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| O cantor, pianista e compositor Dick Farney, em foto de 1969. |
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ser ou não ser
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| Dick Farney |
Ser ou não ser (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Ser ou não ser / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1858-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi, IMS D
Disco 78 rpm / Título da música: Ser ou não ser / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1858-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi, IMS D
Ser ou não ser / Há de ser sempre, sempre / A questão
Ser ou não ser / Meu o teu coração...
Não vês que a indecisão / Me põe assim nesta aflição
E eu desejo conhecer / Se tu és minha ou não...
Ser ou não ser / Ó que dúvida minha, meu Deus
Ser ou não ser / E no entanto são teus
Os sonhos que vivi / E o meu coração
Ser ou não ser / Eis, amor, a questão...
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Sempre teu
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| Dick Farney |
Sempre teu (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney
Disco LP 33 1/3 Alta Fidelidade / Título da música: Sempre teu / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 1959 / Álbum: Atendendo A Pedidos / Nº Álbum: MOFB-3048 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção
Gravação original de 1949:
Disco 78 rpm / Título da música: Sempre teu / José Maria de Abreu (compositor) / Jair Amorim (compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 07/1949 / Nº do Álbum: 16083 / Nº da Matriz: 2099 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez
Disco LP 33 1/3 Alta Fidelidade / Título da música: Sempre teu / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 1959 / Álbum: Atendendo A Pedidos / Nº Álbum: MOFB-3048 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção
Gravação original de 1949:
Disco 78 rpm / Título da música: Sempre teu / José Maria de Abreu (compositor) / Jair Amorim (compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 07/1949 / Nº do Álbum: 16083 / Nº da Matriz: 2099 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez
Sempre teu
Eternamente teu
Este amor
É sempre o mesmo amor
Longe, buscando-te aflito
Em pensamento a te chamar
Perto querendo encontrar
Nos olhos meus, teu olhar
Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim
Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Ponto final
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| Dick Farney |
Ponto final (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Ponto final / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da Matriz: 1857-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Ponto final / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da Matriz: 1857-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Não me pergunte a razão
Não me atormente demais
Falo por meu coração
Tudo acabou... nada mais.
Sinto muito mulher, mas é tarde
Esta chama de amor, já não arde
Faça de conta que eu
Sou como alguém que morreu
Como a fumaça que passa e se esgarça no ar
No ar.
Uma história incolor foi aquela
Um capitulo a mais de novela
Nossa comédia acabou
Sem aplauso sequer
Quando o pano baixou
Numa cena banal
Pôs se um ponto final ...
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Olhos tentadores
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| Dick Farney |
Olhos tentadores (samba, 1949) - Oscar Belandi e Chico Silva - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Olhos tentadores / Chico Silva (Compositor) / Oscar Belandi (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria de Abreu e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da matriz: 1868 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Olhos tentadores / Chico Silva (Compositor) / Oscar Belandi (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria de Abreu e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da matriz: 1868 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Não pensei que teus olhos
Fossem tão traidores
Não pensei que teus olhos
Me causassem dissabores
Não pensei que teus olhos
Transformassem o meu viver
Olhos negros, cruéis, tentadores
De mil amores que fazem sofrer.
Teu olhar sempre me fez sofrer
O sofrer faz parte do viver
De um olhar sempre vem o amor
Teu olhar causa ódio e dor
Traz loucura, prazer, tentação
Mas mesmo assim
Sofrendo enfim
É teu o meu coração...
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Um cantinho e você
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| Dick Farney |
Um cantinho e você (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Um cantinho e você / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1878 / Gênero musical: Samba canção
Disco 78 rpm / Título da música: Um cantinho e você / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1878 / Gênero musical: Samba canção
Um cantinho e você
Uma rede e o luar
Uma vela a correr
Num pedaço de mar...
Na paisagem tranqüila
Um sussurro
E um beijo depois
Para nós dois...
Basta isso somente
E o que a gente não diz
Para um quadro feliz.
Um sorriso... um olhar...
Um aperto de mão
Todo um sonho a vibrar
Numa linda canção
Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !
Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Esquece
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| Dick Farney |
Esquece (samba-canção, 1948) - Gilberto Milfont - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Esquece / Gilberto Milfont (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Betinho e Juvenal, Dick (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15927 / Nº da Matriz: 1869 / Gênero: Samba-canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Esquece / Gilberto Milfont (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Betinho e Juvenal, Dick (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15927 / Nº da Matriz: 1869 / Gênero: Samba-canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Esquece quem não te quis
Com outra serás feliz
O que ela fez contigo
Não se faz
Melhor será esquecer
Quem sempre te fez padecer
O que ela fez contigo
Foi demais.
Ouve o meu conselho
Com o novo amor
Essa malvada
Lhe esquecerá
Sufoca na garganta
Os teus doridos ais,
O que ela fez contigo
Não se faz !
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
terça-feira, 8 de agosto de 2006
Uma loura
Uma Loura (samba-canção 1951) - Hervé Cordovil - Interpretação: Dick Farney
LP Dick Farney Show / Título da música: Uma Loura / Hervé Cordovil (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Nº Álbum: XRLP 5101 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.
Tom: Am7
Intro: A7M D7M Dm Bm5-/7 E7 E7/13
A7M C#m5-/7 F#7
Todos nós temos na vida
F#m7 B7
Um caso, uma loura
Bm7 E7
Você
A G#m5-/7 C#7
Você também tem
Ebm5-/7 G#7/13- C#m7
Uma loura é um frasco de perfume
C#m5-/7 F#7 F#7/13-
Que evapora ...
Bm7 Dm Bm7 E7
É o aroma ... de uma pétala de flor
A7M Dm7 E7/9
Espuma fervilhante de champanhe
A7M F#m7 B7/13
Numa taça muito branca de cristal
D7M Dm E7/9
É um sonho, um poema!
A7M G7 F#7
Você já teve na vida
F#m7 B7
Um, caso, uma loura
Bm7 E7
Pois eu
A
Pois eu, tive também! ....
sexta-feira, 4 de agosto de 2006
Este seu olhar
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| Luiz Cláudio |
Disco 78 rpm / Título da música: Este seu olhar / Jobim, Tom, 1927-1994 (Compositor) / Luiz Cláudio (Intérprete) / Jobim, Tom, 1927-1994 (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Columbia, Indefinida / Nº Álbum 11108 / Gênero musical: Samba.
G7+ Ab°
Esse seu olhar
Am7 Bb°
Quando encontra o meu
Bm7 Dm7
Fala de uma coisas
G7 C7+ F7/9
Que eu nem posso acreditar
Bm7 Bb° Am7 D7
Doce é sonhar é pensar que você
Bm7 Bb° Am7 D7
Gosta de mim , Como eu de você
G7+ Ab° Am7 Bb°
Mas a ilusão , Quando se desfaz
Bm7 Dm7 G7
Dói no coração
C/7+ F7/9
De quem sonhou sonhou demais
Bm7 Bb° Bm7/-5 E7/-9
Ah se eu pudesse entender
Am7 D7/-9 G7+
O que dizem os seus olhos
quinta-feira, 18 de maio de 2006
Sem esse céu
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| Luiz Bonfá |
Sem esse céu (samba-canção, 1952) - Luiz Bonfá - Interpretação: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Sem esse céu / Luiz Bonfá (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1952 / Álbum: 16.659 / Lado A.
Sem esse céu / Sem esse mar / Não viverei
Sem teu olhar / Que faz sonhar / Não sonharei
Se acaso eu pudesse dizer / Que é teu o meu coração
Sentir os teus olhos nos meus / E vê-los brilhar de emoção
Ainda assim eu não sei bem / O que será
Sem esse céu / Sem esse mar / Que é teu olhar
O teu silêncio me diz / Aquilo que não quero ouvir
Sem esse céu / Que é teu olhar / Não viverei
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Nick bar
Disco 78 rpm / Título da música: Nick bar / Garoto, 1915-1955 (Compositor) / Vasconcellos, José (Compositor) / Farney, Dick, 1921-1987 (Intérprete) / Garoto, 1915-1955 (Acompanhante) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Trinca (Acompanhante) / Vidal (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Indefinida / Nº Álbum 16479 / Gênero musical: Samba-canção.
