga um pretinho, valente trabaiadô
A D
Foi o maior violeiro, que Deus no mundo botô
E A E7 A7 D (G) (D) (A7)
Sua viola parecia, um passarinho cantadô
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Trabaiava o dia inteiro, feliz sem se lastimá
G D F
Mas quando a lua formosa, no céu pegava a briá
Em A7 Em A7 D
Toda gente arrodiava, pra vê o preto cantá
(E7) (A) E7 A7 D (G) (D) (A7)
Sua viola de pinho, fazia as pedra chorá
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Acontece que a Carolina, cabocla esprito de cão
G D F
Bonita como a sereia, mais que muié tentação
Em A7 Em A7 D
Pra judiá do pretinho, fingiu lhe ter afeição
(E7) (A) E7 A7 D (G) (D) (A7)
Querendo que nem criança, brincá com seu coração
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Coração de violeiro, não é como outro qualquer
G D F
É frágil que nem as pétalas, do mimoso mal-me-quer
Em A7 Em A7 D
Que cai com o vento das asas, do beija flor do tié
(E7) (A) E7 A7 D (G)(D)(A7)
Perde a vida quando a abelha, vem pra lhe roubar o mé
(D) (A7) (D) (D) (A7) (D)
Por isso o pobre Zé Dunga, magoado pela traição
G D F
Não podendo mais guentá, no peito a grande paixão
Em A7 Em A7 D
Agarrado na viola e debruçado no chão
(E7) (A) E7 A7 D
Foi encontrado com um punhal, cravado no coração
Cortando o estradão
| Tonico e Tinoco em 1945. |
Cortando Estradão (valsa, 1946) - Anacleto Rosas Júnior - Intérprete: Tonico e Tinoco
Disco 78 rpm / Título da música: Cortando Estradão / Anacleto Rosas Júnior (Compositor) / Tonico e Tinoco (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1946 / Álbum: 15.681 / Gênero musical: Valsa / Regional / Sertanejo
Tom: D
D A D
Montado a cavalo, cortando estradão
A D
Assim é a vida, que leva o peão
G
Não tenho morada, não tenho rincão
A D
Eu não tenho dona do meu coração.
D A D
Montar touro bravo, é a minha paixão
A D
Não encontro macho que jogue eu no chão
G
Pra jogar o laço também sou dos bom
A D
Em qualquer rodeio eu sou campeão.
REFRÃO
G D
Ah, como é bom viver
A D
Sozinho no mundo sem nada a pensar
G D
%Se o sol vem saindo eu já vou partindo
A D
E quando anoitece estou noutro lugar.
D A D
Se olho no bolso, me falta dinheiro
A D
Amanso três touros por trinta cruzeiros
G
Se pego transporte de uma boiada
A D
Já sou convidado pra ser boiadeiro.
D A D
Por toda a cidade por onde eu passei
A D
Uma moreninha eu sempre deixei
G
Mas sou camarada pois sempre avisei
A D
Não goste de mim porque eu jamais gostei
Cortando estradão
| Tonico e Tinoco em 1945. |
Cortando Estradão (valsa, 1946) - Anacleto Rosas Júnior - Intérprete: Tonico e Tinoco
Disco 78 rpm / Título da música: Cortando Estradão / Anacleto Rosas Júnior (Compositor) / Tonico e Tinoco (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1946 / Álbum: 15.681 / Gênero musical: Valsa / Regional / Sertanejo
Tom: D
D A D
Montado a cavalo, cortando estradão
A D
Assim é a vida, que leva o peão
G
Não tenho morada, não tenho rincão
A D
Eu não tenho dona do meu coração.
D A D
Montar touro bravo, é a minha paixão
A D
Não encontro macho que jogue eu no chão
G
Pra jogar o laço também sou dos bom
A D
Em qualquer rodeio eu sou campeão.
REFRÃO
G D
Ah, como é bom viver
A D
Sozinho no mundo sem nada a pensar
G D
%Se o sol vem saindo eu já vou partindo
A D
E quando anoitece estou noutro lugar.
D A D
Se olho no bolso, me falta dinheiro
A D
Amanso três touros por trinta cruzeiros
G
Se pego transporte de uma boiada
A D
Já sou convidado pra ser boiadeiro.
D A D
Por toda a cidade por onde eu passei
A D
Uma moreninha eu sempre deixei
G
Mas sou camarada pois sempre avisei
A D
Não goste de mim porque eu jamais gostei
Boiadeiro errante
Boiadeiro Errante (toada, 1959) - Teddy Vieira - Intérprete: Liu e Léu
LP Felicidade De Caboclo / Título da música: Boiadeiro Errante / Teddy Vieira (Compositor) / Liu e Léu (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1963 / Álbum: CS-LP-6.043 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Toada / Regional / Sertanejo
Tom: G
G D7 G
eu venho vindo de uma querência distante
D7 G D7
sou um boiadeiro errante que nasceu naquela serra
C D7
o meu cavalo corre mais que o pensamento
C D7 G
ele vem no passo lento porque ninguém me espera
D7 G
tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada uê boi
D7 G
tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada
D7 G
toque o berrante com capricho Zé Vicente
D7 G D7
mostre para essa gente o clarim das alterosas
C D7
pegue no laço não se entregue companheiro
C D7 G
chame o cachorro campeiro que essa rez é perigosa
D7 G
olhe na janela auê uê uê ê boi que linda donzela uê boi
D7 G
olhe na janela auê uê uê ê boi que linda donzela
D7 G
sou boiadeiro minha gente o que é que há
D7 G D7
deixe o meu gado passar vou cumprir com a minha sina
C D7
lá na baixada quero ouvir a siriema
C D7 G
prá lembrar de uma pequena que eu deixei lá em Minas
D7 G
ela é culpada auê uê uê ê boi de eu viver nas estradas uê boi
D7 G
ela é culpada auê uê uê ê boi de eu viver nas estradas
D7 G
o rio tá calmo e a boiada vai nadando
D7 G D7
veja aquele boi berrando Chico Bento corre lá
C D7
lace o mestiço salve êle das piranhas
C D7 G
tire o gado da campana pra’ viagem continuar
D7 G
com destino a Goiás auê uê uê ê boi deixei Minas Gerais uê boi
D7 G
com destino a Goiás auê uê uê ê boi deixei Minas Gerais uê boi
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