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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Martinho da Vila - Vida de Bamba

O 12 de fevereiro de 1938 não seria diferente dos outros dias em Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro, se não chovesse tanto - como se o mundo fosse acabar em água - e se o calendário não registrasse um frustrante e encharcado sábado de carnaval. Na sua casa simples, o meeiro Josué Ferreira ouvia a água da chuva bater no teto de zinco e, nervosamente, fumava um cigarro atrás do outro. 


Sua ansiedade só foi quebrada quando a parteira botou metade de sua cara escura na porta entreaberta do quarto para anunciar: "Nasceu! É um menino". Doido de felicidade, Josué jamais poderia imaginar que seu único filho homem, entre quatro mulheres, teria seu destino selado pelo som do batuque que se ouvia ao longe. Com o recém nascido nos braços, a mãe, dona Teresa, abriu-se num sorriso e, trazendo-o para bem junto do peito, não hesitou: "Vai se chamar Martinho José" (foto acima a esquerda: ginga de sambista e música do morro sob a farda de sargento do exército).

Alegria em casa de pobre é um artigo de luxo que dura pouco e, na de Josué e Teresa, ela foi imediatamente substituída pelo desalento de que o pequeno Martinho era, na verdade, mais uma boca para dividir o minguado pão de cada dia. Convencidos de que o trabalho instável de fazenda em fazenda não dava mais para sustentar sua prole, eles decidiram embarcar no sonho de uma vida melhor. Afinal, Josué era alfabetizado e Teresa possuía mãos milagrosas quando assumia o comando de uma cozinha. Juntaram filhos, trapos, ambições e tomaram um trem de segunda classe para o Rio de Janeiro. Os Ferreira foram começar de novo num casebre da então Serra dos Pretos Forros, num lugar conhecido como Boca do Mato. Triste engano. "Foi brabo", recorda Martinho. "Na favela, a água era escassa, não tinha luz, não tinha nada."

No clube Vegas, n o Rio, Martinho divide o palco com Candeia.

Se em Duas Barras o meeiro Josué era um homem humilde, mas respeitado, na então capital da República ele e os seus conheceram a mais cruel de todas as misérias: a falta de esperança. Acossados por uma perversa realidade, cada um deles teve de se virar como pôde. Teresa e as meninas foram fazer faxina e outros afazeres domésticos em casas de família, enquanto o menino Martinho se empenhava nas mais variadas tarefas - como engraxar sapatos e limpar caixas de gordura - que lhe rendessem alguns trocados para reforçar o fraco orçamento familiar. A paisagem de miséria e desesperança, no entanto, foi construindo um fosso entre Josué Ferreira e o mundo. Um dia ele não aguentou mais e se matou.

Martinho brilha no desfile que consagrou a Unidos de Vila Isabel, em 1988.

Na manhã seguinte, ainda aos frangalhos, Teresa comunicou aos cinco filhos que não lhe restara outra alternativa senão a de distribuí-los pelas casas dos fiéis da Igreja Cristo Redentor, paróquia que os Ferreira frequentavam no subúrbio de Lins de Vasconcelos. Martinho se tornou uma espécie de pajem e empregado doméstico de Dona Ida e Dona Alzira, duas professoras solteironas que lhe ensinaram as primeiras letras e o empurravam para a vida sacerdotal. Filhas de Maria, elas queriam transformá-lo em padre. Mas a música ia entrando no seu cotidiano por meio das ladainhas e das folias de reis das festas populares: "O meio em que eu vivia era pleno de sanfonas e foguetes", recorda o compositor.

Porém, até os 16 anos, era o mundo da bola que o fascinava. Martinho sonhava com o dia em que, envergando a camisa do Clube de Regatas Vasco da Gama, pisaria a grama verde do Maracanã para brilhar com á mesma intensidade de seu ídolo Ademir Menezes. Até que ele levava jeito defendendo as cores verde e branca do Boquense, mas, agora se convence, nunca passou de um projeto de craque. O futebol, com suas farras e excursões, fez, no entanto, desabrochar o compositor. Entre os companheiros, ele cantava paródias que compunha, colocando letras em melodias de sucesso naqueles anos 50. Ouvindo a marchinha que Martinho havia composto para a torcida de seu time, Tolito, o diretor de harmonia da recém-fundada Aprendizes da Boca do Mato, vislumbrou seu talento e o convidou para se integrar à escola de samba.