Introd.: C7M Am7 Dm7 Bb7 C7M
Dm7/9 G7/13 G7/13- G7
C7M Am7 Dm7 G7
Foi neste bar pequenino,
C7/9+ Am7 Em7
Dm7 E7/9- Am7+ Am7
Noites e noites sozinho,
D7/9 Fm/G#
vivo lembrando uma dor
C7M Am7 Dm7 G7
Todas as juras sentidas
C7/9+ Am7 Em7/9 A7/13-
que o coração já guardou
F7M Bb7 Em5-/7
Hoje são coisas perdidas
A7 Dm7 G7
que o eco ouviu e calou
Fm7 G7/13- C7M
Você partiu e me deixou
Fm7 G7 C7M
não sei viver sem seu olhar
Bm5-/7 E7/13-
E o que ficou só me lembrou
Am7 D7/9 Fm/G# G7/13 G7/13-
nossos encontros no Nick Bar
C7M Am7 Dm7 G7
Todas as juras sentidas
C7/9+ Am7 Em7/9 A7/13-
que o coração já guardou
F7M Bb7 Em5-/7 A7 Dm7 G7 C7M
Hoje são coisas perdidas que o eco ouviu e calou
Instrumental solo:
C7M Am7 Em7/9 A7/9- Dm7 E7 Am7 D7 Dm7 G7/13 G7/13-
C7M Dm7 Em7 C7
Todas as juras sentidas que o coração já guardou
F7M Bb7 Em5-/7 A7 Dm7 G7 C7M
Hoje são coisas perdidas que o eco ouviu e calou
Fm7 G7/13- C7M Fm7 G7 C7M
Você partiu e me deixou não sei viver sem seu olhar
Bm5-/7 E7
E o que sonhei só me lembrou
Am7 D7 Dm7 G#7
nossos encontros no Nick Bar
C#7M
Todas as juras sentidas
D#m7 G#m7 C#7/9-
que o coração já guardou
F#7M B7 Fm5-/7
Hoje são coisas perdidas
A#7 D#m7 G#7 C#7M G#m7 C#7/9-
que o eco ouviu e calou
F#7M B7 Fm5-/7
Hoje são coisas perdidas
A#7 D#m7 G#7 C#7M
que o eco ouviu e calou
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Somos dois
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| Dick Farney |
Expondo de forma original o tema de um casal em lua-de-mel, "Somos Dois" inspirou em 1950 a realização de um filme homônimo, dirigido por Milton Rodrigues, com argumento de seu irmão Nelson Rodrigues. Para esta produção, que teve como protagonista o próprio Dick Farney, Klecius e seus parceiros Armando Cavalcanti e Luís Antônio compuseram a trilha sonora.
Somos Dois (samba-canção, 1948) - Klecius Caldas, Armando Cavalcanti e Luís Antônio - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Somos dois / Armando Cavalcanti, 1914-1964 (Compositor) / Klecius Caldas, 1919-2002 (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15927 / Nº da Matriz: 1876-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Somos dois
Começo de vida
Nós dois numa simples história de amor
Enquanto esta estrada estiver florida
Sonhemos, querida
Somos dois
Seguindo na vida
Sentindo em que próximos dias
Diremos talvez
Com os olhos brilhando de felicidade
Fomos dois
Somos três
Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
A saudade mata a gente
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| Dick Farney |
Mas, além de ser uma bela composição, esta toada teve como um dos motivos de seu êxito uma excelente interpretação de seu lançador, o cantor Dick Farney.
Então no auge da popularidade, Dick explora muito bem as notas graves do estribilho, em contraste com a outra parte que, aliás, recorre a um trecho da ópera "Aída", de Verdi - o bailado da 2'' cena do 2° ato ( "Festa da sagração de Radamés"). Existindo havia quase dez anos, a parceria João de Barro / Antônio Almeida só alcançaria o sucesso em 1948, com "A Saudade Mata a Gente" e a marchinha "A Mulata É a Tal".
