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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A realidade indesejada: o bêbado e a equilibrista

Nossos compositores sempre tiveram o costume de registrar em música e verso acontecimentos relevantes, às vezes nem tanto, da vida brasileira. Um rápido exame do repertório nacional encontrará revoluções, campanhas políticas, feitos de brasileiros e outros fatos inspirando canções de crítica ou louvação. Nem mesmo a censura ferrenha de duas ditaduras foi capaz de impedir essa prática, muitas vezes disfarçada pelo uso de imagens alegóricas.

Este é o caso de “O Bêbado e a Equilibrista”, uma notável composição de João Bosco e Aldir Blanc, que focaliza uma promessa de abertura democrática, na ocasião cercada de incertezas. Parodiando a forma de um samba enredo, a canção descreve uma cena patética em que dois personagens — o bêbado e a equilibrista — movimentam-se ridiculamente num fim de tarde sombrio — “E nuvens / lá no mata-borrão do céu / chupavam manchas torturadas”. O bêbado, trajando luto e lembrando a figura de Carlitos — “Fazia irreverências mil / pra noite do Brasil / (...) / que sonha / com a volta do irmão do Henfil / e tanta gente que partiu” — ou seja, para a situação brasileira da época. Já a equilibrista era — “A esperança (que) dança / na corda bamba de sombrinha (e) em cada passo dessa linha / pode se machucar” — o que correspondia à expectativa ansiosa de um projeto de êxito imprevisível.

E a canção prossegue, utilizando conscientemente o mau-gosto e o lugar-comum como forma chocante de expressar a crítica a uma realidade indesejada — “Chora / a nossa pátria, mãe gentil / choram Marias e Clarisses / no solo do Brasil”. Diga-se de passagem, que “o irmão do Henfil” e as “Clarisses” citados nos versos referem-se a personagens reais, sendo o primeiro o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, irmão do cartunista Henfil, na época exilado, e a segunda, Clarisse, viúva do jornalista Wladimir Herzog, enforcado numa prisão da ditadura, em São Paulo.

“O Bêbado e a Equilibrista” foi lançado por Elis Regina em junho de 79, numa gravação orquestrada e dirigida por César Camargo Mariano, integrante do elepê Elis, essa mulher, o primeiro da cantora na gravadora WEA (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O Bêbado e a Equilibrista (1979) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: Elis Regina

LP Elis, Essa Mulher / Título da música: O Bêbado E A Equilibrista / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1979 / Nº Álbum: BR 36.113 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Intro.: A7M

A7M
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
C#m7(b5)   F#7     Bm7    F#7(b13)
Me      lembrou Carlitos
Bm7                              D7M
A  lua, tal qual a dona de um bordel
E7(9)
Pedia a cada estrela fria
Bm7   E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
Um brilho de  alu------guel

A7M                            C#m7
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
   Em/G                  F#7
Chupavam manchas tortura----das
C#m7(b5)    F#7  Bm7
Que su---foco
Dm7    G7(13)                    D#º
Louco,       o bêbado com chapéu-coco
A7M         F#7         B7(13) B7(b13)
Fazia irreverências mil
Bm7  E7(9)  A7M         E7(9)
Pra noite do   Bra----sil, meu Brasil

A7M
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
C#m7(b5)  F#7   Bm7   F#7(b13)
Num rabo      de  foguete
Bm7                          D7M
Chora a nossa pátria, mãe gentil
E7(9)
Choram Marias e Clarices
Bm7  E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
No solo do   Bra----sil

A7M                       C#m7
Mas sei que uma dor assim pungente
Em/G                 F#7
Não há de ser inutilmen----te
C#m7(b5)     F#7  Bm7
A espe---rança
Dm7   G7(13)                        D#º
Dança        na corda bamba de sombrinha
A7M           F#7         B7(13) B7(b13)
E em cada passo dessa linha
Bm7      E7(9)     F#7
Pode se ma----chu----car

Dm7  G7(13)                   D#º
Azar,       a esperança equilibrista
A7M            F#7            B7(13) B7(b13)
Sabe que o show de todo artista
Bm7         E7(9)    A7M
Tem que conti---nu-----ar...

sábado, 5 de maio de 2007

Aldir Blanc

Aldir Blanc Mendes, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, em 02 de agosto de 1946, no bairro do Estácio. Tinha 16 anos quando começou a compor e aos 17 anos aprendeu bateria, organizando um conjunto, o Rio Bossa Trio.

Com a inclusão de seu parceiro Sílvio Silva Júnior, que conhecera em Paquetá, em 1965, passou a se chamar GB-4. Nessa época atuou em diversos shows, como baterista do Teatro Azul. Em 1966 ingressou na faculdade de Medicina e Cirurgia, onde se especializou em psiquiatria.

Em 1968 sua composição A Noite, a maré e o amor (com Sílvio Silva Júnior) foi uma das classificadas no III FIC (Festival Internacional da Canção), da TV Globo. No II Festival Universitário de Música Popular Brasileira, no Rio de Janeiro, em 1969, conseguiu classificar três músicas: Nada sei de eterno (com Sílvio Silva Júnior), interpretada por Taiguara, Mirante (com César Costa Filho), interpretada por Maria Creuza, e De esquina em esquina (com César Costa Filho), interpretada por Clara Nunes.

