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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pedro Viola

Araci de Almeida
Pedro Viola (samba-canção, 1939) - Laurindo de Almeida - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Pedro Viola / Laurindo Almeida (Compositor) / Araci de Almeida (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 31/03/1939 / Lançamento: 07/1939 / Nº do Álbum: 11848 / Nº da Matriz: 33048-1 / Gênero: Samba canção


Pedro Viola vivia no samba
Em Estacio de Sá / Parece que a sorte
Queria que Pedro saísse de lá

Um dia ele viu a Rosinha bonita
E se apaixonou / O samba esqueceu
A viola largou / E deixou de cantar

Mas Pedro Viola não adivinhou
Que não ia gostar / Sentindo saudades
Deixou o barraco / E veio sambar...

O samba durou / A noite acabou
E pedro voltou / Mas seu barracão
Tristonho e vazio / Lá em cima do morro
Ele encontrou...

O tempo passou / Mas o pobre sambista
Não se conformou / A velha saudade
Bateu nom seu peito / Coitado, chorou...

Vivendo sozinho / Contando os zincos
Do seu barracao / Foi que Pedro Viola
Morreu abraçado ao seu violão...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quem foi

Araci de Almeida
Quem foi (samba-canção, 1947) - Nestor de Holanda e Jorge Tavares - Intérprete: Araci de Almeida com Vocalistas Tropicais

Disco 78 rpm / Título da música: Quem foi / Jorge Tavares (Compositor) / Nestor de Holanda (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Vocalistas Tropicais (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 31/05/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 12793 / Nº da Matriz: 8233 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Quem foi ?
Quem foi que andou dizendo
Que eu vivo sempre sofrendo
Que eu vivo sempre chorando
Não teve razão
Quem me fez esta maldade
Que eu vivo sofrendo, é verdade
Mas sofro sorrindo e cantando.

O pranto para mim não existe
Não choro quando estou triste
Sorrio sempre na dor
Não dou valor ao coração
Não ligo a uma ingratidão
Não choro por um amor !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Cidade do interior

Aracy de Almeida
Cidade do interior (samba-canção, 1947) - Marino Pinto e Mário Rossi - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Cidade do interior / Marino Pinto (Compositor) / Mário Rossi, 1911-1981 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Geraldo Medeiros e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 03/02/1947 / Lançamento: 03/1947 / Nº do Álbum: 12767 / Nº da Matriz: 8182 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Cidade do interior
Tem a sua estação de trem
Um clube, a matriz, um jardim
E um baile mensal, familiar
Tem um cinema modesto
E um pequeno jornal
Que sai todo domingo
E quando é feriado nacional


Cidade do interior
Tem um grupo escolar também
E um rio que passa cantando
Espelhando o luar
E o ideal
Que todos tem no interior
É crescer e casar
Para saber o que é o amor.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 21 de março de 2008

A mulher do leiteiro

Aracy de Almeida
A mulher do leiteiro (marcha/carnaval, 1942) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: A mulher do leiteiro / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Passos e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 10/10/1941 / Lançamento: 12/1941 / Nº do Álbum: 34845 / Nº da Matriz: S-052390-2 / Gênero musical: Marcha


Todo mundo diz que sofre
Sofre, sofre neste mundo
Mas a mulher do leiteiro sofre mais;
Ela passa, lava e cose
E controla a freguesia
E ainda lava as garrafas vazias.


E o leiteiro, coitado!
Não conhece feriado
Se encontra satisfeito
Toda noite é sereno
E a mulher dele
Que trabalha até demais
Diz que tudo que ela faz
Ainda é café pequeno.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Passo do canguru

Passo do canguru (marcha/carnaval, 1941) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Passo do canguru / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 14/11/1940 / Lançamento: 12/1940 / Nº do Álbum: 34692 / Nº da Matriz: 52051 / Gênero musical: Marcha



Eu nesse passo vou até Honolulu
Ô, ô, ô - Ô, ô, ô devagar
Lá no meu clube
Só se dança o canguru
Das dez às três sem parar

Parece valsa, foxtrote

Tango, rumba
Ula-ula e macumba
E até maracatu. Uei!
Pois lá no clube
Muita gente cai na dança
Leva no colo a criança
Pensa até que é canguru