A saudade mata a gente (toada, 1948) - João de Barro e Antônio Almeida - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: A saudade mata a gente / Antônio Almeida (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15917 / Nº da Matriz: 1877-2 / Gênero musical: Samba canção
(intro) D Em7 A7 D Bm7 Em7 Gm Em7 A7 D A7/11
Em7
Fiz meu rancho na beira de um rio
A7 D
Meu amor foi comigo morar
Bm Em7
E na rede nas noites de frio
Gm Em7 A7 D
O meu bem me abraçava pra me agasalhar
Am D7 G
Mas agora meu Deus, vou me embora
Gm D
Vou me embora e não sei se vou voltar
Bm Em7
A saudade nas noites de frio
Gm Em7 A7 D C#m
meu peito vazio virá se aninhar
A7 D A7
A saudade mata a gente morena
D A7
A saudade é dor pungente, morena
D A7
A saudade mata a gente morena
G D
A saudade é dor pungente morena
(solo) D7 G Gm D Bm Em7 Gm Em7 A7 D
( Bm C A7 D )
Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Copacabana
"Copacabana" nasceu em 1944, quando o americano Wallace Downey encomendou a João de Barro e Alberto Ribeiro uma canção que identificasse musicalmente um night-club de Nova York, cujo título homenageava a praia carioca. Aproveitando alguns compassos de seu fox "Era Uma Vez" (lançado sem sucesso por Arnaldo Amaral e Neide Martins, em 1939), os compositores desenvolveram o tema na forma de um samba-canção, suave e romântico.
Como o assunto do night-club não se concretizou, "Copacabana" permaneceu inédita até meados de 46, quando João de Barro resolveu gravá-la com o cantor e pianista Dick Farney, que na época iniciava sua carreira interpretando música norte-americana. "Por esse motivo não foi fácil convencê-lo a cantar em português", relembra João de Barro. Resistindo aos apelos do amigo, Dick argumentava: "Mas eu não sei cantar samba, Braguinha!".
Finalmente, para agradar o compositor, que também era diretor da gravadora, ele acabou gravando "Copacabana" e "Barqueiro do São Francisco", um samba de Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro. No acompanhamento, havia uma orquestra constituída por oito violinos, duas violas, violoncelo, oboé, piano, violão, contrabaixo e bateria, executando arranjos "diferentes" de Radamés Gnattali -, que causaram celeuma na ocasião e depois passaram a ser considerados um marco na evolução da moderna MPB. Na verdade, Radamés já fazia havia tempos esse tipo de arranjo em suas atividades nas rádios e gravadoras.
Entretanto, o sucesso de "Copacabana", cuja melodia se prestava, mais do que as músicas da época, a realçar as concepções harmônicas do orquestrador, iria chamar a atenção dos críticos para a modernidade do arranjo, que encantou os novos e desagradou os conservadores - "Bonitinho, mas não é samba", comentou o flautista Benedito Lacerda ao ouvir pela primeira vez o disco.
Recordista de vendagem, "Copacabana" se manteria nas paradas de sucesso, disputando as primeiras colocações, de setembro de 46 ao final de 47. Pode-se mesmo dizer que sua gravação marcou o começo da fase áurea da Continental. Serviu ainda para convencer Dick Farney de que ele "sabia" cantar em português, motivando-o a gravar uma longa série de sambas românticos. E o curioso é que "Copacabana", feita às pressas, não despertaria em princípio o entusiasmo de seus autores.