No V FIC, em 1970, classificou Diva (com César Costa Filho) e, no mesmo ano, sua composição, em parceria com Sílvio Silva Júnior, Amigo é pra essas coisas, participou do III Festival Universitário de Música Popular Brasileira. Nessa época, com César Costa Filho e Ivan Lins, integrou o Movimento dos Artistas Universitários (MAU), que pretendia maior divulgação da música, independente da existência de festivais.

Ainda em 1970, através de um amigo, conheceu João Bosco, jovem compositor mineiro, estudante de engenharia em Ouro Preto MG, que começou a enviar-lhe fitas com suas composições para que colocasse letra.

Em 1972 lançaram sua primeira composição gravada, Agnus sei, interpretada e acompanhada ao violão por João Bosco, no primeiro Disco de Bolso, do semanário O Pasquim. Nesse mesmo ano, em LP da Phillips, Elis Regina gravou Bala com bala, primeiro sucesso da dupla.

Em 1973, a RCA Victor lançou um LP em que João Bosco interpreta composições de ambos, como Agnus sei, Bala com bala e Cabaré.

Foi um dos fundadores da SOMBRAS (Sociedade Musical Brasileira), entidade destinada a defender os compositores e os direitos autorais, e da Saci, Sociedade do Artista e Compositor Independente.

Em 1974, Elis Regina lançou outro LP pela Phillips incluindo novas composições da dupla: O mestre-sala dos mares, Dois pra lá, dois pra cá e Caça à raposa.

Em 1975, saiu pela RCA o LP Caça à raposa, de João Bosco, com De frente pro crime, Kid Cavaquinho, e outras, além daquelas lançadas por Elis Regina em 1974.

Em 1983 rompeu a parceria com Bosco. Com sua criatividade, riqueza e fluidez verbal, nem sempre é fácil encontrar um compositor que se adeqüe à poesia de Aldir. Teve vários outros parceiros, sendo os mais constantes Moacir Luz e Guinga.

Leila Pinheiro gravou em 1996 o disco Catavento e Girassol, exclusivamente com composições da dupla Guinga/Aldir Blanc. Com Moacir Luz e P.C. Pinheiro compôs Saudades da Guanabara. Maurício Tapajós é o parceiro de Querelas do Brasil. Com Guinga, além de Catavento e Girassol, escreveu Baião de Lacan, Canibaile, Chá de panela, O Coco do coco e outras. Aldir é também cronista, e escreve colunas no jornal carioca O Dia.

Em 1996 foi lançado o disco comemorativo Aldir Blanc - 50 Anos, com diversas participações especiais. Também foi encenado em 1999 o musical Aldir Blanc, Um Cara Bacana, escrito por Cláudio Tovar.

Fonte: Revivendo Músicas - Biografias.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Vida noturna

Vida Noturna (1976) - Aldir Blanc e João Bosco - Interpretação: João Bosco

LP Galos De Briga / Título da música: Vida Noturna / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: MPB.


Tom: C7+

Intro: F/G

  C7+                          A7           Dm7
Acendo um cigarro molhado de chuva até os ossos
                  G7                C7+ A7 Dm7 G7
E alguém me pede fogo - é um dos nossos
             C7+             A7      Dm7
Eu sigo na chuva de mão no bolso e sorrio
                  G7               C7+  Gm7 C7
Eu estou de bem comigo e isto é difícil
             Dm         D#º
Eu tenho no bolso uma carta
              Em7              A7/9-
Uma estúpida esponja de pó-de-arroz
        Dm7         G7/9-
E um retrato meu e dela
                C7+             C7
Que vale muito mais do que nós dois
               Dm7                     D#º
Eu disse ao garçom que quero que ela morra
               Em7         A7/9-
Olho as luas gêmeas dos faróis
    Dm                 G7/9-
E assobio, somos todos sós
              C7+          A7
Mas hoje eu estou de bem comigo
           Dm
E isso é difícil
           D#º
Ah, vida noturna
            Em7          A7/9-
Eu sou a borboleta mais vadia
         Dm7 G7/9-        C7+  G7/9- C7+
Na doce flor da tua hipocrisia 

Transversal do tempo

Transversal do Tempo - Aldir Blanc e João Bosco - Interpretação: João Bosco - Participação: Toots Thielemans

LP Galos De Briga / Título da música: Transversal do Tempo / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Toots Thielemans (Partic.) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: MPB.


Tom: Fm7

Intro: (Fm7 Eb/F Fm7 Eb/F Fm7 Eb/F D7/9+
E7/9+ F#7/9+ F7/9+ D7/9+) C#7/9+ C7/9+

Fm7                      D7/9+ G5+/7
As coisas que eu sei de mim
                 Cm   Cm7+ Cm7 Cm6
São pivetes da cidade
Bbm7               F5+/7
Pedem, insistem e eu
Bbm7                Bbm7+
Me sinto pouco à vontade
Db/Eb                 Eb7/9 Eb7/9-
Fechada dentro de um táxi
         Ab7+ Gm7     Fm7
Numa transversal do tempo
G7/13  G5+/7 G7
Acho que o amor
                C   Dm7   D#º  C/E
É a ausência de engarrafamento
Fm7                      Abm7 B/C#
As coisas que eu sei de mim
Ebm7                 F#m7  B7/13
Tentam vencer a distância
    F7/13
E é como se aguardassem feridas
           Bb7   Eb7/9
Numa ambulância
                        A7
As pobres coisas que eu sei
        Ab7+       Fm7
Podem morrer, mas espero
           G7
Como se houvesse um sinal
               Bb/C
Sem sair do amarelo

Sinceridade

Sinceridade (Sinceridad) - Rafael Gastón Pérez - Versão: João Bosco - Intérprete: João Bosco

LP Bosco / Título da música: Sinceridade (Sinceridad) / Rafael Gastón Pérez (Compositor) / João Bosco (Versão) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1989 / Nº Álbum: 231.218 / 1-464071 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Bolero.