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 16 de março de 2008

Chorei quando o dia clareou

Araci de Almeida
Chorei quando o dia clareou (samba, 1939) - Nelson Teixeira e David Nasser - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Chorei quando o dia clareou / David Nasser, 1917-1980 (Compositor) / Nelson Teixeira (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 08/03/1939 / Lançamento: 05/1939 / Nº do Álbum: 34432 / Nº da Matriz: 33007-1 / Gênero musical: Samba


Chorei quando o dia clareou
Chorei por amor ao meu amor
E amanheceu
Não apareceu no meu chatô
O meu coração quase parou

Sofri
Sem poder me conformar

Pedi
Não quiseste voltar
Jurei
De um dia me vingar
Só pra te ver sofrer
Só pra te ver chorar
Como chorei

Chorei quando o dia clareou
Chorei por amor ao meu amor
E amanheceu
Não apareceu no meu chatô
O meu coração quase parou



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Cor de cinza


"Cor de Cinza", um samba de 1933, foi só levado a disco em 1955 na voz da intérprete preferida de Noel, no LP de 10 polegadas da Continental "Canções de Noel Rosa com Aracy de Almeida". O disco também assinala a volta de um grande parceiro noelino, Osvaldo Gogliano, o Vadico, ao Brasil, após vários anos nos EUA. Ele reaparecia num trabalho de orquestração e regência que, sem descaracterizar a obra de Noel, evidenciava algo do que aprendeu naquele país (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).

Cor de Cinza (samba, 1933) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

LP 10' Canções de Noel Rosa com Aracy de Almeida / Título da música: Cor de Cinza / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Vadico (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Selo: Continental, 1955 / Álbum: Canções de Noel Rosa com Aracy de Almeida / Nº do álbum: LPP-10 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Obs.: Arranjos e acompanhamento de Vadico.



Com seu aparecimento
Todo o céu ficou cinzento
E São Pedro zangado
Depois, um carro de praça
Partiu e fez fumaça
Com destino ignorado

Não durou muito a chuva
E eu achei uma luva
Depois que ela desceu
A luva é um documento
Com que provo o esquecimento
Daquela que me esqueceu

Ao ver um carro cinzento
Com a cruz do sofrimento
Bem vermelha na porta
Fugi impressionado
Sem ter perguntado
Se ela estava viva ou morta

A poeira cinzenta
Da dúvida me atormenta
Não sei se ela morreu
A luva é um documento
De pelica e bem cinzento
Que lembra quem me esqueceu

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Eu sei sofrer

Aracy de Almeida
Eu sei sofrer (samba, 1937) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Eu sei sofrer / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Boêmios da Cidade (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1937 / Nº Álbum 34176 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Quem é que já sofreu mais do que eu?
Quem é que já me viu chorar? 
Sofrer foi o prazer que Deus me deu 
Eu sei sofrer sem reclamar
Quem sofreu mais do que eu não nasceu 
Com certeza Deus já me esqueceu 

Mesmo assim, não cansei de viver 
E na dor eu encontro prazer
Saber sofrer é uma arte 
E pondo a modéstia de parte 
Eu posso dizer que sei sofrer 

(repete a 1a. estrofe) 

Quanta gente que nunca sofreu 
Sem sentir, muitos prantos verteu 
Já fui amado, enganado 
Senti quando fui desprezado 
Ninguém padeceu mais do que eu 

(repete a 1a. estrofe)

Rapaz folgado

Wilson Batista, um jovem compositor de 20 anos de idade, lançou um samba chamado Lenço no pescoço, gravado por Sílvio Caldas (''Meu chapéu de lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso (...) / Eu tenho orgulho de ser vadio''.

Orestes Barbosa espinafrou o samba em sua coluna no jornal A hora: ''Causou má impressão o novo samba de Sílvio Caldas 'Lenço no pescoço, navalha no bolso'. O malandro, hoje, não usa mais lenço no pescoço, como nos tempos dos Nagoas e Guaximi. Além disso, no momento em que se faz a higiene do samba, a nova produção de Sílvio Caldas, pregando o crime por música, não tem perdão.''

Noel Rosa, provavelmente, influenciado por Orestes Barbosa, compôs Rapaz folgado, como uma resposta a Wilson Batista. Este, por sua vez, replicou e estabeleceu-se a famosa polêmica entre os dois compositores.

