Mostrando postagens com marcador dick farney. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dick farney. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ser ou não ser

Dick Farney
Ser ou não ser (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Ser ou não ser / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1858-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi, IMS D


Ser ou não ser / Há de ser sempre, sempre / A questão
Ser ou não ser / Meu o teu coração...

Não vês que a indecisão / Me põe assim nesta aflição
E eu desejo conhecer / Se tu és minha ou não...

Ser ou não ser / Ó que dúvida minha, meu Deus
Ser ou não ser / E no entanto são teus

Os sonhos que vivi / E o meu coração
Ser ou não ser / Eis, amor, a questão...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sempre teu

Dick Farney
Sempre teu (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco LP 33 1/3 Alta Fidelidade / Título da música: Sempre teu / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 1959 / Álbum: Atendendo A Pedidos / Nº Álbum: MOFB-3048 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção



Gravação original de 1949:

Disco 78 rpm / Título da música: Sempre teu / José Maria de Abreu (compositor) / Jair Amorim (compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 07/1949 / Nº do Álbum: 16083 / Nº da Matriz: 2099 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez

Sempre teu
Eternamente teu
Este amor
É sempre o mesmo amor
Longe, buscando-te aflito

Em pensamento a te chamar
Perto querendo encontrar
Nos olhos meus, teu olhar

Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim

Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Ponto final

Dick Farney
Ponto final (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Ponto final / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da Matriz: 1857-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Não me pergunte a razão
Não me atormente demais
Falo por meu coração
Tudo acabou... nada mais.

Sinto muito mulher, mas é tarde
Esta chama de amor, já não arde
Faça de conta que eu

Sou como alguém que morreu
Como a fumaça que passa e se esgarça no ar
No ar.

Uma história incolor foi aquela
Um capitulo a mais de novela
Nossa comédia acabou

Sem aplauso sequer
Quando o pano baixou
Numa cena banal
Pôs se um ponto final ...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Olhos tentadores

Dick Farney
Olhos tentadores (samba, 1949) - Oscar Belandi e Chico Silva - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Olhos tentadores / Chico Silva (Compositor) / Oscar Belandi (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria de Abreu e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da matriz: 1868 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Não pensei que teus olhos
Fossem tão traidores
Não pensei que teus olhos
Me causassem dissabores
Não pensei que teus olhos
Transformassem o meu viver
Olhos negros, cruéis, tentadores
De mil amores que fazem sofrer.

Teu olhar sempre me fez sofrer
O sofrer faz parte do viver
De um olhar sempre vem o amor
Teu olhar causa ódio e dor
Traz loucura, prazer, tentação
Mas mesmo assim
Sofrendo enfim
É teu o meu coração...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Um cantinho e você

Dick Farney
Um cantinho e você (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Um cantinho e você / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1878 / Gênero musical: Samba canção


Um cantinho e você
Uma rede e o luar
Uma vela a correr
Num pedaço de mar...

Na paisagem tranqüila
Um sussurro
E um beijo depois
Para nós dois...

Basta isso somente
E o que a gente não diz
Para um quadro feliz.

Um sorriso... um olhar...
Um aperto de mão
Todo um sonho a vibrar
Numa linda canção

Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !

Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Esquece

Dick Farney
Esquece (samba-canção, 1948) - Gilberto Milfont - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Esquece / Gilberto Milfont (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Betinho e Juvenal, Dick (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15927 / Nº da Matriz: 1869 / Gênero: Samba-canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Esquece quem não te quis
Com outra serás feliz
O que ela fez contigo
Não se faz
Melhor será esquecer
Quem sempre te fez padecer
O que ela fez contigo
Foi demais.

Ouve o meu conselho
Com o novo amor
Essa malvada
Lhe esquecerá
Sufoca na garganta
Os teus doridos ais,
O que ela fez contigo
Não se faz !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Dick Farney - Algumas interpretações

O cantor, pianista e compositor Dick Farney, em foto de 1969.