Tom: D

Intro: 

D6  D6/B  D6  D6/B  F#6  Abm7  C#7/9-  F#6   
A7+  Bbº  Bm7  E7  Em  Em/G  G/A  Ab7/11+  
         
                     G7+           G/A   
Quero viver uma vez mais esse amor  
                               Bm4/7  F/B   
Que as margens lambe invade e  traz  
                      G/A  Eb/A   
Castanhas gotas de  cristais  
                      D6  Ab7/11+   
Teu rio a beira do meu cais  
                G7+  G/A   
0 amor é cego quando vê  
                             Bm4/7  F/B   
Que é o coração quem sabe escolher   
                G/A                   Eb/A  D6   
Haja razão prá  entender esse simples querer  
 F#m7              Abm7/5-  C#7/9-  F#m7  Abm7/5-  C#7/9-   
 Olha prá mim um  remanso por fim    
                       F#m7   
Espelho d'água a refletir  
 A7+          Bbº     Bm7  E7   
Até que tudo resolva por si  
 Em                 Em/G  G/A  Ab7/11+   
Novas canções vão surgir   
               G7+      G/A   
Para viver  uma vez mais  
                                Bm4/7  F/B   
Outro amor nascente dessas ancestrais  
                        G/A  Eb/A   
Castanhas gotas de cristais  
                     D6   
Que não morrem jamais

Rancho da goiabada


Rancho Da Goiabada (marcha-rancho, 1976) - Aldir Blanc e João Bosco - Interpretação: João Bosco

LP Galos De Briga / Título da música: Rancho Da Goiabada / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Marcha-rancho.


[Intro:] Em Am B7 Em B7 Em E7 Am B7 Em 
         Em7M Em/D C#m7(9)(b5) F#7 B7 Em

Em
Os bóias-frias quando tomam
         Am
Umas "birita" espantando a tristeza
           B7 
Sonham com um bife a cavalo,
                  Em B7
batata frita e a sobremesa
Em            Bm7(b5)  E7     Am
É goiabada cascão com muito queijo
   B7       Em Em7M       Em7            F#7
Depois café, cigarro e um beijo de uma mulata
    B7      Em    B7  E     B7 
Chamada Leonor ou Dagmar

  E6
Amar, o rádio de pilha, o fogão, jacaré
               C#7      F#m7
A marmita, o Domingo, o bar
                                 B7
Onde tantos iguais se reúnem contando mentiras
               Em/G  F#m7(11)
Prá poder suportar ai

             Em             Em7M  
São pais-de-santo, paus-de-araras,
       Em/D  C#m7(9)(b5)
são passistas
          C             B7           E
São flagelados, são pingentes, balconistas
   C#7                   F#m7
Palhaços, marcianos, canibais, lírios, pirados
   Am7              D7(9)
Dançando, dormindo de olhos abertos
    E             C#7  C      B7         E
Na sombra da alegoria dos faraós embalsamados

Quando o amor acontece

Quando o Amor Acontece - Abel Silva e João Bosco - Interpretação: João Bosco

LP/CD Ai Ai Ai De Mim / Título da música: Quando O Amor Acontece / João Bosco (Compositor) / Abel Silva (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: CBS / Ano: 1987 / Nº Álbum: 138292 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: MPB.


Int.: D7+ Dm6 G7/9 A/C# C#m7 Bm7 Dm/E

A9
Coração sem perdão, diga fale por mim
Cº     Bm7
Quem roubou toda a minha alegria
D/E        Bm7                  D/E Bm7
O amor me pegou, me pegou pra valer

É a dor do querer, muda o tempo e a maré
Dm/E                A9
Vendaval sob o mar azul

Tantas vezes chorei, quase me desesperei
Cº          Bm7
E jurei nunca mais seus carinhos
D/E                            Bm7      D/E
Ninguém tira do amor, ninguém tira, pois é
Dm/E
Nem doutor nem pajé, o que queima e seduz, enlouquece
A9
O veneno da mulher
Em7                             A7/9 
O amor quando acontece a gente esquece logo
D7+    Dm7 G7/9
que sofreu um dia, ilusão
A/C#                    F#7/9+
O meu coração marcado tinha um nome tatuado
Bm7          Dm/E   A9
que ainda doía, cursava só a solidão
Em7                           A7/9  
O amor quando acontece a gente esquece logo
D7+    Dm7   G7/9
que sofreu um dia, esquece sim
A/C#                           F#7/9+   
Quem mandou chegar tão perto se era certo
Bm7
obrigando um coração cigano
D/E Dm/E A
E agora eu choro assim
Em7                           A7/9      
O amor quando acontece a gente esquece logo
D7+  Dm7      G7/9
que sofreu um dia, esquece sim
A/C#                           F#7/9+   
Quem mandou chegar tão perto se era certo
Bm7
obrigando um coração cigano
D/E    Dm/E
E agora eu choro assim

Papel machê

José Carlos Capinan
Inspirado pelas esculturas em papier mâché de Ângela Bosco, mulher de João Bosco, o poeta José Carlos Capinan compôs a letra deste romântico bolero, mais cubano do que mexicano: “Cores do mar / festa do sol / vida é fazer todo o sonho brilhar / (...) / e depois acordar / sendo o seu colorido brinquedo / de papel marchê...”