Rapaz folgado (samba, 1933) - Noel Rosa - Interpretação: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Rapaz folgado / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34368 / Lado B / Gênero musical: Samba.


Intr.:(F Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C C/Bb
F/A Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C)
C               D7    G7  C
Deixa de arrastar o teu tamanco
G7           E7
Pois tamanco nunca foi sandália
A7                           Dm
E tira do pescoço o lenço branco
D7
Compra sapato e gravata
G7               Fm6/Ab  G7
Joga fora essa navalha que te atrapa......lha
C                D7   G7    C
Com chapéu do lado deste rata
G7          E7
Da polícia quero que escapes
A7                  Dm         F     F#°    C/G
Fazendo samba-canção, já te dei papel e lápis
A7        D7    G7     C    C/Bb
Arranja um amor e um violão
F/A       Fm/Ab        C/G
Malandro é palavra derrotista
Dm7           G7       Gm6/Bb  A7
Que só serve pra tirar todo o valor do sambis.....ta
Dm/F           D7/F#  C/G
Proponho ao povo civili..zado
A7       D7
Não te chamar de malandro
G7     C
E sim de rapaz folgado


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Vaca amarela

Vaca Amarela (marcha, 1938) - Lamartine Babo e Carlos Netto

Disco 78 rpm / Título: Vaca amarela / Autoria: Carlos Netto (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Babo, Lamartine, (Intérprete) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Diabos do Céu (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Álbum 34286.


A vaca amarela pulou a janela
Mexeu, tanto mexeu
que até quebrou a tal tigela

A minha casa tem quintal pra morro
com um "bungalow" que eu fiz pro meu cachorro
Do lado esquerdo tem uma cancela
toda escangalhada pela tal vaca amarela

Dizem que a vaca veio da montanha
Veio de Minas, lá do Mar de Espanha
Vaca espanhola natural de Minas
que na Catalunha cata boi com serpentina

Esquina da sorte

Esquina da sorte (marcha, 1938) - Lamartine Babo e Hervé Cordovil

Disco 78 rpm / Título da música: Esquina da sorte / Autoria: Cordovil, Hervé (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Intérprete) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Diabos do Céu (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34286 / Gravação 25/01/1938 / Lançamento 02/1938 / Lado B / Gênero musical: Marcha.


8.083, 50 mil-réis! 8.083!

Na esquina da sorte
onde mora o meu amor
encontrei um bilhete
enrolado numa flor

Um bilhete azulzinho
Cinco abraços, dez beijos
E depois do carinho
um milhão de desejos
Um encontro mais forte
Outro encontro depois
E a não ser nossa sorte
nada além de nós dois!

E no fim do bilhete
outro encontro marcado
Um cinema, um sorvete
Tudo bem combinado!
Umas frases amigas
e umas brigas depois
E a não ser nossas brigas
nada além de nós dois!

Zero, zero, zero, zero...
Pra que tanto zero?
Zero, zero, zero, zero...

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Escandalosa

Emilinha Borba
Há composições que são a cara de determinados intérpretes, perdendo a graça se cantadas por outros. Este é o caso de "Escandalosa", que parece ter sido feita para Emilinha Borba, embora Araci de Almeida também a tenha gravado.

Foi cantando e dançando "Escandalosa", com graça e sensualidade, que Emilinha consolidou, em 1947, seu prestígio de estrela dos auditórios radiofônicos.

Lançada numa época em que começava a imperar em nosso meio a moda da música latino-americana, a canção foi feita em ritmo de rumba. Ainda em 47, Emilinha Borba obteve outro sucesso com "Se Queres Saber", de Peterpan.

Escandalosa (rumba, 1947) - Moacir Silva e Djalma Esteves - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Escandalosa / Djalma Esteves (Compositor) / Moacir Silva (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Chiquinho (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Gravação: 28/05/1947 / Lançamento: 06/1947 / Nº do Álbum: 15784 / Nº da Matriz: 1667-2 / Gênero musical: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez



Um dia / Uma vez lá em Cuba
Dançando uma rumba / Disseram que eu era
Escandalosa


Dancei / Mas não me incomodei
Pois a rumba é por si / Maliciosa
Escandalosa


A rumba / Tem um ritmo louco
e remexe meu corpo assim
Escandalosa


Com muchacho sabido / Bem juntinho de mim
Confessando ao meu ouvido / és deliciosa
Escandalosa



Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Não me diga adeus

Contrastando com a animação de É com esse que eu vou, foi também grande sucesso no carnaval de 48 o canto pungente de Araci de Almeida em Não me diga adeus: "Não, não me diga adeus / pense nos sofrimentos meus / se alguém lhe dá conselho / pra você me abandonar / não devemos nos separar".