Uma loura



Uma Loura (samba-canção 1951) - Hervé Cordovil - Interpretação: Dick Farney

LP Dick Farney Show / Título da música: Uma Loura / Hervé Cordovil (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Nº Álbum: XRLP 5101 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: Am7

Intro: A7M D7M Dm Bm5-/7 E7 E7/13  

A7M                     C#m5-/7  F#7  
Todos nós temos na vida  
      F#m7          B7  
Um caso, uma loura  
   Bm7  E7  
Você   
               A   G#m5-/7  C#7  
Você também tem 

       Ebm5-/7     G#7/13-         C#m7  
Uma loura é um frasco de perfume  
         C#m5-/7  F#7 F#7/13-  
Que evapora ...  
           Bm7 Dm                           Bm7  E7  
É o aroma ...               de uma pétala de flor  
    A7M                           Dm7  E7/9  
Espuma fervilhante de champanhe  
           A7M          F#m7          B7/13  
Numa taça muito branca de cristal  
       D7M         Dm   E7/9  
É um sonho, um poema!  

     A7M  G7     F#7  
Você já teve na vida  
     F#m7          B7  
Um, caso, uma loura  
      Bm7  E7  
Pois eu  
                  A  
Pois eu, tive também! .... 

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Este seu olhar

Luiz Cláudio
Este seu olhar (samba bossa, 1959) - Tom Jobim - Intérprete: Luiz Cláudio

Disco 78 rpm / Título da música: Este seu olhar / Jobim, Tom, 1927-1994 (Compositor) / Luiz Cláudio (Intérprete) / Jobim, Tom, 1927-1994 (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Columbia, Indefinida / Nº Álbum 11108 / Gênero musical: Samba.



G7+         Ab°
Esse seu olhar
Am7                Bb°
Quando encontra o meu
Bm7           Dm7
Fala de uma coisas
G7       C7+         F7/9
Que eu nem posso acreditar
Bm7      Bb°        Am7        D7
Doce é sonhar   é pensar que você
Bm7         Bb°             Am7    D7
Gosta de mim  , Como eu de você
G7+      Ab°     Am7           Bb°
Mas a ilusão   , Quando se desfaz
Bm7         Dm7   G7
Dói no coração
        C/7+          F7/9
De quem sonhou  sonhou demais
   Bm7       Bb°    Bm7/-5 E7/-9
Ah se eu pudesse entender
       Am7    D7/-9     G7+
O que dizem    os seus olhos

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Sem esse céu

Luiz Bonfá
Sem esse céu (samba-canção, 1952) - Luiz Bonfá - Interpretação: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Sem esse céu / Luiz Bonfá (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1952 / Álbum: 16.659 / Lado A.



Sem esse céu / Sem esse mar / Não viverei
Sem teu olhar / Que faz sonhar / Não sonharei


Se acaso eu pudesse dizer / Que é teu o meu coração
Sentir os teus olhos nos meus / E vê-los brilhar de emoção
Ainda assim eu não sei bem / O que será


Sem esse céu / Sem esse mar / Que é teu olhar
O teu silêncio me diz / Aquilo que não quero ouvir
Sem esse céu / Que é teu olhar / Não viverei

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Nick bar


Nick Bar (samba-canção, 1952) - Garoto e José Vasconcelos - Intérprete: Dick Farney


Disco 78 rpm / Título da música: Nick bar / Garoto, 1915-1955 (Compositor) / Vasconcellos, José (Compositor) / Farney, Dick, 1921-1987 (Intérprete) / Garoto, 1915-1955 (Acompanhante) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Trinca (Acompanhante) / Vidal (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Indefinida / Nº Álbum 16479 / Gênero musical: Samba-canção.