Incluído em Gagabirô, um dos melhores discos de João Bosco, “Papel Marchê” tem na introdução um glissé do baixista Jamil Joanes que acabou se identificando à bela melodia. Cantando várias frases em falsete, o que fascina a plateia feminina, João arremata a canção com uma variação sobre o tema da segunda parte, entoando sons meio afros, que passaram a ser uma de suas marcas como intérprete e poderiam remeter a Clementina de Jesus, com quem ele realizara uma temporada anos antes, no Projeto Pixinguinha.

A popularidade de “Papel Marchê” duplicou quando a canção foi incluída na trilha da telenovela “Corpo a Corpo”, exibida no período de dezembro de 84 a junho de 85 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

(*) Nota: O título da música é um mal-escrito do papel machê, ou "papier mâché", uma massa feita de papel usada para moldar objetos, citada na canção como matéria-prima de um brinquedo ao qual o eu-lírico se compara. O título foi, posteriormente, corrigido quando do lançamento do álbum Acústico, mas vários lançamentos da música ainda trazem o título original.

Papel Marchê (1985) - João Bosco e Capinan - Intérprete: João Bosco

LP Gagabirô / Título da música: Papel Marchê (*) / Capinan (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Barclay / Ariola / Ano: 1984 / Nº Álbum: 823 694-1 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Bolero.


Tom: F7+

Intro: F7+  Dm7/9  C7+/5+  A7/5+
D7/9  G7/13  Db7/9+  C7+  C7/9

F7+
Cores do mar,
Dm7/9
Festa do sol,
C7+/5+                 A7/5+
Vida é fazer todo sonho brilhar
Fm7
Ser feliz,
G7/13 Db7/9+
No teu colo dormir
C7+
E depois acordar,
A7/5+
Sendo o seu colorido
D7/9      G7/13   C7+    E7/9-
Brinquedo  de papel machê
Am7+                 F7+
Dormir no teu colo é tornar a nascer

Dm7/9
Violeta e azul
Em7           A7/5+
Outro ser, luz do querer
F7+
Não vá desbotar
Dm7/9
Lilás cor do mar
C7+/5+
Seda cor do batom
A7/5+
Arco-Íris crepom
D7/9
Nada vai desbotar
G7/13     Db7/9+  C7+   E7/9-
Brinquedo  de papel machê
(Repete introdução)

O ronco da cuíca

O Ronco da Cuíca (samba, 1975) - Aldir Blanc e João Bosco - Intérprete: João Bosco

LP Galos De Briga / Título da música: O Ronco Da Cuíca / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.


Tom: Dm7

Intro: Dm7 D
Dm7   Dm     Dm7
Roncou, roncou
                    Dm              Dm7
Roncou de raiva a cuíca, roncou de fome
 Dm      Dm7
Alguém mandou
                Dm
Mandou parar a cuíca
             Dm7
É coisa dos home
                Dm               Dm7
A raiva dá pra parar, pra interromper
           Dm           Dm7
A fome não dá pra interromper
             Dm               Dm7
A raiva e a fome é coisa dos home
                    Dm             Dm7
A fome tem que ter raiva pra interromper
             Dm           Dm7
A raiva e a fome de interromper
             Dm              Dm7
A fome e a raiva é coisa dos home
             Dm
É coisa dos home
             Dm7
É coisa dos home
             Dm
A raiva e a fome
           Dm7
Mexendo a cuíca
              Dm
Vai ter que roncar

Mestre-sala dos mares

Mestre-Sala dos Mares (samba, 1975) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: João Bosco

LP Caça À Raposa / Título da música: Mestre-Sala dos Mares / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1975 / Nº Álbum: 103.0112 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom:  F

Intro:   F    C7   F
F
Há muito tempo
Bb9          F7+   Bb7
Nas águas da Guanabara
Am7         Abo          Gm7   D9-
O dragão do mar reapareceu
Gm7                   C7
Na figura de um bravo feiticeiro
Gm7           C7            F7+
A quem a história não esqueceu
Am5-   D7              Gm7
Conhecido como o navegante negro
Em5-       A7      Dm7
Tinha dignidade de um mestre-sala
Bbm6    F                    Abo           Gm7
E           ao acenar pelo mar, na alegria das regatas
Gm7               C7
Foi saudado no porto
Gm7                   C7
Pelas mocinhas francesas
Gm7         Bbm6                C7          C9-
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Am5-  D9-   Gm7
Rubras cascatas
Bb                  C7
Jorravam das costas dos santos
F7+           Bb7    F
Entre cantos e chibatas
Abo         Gm
Inundando o coração
C7                Gm7
Do pessoal do porão
Gm7              Bbm7    C7
Que a exemplo do feiticeiro
F
Gritava então
C913      Am7   Dm7    Gm7
Glória      aos piratas
C
Às mulatas
F    F7+
Às sereias
Am7        Gm7
Glória à farofa
C
À cachaça
F
Às baleias
Am5-  Am6           Am7    Am5-   Am6
Glória à todas as lutas inglórias
Am5-         D7             Am5-   Am6
Que através de nossa história
Cm7          F        Bb7+   Bb5+   Bb6    Bb5+   Ab0
Não esquecemos jamais
                   Am7
Salve o navegante negro
D7                G7
Que tem por monumento
Gm7       C7         F
As pedras pisadas do cais

O bêbado e a equilibrista

Nossos compositores sempre tiveram o costume de registrar em música e verso acontecimentos relevantes, às vezes nem tanto, da vida brasileira. Um rápido exame do repertório nacional encontrará revoluções, campanhas políticas, feitos de brasileiros e outros fatos inspirando canções de crítica ou louvação. Nem mesmo a censura ferrenha de duas ditaduras foi capaz de impedir essa prática, muitas vezes disfarçada pelo uso de imagens alegóricas.

