Mostrando postagens com marcador musica gaucha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musica gaucha. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de outubro de 2010

Ivan Taborda

Ivan Taborda nasceu em São Gabriel, RS,  e iniciou sua carreira nos anos de 1958 e 1959 cantando sozinho e já fazendo humorismo em suas apresentações. Em 1974 junto de Benone Botega formou a dupla “Os Maragatos”, a primeira gravação da dupla foi “O baile do seu Amaranto”.

Consta que a dupla chegou a fazer uma apresentação musical, na época, para o presidente Geisel.

Autentica imagem gaúcha, de bombacha larga, vocabulário carregado com palavras regionais e sotaque sulino. Em suas prosas sempre gosta de ressaltar algum acontecido, contando causos muitas vezes cômicos, outros carregados de saudade.

Ex-motorista do Palácio Iguaçu nos anos 60, o gaúcho Ivan Taborda acabou encontrando seu espaço no Sudoeste do Paraná. Acordeonista e cantor, Taborda - gaúcho de vastos bigodes, aparência saudável do homem do Sul (o que o fez, inclusive, ser requisitado para muitos comerciais de televisão) tem já uma discografia ampla. 

Buscando o humor e o informal em suas gravações - preferindo, aliás, algumas vezes ficar mais como contador de causos do que cantador, Taborda tem um público seguro que garante a absorção de seus discos no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Seu novo lp ("As Proezas do Pedro Bino", Chantecler) - 15º de uma carreira de muitos êxitos - alterna as suas próprias (e bem humoradas) composições - como o contrapasso que dá título ao disco, os xotes "Gaúcho de Bossoroca", a toada milongueira "Cantigas do Cruzador", a chamarrita "Minha Filha", também músicas de outros autores do Sul. 

É o caso do delicioso "É Mentira Dele" do saudoso Pedro Raimundo (Imaruí, SC, 29/6/1906 - Rio de Janeiro, 9/7/1973) - intérprete regionalista cuja vida e obra acaba de merecer um ensaio do pesquisador Israel Lopes, de Santa Maria, RS - com edição prevista pela Editora Tchê!, de Porto Alegre, na série "Esses Gaúchos" (embora Pedro Raimundo fosse catarinense de nascimento). 

Ivan Taborda é um intérprete e criador de forte personalidade, que sem se fixar no Nativismo - inclusive por estar há anos fora do Rio Grande do Sul - traz músicas interessantes e bem-humoradas, que merecem atenção.






quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Galanteios e milongagens

Galanteios e milongagens

1
Tua carinha mimosa,
Teu corpinho delicado
Os teus olhos feiticeiros
Me trazem abichornado.

2
Neste capão tem um bicho
Que se chama solidão
Junto dele mora um anjo
Que roubou meu coração.

3
Lá no arroio está chovendo,
No capão está trovejando
Por via daquela ingrata,
Meu coração está penando.

4
Toda volta dos arroios
Procura o seu natural;
Não sei que voltas darei
Que tu não leves a mal

5
Eu pedi a uma morena
Que me desse uma boquinha
A chinoca respondeu:
- Esta boca não é minha

6
Um beijo, quando é bem dado,
Daqueles que eu dava e dou,
Faz uma amante dizer:
— Mais outro, que esse mermou.

7
Touro xucro e cupinudo,
Sozinho tenho matado;
Só não pude inda vencer
Quem me traz todo enredado.

8
Quando estou longe de ti
E dói-me a separação,
Começo logo a berrar
Como um terneiro mamão.

9
Quando passas nas coxilhas,
As ancas se boleando,
Até as folhas ,e flores
Vão todas se requebrando.

10
O veado quando corre
Deita a orelha e vai pulando;
Meu amor, quando me enxerga,
Vem toda se requebrando

11
Assim que te vi, chinoca,
Fiquei te querendo bem,
E ando de boca fechada,
Sem dizer nada a ninguém.

12
A açucena quando nasce
Toma conta do jardim;
Também eu ando campeando
Quem tome conta de mim.

13
Adeus, meus amados pagos
Lugar onde eu passeava,
Vivia alegre e contente
Quando com meu bem estava.

14
Estou me lembrando agora
Dos pagos do meu rincão;
Amores que foram meus,
Agora de quem serão?

15
As correntezas do rio
Torcem os paus da balsa;
Tu também és inconstante
E, como as águas, és falsa.

16
Papagaio, pena verde,
Dos encontros cobrados;
Meu amor, diz se me queres,
Não me tragas enganado.

17
Andorinha do coqueiro,
Dá-me novas do meu bem,
Diz-me se é vivo ou morto,
Se está nos braços de alguém.

18
Em cima daquele cerro
Tem uma sela dourada
Para assentar meu amor
Com divisa cobrada.

19
Eu vivo tão preso ao laço
Do amor, que tu me atiras,
Que me parecem teus braços
Palanques de guajuvira!

20
Quando eu vim de lá de fora,
Oito dias de viagem;
Trocar um amor por outro?
Eu não tenho essa coragem.

21
És branca como jasmim,
Cobrada como a rosa;
Por teu amor eu daria
Minha terneira barrosa.

22
No oco de uma figueira
Achei um ninho de anu;
Para negar o que fazes,
Ninguém melhor do que tu.

23
O aguapé da Lagoa
Floresce da cor do luto;
Se é por ti que ando chorando,
Como tens o rosto enxuto?

24
Tenho o meu laço de fita
E as minhas bolas de prata;
Pois nem assim eu pealo
O coração desta ingrata.

25
Já não ando enrabichado,
Não arrasto o meu cambão;
Aos bamburrais da tristeza
Foi-se o pobre coração.

Fontes: Jangada Brasil / (Lopes Neto, João Simões. Cancioneiro gaúcho, p.111-115).

domingo, 26 de setembro de 2010

Xote laranjeira

Os Monarcas

C G7 F G F C G7 C

C
Mas deixa estar que eu vou-me embora
G7
Eu vou voltar pro meu rincão
F G7
Pra beber água dos teus olhos
F C G7 C
Sangue do teu coração


Mas deixa estar que eu vou-me embora
G7
Eu vou voltar pro meu rincão
F G7
Que é pra comer churrasco gordo
F C G7 C
E tomar mate chimarrão
Int.

Mas deixa estar que eu vou-me embora
G7
Eu vou-me embora pra fronteira
F G7
Que é pra comer churrasco gordo
F C G7 C
E tomar café de chaleira


Mas deixa estar que eu vou-me embora
G7
Eu vou-me embora pra fronteira
F G7
Mas eu hei de levar comigo
F C G7 C
Este xote laranjeira
Int.

Pula daqui pula de lá
G7
Pula do canto

Que eu daqui não me levanto
C
Tô danado pra brigar
Int.

Vai que vai

Os Monarcas

G D7 C G D7 G


D7
(Vaneira que me larga pela sala
C
E essa gaita quase fala
G Bis
Nesse fole que se vai e vem
D7 G
Vai que vai vem que vem dançando com meu bem)
Int.
D7
Olha o tipo do gaiteiro a corcovear
G
Animando esse entreveiro sem parar
D7 Bis
Nesse toque madrugueiro vou dançar
G
Com a china mais bonita do lugar

C G7
Eu te pego eu te largo eu te largo eu te pego
C
A noite inteira não sossego quero só saracotear
G7 Bis
Agarrado na cintura dessa china que me agrada
C
Atravesso a madrugada até o dia clarear
Int. ( )

Rancheira puladinha

Os Monarcas

Bb F7 Eb Bb Eb Bb F7 Bb


F7
Vamos dançar esta rancheirinha
Eb Bb
Bem puladinha pelo salão
Eb Bb Bis
Peão e prenda marcando o passo
F7 Bb
Bem no compasso do coração

F7
Pula, pula, pula, pula chinoca
Eb Bb Bis
Pula, pula, pula, pula peão
F7
Na sala faz um trenzinho
Eb Bb Bis
Peão e prenda se dando a mão

Bb7 Eb
Pra fechar a porteirinha
F7 Bb Bis
Batendo forte com o pé no chão
Int.