Copacabana (samba-canção, 1946) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Copacabana / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Eduardo Patané e Sua Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/06/1946 / Lançamento: 07/1946 / Nº do Álbum: 15663 / Nº da Matriz: 1509-3 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
G7+ Em7/9 Am7
Existem praias tão lindas
D7/9 G7+ E7/9- Am7 D7/9
cheias de luz
G7+ Em7/9 Am7
Nenhuma tem o encanto
D7/9 B5+/7 E7/9 E7/9-
que tu possuis
Am7 D7/9 G7+
Tuas areias, teu céu tão lindo
Em7/9 A7/13 Am7 D7/9- Gm7 C7/9-
Tuas sereias sempre sorrindo, sempre sorrindo
F7+ Em7 A7
Copacabana, princesinha do mar
Dm7 A7
Pelas manhãs tu és a vida a cantar
Bb7+ Bm5-/7 E7 Am7
E à tardinha o sol poente
Dm7 G7/13 Gm7 C7/9-
Deixa sempre uma saudade na gente
F7+ Em7 A7
Copacabana o mar eterno cantor
Dm7 A7
Ao te beijar ficou perdido de amor
Bb7+ Bm5-/7 E7 Am7
E hoje vivo a murmurar
Dm7 G7/13 Gm7/9
Só a ti Copacabana eu hei
C7/9 F7+
de amar
(Eb7+ F7+)
Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
Barqueiro do São Francisco
Barqueiro do São Francisco (samba-canção, 1946) - Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Barqueiro do São Francisco / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Alcyr Pires Vermelho, 1906-1994 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Eduardo Patané (Acomp.) / Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/06/1946 / Lançamento: 07/1946 / Nº do Álbum: 15663 / Nº da Matriz: 1508-4 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Barqueiro do São Francisco / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Alcyr Pires Vermelho, 1906-1994 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Eduardo Patané (Acomp.) / Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/06/1946 / Lançamento: 07/1946 / Nº do Álbum: 15663 / Nº da Matriz: 1508-4 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Uma canoa vai
Correndo no rio, vai (2x)
Veio de Minas
E agora atravessa
A Bahia de Nosso Senhor
Traz um barqueiro
Que volta pra ver seu amor
Ôôôô
Ôôôô
Cantando ele diz
São Francisco
Eu sou feliz
Oh! rio do meu país
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
quinta-feira, 20 de abril de 2006
Marina
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| Dorival Caymmi jovem — Foto: Fundação Pierre Verger |
Destacam-se na obra de Dorival Caymmi três vertentes: as canções praieiras e os sambas de roda, em que predomina a Bahia, e os sambas urbanos de inspiração carioca. É ao terceiro grupo que pertence "Marina". De melodia e letra muito bem trabalhadas em sua simplicidade aparente, este samba conta a zanga de um homem ciumento, que não gosta de ver sua mulher pintada.
Uma curiosidade: Caymmi começou a canção pelo final, repetindo uma frase do filho Dori (então com três anos) que, ao ser contrariado, reagia dizendo: "Tô de mal com você, tô de mal com você...". Um dos grandes sucessos caymmianos, "Marina" já começou sendo gravada por quatro cantores - Dick Farney, Francisco Alves, Nelson Gonçalves e o próprio Caymmi -, derrubando um tabu adotado por nossas gravadoras na época, que não admitiam o lançamento de uma composição por mais de um intérprete.
Mas a gravação de maior sucesso foi a de Dick Farney que, pode-se dizer, fez de "Marina" peça obrigatória dos shows de boates, ambiente em que ele reinou por longos anos.
Marina (samba-canção, 1947) - Dorival Caymmi - Intérpretes: Dorival Caymmi; Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Marina / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Dorival Caymmi (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 11/07/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 80-0536 / Nº da Matriz: S-078762-1 / Gênero musical: Samba canção
Disco 78 rpm / Título da música: Marina / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Dick Farney [Piano] / Gravadora: Copacabana / Gravação: 19/04/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 15783 / Nº da Matriz: 1651-1 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Uma curiosidade: Caymmi começou a canção pelo final, repetindo uma frase do filho Dori (então com três anos) que, ao ser contrariado, reagia dizendo: "Tô de mal com você, tô de mal com você...". Um dos grandes sucessos caymmianos, "Marina" já começou sendo gravada por quatro cantores - Dick Farney, Francisco Alves, Nelson Gonçalves e o próprio Caymmi -, derrubando um tabu adotado por nossas gravadoras na época, que não admitiam o lançamento de uma composição por mais de um intérprete.
Mas a gravação de maior sucesso foi a de Dick Farney que, pode-se dizer, fez de "Marina" peça obrigatória dos shows de boates, ambiente em que ele reinou por longos anos.