Este é o caso de “O Bêbado e a Equilibrista”, uma notável composição de João Bosco e Aldir Blanc, que focaliza uma promessa de abertura democrática, na ocasião cercada de incertezas. Parodiando a forma de um samba enredo, a canção descreve uma cena patética em que dois personagens — o bêbado e a equilibrista — movimentam-se ridiculamente num fim de tarde sombrio — “E nuvens / lá no mata-borrão do céu / chupavam manchas torturadas”. O bêbado, trajando luto e lembrando a figura de Carlitos — “Fazia irreverências mil / pra noite do Brasil / (...) / que sonha / com a volta do irmão do Henfil / e tanta gente que partiu” — ou seja, para a situação brasileira da época. Já a equilibrista era — “A esperança (que) dança / na corda bamba de sombrinha (e) em cada passo dessa linha / pode se machucar” — o que correspondia à expectativa ansiosa de um projeto de êxito imprevisível.

E a canção prossegue, utilizando conscientemente o mau-gosto e o lugar-comum como forma chocante de expressar a crítica a uma realidade indesejada — “Chora / a nossa pátria, mãe gentil / choram Marias e Clarisses / no solo do Brasil”. Diga-se de passagem, que “o irmão do Henfil” e as “Clarisses” citados nos versos referem-se a personagens reais, sendo o primeiro o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, irmão do cartunista Henfil, na época exilado, e a segunda, Clarisse, viúva do jornalista Wladimir Herzog, enforcado numa prisão da ditadura, em São Paulo.

“O Bêbado e a Equilibrista” foi lançado por Elis Regina em junho de 79, numa gravação orquestrada e dirigida por César Camargo Mariano, integrante do elepê Elis, essa mulher, o primeiro da cantora na gravadora WEA (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O Bêbado e a Equilibrista (1979) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: Elis Regina

LP Elis, Essa Mulher / Título da música: O Bêbado E A Equilibrista / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1979 / Nº Álbum: BR 36.113 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Intro.: A7M

A7M
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
C#m7(b5)   F#7     Bm7    F#7(b13)
Me      lembrou Carlitos
Bm7                              D7M
A  lua, tal qual a dona de um bordel
E7(9)
Pedia a cada estrela fria
Bm7   E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
Um brilho de  alu------guel

A7M                            C#m7
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
   Em/G                  F#7
Chupavam manchas tortura----das
C#m7(b5)    F#7  Bm7
Que su---foco
Dm7    G7(13)                    D#º
Louco,       o bêbado com chapéu-coco
A7M         F#7         B7(13) B7(b13)
Fazia irreverências mil
Bm7  E7(9)  A7M         E7(9)
Pra noite do   Bra----sil, meu Brasil

A7M
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
C#m7(b5)  F#7   Bm7   F#7(b13)
Num rabo      de  foguete
Bm7                          D7M
Chora a nossa pátria, mãe gentil
E7(9)
Choram Marias e Clarices
Bm7  E7(9)  C#m7 Cm7 Bm7 E7(9)
No solo do   Bra----sil

A7M                       C#m7
Mas sei que uma dor assim pungente
Em/G                 F#7
Não há de ser inutilmen----te
C#m7(b5)     F#7  Bm7
A espe---rança
Dm7   G7(13)                        D#º
Dança        na corda bamba de sombrinha
A7M           F#7         B7(13) B7(b13)
E em cada passo dessa linha
Bm7      E7(9)     F#7
Pode se ma----chu----car

Dm7  G7(13)                   D#º
Azar,       a esperança equilibrista
A7M            F#7            B7(13) B7(b13)
Sabe que o show de todo artista
Bm7         E7(9)    A7M
Tem que conti---nu-----ar...

Nação


Nação (1982) - Aldir Blanc, João Bosco e Paulo Emílio - Interpretação: João Bosco

LP Comissão De Frente / Título da música: Nação / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Paulo Emílio (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Ariola / Ano: 1982 / Nº Álbum: 201.905 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: F
  
intro.: C7M

Dm        Dm7M   Dm7      Dm6
Dorival Caymmi falou pra Oxum
Ab7.5+       E      Am7     Am7.14
Com Silas tô em boa companhia
  F#dim         C7M  A7.5+
O céu abraça a terra
   Dm7.9      G7.5+    C7M
Deságua o rio na     Bahia

Jeje minha sede é dos rios

A minha cor é o arco-íris
      A7.5+   Dm  A7.5+  Eb7.9
Minha fome é tanta
 Dm        Dm7M       Dm7
Planta florirmâ da bandeira
        G7.13
A minha sina é verde-amarela
        C#7.9  Dm7
Feito a bana...neira
C C5+7M  C6.7M        E7        Am7
Ou.......ro cobre o espelho esmeralda
           Gm7                    C7.9
No berço esplêndido a floresta em calda
     C7.9-   F7M       F#dim
Manjedoura d'alma labarágua
     C7M      A7.5+  Eb7.9     Dm7.9
Sete queda em chama  cobra de ferro
       G7.13        C#7.9   C7M
Oxum-maré homem e mulher na cama