Pago dileto

Os Monarcas

A E7 A A7 D A E7 A D A E7 A


                             
Eu parto por longos caminhos 
     D         A       E7
meu pai minha mãe atenção
                                            A
Entendam a este pedido do filho do teu coração
                                 A7              D
Não vendam os bois da carreta criados com estimação
    (D)                      A         E7                A
Não peguem as coisas que eu deixo guardadas no velho galpão     Bis
Int.
                                 D         A          E7
Não mexam na ponte da serra tem muitos bichinhos por lá
                                                    A
A toca do burro de pedra lembranças dos tempos de piá
                                  A7                  D
Não quebrem os pés de pinheiro moradas de muitos irapuás
    (D)                  A         E7             A
Não cortem as lindas palmeiras do gato cantor sabiá   Bis
Int.
                                D           A         E7
Não tirem o verde dos campos belezas que a muitos consola
                                                        A
Não colham as flores das matas as quais o perfume se enrola
                             A7                 D
Não deixem armar arapucas as aves não querem gaiolas
    (D)                 A        E7               A
Seu canto nos traz melodias que rimam ao som da viola  Bis
Int.
                                        D         A        E7
Daqui alguns tempos Deus queira que eu volte sem mágoas ilhais
                                                        A
Que eu possa abraçar novamente os velhos queridos meus pais
                                A7                D
Que eu sinta meu pago dileto feliz a cantar madrigais
       (D)                   A        E7                A
Que eu veja meu mundo de outrora com todas as coisas iguais   Bis
Int.

Olhos de Mel

Os Monarcas

(intro) Gm   D

D
Olhei pra duas estrelas
Gm
La por de traz do arvoredo
D
E vi dois olhos tão lindos
Gm
Querendo contar segredos
D
Fiquei contemplando a noite
Gm
Escutando a voz do vento
D
E num estante eu te vi
Gm
Chegando em meu pensamento
D
E num estante eu te vi
Gm
Chegando em meu pensamento

(refrão 2x)
D
Esta saudade menina
Gm
Vai doendo igual a um cinzel
D
Não sei viver sem o brilho
Gm
Destes seus olhos de mel

(intro) Gm D

D
Sempre que penso em teu nome
Gm
Meu coração grita em couro
D
E continuamos cativos
Gm
Do teu olhar verde ouro
D
Sobre um manto de silencio
Gm
Depositei meus desejos
D
De ver-te sempre comigo
Gm
Pra darte milhões de beijos
D
De verte sempre comigo
Gm
Pra dar-te milhoes de beijos

(refrão)

(intro) Gm D

D
Pensando viajei distancias
Gm
Com azas de beija flor
D
E nem se quer me dei conta
Gm
Que o tempo mudou de cor
D
A noite se foi embora
Gm
E o dia chegou radiante
D
Trazendo restias de aurora
Gm
Dos teus olhos sintilantes
D
Trazendo restias de aurora
Gm
Dos teus olhos sintilantes

(refrão)

(intro) Gm D

O vento

Os Monarcas

Num mundo com tantas doenças. 
O povo com pouca crença.
Eu venho pedir cantando 
em sentimentos e versos. 
Eu venho pedir ao vento, 
dar uma volta no universo.
( E  B7  E   B7   E ) 
Pedi ao vento que leve fartura aonde tem miséria.
Pedi ao vento que leve um beijo nos lábios dela.

O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu,
só resta agora você me entender que este vento e o nosso Deus. 

Pedi ao vento que salve os jovens perdidos nas drogas. 
Pedi ao vento que espalhe nos céus o perfume da rosa.    
Pedi ao vento que toda nação seja gloriosa. 
Pedi ao vento proteção ao filho da mãe amorosa.

O vento foi, o vento vem, será que o vento 
já me atendeu, só resta agora você
me entender que este vento e o nosso Deus.
                         
Pedi ao vento para acalmar as ondas dos sete mares. 
Pedi ao vento que leve harmonia a todos os lares.
Pedi ao vento que leve embora a impureza dos ares. 
Pedi ao vento em, orações que fiz nos altares.

O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, 
só resta agora você me entender que este 
vento e o nosso Deus. 

Pedi ao vento para nos conduzir nas estradas da vida. 
Pedi ao vento que encontre a criança desaparecida. 
Pedi ao vento que de ao doente, conforto e guarida. 
Pedi ao vento que a minha prece seja ouvida.   
             
O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, 
só resta agora você me entender que este 
vento e o nosso Deus.

Não encosta a barriguinha

Os Monarcas

C G7 C


G7
Antigamente era assim numa bailanta de galpão
C
A xiruzada entreverada entortava no salão
G7
A xiruzada entreverada entortava no salão
C C7
Antigamente era assim numa bailanta de galpão

F Bb B C7
(E a comadre lá num canto diz pra moça no salão
F (F# G) Bis
Não encoste a barriguinha na fivela do peão)
Int.
G7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão
C
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
G7
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
C C7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão
( )Int.
G7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé
C
Dança a comadre Maria com o compadre José
G7
Dança a comadre Maria com o compadre José
C C7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé
( )Int.