Introd.: C7M Am7 Dm7 Bb7 C7M 
              Dm7/9 G7/13 G7/13- G7 
  
C7M       Am7        Dm7 G7
Foi neste bar pequenino,         
  C7/9+          Am7       Em7    
Dm7       E7/9-      Am7+ Am7
Noites e noites sozinho,          
 D7/9                        Fm/G#   
      vivo lembrando uma dor 
C7M       Am7        Dm7 G7
Todas as juras sentidas           
 C7/9+       Am7         Em7/9 A7/13- 
    que o coração já guardou      
F7M        Bb7           Em5-/7
Hoje são coisas perdidas              
 A7 Dm7               G7        
    que   o eco ouviu e calou 
               Fm7 G7/13- C7M
Você partiu e   me    deixou    
                 Fm7       G7  C7M 
    não sei viver sem seu olhar 
                Bm5-/7  E7/13-
E o que ficou   só me lembrou  
        Am7                 D7/9      Fm/G# G7/13 G7/13- 
      nossos encontros no Nick Bar 
C7M       Am7        Dm7 G7
Todas as juras sentidas        
   C7/9+        Am7       Em7/9 A7/13- 
      que o coração já guardou 
F7M        Bb7           Em5-/7 A7      Dm7     G7     C7M 
Hoje são coisas perdidas        que  o eco ouviu e calou 

Instrumental solo: 

C7M  Am7 Em7/9  A7/9- Dm7 E7 Am7 D7 Dm7 G7/13 G7/13-
 
C7M                                              Dm7  Em7  C7 
Todas as juras sentidas que o coração já guardou 
F7M        Bb7           Em5-/7 A7           Dm7 G7       C7M 
Hoje são coisas perdidas             que o eco ouviu e calou 
              Fm7 G7/13- C7M                 Fm7       G7 C7M 
Você partiu e me deixou      não sei viver sem seu olhar 
            Bm5-/7 E7        
E o que sonhei só me lembrou  
      Am7                  D7        Dm7 G#7   
      nossos encontros no Nick Bar 
C#7M                     
Todas as juras sentidas 
                               D#m7  G#m7 C#7/9- 
       que o coração já guardou 
F#7M        B7           Fm5-/7
Hoje são coisas perdidas          
         A#7    D#m7   G#7 C#7M G#m7 C#7/9- 
       que  o eco ouviu e calou 
F#7M        B7           Fm5-/7
Hoje são coisas perdidas
      A#7    D#m7   G#7  C#7M
    que  o eco ouviu e calou

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Somos dois

Dick Farney
Outro sucesso de Dick Farney, o romântico samba "Somos Dois" é a primeira composição gravada de Klecius Caldas. "Incentivado pelos amigos", recorda Klecius, "tomei a resolução de mostrar a canção a Dick Farney, a quem na época não conhecia. Fui então à casa dele, em Santa Teresa, e cantei-lhe a música numa péssima versão em inglês que havia feito. Na minha distorcida ideia, achava que assim iria fazer sucesso na América... Quando terminei, o Dick perguntou se não tinha letra em português e depois de ouvi-la, marcou imediatamente nossa ida à Continental a fim de acertarmos providências para a gravação".

Expondo de forma original o tema de um casal em lua-de-mel, "Somos Dois" inspirou em 1950 a realização de um filme homônimo, dirigido por Milton Rodrigues, com argumento de seu irmão Nelson Rodrigues. Para esta produção, que teve como protagonista o próprio Dick Farney, Klecius e seus parceiros Armando Cavalcanti e Luís Antônio compuseram a trilha sonora.

Somos Dois (samba-canção, 1948) - Klecius Caldas, Armando Cavalcanti e Luís Antônio - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Somos dois / Armando Cavalcanti, 1914-1964 (Compositor) / Klecius Caldas, 1919-2002 (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15927 / Nº da Matriz: 1876-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Somos dois
Começo de vida
Nós dois numa simples história de amor
Enquanto esta estrada estiver florida
Sonhemos, querida

Somos dois
Seguindo na vida
Sentindo em que próximos dias
Diremos talvez
Com os olhos brilhando de felicidade
Fomos dois
Somos três



Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

A saudade mata a gente

Dick Farney
"A Saudade Mata a Gente" é mais uma canção sobre o velho tema do amor singelo, ambientado na vida campestre ( "Fiz meu rancho na beira do rio / meu amor foi comigo morar..."), gênero que tem como paradigma "Casinha pequenina".

Mas, além de ser uma bela composição, esta toada teve como um dos motivos de seu êxito uma excelente interpretação de seu lançador, o cantor Dick Farney.