Jeje tuas asas de pomba

Presas nas costas com mel e dendê
         A7.5+   Dm7.9  A7.5+  Eb7.9
Aguentam por um fio
 Dm   Dm7M         Dm7
Sofrem o bafio da terra
        G7.13
O bombardeiro de Caramuru
        C#7.9   C7M.9
A sanha d'Anhanguera
C C5+7M  C6.7M  E7      Am7
Je....je    tua boca do lixo
          Gm7                  C7.9
Escarra o sangue de outra hemoptise
     C7.9-   F7M
No canal do mangue
   F#dim      C7M    A7.5+
O irapuru das cinzas chama
  Eb7.9   Dm7.9        G7.13
Rebenta a louça Oxum-maré
             C#7.9   C7M
Dança em teu mar de lama

Na venda


Na Venda (1982) - Aldir Blanc e João Bosco - Intérprete: João Bosco

LP Comissão De Frente / Título da música: Na Venda / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Ariola / Ano: 1982 / Nº Álbum: 201.905 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: MPB.


[Intro:] D7(b9)/A

           G6         F#m7(11)   B7 Em7(9)
Eu fui na venda comprar pinga e pimentão
              A7(b9)    D7(13)          B7(b13)
Pra fazer um xarope noventa que matasse a fome
               E7(9)       B7(b5)   E7(9)
E limpasse o pulmão mas o caxeiro-cachorro!
             Gm6    
Tomou meu dinheiro,
              F#7(13) F#7(b13)   B7
mandou que eu ficasse calado, maneiro,
          E7(9)              A7(13)
Botou toda culpa na Dona Inflação
             C7(#9) B7(#9)
-Essa não, seu Leitão!
     E7(9) A7(13)             D7
-Essa não, -Essa não, seu Leitão!

Dei-lhe uma descompostura, criei embaraço,
  G7(b5) F#m7(b5) F7(b5)  E7(9)
Os home arriaro a porta de aço
      A7(13)        Am7(9) D7(13)
E arrepiaro mais que porquispim...
G6                   G#m7(b5) C#7(b9)
Tinha uma abertura nos fundo da venda,
   F#m7              B7(b9)               E7(9)
Corri como um cão, passaro um jornal nos meus treco
            A7(13)       C7(#9)  B7(#9)
E o Leitão jogou o pacote por cima de mim
     E7(9)      A7(13)    D7(9)
-Essa não, quase foi o meu fim!

Fim: E7(9) A7(13) D7(9) B7(b13)

Miss Suéter

Miss Suéter (1976) - Aldir Blanc e João Bosco - Intérprete: João Bosco - Participação: Ângela Maria.

LP Galos De Briga / Título da música: Miss Suéter / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Ângela Maria (Partic.) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: MPB.


Tom: A7+
A7+/9                          F#m7 
Fascínio tenho eu por falsas loiras, 
               F#7/C# 
  ai a negra lingière
B7/9                       D7/13    E7/13    A7+/9
As sardas, sobrancelha feita à lápis e perfume da Coty
F#m7                  F#7/C#
Na boca dois pivôs tão graciosos entre jóias naturais
B7/9                   D7/13       E7/13     A7+/9
Os olhos dois minúsculos aquários de peixinhos tropicais
Bm4/7        E/F#
Eu conheço uma assim
Bm4/7       D7/13          E7/13       F#m7
Uma dessas mulheres que um homem não esquece
Bm4/7     E/F#  Bm4/7      D7/13 E7/13 F#m7
Ex-atriz de TV, hoje é escriturária do INPS
Bm4/7       E/F#    Bm4/7        D4/7      E7/13 A7+/9
E que dias atrás, venceu lá um concurso de Miss Suéter
F#m7                    F#7/C#
Na noite da vitória, emocionada, entre lágrimas falou:
B7/9                       D7/13
"Nem sempre a minha vida foi tão bela
E7/13         A7+/9
mas o que passou, passou
F#m7                 F#7/C#
Dedico este título à mamãe que tantos sacrifícios fez
B7/9                 D7/13
Pra que eu chegasse aqui ao apogeu
E7/13     A7+/9
com o auxílio de vocês"
Bm4/7         E/F#   Bm4/7         D7/13
Guardarei para sempre seu retrato de Miss
E7/13   F#m7
com cetro e coroa
Bm4/7       E/F#   Bm4/7            D7/13
Com a dedicatória que ela em letra miúda
E7/13     F#m7
insistiu em fazer
Bm4/7              E/F#     Bm4/7        D7/13
"Pra que os olhos relembrem quando o teu coração
E7/13     A7+
infiel esquecer.
Um beijo, Margot"

Memória da pele

Memória Da Pele (1989) - João Bosco e Waly Salomão - Interpretação: João Bosco

LP Zona De Fronteira / Título da música: Memória Da Pele / Waly Salomão (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1991 / Nº Álbum: 113.034 / 1-464184 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: MPB.