O fato, porém, não é exceção no repertório carnavalesco. Tristes como este samba-lamento fazem-lhe companhia vários sucessos de outros carnavais como Ai, que saudades da Amélia (42), Pastorinhas (38), Foi ela (35) e a valsa Pierrô e Colombina (15/16), isso para ficar apenas nos mais conhecidos.

Não me diga adeus (samba/carnaval, 1948) - Luiz Soberano, João Correia da Silva e Paquito

Disco 78 rpm / Título da música: Não me diga adeus / João Correia da Silva (Compositor) / Luiz Soberano, 1920-1981 (Compositor) / Paquito (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 24/10/1947 / Lançamento: 01/1948 / Nº do Álbum: 12826 / Nº da Matriz: 8286-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Am      G7             C          F7           E7      Am E7
Não. . . .  não me diga adeus / Pense nos sofrimentos meus
Am                                            Dm
Se alguém lhe dá conselhos / Pra você me abandonar......
Am         F          Am  E7     Am            F
Não devemos nos separar     /    Não vá me deixar  
    Am             F         Am           F       Am   E7
Por favor  / Que a saudade é cruel/ Quando existe amor
Am   G7                C       F7            E7       Am
Não . . . .não me diga adeus / Pense nos sofrimentos meus


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Pela décima vez

Araci de Almeida
Pela décima vez (samba, 1947) - Noel Rosa (Samba composto em 1935) - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Pela décima vez / Noel Rosa, 1910-1937 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Geraldo Medeiros e Seu Conjunto com Bolinha [Piano] (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 17/04/1947 / Lançamento: 09/1947 / Nº do Álbum: 12804 / Nº da Matriz: 8211 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez

E             A7              Eadd9    B7
Jurei não mais amar pela décima vez 
  E6/9         C#7(#9)       C#7(b9)    F#m   
Jurei não perdoar      o que ela     me fez
F#m                                   F#m/E
    O costume é a força que fala mais forte 
             B7/D#  B7
Do que a natureza
  F#m7/11             B7/13            B7/4
E que     nos faz dar provas de fraqueza

  E                   A7/9       E6/9  F#m7/11
Joguei meu cigarro no chão   e pisei
           Bm7/11        E7/4(9) 
Sem mais nenhum   aquele mesmo   
E7(b9)  Aadd9       G#°(b13)  F#m
apan....hei     e fumei
    F#m/E      Aadd9               A#°
Através   da fumaça   neguei minha raça
   E6/B     D7/9   C#7(#9)
Chorando, a repe...tir 
          F#7/13          B7/13                 E6/9
Ela é o veneno que eu escolhi pra morrer sem sentir

   E              A7/9         E6/9  F#m7/11
Senti que meu coração   quis parar
          Bm7/11       E7/4(9)    E7(b9)   Aadd9  
Quando voltei    e escutei    a vizinha  falar
G#°(b13)  F#m                 Aadd9  
              Que ela só de pirraça
              A#°       E6/B  D7/9       C#7(#9)
Seguiu com um praça,  ficando lá    no xadrez
            F#7/13       F#7(#5)    B7/13
Pela décima vez    ela está      inocente
    B7(#5)      E6/9
Nem sabe  o que fez  


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Saia do caminho

Custódio Mesquita morreu aos 35 anos, justamente quando atingia o ápice de sua carreira. Assim, não chegou a ouvir a primeira gravação de "Saia do Caminho", realizada por Araci de Almeida em 1946. Um requintado samba-canção, dos melhores da dupla Custódio / Evaldo Rui, "Saia do caminho" conta a história de uma resignada separação: "Junte tudo o que é seu / seu amor, seus trapinhos / junte tudo o que é seu / e saia do meu caminho...".