Gauchesca

Os Monarcas

(intro) C G7 C

                      
Antigamente era assim 
                     G7
numa bailanta de galpão
                                       C
A xiruzada entreverada entortava no salão
                                       G7
A xiruzada entreverada entortava no salão
                                           C  C7
Antigamente era assim numa bailanta de galpão

        F                          Bb   B    C7
(E a comadre lá num canto diz pra moça no salão
                                         F  (F# G)   (bis)
Não encoste a barriguinha na fivela do peão)

(intro)
                                             G7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão
                                                     C
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
                                                     G7
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
                                             C   C7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão

(intro)
                                           G7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé
                                        C
Dança a comadre Maria com o compadre José
                                        G7
Dança a comadre Maria com o compadre José
                                           C  C7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé

Fandangueando

Os Monarcas

A7 G F#m Em D A7 D A7 D

                                    G
Pela estrada do pampa se vamo faceirote 
batendo na marca
       A7               D               A7                 D
Emponchado de bailes e festas essa é a vida que leva Os Monarcas
                                       G
Não há chuva, frio ou mormaço que atrapalhe um só compromisso
        A7              D          A7               D
O Rio Grande está satisfeito orgulhoso do nosso serviço

        E7                 A7         E7                  A7
(No fechar da porteira do baile rebanhamos saudade e lembrança
         G                D             A7               D
Vem a aurora vestida de prenda nasce o dia pra outras andanças)

(intro)
                                       G
Nos lugares que toca Os Monarcas a peonada se alegra dançando
         A7                 D          A7               D
Chora a gaita ponteia o violão vibra a alma do pago cantando
                                G
A união do grupo Os Monarcas espelha essa terra sem luxo
         A7                D         A7             D
Surge o canto altivo e de marca exaltando o pampa gaúcho

(intro)
                                 G
Na garupa do tempo levamos o sorriso que brota amizade
           A7                   D        A7                 D
Sempre em busca de um novo horizonte deixando e levando saudade
                                    G
Que seria de nós Os Monarcas sem o povo que faz a festança
         A7                  D            A7                D
Fandangueando nos bailes costeiros no bailado da nossa esperança

Doce amargo do amor

Os Monarcas

A                       E
(Me dê um chimarrão de erva boa
A
Que o doce desse amargo me faz bem
A7 D
O amargo representa uma saudade
A E A E A
E o doce o coração que ela não tem)

E
Cevei meu mate no romper da aurora
A
Chamei a china prá matear comigo
A7 D
Nem desconfiava que ela fora embora
A E A
E esta saudade hoje é meu castigo

( )

E
No fim da tarde nada me consola
A
Tomo um amargo disfarçando a dor
A7 D
Largo o porongo e pego na viola
A E A
Canto saudade pro meu grande amor

Desencontro

Os Monarcas


Intro: 1º verso

  Em         C         B7                       Em
Quem traz a noite nos olhos, não percebe os pirilampos
                  B7                         Em
Eu não preciso de rumos pra cavalgar pelos campos
      C       B7                    Em
Ágil como um pensamento, no meu pico ventania
               B7                       Em
Eu quero passear nos campos desses teus olhos guria

    E7           Am       D              G
A água adquire forças em cada queda que leva
     Em            Am         B7              Em
Meu olhar também vagueia toda vez que não te enxerga
    E7              Am        D                  G
Os raios do sol são forte mas branda é a luz da lua
      Em           Am        B7           E
Meu coração se incendeia de tanta saudade tua

         B7                         E
Guria ouve meu canto, parceiro das noites longas
          B7                      E
Escuta meu pensamento nas notas dessa milonga (2x)   -   intro

       Em      C   B7                        Em
As distâncias dividimos, os sofrimentos são meus
                B7                       Em
Carrego tanto carinho para trocar pelos teus
        C        B7                      Em
O amor é complemento, o desencontro é tortura
              B7                     Em
Eu não me encontro comigo vivendo em tua procura