No seu segundo carnaval, Martinho já ganhou o respeito e a admiração dos mais velhos, ao escrever o samba-enredo Carlos Gomes. Entre os sambistas de renome, passou a correr a notícia de que na Aprendizes estava surgindo um menino genial, um compositor de futuro, e muitos deles foram até a Boca do Mato para conhecê-lo. Foi assim que, pela primeira vez, ele viu celebridades como Silas de Oliveira, Walter Rosa e Padeirinho e passou a ser uma presença constante na quadra de grandes escolas, como Portela, Mangueira, Império Serrano... "Eu nem sabia quem era quem", confessa ele. "Achava, por exemplo, que Cartola era uma lenda."

Nem passava por sua cabeça tornar-se um compositor profissional, embora sua pequena e aguerrida escola dependesse cada vez mais de suas criações no carnaval. Achava que samba não dava camisa, não garantia o futuro de ninguém. Por isso, fez um curso de auxiliar de químico industrial no Senai e, durante o serviço militar, conseguiu com muito esforço ser designado para trabalhar na farmácia do quartel. Botou fé na carreira militar. Foi promovido a cabo, chegou ao posto de sargento e, nas horas de folga, compunha sua história particular do Brasil para a Boca do Mato contar na avenida. Escreveu sambas-enredo sobre o escritor Machado de Assis, o almirante Tamandaré, o diplomata Rui Barbosa e contou, entre outros acontecimentos, a independência e a construção do Rio de Janeiro.

Companheiro de palco e de samba: Martinho da Vila e Paulinho da Viola.

Promovida ao primeiro grupo, em 1960, numa sofrida escalada, a Boca do Mato voltou ao fundo do poço no ano seguinte. Teve o azar de entrar na Rio Branco logo depois do Salgueiro, que naquele carnaval promovia uma revolução com o enredo "Zumbi das Palmares". Ninguém viu a Boca do Mato, ninguém ouviu o samba de Martinho.

A frustração fez que ele cedesse ao assédio da Unidos de Vila Isabel. Na época, ele já namorava Anália Mendonça, que viria ser a mãe de Martinho Antonio, Analimar e Martinália - seus filhos mais velhos. Recebido de braços abertos, chegou cantando "Boa Noite Vila Isabel", um samba de quadra: "... Boa noite, diretor de bateria/ Quero contar com a sua marcação/ Boa noite, sambistas e compositores/ Presidente e diretores/ Para a Vila eu trago toda a minha inspiração...".

Um ano depois, em 1967, acertou na mosca ao entregar à escola o antológico Carnaval de Ilusões, feito em parceria com Gemeu, samba-enredo que avalizou a presença da Vila Isabel entre as grandes agremiações. Nascia o Martinho da Vila. Em seguida, ele conheceu o sucesso nacional com "O Pequeno Burguês", e sua vida nunca mais foi a mesma.

Pediu dispensa do exército, tirou a mãe e as irmãs das casas das patroas e adquiriu imóveis, inclusive um sítio na mesma região de Duas Barras, onde os Ferreira comeram o pão que o diabo amassou. "Achava que tudo seria passageiro e tratei de aproveitar", revela ele. "Na minha casa tinha festa todo dia." Inspirado em tanta alegria, compôs "Casa de Bamba" e botou para quebrar, em 1968, no IV Festival de Música Popular Brasileira: "...Na minha casa/ Todo mundo é bamba/ Todo mundo bebe/ Todo mundo samba...".

Martinho com a saudosa Clara Nunes.

Trinta anos de carreira depois, é fácil constatar que Martinho José Ferreira conseguiu com sua ginga mas acima de tudo com sua integridade e com a força de seu canto - percorrer caminhos difíceis, superando obstáculos que acabaram com muitas outras carreiras promissoras.


Fontes: MPB Compositores Martinho da Vila - Editora Globo - 1996

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Meu laia-raiá


Meu Laiá-Raiá (samba, 1970) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Meu Laiáraiá / Título da música: Laiá-Raiá / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1970 / Nº Álbum: BBL 1533 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.