Então no auge da popularidade, Dick explora muito bem as notas graves do estribilho, em contraste com a outra parte que, aliás, recorre a um trecho da ópera "Aída", de Verdi - o bailado da 2'' cena do 2° ato ( "Festa da sagração de Radamés"). Existindo havia quase dez anos, a parceria João de Barro / Antônio Almeida só alcançaria o sucesso em 1948, com "A Saudade Mata a Gente" e a marchinha "A Mulata É a Tal".

A saudade mata a gente (toada, 1948) - João de Barro e Antônio Almeida - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: A saudade mata a gente / Antônio Almeida (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15917 / Nº da Matriz: 1877-2 / Gênero musical: Samba canção

(intro) D Em7 A7 D Bm7 Em7 Gm Em7 A7 D A7/11

                              Em7
Fiz meu rancho na beira de um rio
      A7               D
Meu amor foi comigo morar
     Bm                  Em7
E na rede nas noites de frio
      Gm        Em7         A7     D
O meu bem me abraçava pra me agasalhar

      Am       D7             G
Mas agora meu Deus, vou me embora
         Gm                       D
Vou me embora e não sei se vou voltar
     Bm                  Em7
A saudade nas noites de frio
Gm          Em7         A7     D C#m 
meu peito vazio virá se aninhar

      A7          D            A7
A saudade mata a gente morena
                    D             A7
A saudade é dor pungente, morena
                  D            A7
A saudade mata a gente morena
                    G      D
A saudade é dor pungente morena

(solo) D7 G Gm D Bm Em7 Gm Em7 A7 D

( Bm C A7 D )


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Copacabana


"Copacabana" nasceu em 1944, quando o americano Wallace Downey encomendou a João de Barro e Alberto Ribeiro uma canção que identificasse musicalmente um night-club de Nova York, cujo título homenageava a praia carioca. Aproveitando alguns compassos de seu fox "Era Uma Vez" (lançado sem sucesso por Arnaldo Amaral e Neide Martins, em 1939), os compositores desenvolveram o tema na forma de um samba-canção, suave e romântico.

Como o assunto do night-club não se concretizou, "Copacabana" permaneceu inédita até meados de 46, quando João de Barro resolveu gravá-la com o cantor e pianista Dick Farney, que na época iniciava sua carreira interpretando música norte-americana. "Por esse motivo não foi fácil convencê-lo a cantar em português", relembra João de Barro. Resistindo aos apelos do amigo, Dick argumentava: "Mas eu não sei cantar samba, Braguinha!".

Finalmente, para agradar o compositor, que também era diretor da gravadora, ele acabou gravando "Copacabana" e "Barqueiro do São Francisco", um samba de Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro. No acompanhamento, havia uma orquestra constituída por oito violinos, duas violas, violoncelo, oboé, piano, violão, contrabaixo e bateria, executando arranjos "diferentes" de Radamés Gnattali -, que causaram celeuma na ocasião e depois passaram a ser considerados um marco na evolução da moderna MPB. Na verdade, Radamés já fazia havia tempos esse tipo de arranjo em suas atividades nas rádios e gravadoras.

Entretanto, o sucesso de "Copacabana", cuja melodia se prestava, mais do que as músicas da época, a realçar as concepções harmônicas do orquestrador, iria chamar a atenção dos críticos para a modernidade do arranjo, que encantou os novos e desagradou os conservadores - "Bonitinho, mas não é samba", comentou o flautista Benedito Lacerda ao ouvir pela primeira vez o disco.

Recordista de vendagem, "Copacabana" se manteria nas paradas de sucesso, disputando as primeiras colocações, de setembro de 46 ao final de 47. Pode-se mesmo dizer que sua gravação marcou o começo da fase áurea da Continental. Serviu ainda para convencer Dick Farney de que ele "sabia" cantar em português, motivando-o a gravar uma longa série de sambas românticos. E o curioso é que "Copacabana", feita às pressas, não despertaria em princípio o entusiasmo de seus autores.