     E(add9)       G#7(#5)      C#m7
Eu já esqueci você         Tento crer
F#m7                   G#m7(11) C#7(b9)
Nesses lábios que meus lábios sugam
A7M/E  A6/E  B7(9/13)
De prazer
E(add9)       G#7        Aº(7M)   A6  D7(13)
Sugo sempre, busco sempre À sonhar  em vão
E/G#   C#m7*        F#m7 B7(9)     C7M
Cor vermelha, carne da sua boca       Coração

E(add9)                  A(add9)       E(add9)  A(add9)
Eu já esqueci você        Tento crer
E(add9)              C#m7        B   B/A
Seu nome,  sua cara, seu jeito, seu odor
C#m7          G#m7     A(add9)         A#º
Sua casa, sua cama     Sua carne, seu suor
E(add9)         B7(9)*    E(add9)     B7(#5)
Eu pertenço a raça        da pedra  dura

Em7(9/11)
Quando, enfim,     juro que esqueci
F7M/C
Quem se lembra de você em mim  Em   mim
F(#11)
Não sou eu     Sofro e sei
F#m7(b5)       B7(b9)
Não sou eu       Finjo que   não sei
Em(7M)  Em7  Em6  Em(b6)
Não sou     eu
Em7(9/11)
Sonho bocas    que murmuram
F7M/C
Tranço em pernas que procuram, enfim
F(#11)
Não sou eu     Sofro e sei
F#m7(b5)           B7(b9)    E(add9)  B7  E(add9)
Quem se lembra  de você em mim    Eu sei,     eu  sei

G           D/F#       Em7(9/11)
Bate é na memória da minha      pele
F7M/C             Em7(9/11)
Bate é no sangue que  bombeia Na minha      veia
G         D/F#          Em7(9/11)
Bate é no champagne que borbulhava na sua taça
F7M/C                                  Em7(9/11)
Que  borbulha agora na taça da minha cabeça

E(add9)       G#7(#5)      C#m7
Eu já esqueci você         Tento crer
F#m7                   G#m7
Nesses lábios que meus lábios sugam
A6       Am6           D7(13)   E/G#         C#m7*
De prazer Sugo sempre, busco sempre À sonhar em vão
F#m7                   B7(9)     C7M   E(add9)
Cor vermelha, carne da sua boca  Coração

Melodia sentimental


Melodia Sentimental - Com poema de Dora Alencar Vasconcelos (1911 — 1973), é parte integrante da obra "A Floresta do Amazonas" de Heitor Villa-Lobos (05/03/1887 — 17/11/1959), composta nos anos 1950 para o filme "Green Mansions" de Mel Ferrer. Abaixo a interpretação de João Bosco:

CD Dá Licença Meu Senhor / Título da música: Melodia Sentimental / Heitor Villa-Lobos (Compositor) / Dora Vasconcelos (Compositora) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1995 / Nº Álbum: 758.230/2-479213 / Faixa 13.


Tom: Dm
Intro: Gm Dm Bb A7 Dm
Dm                 Gm
Acorda, vem ver a lua
     A7               Dm Dm7+ Dm7 Dm6
Que dorme na noite escura
                    E7
Que surge tão bela e branca
A7           D7   G7          F#m5-/7
Derramando doçura, clara e saliente
   E7          A7
Ardendo meu sonhar
Dm                   Gm
As asas da noite que surgem
   C7                 F
E correm o espaço profundo
    Bb              Gm
Oh, doce amada, desperta
     A7               Dm Dm7+ Dm7 Dm6
Vem dar teu calor ao luar
Dm               Gm
Quisera saber-te minha
    A7            Dm Dm7+ Dm7 Dm6
Na hora serena e calma
                 E7
A sombra confia ao vento
A7            E7
O limite da espera
Gm               F#m5-/7
Quando dentro da noite
   E7          A7
Reclama o teu amor
 Dm                 Gm
Acorda, vem olhar a lua
     C7               F
Que dorme na noite escura
   Bb               Gm
Querida, és linda e meiga
    A7                Dm Dm7+ Dm7 Dm6
Sentir seu amor e sonhar (INTR.)

Linha de passe


Linha de Passe (samba, 1979) - João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio - Intérprete: João Bosco

LP Linha De Passe / Título da música: Linha de Passe / João Bosco (Compositor) / Aldir Blanc (Compositor) / Paulo Emílio (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1979 / Nº Álbum: 103.0294 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: A7+