Tom: Bm
Introdução: Bm B7 Em  F#7 Bm Bm/A   G F#7 Bm 

Bm          Em    F#7          Bm     
você é meu povo,  você é meu samba 
           C#m7/5-    F#7         Bm 
você é a bossa        e a minha voz 
               Em  F#7           Bm     
pra você, eu trago, um sambinha novo 
            C#m7/5-   F#7             Bm 
que fiz na fossa        pra cantar a sós 
           A7              Bbº    Bm 
 e também vieram beijos nunca    dados 
              C#m7/5-   F#7   F#m7/5-   B7 
abraços guardados pra você sentir 
              Em           F#7         Bm     Bm/A 
mas eu quero mesmo é me enroscar num leito 
             C#m7/5-   F#7           Bm 
apertar seu peito        e depois dormir 
  
           Em        F#7         Bm 
 dormir sonhando com você enamorada 
       Bm/A        C#m7/5-     F#7       F#m7/5-   B7 
minha noiva muito amada, meu pedaço de mulher 
                      Em             F#7          Bm 
minha história, meu segredo, minha estrela, minha fé 
        D7            C#m7/5-    F#7           Bm 
 minha escola, meu enredo, meu cigarro e meu café 
  
    B7   Em     F#7  Bm   D7 
lalaiá-raiá, lalá laiá 
          C#m7/5-   F#7    Bm 
 você é o meu laiá raiá, raiá 

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Iaiá do Cais Dourado


Iaiá do Cais Dourado (samba-enredo/carnaval, 1969) - Martinho da Vila e Rodolpho - Intérprete: Martinho da Vila

LP Martinho Da Vila / Título da música: Iaiá Do Cais Dourado / Martinho da Vila (Compositor) / Rodolpho (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1969 / Nº Álbum: BBL 1488 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba / MPB.



No cais dourado da velha Bahia
Onde estava o capoeira
A Iaiá também se via
Juntos na feira ou na romaria
No banho de cachoeira
E também na pescaria

Dançavam juntos
Em todo fandango e festinha
E no reisado
Contra mestre e pastorinha

Cantavam, iaiaralaiá, iaiá
Nas festas do alto do Cantuá
Mas loucamente

A Iaiá do cais dourado trocou seu amor
Ardente por um moço requintado
E foi-se embora
Passear de barco à vela
Desfilando em carruagem
Já não era mais aquela

E o capoeira
Que era valente chorou

Até que um dia a mulata
Lá no cais apareceu
Ao ver o seu capoeira
Pra ele logo correu

Pediu guarida
Mas o capoeira não deu
Desesperada
Caiu no mundo a vagar
E o capoeira
Caiu no mundo a vagar
Ficou com o seu povo a cantar...
Laiá, iaiá, iaiá iaiá
Laiá, iaiá, iaiá iaiá

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Não rolou, mas vai rolar

Não Rolou, Mas Vai Rolar (samba, 1995) - Nelson Rufino e Chocolate da Bahia - Intérprete: Martinho da Vila

CD Tá Delícia, Tá Gostoso / Título da música: Não Rolou, Mas Vai Rolar / Nelson Rufino (Compositor) / Chocolate da Bahia (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1995 / Nº Álbum: 850257/2 - 479164 / Faixa 8 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

Introdução: C

       C
Ainda não rolou
Mais sei que ainda vai rolar
Você vai ver
Vou te pegar
C
Não rolou
Mas vai rolar
A7  Dm
Tudo que você quiser
A7                 G7
Vai rolar um cheiro
Vai rolar um beijo
Dm           G7      C
Muito amor e muito axé
G7
Não rolou
C
Não rolou
A7
Mas vai rolar
Dm         A7     Dm   A7
Tudo que você quiser
G7
Vai rolar um cheiro
Vai rolar um beijo
Dm           G7     C
Muito amor e muito axé
A7                Dm
Esse seu jeito me toca
G7
Me assanha, provoca
C
Um desejo incomum
Dm
Tomara não seja ruim
G7
Contra esta verdade
C
Que esta dentro de mim
C7
Te ter como cara metade
F
E toda vontade do meu coração
F#o                C
E assim é correr pra galera
A7        Dm      G7       C
Sorrindo e cantando a nossa união
G7           
Não rolou
C            
Não rolou           
A7    
Mas vai rolar       
Dm       A7      Dm  A7
Tudo que você quiser
G7    
Vai rolar um cheiro 

Vai rolar um beijo  
Dm           G7     C
Muito amor e muito axé
A7                  Dm
O bem que haverá de rolar
G7
Em meu mundo carente
C
De nova ilusão
A           Dm
Fará uma reviravolta
G7               C
No meu dia-a-dia, no meu Caminhar
C7
Há muito que eu ando tentando
Sonhando viver uma grande paixão
F
Paixão
F#o                     C
E você  tem o dengo que eu quero
A7       Dm      G7        C
Pecado sincero pro meu coração