Copacabana (samba-canção, 1946) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Copacabana / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Eduardo Patané e Sua Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/06/1946 / Lançamento: 07/1946 / Nº do Álbum: 15663 / Nº da Matriz: 1509-3 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez

    G7+       Em7/9       Am7
Existem praias tão lindas 
         D7/9       G7+  E7/9- Am7  D7/9
        cheias de luz 
     G7+     Em7/9  Am7
Nenhuma tem o encanto 
        D7/9          B5+/7  E7/9  E7/9-
        que tu possuis 
Am7   D7/9   G7+
Tuas areias, teu céu tão lindo 
Em7/9  A7/13     Am7   D7/9-    Gm7      C7/9-
Tuas sereias sempre sorrindo, sempre sorrindo 
F7+                         Em7            A7
Copacabana, princesinha do mar 
Dm7                            A7
Pelas manhãs tu és a vida a cantar 
Bb7+    Bm5-/7   E7   Am7
E à tardinha o sol poente 
Dm7                        G7/13   Gm7      C7/9-
Deixa sempre uma saudade na gente 
F7+                        Em7        A7
Copacabana o mar eterno cantor 
Dm7                    A7
Ao te beijar ficou perdido de amor 
Bb7+ Bm5-/7 E7     Am7
E hoje vivo a murmurar 
      Dm7      G7/13  Gm7/9
Só a ti Copacabana eu hei 
       C7/9 F7+
      de amar 
     (Eb7+  F7+)


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Barqueiro do São Francisco


Barqueiro do São Francisco (samba-canção, 1946) - Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Barqueiro do São Francisco / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Alcyr Pires Vermelho, 1906-1994 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Eduardo Patané (Acomp.) / Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/06/1946 / Lançamento: 07/1946 / Nº do Álbum: 15663 / Nº da Matriz: 1508-4 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Uma canoa vai
Correndo no rio, vai (2x)

Veio de Minas
E agora atravessa
A Bahia de Nosso Senhor
Traz um barqueiro
Que volta pra ver seu amor

Ôôôô
Ôôôô

Cantando ele diz
São Francisco
Eu sou feliz
Oh! rio do meu país



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Marina

Caymmi jovem
Dorival Caymmi jovem — Foto: Fundação Pierre Verger

Destacam-se na obra de Dorival Caymmi três vertentes: as canções praieiras e os sambas de roda, em que predomina a Bahia, e os sambas urbanos de inspiração carioca. É ao terceiro grupo que pertence "Marina". De melodia e letra muito bem trabalhadas em sua simplicidade aparente, este samba conta a zanga de um homem ciumento, que não gosta de ver sua mulher pintada.

Uma curiosidade: Caymmi começou a canção pelo final, repetindo uma frase do filho Dori (então com três anos) que, ao ser contrariado, reagia dizendo: "Tô de mal com você, tô de mal com você...". Um dos grandes sucessos caymmianos, "Marina" já começou sendo gravada por quatro cantores - Dick Farney, Francisco Alves, Nelson Gonçalves e o próprio Caymmi -, derrubando um tabu adotado por nossas gravadoras na época, que não admitiam o lançamento de uma composição por mais de um intérprete.

Mas a gravação de maior sucesso foi a de Dick Farney que, pode-se dizer, fez de "Marina" peça obrigatória dos shows de boates, ambiente em que ele reinou por longos anos.

Marina (samba-canção, 1947) - Dorival Caymmi - Intérpretes: Dorival Caymmi; Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Marina / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Dorival Caymmi (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 11/07/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 80-0536 / Nº da Matriz: S-078762-1 / Gênero musical: Samba canção



Disco 78 rpm / Título da música: Marina / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Dick Farney [Piano] / Gravadora: Copacabana / Gravação: 19/04/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 15783 / Nº da Matriz: 1651-1 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