Embora bem apropriado para voz feminina, de preferência suave e romântica (além de Araci, já foi gravado por Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Gal Costa, Isaura Garcia, Elza Soares, Zezé Gonzaga, Miúcha, Nana Caymmi... ), "Saia do Caminho" estava destinado por Custódio ao então iniciante cantor Jorge Goulart. "A gravação estava marcada para o dia 14 de março de 1945" lamenta Jorge - "só não se realizando porque Custódio morreu na véspera."

Saia do caminho (samba-canção, 1946) - Custódio Mesquita e Evaldo Rui - Intérprete: Araci de cAlmeida

Disco 78 rpm / Título da música: Saia do caminho / Custódio Mesquita, 1910-1945 (Compositor) / Evaldo Rui, 1913-1954 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Lauro Araújo e Seu Ritmo (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 08/02/1946 / Lançamento: 03/1946 / Nº do Álbum: 12686 / Nº da Matriz: 8007 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez

                 C7+     G#6/7          F7+
Junte tudo que é seu, seu amor, seus trapinhos
     A6/7         Dm7/9                 G#6/7 G6/7
Junte tudo o que é seu e saia do meu caminho
                D
Nada tenho de meu
             Em  Ebº  Dm7
Mas prefiro viver sozinho

Nosso amor já morreu
                         F/G
E a saudade se existe é minha
             C7+        G#6/7      F7+
Fiz até um projeto, no futuro, um dia
     A6/7      Dm7/9
No nosso mesmo teto
                 G#6/7 G6/7
Mais uma vida vingaria
             Bb/C
Fracassei novamente
                            F7+
Pois sonhei, mas sonhei em vão
           Em7        A5+/7  Dm7/9
E você francamente, decididamente
    G6/7    C7+
Não tem coração


Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Fez bobagem

Araci de Almeida
Fez bobagem (samba, 1942) - Assis Valente - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Fez bobagem / Assis Valente (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Luiz Americano e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 20/01/1942 / Lançamento: 03/1942 / Nº do Álbum: 34882 / Nº da Matriz: S-052459 / Gênero musical: Samba

Intro: (Em7 Bb6/7) ou E7+/9

     A7+          E7+/9
Meu moreno fez bobagem
 Bm7  E7/9             A7+
Maltratou meu pobre coração
D7/9                  G#m7
Aproveitou a minha ausência
   C#7/9         F#6/7 F#5+/6      F#m  B7/9- E7+/9
E botou mulher sambando no meu barracão
           A6/7         E7+/9   Bm7
Quando eu penso que outra mulher
  E7/9              A7+   D7/9
Requebrou pra meu moreno ver
                  G#m7
Nem dá jeito de cantar
     C#7/9      F#7
Dá vontade de chorar
  B7/9- E7+/9
E de morrer
           F#m7               B7/9            F#m7  B7/9
Deixou que ela passeasse na favela com meu peignoir
          E7+/9                A6/7         E7+/9
Minha sandália de veludo deu à ela para sapatear
          F#m  B7/9  E7+/9
E eu bem longe me acabando
 Gº   F#m7  B7/9  E7+/9
Trabalhando pra viver
 A7+       G#m7        C#7/9       F#m7
Por causa dele dancei rumba e fox-trote 
       B7/9  E7+/9
Para inglês ver


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Passarinho do relógio (Cuco)

Passarinho do relógio (Cuco) (marcha/carnaval, 1940) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Passarinho do relógio (Cuco) / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 20/10/1939 / Lançamento: 12/1939 / Nº do Álbum: 34532 / Nº da Matriz: 33195-1 / Gênero musical: Marcha


----C
Cuco-cuco-cuco!
O passarinho do relógio
--------------G7
Está maluco
Ainda não é hora do batente
Ele fica impertinente
------------------------C
Acordando toda gente

--------------G7----------------- C
Eu pego às oito e quarenta e cinco
------------------G7
E levanto às sete,
--------------------------C------ C7
Pra tomar banho e café
-----------------F
Mas quando são mais ou menos
-----------C
Três e cinco, ele começa:
Cuco-cuco-cuco!
-------------Dm
E só termina
--------------G7---- C
Quando estou de pé



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Camisa amarela

Tal como "Camisa listrada", "Camisa Amarela" é uma curiosa crônica de um episódio carnavalesco carioca. Na letra, uma das melhores de Ary Barroso, a protagonista narra as proezas do amante folião, que volta sempre aos seus braços, "passada a brincadeira". Procurando dar uma impressão de realidade à história, Ari chega a localizá-la no tempo e no espaço, com a citação de músicas do carnaval de 39 - "Florisbela" e "A jardineira" - e lugares do Rio - o Largo da Lapa, a Avenida (Rio Branco) e a Galeria (Cruzeiro).