Na aba

Na aba (samba, 1984) - Ney Silva, Paulo Correia e Trambique - Interpretação: Martinho da Vila

LP Martinho Da Vila Isabel / Título da música: Na Aba / Ney Silva (Compositor) / Paulinho Correia (Compositor) / Trambique (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1984 / Nº Álbum: 103.0632 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


    C                      A7       Dm
Na aba do meu chapéu você não pode ficar
                    G7
Meu chapéu tem aba curta
                           C           G7         C
Você vai cair e vai se machucar, como vai se machucar
              A7                 Dm
Eu compro cerveja, você pede um copo e bebe logo
G7                            C    G7        C
Eu compro cigarro, você pede um, como você pede um
                 A7                  Dm
Mando vir um salgado, o senhor come tudo
                   G7
Parece que nunca comeu
                            C       G7       C
Pede tudo que vê, tu és um 171, um tremendo 171
           A7         Dm          G7
Eu não nasci pra coronel, coronel
                       C
Saia da aba do meu chapéu
                A7                Dm
Você passa por mim e pergunta zombando
                     G7
Passa zombando e me diz:
                                  C   G7
- Uns e outros maneiro como é que é? Como é que é?
  C              A7                Dm
Para o seu bem estar fique logo sacando
Olha seu coisa ruim,
G7                              C    G7        C
É que lá no macaco não tem Zé Mane, não mora mane
                A7       Dm
Na tendinha do Zé do Caroço
                               G7
Será que o senhor não se lembra?
                                   C
Paguei a despesa e ficaste com o troco
     G7              C
Até hoje não me devolveu
                  A7             Dm           G7
Olhe bem que a massa está te sacando, como está
                               C
De repentemente o bicho tá pegando
G7     C
Como o bicho tá pegando
              A7        Dm
É que sou do bairro de Noel
                   G7
Seu nome é vila Isabel
                          C  G7
Vai saindo da aba do meu chapéu

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Você não passa de uma mulher


Você Não Passa de Uma Mulher (1976) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Maravilha De Cenário / Título da música: Você Não Passa de Uma Mulher / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1975 / Nº Álbum: 110.0008 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


A
Mulher preguiçosa
                       Bm
Mulher tão dengosa, mulher
        E7                 A
Você não passa de uma mulher
Mulher tão bacana
                     Bm
E cheia de grana, mulher
        E7               A
Você não passa de uma mulher
                    Bm
Olha que moça tão bonita
             E7               A
Olhando pra moça mimosa e faceira
           F#m                 Bm
Olhar dispersivo, anquinhas maneiras
           E7                    A
Um prato feitinho pra garfo e colher
                 Bm
Eu lhe entendo menina
         E7                      A
Buscando carinho de um modo qualquer
          F#m                    Bm
Porém lhe afirmo que apesar de tudo
       E7                A
Você não passa de uma mulher
                Bm
Olha moça inteligente
            E7         
Que tem no batente
             A
Um trabalho mental
     F#m               Bm
Q.I. elevado e pós graduado
       E7              A
Psicanalizada, intelectual
                      Bm
Vive à procura de um mito
             E7                   A
Pois não se adapta a um tipo qualquer
            F#m                  Bm
Já fiz seu retrato, apesar do estudo
         E7             A
Você não passa de uma mulher
       F#m
Ah! Mulher...

Disritimia

Disritmia (samba, 1974) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Canta Canta, Minha Gente / Título da música: Disritmia / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1974 / Nº Álbum: 103.0110 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Am                    Am7
Eu quero me esconder debaixo
  Am6                    Am7
Dessa sua saia prá fugir do mundo
Em5-/7          A7          Em5-/7
Pretendo também me embrenhar
A7      Em5-/7        A7     Dm7
No emaranhado desses seus cabelos
       E7
Preciso transfundir meu sangue
            E7/9-         Am7 
Pro meu coração que é tão vagabundo
Dm7                 Am7
Me deixa te trazer um dengo
             E7           Am7
Prá num cafuné fazer os meus apelos


Am               Am7
Eu quero ser exorcisado
     Am6                    Am7
Pela água benta desse olhar infindo
Em5-/7      A7       Em5-/7
Que bom é ser fotografado
A7        Em5-/7           A7      Dm7
Mas pelas retinas desses olhos lindos
      E7
Me deixe hipnotizado
       E7/9-          Am7    
Prá acabar de vez com essa disritmia
    Dm7                 Am7
Vem logo, vem curar seu nêgo
            E7           Am7
Que chegou de porre lá da boêmia 