     E7                Am         D             G
Tem mais luzes que encaminha na estrada do sentimento
         Em             Am         B7            Em
Me transporta nos teus olhos, rumo dos meus pensamentos
  E7                 Am           D             G
Depois eu empreendo viagem pra alcançar teu coração
  Em               Am         B7         E
E vou ancorar meu barco nesta última estação

         B7                         E
Guria ouve meu canto, parceiro das noites longas
         B7                      E
Escuta meu pensamento nas notas dessa milonga 
(2x)   -  intro

Cheiro de galpão

Os Monarcas

Intro: G F Em Dm C (G7 C) 


G7
Esta vaneira tem um cheiro de galpão
C
Que reascende meu olfato de guri
Am G7
É pau-de-fogo da memória dos fogões
C
Essência bugra que me trouxe até aqui

Dm
Essa vaneira tem um cheiro chimarrão
G7 C
De seiva xucra derramada no braseiro
Am G7
Quando a fumaça do angico se mistura
C (Bis)
Com um odor de figueirilha no palheiro

(G7 C)
G7
Esta vaneira tem um que de quero mais
C
Que reativa o paladar que já foi meu
Am G7
Relembra a rapa da panela que furou
C
E no cantinho da memória se perdeu

Dm
Esta vaneira tem sabor de araçá
G7 C
Jabuticaba, guabiroba, ariticum
Am G7
Por isto lembro o tempo bueno de piá
C (Bis)
Enlambuzado de pitanga e guabijú

(G7 C)
G7
Esta vaneira tem um dom de reviver
C
Fazer as cores que o tempo desbotou
Am G7
Sentir as formas que o tato esqueceu
C
E ser de novo o que eu fui e já não sou

Dm
Esta vaneira tem um que de nostalgia
G7 C
Que traz de volta o romantismo do cantor
Am G7
Revigorando um coração que endureceu
C (Bis)
E não queria mais ouvir falar de amor

(G7 C)

Campeiro do Rio Grande

Os Monarcas

Intro.: Em Bm F#7 B7 Em Bm F#7 Bm 
 
Noite fechada de estrelas, 
um manto azulado ao fundo 
                                    G       F#7 
Parece encilhos celestes, no manto santo do mundo 
 
Uma saracura grita, ali na costa do mato 
                                           Bm   B7 
Perto de uma cruz atada, com lenço de maragato 
 
                   Em              A7            D 
Na peiteira do tordilho, brilha a luz de um pirilampo 
   Bm             F#7                    Bm   B7 
Parecem flores de luz, desabrochando no campo 
                      Em          A7          D 
Os grilos vão milongueando, junto ao ipê veterano 
      Bm              F#7                       Bm 
Que guarda ninho e gorjeios, na memória dos minuanos 
 
                          Em 
(Sou um campeiro do Rio Grande 
A7            D             F#7 Bm 
Acordo ao cantar dos galos 
                      F#7         Bis 
E por onde quer que eu ande 
                    Bm 
Ando sempre de à cavalo) 
Int. 
 
Manoteando o céu da sanga, o pingo escarcelha e rincha 
                                   G         F#7 
E um luzeiro de cristais, escorre na água da cincha 
 
A Dalva acorda o tropeiro, um boi se baba mugindo 
                                              Bm   B7 
Saltando um fio luminoso, desfiando prateireirismo 
 
               Em         A7              D 
Uma cordeona gaúcha, num céu campeiro de luz 
      Bm              F#7                         Bm   B7 
E eu vejo Deus de a cavalo, nessas querências do sul 
                    Em      A7              D 
No fogo a cambona chia, mateando faço uma prece 
      Bm              F#7                        Bm 
Mil graças velho Rio Grande, por tudo quanto me destes 

Brasil de bombacha

Os Monarcas

(intro 2x) D G A G A D

D G
Após muito tempo guardando os limites do sul do Brasil
A G A D
O gaúcho migrou para o norte e do norte mudou o perfil
D7 G
Deixou para trás a campanha e a beleza dos campos dobrados
A G A D
E se foi a buscar nova vida numa terra de mato fechado

Bm F#m G D
(Este é o Brasil de bombacha, é a saga da raça guerreira
Em D A D
Nos fundões dessa pátria se acha um gaúcho abrindo fronteiras)2X