Entregue no disco de estreia à sua intérprete ideal, Araci de Almeida, "Camisa Amarela" tem ainda uma gravação notável do próprio Ary Barroso, cantando e se acompanhando ao piano, em 1956.

Camisa Amarela (samba, 1939) - Ary Barroso - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Camisa amarela / Ary Barroso (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 31/03/1939 / Lançamento: 06/1939 / Nº do Álbum: 34445 / Nº da Matriz:33047 / Gênero musical: Samba

C7+                        Am7         Eb0         Dm7     
Encontrei o meu pedaço na avenida / De camisa amarela
                G7                            C7+  Am7  Dm7  G7
Cantando a Florisbela       /       A Florisbela
         C7+             Am7        D7      G
Convidei-o a voltar pra casa em minha companhia
      Ab0                 Am7
Exibiu-me um sorriso de ironia
             D7                 Dm7  G7
E desapareceu no turbilhão da galeria
       Gm7         C7              Gm7
Não estava nada bom o meu pedaço na verdade
        C7       F7+
Estava bem mamado /  Bem chumbado, atravessado
Em7/5+           A7                     D7
Foi por aí cambaleando/ Se acabando num cordão
                                  Eb0
Com o réco-réco  na mão /         Mais tarde
                     C7+                 A7/5+
O encontrei num café zurrapa /   No Largo da Lapa
        D7/9                   Dm7  G7         C7+ 
Folião de raça / Bebendo o quinto copo de cachaça
           G7/5+
     (isso não é chalaça)

   C7+                     Am7       Eb0            Dm7 
Voltou às sete horas da manhã/Mas só na quarta feira
        G7                                C7+   Am7 Dm7 G7     
Cantando a Jardineira oi /        A Jardineira
     C7+                           Am7             D7    G
Me pediu um ainda às onze / Um copo d'água com bicarbonato
         Ab0               Am7
Meu pedaço estava ruim de fato
             D7                   Dm7  G7
Pois caiu na cama e não tirou nem o sapato

Gm7                   C7                Gm7
Roncou uma semana / Despertou mal humorado
  C7              F7+
Quis brigar comigo / Que perigo / Mas não ligo
Em7/5+           A7                         D7
Meu pedaço me domina / Me fascina / Ele é o tal
                            Eb0                       C7+
Por isso não levo a mal / Pegou a camisa/ A camisa amarela
         A7/5+                       D7
Botou fogo nela/      Gosto dele assim
            G7                       C7+            G7/5+
Passou a brincadeira  / E ele é pra mim.(Meu Senhor do Bonfim)


Fontes: A Canção no Tempo - 85 anos de Música Brasileira Vol. 1: 1901-1957, 1a edição, 1997, editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Último Desejo

Desmentindo os que subestimam o seu talento musical, Noel Rosa deixou mais de cem composições em que fez letra e música, das quais cerca de trinta têm melodia de ótima qualidade. Pertencem a esse repertório clássicos como "Palpite Infeliz", "Pela Décima Vez", "Três Apitos", "O 'x' do Problema" e a obra-prima "Último Desejo", que por si só lhe garantiria diploma de melodista.

Nessas composições, mostra como era capaz de criar a música exata para a sua própria poesia, da mesma forma que sabia fazer versos adequados para melodias alheias. "Último Desejo" foi escrita no período final de sua vida. Aliás, só seria passada para a pauta quando ele já se encontrava em seu leito de morte, mal podendo ditar a melodia ao amigo Vadico. É um samba autobiográfico, uma mensagem de despedida à amada Ceci (Juraci Correia de Morais), com quem viveu um atribulado caso sentimental e que lhe inspirou várias composições.