O pequeno burguês

Reformulador do samba-enredo, ao qual deu maior dinâmica, Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila, foi se consagrar como estilizador de um outro tipo de samba, o partido-alto. “O que fiz foi pegar o partido-alto — que não era usado nem nas escolas, ficando apenas nos grupos e rodinhas — e dar uma forma, armando uma historinha com versos e refrão muito característico”, esclareceu o sambista em entrevista a Tárik de Souza, nos anos oitenta (História da música popular brasileira).

Esse esquema ele usou em seu primeiro grande sucesso, “O Pequeno Burguês”, e noutros sambas lançados na ocasião. “O Pequeno Burguês” narra a luta de um personagem sem recursos, que dá duro para se formar numa faculdade particular e receber o seu “canudo de papel”: “Felicidade, passei no vestibular / mas a faculdade é particular / particular, ela é particular / (...) / mas felizmente / eu consegui me formar / mas da minha formatura / não cheguei a participar”.

Além de vitorioso nas carreiras de cantor e compositor, Martinho tornou-se um batalhador pela valorização e difusão da cultura negra (A Canção no Tempo – Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O Pequeno Burguês (samba, 1969) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Martinho Da Vila / Título da música: O Pequeno Burguês / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1969 / Nº Álbum: BBL 1488 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba / MPB.

C                      Dm
Felicidade, passei no vestibular
           G7             C
Mas a faculdade, é particular
                         Dm
Particular, ela é particular
      G7                 C
Particular, ela é particular
Livros tão caros
                Dm
Tanta taxa pra pagar
                   G7
Meu dinheiro muito raro
                       C
Alguém teve que emprestar
                                     Dm
Meu dinheiro alguém teve que emprestar
           G7                        C
Meu dinheiro alguém teve que emprestar
 C
Morei no subúrbio
                Dm
Andei de trem atrasado
                   G7
Do trabalho ia pra aula
                     C
Sem jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite
                     Dm
Tinha sempre a me esperar
                  G7
Um punhado de problemas
                C
E crianças pra criar
                              Dm
Para criar, só crianças pra criar
      G7                     C
Para criar, só crianças pra criar
Mas felizmente
                 Dm
Eu consegui me formar
                   G7
Mas da minha formatura
                     C
Nem cheguei a participar
Faltou dinheiro pra beca
                  Dm
E também pro meu anel
                G7
Nem o diretor careca
                 C
Entregou o meu papel
                             Dm
O meu papel, meu canudo de papel
        G7                   C
O meu papel, meu canudo de papel
E depois de tantos anos
                   Dm
Só decepções, desenganos
                  G7
Dizem que sou burguês
              C
Muito privilegiado
                    Dm
Mas burgueses são vocês
                  G7         C
Eu não passo de um pobre coitado
                      Dm
E quem quiser ser como eu
            G7          C
Vai ter que penar um bocado
        Dm
Um bom bocado
     G7            C
Vai penar um bom bocado
        Dm
Um bom bocado 
     G7            C
Vai penar um bom bocado

Tá delicia, tá gostoso

Tá Delícia, Tá Gostoso (samba, 1995) - Zé Catimba e Alceu Maia - Intérprete: Martinho da Vila

CD Tá Delícia, Tá Gostoso / Título da música: Tá Delícia, Tá Gostoso / Zé Catimba (Compositor) / Alceu Maia (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1995 / Nº Álbum: 850257/2 - 479164 / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.


Tom: Bm
Introdução: Bm7 Bm/A G C#m5-/7 F#7 Bm7 

Bm7                Em7
Assim como adolescente
A7           D7+
O cupido me pegou
Bm7               C#m5-/7
Me apaixonei por seu beijo
F#7         Bm7
Sem você eu nada sou
Bm/A               C#m7
Me apaixonei por seu beijo
F#7         B7+
Sem você eu nada sou
F#7                  B7+
Vem me salvar boca a boca
D#m7       C#m7
Tô morrendo de amar
Vem fazer amor bonito
F#7      B7+
Vem pra se deliciar
Bm7             Em
Você é fêmea no cio
F#7               Bm7
Deixa seu macho dengoso
Bm/A       C#m5-/7
Quando diz no meu ouvido
F#7                Bm7
Tá delícia, tá gostoso
Bm/A    C#m5-/7
Tá,       tá, tá
F#7         Bm                            
Tá delícia, tá gostoso
F#7         Bm7
É amor, é paixão
C#m5-/7      F#7       Bm7
É você a dona do meu coração
F#7       Bm7
É amor, é paixão
C#m5-/7      F#7       Bm7
É você a dona do meu coração