(solo)
Bm F#m G D Em D A D

D G
Só quem parte é que sabe da dor, de deixar o seu pago e sua gente
A G A D
As lembranças rebrotan ao redor só o forte consegue ir em frente
G
Nos persuelos vão laços de afeto e a honra de ser o que são
A G A D
Os centauros das bandas do sul, povo guapo criado em galpão

(intro)

D G
Ao chegar no torrão do seu gosto vão semeando alegria e respeito
A G A D
O trabalho em seguida da fruto e o fruto é um consolo pro peito
G
Mate quente ou mate gelado, chimarrão ou tererê
A G A D
Os costumes vão sendo mesclados num país com sotaque de tchê (2X)

D G
Quando bate a saudade daninha nos gaudérios tão longe de casa
A G A D
A cordeona resmunga num rancho e o churrasco respinga na brasa
G
No alicerce de algum CTG o Rio Grande campeiro floresce
A G A D
Aos gaúchos de alma pioneira comovido o Brasil agradece (3X)

Os Monarcas



Os Monarcas é um conjunto de música regionalista gaúcha, dono de uma das carreiras de maior longevidade da música regional do Estado do Rio Grande do Sul, localizado na Região Sul do Brasil.

A criação do grupo Os Monarcas se deu oficialmente em 1976, mas o grupo começou a ser esboçado em 1967, na cidade de Erechim, quando Nesio Alves Corrêa, mais conhecido como Gildinho, juntamente com seu irmão Chiquito, criaram a dupla Gildinho e Chiquito. Durante alguns anos Gildinho e Chiquito trabalharam animando pequenos bailes na região do Alto Uruguai, apresentando diariamente, na Rádio Erechim, o programa “Assim canta o Rio Grande”, e estudando acordeom na Escola de Belas Artes.

O nome da dupla foi mudado, em 1972, para Os Monarcas, e em 1974, gravaram o álbum Galpão em Festa, seu primeiro LP com doze canções. Ainda como dupla, em 1976, gravaram mais um álbum com doze canções, Gaúcho Divertido.

Em 1976, juntaram-se à dupla os músicos João Argenir dos Santos (guitarra), Luiz Carlos Lanfredi (contra-baixo) e Nelson Falkembach (bateria). Com esta formação de cinco músicos, o grupo gravou, em 1978, o primeiro LP, O Valentão Bombachudo, pela Gravadora Warner/Continental e iniciou uma trajetória de sucessos e reconhecimento ímpar no cenário da música regionalista do sul do Brasil, gravando 26 álbuns em 28 anos de trabalho.

A década de 80 rendeu ao conjunto a gravação de seis LPs, sendo gravados, além do pioneiro O Valentão Bombachudo (1978), os álbuns Isto é Rio Grande (1980), Grito de Bravos (1982), Rancho sem Tramela (1985), Chamamento (1986), Fandangueando (1988) e Do Sul para o Brasil (1989). E foi no ano de 1988, com a gravação do LP Fandangueando, o grupo recebeu mais um integrante, Ivan Vargas, que permanece no grupo até os dias de hoje como vocalista.

Ao final de pouco mais de uma década de trabalho, o grupo já tinha seu talento reconhecido mas, o sucesso maior, estava chegando juntamente com os anos 90. A década de 90, que trouxe o efetivo sucesso em termos de vendagem de álbuns, começou com uma mudança na estrutura do conjunto: já em 1990, um dos pioneiros, o acordeonista Chiquito, deixou o grupo para fundar o conjunto Chiquito & Bordoneio. Para o seu lugar, foi chamado o também acordeonista Leonir Vargas, catarinense, conhecido como Varguinhas.

Em 1991, foi gravado o primeiro grande sucesso de vendas do grupo, o CD Cheiro de Galpão, campeão de vendas no Brasil naquele ano, de todos os álbuns regionais lançados. A vendagem deste álbum rendeu ao grupo, em 1992, o primeiro Disco de Ouro. O conjunto cresceu no sucesso e no tamanho em 1992, com a chegada de Francisco de Assis Brasil, o Chico Brasil, premiado instrumentista de gaita-ponto.

A conquista do segundo Disco de Ouro veio com a gravação, no outono de 1994, do CD Eu Vim Aqui Para Dançar, um álbum com 14 faixas. Numa seqüência impressionante de sucessos, logo em 1995, foi gravado o CD Rodeio da Vida, que foi apontado pela crítica como melhor disco do ano.