   D7M        F#7/C#     Bm7       D7(9)    G6  F#m7(b5)  B7(b9) 
Ma-rina,   mo-rena,   Ma-rina,  vo-cê   se pin-tou 
   Em(add9)           A7/4(9)            D7M(9) C#m7(b5) F#7(b13) 
Ma-rina,   você fa-ça tudo  mas, faça  um favor: 
    Bm         Bm(7M)         Bm7 
Não pinte esse rosto  que que gosto, 
       Bm6               F#m  F#m(7M)  F#m7  F#m6 
Que eu gosto, e que é só meu 
   A7M        A#°         Bm7         E7(9)        A7/4  A7(#5) 
Ma-ri---na  você  já é bo-nita  com o que  Deus lhe deu 
   D7M      F#7/C#        Bm7         D7(9)   G6  F#m7(b5)  B7(9) 
Me abor--re-ci,    me zan-guei,  já não posso falar 
  Em(add9)               A7/4(9)    A/G        F#m7(b5)  B7(b9) 
E quando eu me zango, Ma-rina,  não sei per--do-ar 
   Em7                   Gm7 
Eu já  desculpei mui--ta coi--sa 
   F#7(13)         C7(9)          B7/4(9)  B7(b9) 
Vo-cê     não arranjava  ou-tro i-gual 
    Em7(9)             A7/4(9)   A7(b9)      D6/9  A7(#5) 
Des-culpe   Marina, mo-rena, mas eu   tô  de mal 
 
D7M      F#7/C#        Bm7           D7(9)  G6  F#m7(b5) B7(9) 
Me abor--re-ci,    me zan-guei,  já não posso falar 
  Em(add9)               A7/4(9)    A/G        F#m7(b5) B7(b9) 
E quando eu me zango, Ma-rina,  não sei per--do-ar 
   Em7                   Gm7 
Eu já  desculpei mui--ta coi--sa 
   F#7(13)         C7(9)          B7/4(9)  B7(b9) 
Vo-cê     não arranjava  ou-tro i-gual 
    Em7(9)             A7/4(9)   A7(b9)      D6/9  Gm6 
Des-culpe   Marina, mo-rena, mas eu   tô  de mal 
              D7M  C7M                  D7M 
De mal com vo-cê,       De mal com   vo-cê


Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 8 de abril de 2006

Dick Farney


Dick Farney (Farnésio Dutra e Silva), cantor, instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ (14/11/1921) e faleceu em São Paulo SP (4/8/1987). Ainda criança, iniciou-se no piano com o pai, aprendendo música erudita, e de sua mãe recebeu as primeiras noções de canto.


Aos 14 anos apresentou-se em rádio, no programa Picolino, de Barbosa Júnior, interpretando ao piano a Dança ritual do fogo, de le Manuel de Falla. Mais tarde interessou-se por música norte-americana e ingressou, como pianista, no conjunto Swing Maníacos, cujo baterista era seu irmão Cyll Farney. Com esse grupo, acompanhou Edu da Gaita na gravação de Canção da Índia de Nikolay Rimsky-Korsakov.

Em 1937 apresentou-se pela primeira vez, como cantor, no programa Hora Juvenil, da Rádio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro, interpretando Deep Purple (David Rose). No ano seguinte, César Ladeira lançou-o na Rádio Mayrink Veiga, na qual cantava músicas norte-americanas, acompanhando-se ao piano, em seu próprio programa: Dick Farney, sua Voz e seu Piano.

De 1941 a 1944, apresentou-se no Cassino da Urca, como integrante da Orquestra de Carlos Machado. Em 1944 passou para a orquestra de Ferreira Filho, com a qual fez, na Continental, a primeira gravação como cantor, interpretando o fox The Music Stopped (Rodgers e Hart), sucesso da trilha sonora do filme A !ua ao seu alcance (Higher and Higher, dirigido por Tim Whelan). Durante esse ano, e também pela Continental, foi o crooner de mais três discos de música norte-americana.

No início de 1946, assinou contrato como cantor com a Continental, que fançou sua primeira gravação de grande sucesso, o samba-canção Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro), em um 78 rpm que trazia do lado B a canção Barqueiro do São Francisco (Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro). Apresentando-se no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, conheceu o pianista Eddie Duchin e o arranjador Bill Hitchcock; do encontro surgiu o convite para ir aos E.U.A. Ainda em 1946, viajou para New York, onde se apresentou com Nat King Cole, David Brubeck e Bill Evans, assinando contratos para voltar no ano seguinte.