F#7               B7+
Vem me salvar boca a boca
D#m7      C#m7
Tô morrendo de amar
Vem fazer amor bonito
F#7    B7+
Vem pra se deliciar
Bm           Em
Você é femea no cio
F#7              Bm7
Deixa seu macho dengoso
Bm/A         C#5-/7
Quando diz no meu ouvido
F#7             Bm7
Tá delícia, tá gostoso
Bm/A     C#m5-/7
Tá,      tá, tá
F#7         Bm                   
Tá delícia, tá gostoso

F#7                Bm7
É amor, é amor, é paixão,
C#m5-/7      F#7       Bm7
E voce a dona do meu coração

Samba da cabrocha bamba

Samba da Cabrocha Bamba (samba, 1970) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Meu Laiáraiá / Título da música: Samba da Cabrocha Bamba / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1970 / Nº Álbum: BBL 1533 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: Am

Am           F     Am  
Samba da cabrocha bamba 
Dm             E7  
Que sambando sonha
Am        Dm 
Com um lar na rua 
   E7      Am
Morro do malandro triste
Dm    E7          Am
A canção que existe / Em noite de lua

Dm               E7         Am
Eu fui num samba / De terreiro iluminado
E7       Dm             Am
Vi um caboclo inspirado/ Levando samba de amor
Dm      E7      Am               Dm
E eu sambei, sambei, sambei / Cantei, cantei
E7           Am  A7      Dm     E7     Am
E afugentei a minha dor / E eu sambei sambei sambei
Dm       E7            Am
Cantei, cantei / Afugentei a minha dor

Cuca maluca

Cuca Maluca (samba, 1995) - Gracia do Salgueiro - Intérprete: Martinho da Vila

CD Tá Delícia, Tá Gostoso / Título da música: Cuca Maluca / Gracia do Salgueiro (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1995 / Nº Álbum: 850257/2 - 479164 / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


Introdução:  D D D D Em Em D D Em Em D A7 A7 

D
Quando
             Bm              Em
Minha cuca maluca computa você
 
É um tal do meu peito doer
      D
É um tal do meu peito doer
     Em
É um tal do meu peito doer
      D               A7
É um tal do meu peito doer doer doer
D
É que nele mora um coração
                   A7
Que já sofreu por amor
    D7              G
E tem medo da solidão
                          C7/9  
Entre quatro paredes com portas 
                            F#m7
  e janelas fechadas na escuridão
B7               Em
Eu apanhei da saudade
           A7                  D
Fiquei com trauma na minha emoção
     Em       
É um tal do meu peito doer
      D
É um tal do meu peito doer
     Em
É um tal do meu peito doer
      D
É um tal do meu peito doer 
        D             Bm       Em
Até provar que sapo não é jacaré
  A7              D 
Vou ser escravo dessa mulher
        D             Bm       Em
Até provar que sapo não é jacaré
  A7              D 
Vou ser escravo dessa mulher
     Em       
É um tal do meu peito doer
      D
É um tal do meu peito doer
     Em
É um tal do meu peito doer
      D
É um tal do meu peito doer doer doer

Renascer das cinzas

Renascer das Cinzas (samba, 1974) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Canta Canta, Minha Gente / Título da música: Renascer das Cinzas / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1974 / Nº Álbum: 103.0110 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.


Am          A7       Dm
Vamos renascer das cinzas
E7                Am    E7
Plantar de novo o arvoredo
Am             A7    Dm
Bom calor nas mãos unidas
E7                    Am    E7
Na cabeça um grande enredo
Am          A7   Dm
Ala dos compositores
E7                  Am     E7
Mandando o samba no terreiro
Am               A7
Cabrocha sambando, cuíca roncando,
Dm
viola e pandeiro
E7              
No meio da quadra, pela madrugada,
Am     E7
um senhor partideiro
Am             A7                 Dm
Sambar na avenida de azul e branco é o nosso papel
E7
Mostrando pro povo
Am
que o berço do samba é em Vila Isabel
E7
(Tão bonita)
Am A7   Dm
Tão   bonita é nossa escola
E7    Am           E7
E é tão bom cantarolar
Am  A7       Dm
Lá, lá, laiá, laralaiá
E7    Am
Lá, laiá

Pra que dinheiro?