O final da década de 90 trouxe para o grupo uma importante mudança: no ano de 1999 ocorreu a troca de gravadora, da Chantecler para a ACIT e, já neste ano, foi gravado o primeiro trabalho pela nova gravadora, o CD “Locomotiva Campeira”. E foi também no ano de 1999 que o conjunto recebe um novo integrante, o percussionista Vanclei da Rocha.

Algumas músicas cifradas

Aquerenciado
Batendo água
Brasil de bombacha
Campeiro do Rio Grande
Cheiro de galpão
Desencontro
Doce amargo do amor
Fandangueando
Gauchesca
Meu sistema
Não encosta a barriguinha
O vento
Olhos de mel
Pago dileto
Rancheira puladinha
Vai que vai
Xote laranjeira

Veja também

A música gaúcha ou nativista
Califórnia da Canção Nativa
Cifras de músicas gaúchas
Dicionário regionalista
Gaúcho da Fronteira
Conjuntos ou grupos gaúchos
Dilu Melo
Ovídio Chaves
Os Monarcas
Os Serranos
Pedro Raimundo
Teixeirinha


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Monarcas

Os Serranos



Os Serranos é um tradicional conjunto musical gauchesco, criado em 1968 em Bom Jesus, uma cidade localizada na serra do Rio Grande do Sul.

No início eram uma dupla de acordeonistas formada por Edson Dutra e Frutuoso Luís de Araújo, e gravaram o primeiro compacto duplo em 1969, pela Discos Copacabana. O segundo disco, um LP, foi lançado três anos depois, e chamou-se Nostalgia Gaúcha.

Os Serranos fazem espetáculos e tocam em bailes pelo Brasil e também se apresentaram em cidades de países do Mercosul. Em dezembro de 2003, o conjunto realizou a primeira turnê pelos Estados Unidos da América, se apresentando em Miami, Newark e Boston.

Têm três discos de ouro, por Isto é… Os Serranos, Bandeira dos Fortes e Os Serranos Interpretam Sucessos Gaúchos. Possuem dois DVDs, “Os Serranos ao vivo na Expointer" e o recém-lançado (2009) “Os Serranos - 40 anos de História, Música e Tradição”, verdadeiro sucesso de vendas.

Desde 2004, Os Serranos produzem e apresentam um programa semanal de rádio, chamado Encontro com os Serranos, veiculado por mais de 110 emissoras no sul do país, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no Paraguai.

Os Serranos é um dos poucos conjuntos de música gaúcha que ainda preserva o tradicionalismo da cultura do Sul em suas canções. Seu principal compositor, Edson Dutra, um grande “tocador de bugios”, é um exímio instrumentista, com forte influência dos Irmãos Bertussi.

Integrantes

Edson Dutra, acordeon e voz, integra o conjunto desde o início.
Everton Dutra (conhecido como Tôco), baixo e vocal, integra o conjunto desde 1970.
Walter Jeger Júnior (conhecido como Kiko), voz solo e vocal, integrou o conjunto de 1987 a 1993, retornando em 1998
Daniel Hack, acordeon, integra o conjunto desde 1997
Anderson Ribeiro (conhecido como Tanaka), baixo e voz, integra o conjunto desde 2000
Cândido Mendes Júnior, bateria, integra o conjunto desde 2004
Alex Morais, guitarra, integra o conjunto desde 2001.

Discografia

Minha Querência (1969)
Nostalgia Gaúcha (1970)
Som Crioulo (1974)
Rio Grande Nativo (1975)
Baita Macho (1977)
Rio Grande Tchê (1980)
Capão de Mato (1982)
Ao estilo dos Serranos (1983)
Outras Mudanças (1985)
Isto é Os Serranos (1987)
Bandeira dos Fortes (1988)
20 Anos de Luta e Glória (1990)
Estampa (1990)
Marca do Talento (1993)
25 anos de Música para o Brasil (1994)
Tradicionalista (1995)
Mercosul de Canções (1996)
Criado em Galpão (1998)
Os Serranos Interpretam Sucessos Gaúchos (1999)
De Bem com a Vida (2000)
Vanera Vanera (2001)
Os Serranos Interpretam Sucessos Gaúchos 2 (2003)
Os Serranos, Sim Senhor (2004)
30 Anos: Os Serranos (2006)[3]
Os Serranos ao vivo na Expointer (2007)
Nação Serrana (2008)
Os Serranos - 40 anos de História, Música e Tradição (2009).