Intro: (A7+ D7/9) 3x

(A7+ D7/9)
Toca de tatu, lingüiça e paio e boi zebu
Rabada com angu, rabo-de-saia
Naco de peru, lombo de porco com tutu
    A7+     D7/9           A7+ A7
E bolo de fubá, barriga d'água
 D             D#°       A           F#7
Há um diz que tem e no balaio tem também
          B7              E7           A7+   A7
Um som bordão bordando o som, dedão, violação
D              D#°          A         F#7
Diz um diz que viu e no balaio viu também
         B7        E7             A
Um pega lá no toma-lá-dá-cá, do samba
    C#7                        F#m
Um caldo de feijão, um vatapá, e coração
  C#7                F#m
Boca de siri, um namorado e um mexilhão
 B7                        E7
Água de benzê, linha de passe e chimarrão
B7                   E7
Babaluaê, rabo de arraia e confusão...
...
(A7+ D7/9)
Eh, yeah, yeah . . .
(Valeu, valeu, Dirceu do seu gado deu...)
A7  D         D#°     A           F#/7
   Cana e cafuné, fandango e cassulê
         B7  E7 A7+  A7 D           D#°
Sereno e pé no chão, bala, camdomblé
     A           F#7              B7 E7   A
E o meu café, cadê? Não tem, vai pão com pão
    C#7               F#m
Já era Tirolesa, o Garrincha, a Galeria
C#7                         F#m
A Mayrink Veiga, o Vai-da-Valsa, e hoje em dia
B7                            E7
Rola a bola, é sola, esfola, cola, é pau a pau
B7                         E7
E lá vem Portela que nem Marquês de Pombal
    (A7+ D7/9)
Mal, isso assim vai mal, mas viva o carnaval
Lights e sarongs, bondes, louras, King-Kongs
Meu pirão primeiro é muita marmelada
 A7+            D7/9               A7+
Puxa saco, cata-resto, pato, jogo-de-cabresto
     A7
E a pedalada
 D              D#°      A      F#7
Quebra outro nariz, na cara do juiz
B7  E7   A7+            A7
Aí, e há quem faça uma cachorrada
  D           D#°        A           F#7
E fique na banheira, ou jogue pra torcida
 B7       E7 A
Feliz da vida
(A7+ D7/9)
Toca de tatu, lingüiça e paio e boi zebu
Rabada com angu, rabo-de-saia
Naco de peru, lombo de porco com tutu
  A7+          D7/9        A7+ A7
E bolo de fubá, barriga d'água
D          D#°           A            F#7
Há um diz que tem e no balaio tem também
           B7             E7            A7+ A7
Um som bordão bordando o som, dedão, violação
 D             D#°         A          F#7
Diz um diz que viu e no balaio viu também
        B7         E7        (A7+ D7/9)
Um pega lá no toma-lá-dá-cá do samba
Do samba, do samba, do samba, do samba

Latin Lover


Latin Lover (1976) - João Bosco e Aldir Blanc - Intérprete: João Bosco

LP Galos De Briga / Título da música: Latin Lover / Aldir Blanc (Compositor) / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1976 / Nº Álbum: 103.0171 / Lado / Faixa / Gênero musical: Bolero.


       Cm7
Nos dissemos
        Cm6                          Bbm7
Que o começo é sempre, sempre inesquecível
       Eb7/9                        Dm5-/7
E no entanto, meu amor, que coisa incrível
     G#5-/7     G4/7        Cm7+   Fm7/9   G7/9+
Esqueci nosso começo inesquecível
       Cm7
Mas me lembro
       Cm6                    Bbm7
De uma noite, sua mãe tinha saído
     Eb7/9                  Dm5-/7
Me falaste de um sinal adquirido
     G#5-/7     G4/7         C7+
Numa queda de patins em Paquetá
Gm7         C7/9-
Mostra... Doeu? Ainda dói?
           Bm5-/7    E7/9-
A voz mais rouca
     Am7      D6/7
E os beijos cometas percorrendo
         Fm6   G4/7
O céu da boca
      C7+
As lembranças acompanham até o fim
        Bbm7   Eb7/9
O latin lover
         Ab    Ab5+
Que hoje morre
      Ab6           Ab5+
Sem revólver, sem ciúmes,
      G5+/7
Sem remédio
   Cm7+
De tédio

Jade

Jade (1989) - João Bosco - Interpretação: João Bosco

LP Bosco / Título da música: Jade / João Bosco (Compositor) / João Bosco (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1989 / Nº Álbum: 231.218 / 1-464071 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Bolero.


 Em7(9)
Aqui    meu irmão Ela é coisa rara de ver
Cm6           B7(b13)        
É jóia do xá, retina   de um mar,
Em(7M)           B7(#9)
de olhar  verde já derramante

- Abriu-se Sézamo em mim!

Em7(9)
Ah,    meu irmão aqualouca tara que tem imã
Cm6              B7(b13)
Mergulha no ar, me arrasta,
Em(7M)
me atrai pro fundo do oceano   que dá
B7(#9)
Pra lá    de babá pra cá de ali...

Cm                Cm7
Pedra que lasca seu brilho
Gm          Gm(7M)   Gm7  Gm6
E queima no lábio um quilate  de mel
C7(9)
E que deixa na    boca melante
Eb7M/Bb C7(9)         Eb7M/Bb Am7(11)   D7(4/9) Ab7(#11)
Um      gosto de língua       no     céu

G(add9)     C7M              B7(13)  B7(#5)*
Luz-talismã     misterioso cubana----cã
E7(9)      E/D     A7(9)         D7(9)
Delícia   sensual   de maçã
D/C          G(add9)  Am7(11) D7(4/9) Ab7(#11)
Saborosa manhã...
G(add9)          C7M            B7(13)      B7(#5)*
Vou    te eleger    vou me despejar   de prazer
E7(9)     E/D         A7(9)
Essa noite o que mais quero é ser
D7(9)     D/C         Bb7(9) A7(9) Ab7(13) Gº(7M) G7M(9)
Mil e um pra você

20 23 25 13 13-10 23 20 33 32 30-32-30-32-30

Em7(9/11)
Jade...

20 23 25 13 13-10 23 20 33 32 30-32-30-32-30

Em7(9/11)
Jade...

Cm / / / Cm7 / / / Gm / Gm(7M) / Gm7 / Gm6 / C7(9) / / /
Eb7M/Bb C7(9) / / / Eb7M/Bb Am7(11) / / /
D7(4/9) Ab7(#11) /