Um belo exemplo de canção popular, ao mesmo tempo simples e requintada, "Último Desejo" dá a impressão de que a carreira de Noel começava a evoluir para uma nova fase, mais elaborada. Sua composição mais conhecida, teve a primeira gravação, realizada por Araci de Almeida, em 01.07.37, sendo o disco lançado em março de 38. Morto em maio de 37, Noel não pôde ouvi-lo. Perdeu-se assim a oportunidade de se conhecer sua opinião, que por certo evitaria a longa polêmica sustentada por Araci e Marília Batista, possuidoras de versões diferentes de "Último Desejo".

Último desejo (samba, 1938) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Último desejo / Noel Rosa, 1910-1937 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Boêmios da Cidade (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 01/07/1937 / Lançamento: 03/1938 / Nº do Álbum: 34296 / Nº da Matriz: 80511-1 / Gênero musical: Samba canção

Intro: Fm Cm C# G7 Cm 

                         Fm 
Nosso amor que eu não esqueço  
                  G7 Dm5-/7   G7           Cm  G#7 G 
E que teve o seu começo numa festa de São João 
                 A#                         G# 
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete 
                 G7  C7 
Sem luar, sem violão 
                  Fm 
Perto de você me calo 
                   G7                   C7 
Tudo penso e nada falo, tenho medo de chorar 
      Fm                Cm 
Nunca mais quero o seu beijo 
                 C#    G7             C   Am7 Dm7 G7 C 
Mas meu último desejo você não pode negar 
                  D7/9                     G7 
Se alguma pessoa amiga pedir que você lhe diga 
                   Cm G 
Se você me quer ou não 
Cm                A#                        G# 
Diga que você me adora, que você lamenta e chora 
            G7   C 
A nossa separação 
    Am7             D7 
Às pessoas que eu detesto 
 G                        G7                      C   C7 
Diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim 
         Fm         C  Am7 
E que eu arruinei sua vida 
                     D7/9       G7            G# Fm7 C 
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim 


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Tenha pena de mim

Aracy de Almeida
Frequentadores do Café Nice faziam, vez por outra, incursões a um tal Clube da Malha, que ficava num barracão no alto do Morro de Mangueira. Lá bebiam e confraternizavam com os boêmios do lugar, formando animadas rodas de samba. Como nessas reuniões bebia-se muito, estava sempre a postos um rapaz, empregado da birosca que reabastecia o grupo. Para isso tinha, a todo o momento, que descer e subir o morro, pois a birosca ficava lá embaixo.

O tal rapaz - que se chamava Valdomiro José da Rocha, mas era conhecido como Babaú - tinha vocação musical e, um dia, aproveitando a presença dos visitantes, mostrou ao compositor Ciro de Souza um esboço de samba de sua autoria. Ao contrário do que acontece geralmente, o samba do principiante era muito bom: "Ai, Ai meu Deus / tenha pena de mim /(...)/ trabalho não tenho nada / não saio do miserê / ai, ai meu Deus/ isso é pra lá de sofrer...".

Então, Ciro (segundo depoimento que realizou para o Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro, em 09.08.84) deu uma ajeitada nos versos, acrescentou-lhe uma segunda parte e logo o samba do Babaú estava fazendo sucesso no carnaval, cantado por Araci de Almeida. Tanto sucesso que até provocou um protesto de Sílvio Caldas, inconformado com o fato de Ciro de Souza ter entregue a música a Araci. Uma curiosidade: o nome original do samba era "Ai, Ai Meu Deus", que foi substituído por "Tenha Pena de Mim" por recomendação da censura, que vetava a palavra "Deus" em títulos de canções.

Tenha pena de mim (samba, 1938) - Ciro de Souza e Babaú - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Tenha pena de mim / Babaú, 1914-1993 (Compositor) / Ciro de Souza (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Cojunto Regional RCA Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 17/08/1937 / Lançamento: 11/1937 / Nº do Álbum: 34229 / Nº da Matriz: 80596-2 / Gênero musical: Samba


Ai, ai meu Deus / Tenha pena de mim!
Todos vivem muito bem / Só eu quem vive assim
Trabalho, não tenho nada / Não saio do miserê
Ai, ai meu Deus / Isso é pra lá de sofrer


Sem nunca ter / Nem conhecer felicidade
Sem um afeto / Um carinho ou amizade
Eu vivo tão tristonha / Fingindo-me contente
Tenho feito força / Pra viver honestamente



Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.