Após curta permanência no Brasil, em fevereiro de 1947 voltou aos E.U.A., atuando durante 56 semanas em show dos cigarros Philip Morris, na rádio NBC, além de se apresentar em Chicago, San Francisco e Hollywood. Lançou também algumas músicas norte-americanas, pela Majestic Records, como a primeira versão de Tenderly (Walter Gross). Enquanto estava fora, a Continental lançou outras músicas que havia gravado antes de viajar: o grande êxito Marina (Dorival Caymmi), em 1947, e Um cantinho e você (José Maria de Abreu e Jair Amorim), em 1948.

Retornou ao Brasil no final de 1948 e apresentou-se com grande sucesso na boate Vogue, do Rio de Janeiro. No ano seguinte, gravou Nick 8 (Garoto e José Vasconcelos) e excursionou pela Argentina e Uruguai. Trabalhou no filme Somos dois (1950), de Milton Rodrigues, e, em 1951, lançou Uma loura (Hervé Cordovil). No ano seguinte gravou Alguém como tu (José Maria de Abreu e Jair Amorim). Participou dos filmes Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle, e Perdidos de amor (1953), de Eurides Ramos.

Ainda em 1953, gravou Sem esse céu e Ranchinho de palha (ambas de Luiz Bonfá). Em 1954 organizou o Dick Farney e seu Conjunto, em que tocava piano, e gravou na Continental o choro João Sebastião Bach (Dick Farney e Nestor Campos, guitarrista do conjunto); apresentou-se também no Copacabana Palace Hotel. No mesmo ano, gravou na Continental, em dupla com Lúcio Alves, Tereza da praia (Tom Jobim e Billy Blanco), que se tornou um dos maiores sucessos do momento. Ainda em 1954, participou da gravação do LP de dez polegadas Sinfonia do Rio de Janeiro (Tom Jobim e Billy Blanco).

Em 1956 organizou um quarteto de jazz, em que era o pianista, ao lado de Rubinho (bateria), Xu Viana (contrabaixo) e Casé (sax-alto). O grupo teve grande êxito, apresentando-se no teatro Municipal, do Rio de Janeiro, e gravando um LP na RGE. No início de 1957, retornou aos E.U.A., atuando durante um ano em New York, no Waldorf Astoria Hotel e no Shell Burn Hotel. Esteve também em Cuba, na República Dominicana, em Porto Rico e nas ilhas do Caribe.

De volta ao Brasil, em 1959 fez o Dick Farney Show, na TV Record, de São Paulo, e atuou no bar do Hotel Claridge, também na capital paulista. Ainda nesse ano, abriu a boate Farney's, na praça Roosevelt, em São Paulo. Em 1961 fechou a boate e organizou a Dick Farney e sua Orquestra, para tocar em bailes, dirigindo-a até 1965. Em 1964 lançou dois LPs pela RGE e, no ano seguinte, mais dois pela Elenco, sendo um deles junto com Norma Benguel. Ainda em 1965, participou da inauguração da TV Globo, do Rio de Janeiro, na qual, durante seis meses, ao lado de Betty Faria, apresentou o programa Dick e Betty 17.

Em 1968 apresentou-se em shows de televisão, em São Paulo e, em 1969, abriu a Farney's Inn, boate localizada na Rua Augusta. Atuou na boate Flag em 1971, ano em que formou um trio com Sabá (Sebastião Oliveira da Paz) no contrabaixo e Toninho (Antônio Pinheiro Filho) na bateria. Em 1972 assinou contrato com a Odeon e, no ano seguinte, iniciou temporada na boate Chez Régine, no Rio de Janeiro, que se estendeu por quase seis anos.

Em 1973 lançou pela EMI o LP Dick Farney. Em 1979, a RGE lançou, na série Retrospecto, a coletânea Dick Farney: o cantor, o pianista e o diretor de orquestra. No ano seguinte, passou a apresentar-se no restaurante Antonio's, no Rio de Janeiro. Em 1981, já afastado das casas noturnas, lançou o LP Dick Farney - Noite, pela etiqueta Som da Gente. Dois anos depois, pela mesma gravadora, saiu o LP Feliz de amor.

Algumas cifras e letras




















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.