Algumas músicas cifradas

sábado, 18 de setembro de 2010

Cifras de músicas gaúchas

A morte não marca hora, A partida, A vida que véio mandô, A volta do tordilho negro, A.M.M.M, Abraçada com a tristezaAbram cancha pro Rio Grande, Abre o fole tio Bilia, Amor de contrabando, Amor de infância, Amor de verão, Ao som de um gaitaço, Apenas uma florBaile da Mariquinha, Baile de candeeiro, Baile nas Cabritas, Baita macho, Barbaridade, Bate-coxa no Totonho, Bebum, Bem gauchão, Boi Barroso, Bombacha preta, Bugio da fronteira, Burro picaço, Canarinho cantador, Canção do Araguaia, Canta meu povo, Canto alegretense, Canto dos livres, Capão de mato, Céu, sol, sul, Céu, sol sul terra e cor,  Chacoaiando as mondonguêra, Chamamento, Churrasco lá em casa, Cinzeiro amigo, Cobra sucuri, Coração de luto, DesgarradosDoce amargo do amor, Domingueiro, É disso que o velho gosta, É meu, é só meu, Engarupado, Estância do meu pai, Eu quisera, Eu só peço a Deus, Facão três listas, Falso amigo,  Fica comigo, Filha de gente valente, Fim do nosso amor, Gaita e violão, Gaita velha do seu Ary, Gauchinha Bem-Querer, Gaúcho amigo, Gaúcho da Passo Fundo, Grito dos livres, Infância frustrada, Já me cansei, Judiaria, Lendário avô, Limpa banco, Lindo rancho, Majestade no Pampa, Mala de garupa, Menino potro, Mercedita, Meu sistema, Mocinho aventureiro, Morena Rosa, Morocha nãoNa casa do Zé do Guincho, Não vá, Negrinho do pastoreio, O bugioO colono, Olhar feiticeiro, Passo Fundo do coração, Prenda minha, Que droga de vida, Que saudadeQuerência amada, Rastro de bugio, Recordações de Ypacaraí, Relho trançado, Retoço de gaita e pandeiro, Roda de chimarrão, Santa Catarina, Seguindo o vento, Sistema antigo, Só espero ser feliz, Só restou, Tempo de guri, Tertúlia, Tordilho negro, Trem da fronteira, Trem da saudade, Triste madrugada, Tropeiro velho, Última carta, Última ginetiada, Um mundo de amor, Vai, vai no balanço do Tchê, Vai cantador, Vai começar, Vamo rapaziada, Vaneirinha das prendasVanerão da noite inteira, Velho casarão, Veneno da terra, Verde e amarelo, Veterano, Vida de solteiro,Yahoo,

Vida de solteiro

Teixeirinha

Vida de Solteiro
Tom: C7
Intro: F C7 F


Nascido e criado lá meu Rio Grande
C7
não tem quem me mande eu sou meu patrão

Encilho meu pingo quando amanhece
F
e quando anoitece estou noutro rincão

Chego numa festa de chapéu tapeado
C7
não sou mal criado trato com respeito

Eu toco violão e sou bom cantador
F
ser namorador é meu maior defeito
Int.

Gosto de carreira e de briga de galo
C7
tenho um bom cavalo para condução

Por onde eu passo eu namoro um pouco
F
mas eu não sou louco prender o coração

As moças perguntam porque não me caso
C7
eu não me atraso pra dar a resposta

Eu sou muito novo e se eu me casar
F
irei carregar uma mulher nas costas
Int.

As velhas implicam por que não me amarro
C7
só ponho no barro algum namoradinho

Conheço as morenas, das loiras eu entendo
F
mas não me arrependo de viver sozinho

Em porta de baile eu arrasto as esporas
C7
briga sem demora logo me aparece

Puxo meu facão e no meio da sala
F
eu encho de bala quem não me obedece
Int.

A vida é tão curta por isso aproveito
C7
vivo desse jeito até quando eu quiser

Quero aproveitar a vida de solteiro
F
gasto meu dinheiro e não quero mulher

Se eu me casar eu perco a liberdade
C7
vou sentir saudade das noites de farra

Mais quando eu cansar de viver na orgia aí,
F
qualquer dia uma moça me agarra