Marina (samba-canção, 1947) - Dorival Caymmi - Intérpretes: Dorival Caymmi; Dick Farney
Disco 78 rpm / Título da música: Marina / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Dorival Caymmi (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 11/07/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 80-0536 / Nº da Matriz: S-078762-1 / Gênero musical: Samba canção
Disco 78 rpm / Título da música: Marina / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Dick Farney [Piano] / Gravadora: Copacabana / Gravação: 19/04/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 15783 / Nº da Matriz: 1651-1 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez
D7M F#7/C# Bm7 D7(9) G6 F#m7(b5) B7(b9)
Ma-rina, mo-rena, Ma-rina, vo-cê se pin-tou
Em(add9) A7/4(9) D7M(9) C#m7(b5) F#7(b13)
Ma-rina, você fa-ça tudo mas, faça um favor:
Bm Bm(7M) Bm7
Não pinte esse rosto que que gosto,
Bm6 F#m F#m(7M) F#m7 F#m6
Que eu gosto, e que é só meu
A7M A#° Bm7 E7(9) A7/4 A7(#5)
Ma-ri---na você já é bo-nita com o que Deus lhe deu
D7M F#7/C# Bm7 D7(9) G6 F#m7(b5) B7(9)
Me abor--re-ci, me zan-guei, já não posso falar
Em(add9) A7/4(9) A/G F#m7(b5) B7(b9)
E quando eu me zango, Ma-rina, não sei per--do-ar
Em7 Gm7
Eu já desculpei mui--ta coi--sa
F#7(13) C7(9) B7/4(9) B7(b9)
Vo-cê não arranjava ou-tro i-gual
Em7(9) A7/4(9) A7(b9) D6/9 A7(#5)
Des-culpe Marina, mo-rena, mas eu tô de mal
D7M F#7/C# Bm7 D7(9) G6 F#m7(b5) B7(9)
Me abor--re-ci, me zan-guei, já não posso falar
Em(add9) A7/4(9) A/G F#m7(b5) B7(b9)
E quando eu me zango, Ma-rina, não sei per--do-ar
Em7 Gm7
Eu já desculpei mui--ta coi--sa
F#7(13) C7(9) B7/4(9) B7(b9)
Vo-cê não arranjava ou-tro i-gual
Em7(9) A7/4(9) A7(b9) D6/9 Gm6
Des-culpe Marina, mo-rena, mas eu tô de mal
D7M C7M D7M
De mal com vo-cê, De mal com vo-cê
Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
sábado, 8 de abril de 2006
Dick Farney
Dick Farney (Farnésio Dutra e Silva), cantor, instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ (14/11/1921) e faleceu em São Paulo SP (4/8/1987). Ainda criança, iniciou-se no piano com o pai, aprendendo música erudita, e de sua mãe recebeu as primeiras noções de canto.
Aos 14 anos apresentou-se em rádio, no programa Picolino, de Barbosa Júnior, interpretando ao piano a Dança ritual do fogo, de le Manuel de Falla. Mais tarde interessou-se por música norte-americana e ingressou, como pianista, no conjunto Swing Maníacos, cujo baterista era seu irmão Cyll Farney. Com esse grupo, acompanhou Edu da Gaita na gravação de Canção da Índia de Nikolay Rimsky-Korsakov.
Em 1937 apresentou-se pela primeira vez, como cantor, no programa Hora Juvenil, da Rádio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro, interpretando Deep Purple (David Rose). No ano seguinte, César Ladeira lançou-o na Rádio Mayrink Veiga, na qual cantava músicas norte-americanas, acompanhando-se ao piano, em seu próprio programa: Dick Farney, sua Voz e seu Piano.
De 1941 a 1944, apresentou-se no Cassino da Urca, como integrante da Orquestra de Carlos Machado. Em 1944 passou para a orquestra de Ferreira Filho, com a qual fez, na Continental, a primeira gravação como cantor, interpretando o fox The Music Stopped (Rodgers e Hart), sucesso da trilha sonora do filme A !ua ao seu alcance (Higher and Higher, dirigido por Tim Whelan). Durante esse ano, e também pela Continental, foi o crooner de mais três discos de música norte-americana.
No início de 1946, assinou contrato como cantor com a Continental, que fançou sua primeira gravação de grande sucesso, o samba-canção Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro), em um 78 rpm que trazia do lado B a canção Barqueiro do São Francisco (Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro). Apresentando-se no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, conheceu o pianista Eddie Duchin e o arranjador Bill Hitchcock; do encontro surgiu o convite para ir aos E.U.A. Ainda em 1946, viajou para New York, onde se apresentou com Nat King Cole, David Brubeck e Bill Evans, assinando contratos para voltar no ano seguinte.
Após curta permanência no Brasil, em fevereiro de 1947 voltou aos E.U.A., atuando durante 56 semanas em show dos cigarros Philip Morris, na rádio NBC, além de se apresentar em Chicago, San Francisco e Hollywood. Lançou também algumas músicas norte-americanas, pela Majestic Records, como a primeira versão de Tenderly (Walter Gross). Enquanto estava fora, a Continental lançou outras músicas que havia gravado antes de viajar: o grande êxito Marina (Dorival Caymmi), em 1947, e Um cantinho e você (José Maria de Abreu e Jair Amorim), em 1948.
Retornou ao Brasil no final de 1948 e apresentou-se com grande sucesso na boate Vogue, do Rio de Janeiro. No ano seguinte, gravou Nick 8 (Garoto e José Vasconcelos) e excursionou pela Argentina e Uruguai. Trabalhou no filme Somos dois (1950), de Milton Rodrigues, e, em 1951, lançou Uma loura (Hervé Cordovil). No ano seguinte gravou Alguém como tu (José Maria de Abreu e Jair Amorim). Participou dos filmes Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle, e Perdidos de amor (1953), de Eurides Ramos.
Ainda em 1953, gravou Sem esse céu e Ranchinho de palha (ambas de Luiz Bonfá). Em 1954 organizou o Dick Farney e seu Conjunto, em que tocava piano, e gravou na Continental o choro João Sebastião Bach (Dick Farney e Nestor Campos, guitarrista do conjunto); apresentou-se também no Copacabana Palace Hotel. No mesmo ano, gravou na Continental, em dupla com Lúcio Alves, Tereza da praia (Tom Jobim e Billy Blanco), que se tornou um dos maiores sucessos do momento. Ainda em 1954, participou da gravação do LP de dez polegadas Sinfonia do Rio de Janeiro (Tom Jobim e Billy Blanco).
Em 1956 organizou um quarteto de jazz, em que era o pianista, ao lado de Rubinho (bateria), Xu Viana (contrabaixo) e Casé (sax-alto). O grupo teve grande êxito, apresentando-se no teatro Municipal, do Rio de Janeiro, e gravando um LP na RGE. No início de 1957, retornou aos E.U.A., atuando durante um ano em New York, no Waldorf Astoria Hotel e no Shell Burn Hotel. Esteve também em Cuba, na República Dominicana, em Porto Rico e nas ilhas do Caribe.
De volta ao Brasil, em 1959 fez o Dick Farney Show, na TV Record, de São Paulo, e atuou no bar do Hotel Claridge, também na capital paulista. Ainda nesse ano, abriu a boate Farney's, na praça Roosevelt, em São Paulo. Em 1961 fechou a boate e organizou a Dick Farney e sua Orquestra, para tocar em bailes, dirigindo-a até 1965. Em 1964 lançou dois LPs pela RGE e, no ano seguinte, mais dois pela Elenco, sendo um deles junto com Norma Benguel. Ainda em 1965, participou da inauguração da TV Globo, do Rio de Janeiro, na qual, durante seis meses, ao lado de Betty Faria, apresentou o programa Dick e Betty 17.
Em 1968 apresentou-se em shows de televisão, em São Paulo e, em 1969, abriu a Farney's Inn, boate localizada na Rua Augusta. Atuou na boate Flag em 1971, ano em que formou um trio com Sabá (Sebastião Oliveira da Paz) no contrabaixo e Toninho (Antônio Pinheiro Filho) na bateria. Em 1972 assinou contrato com a Odeon e, no ano seguinte, iniciou temporada na boate Chez Régine, no Rio de Janeiro, que se estendeu por quase seis anos.
Em 1973 lançou pela EMI o LP Dick Farney. Em 1979, a RGE lançou, na série Retrospecto, a coletânea Dick Farney: o cantor, o pianista e o diretor de orquestra. No ano seguinte, passou a apresentar-se no restaurante Antonio's, no Rio de Janeiro. Em 1981, já afastado das casas noturnas, lançou o LP Dick Farney - Noite, pela etiqueta Som da Gente. Dois anos depois, pela mesma gravadora, saiu o LP Feliz de amor.
Algumas cifras e letras
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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