Pra Que Dinheiro (samba, 1969) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Martinho Da Vila / Título da música: Pra Que Dinheiro? / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1969 / Nº Álbum: BBL 1488 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Samba / MPB.


A                  Bm
Dinheiro pra que dinheiro
      (E7)      A             
Se ela não me dá bola
               Bm
Em casa de batuqueiro
            (E7)     A
Só quem fala alto é viola

A                             Bm
Venha depressa, correndo pro samba
          (E7)          A
Porque o samba já vai terminar
                 Bm
Afina logo a sua viola
        (E7)             A
E canta samba até o sol raiar


Mas, dinheiro pra que dinheiro...

A                        Bm
Eu era um cara muito solitário
         (E7)           A
Não tinha mina pra me namorar
                          Bm
Depois que eu comprei uma viola
        (E7)              A
Arranjo nega de qualquer lugar


Dinheiro pra que dinheiro...

A                              Bm
Eu tinha grana, Me levaram a grana
         (E7)                 A
Fiquei quietinho, Nem quis reclamar
                         Bm
Mas, se levarem A minha viola
         (E7)               A
Não me segura porque eu vou brigar


Dinheiro pra que dinheiro ...

A                       Bm
Pára depressa com essa viola
         (E7)          A
Porque o samba já vai terminar
                             Bm
Eu vou depressa correndo pra casa
        (E7)                 A
Pegar a marmita para ir trabalhar

Dinheiro pra que dinheiro...

Namoradeira

Namoradeira (samba, 1995) - Roque Ferreira e Grazielle - Intérprete: Martinho da Vila

CD Tá Delícia, Tá Gostoso / Título da música: Namoradeira / Roque Ferreira (Compositor) / Grazielle (Compositora) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1995 / Nº Álbum: 850257/2 - 479164 / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


  A7              D 
Quando entrei na roda 
    A7             D
a baiana olhou pra mim
A7              D
Quando entrei na roda 
     A7             D
a baiana olhou pra mim
Em  A7  D Bm
Ôh baiana
Em  A7  D
Ôh baiana
A7          D
Namoradeira que é que você está querendo
A7          D     A7  D
Namoradeira que é que você está querendo
A7
Com os olhos de manteiga
D     A7  D
ôh baiana se derretendo
G
Você é muito formosa
A7           D
Mas não sambo do seu lado
B7        Em
Porque é muito fogosa
A7        D
E já tem três namorados
D7         G
O primeiro é polícia
D
O segundo é traficante
A7              Em  A7           D  B7
O terceiro é valentão, é mau, é valentão
Em  A7           D  B7
É valentão, é mau, é valentão
A7          Em
Vou-me embora desse samba
A7         D
Que eu não quero confusão
D7           G
A barra da sua saia
A7   D
Ôh baiana
D7            G
É que nem mamão papaia
A7   D
Ôh baiana
D7             G
Seu cheiro é de manacá
A7   D
Ôh baiana
D7               G
Seu beijo é que nem ingá
A7   D
Ôh baiana
A7    D7+      D6
Mas eu só olho de banda
D7+       D6
Não sambo na sua beira
D             E7/9
Não quero zanga ôh baiana
A7           D
Por mulher namoradeira

Mulheres

Mulheres (samba, 1995) - Toninho Geraes - Intérprete: Martinho da Vila

CD Tá Delícia, Tá Gostoso / Título da música: Mulheres / Toninho Geraes (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1995 / Nº Álbum: 850257/2 - 479164 / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.

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Tom : Am
Intro:   F  Em  Dm  E  Am  Am7

Dm                           G
Já tive mulheres de todas as cores
C7+              Am7
De várias idades de muitos amores
Dm               E
Com umas até certo tempo fiquei
Am                Am7
Pra outras apenas um pouco me dei
Dm                 G
Já tive mulheres do tipo atrevida
C7+               Am7
Do tipo acanhada, do tipo vivida
Dm                E
Casada carente, solteira feliz
Am              Am7
Já tive donzela e até meretriz
Bm7(b5)               E7
Mulheres cabeças e desequilibradas
Am                   Am7
Mulheres confusas de guerra e de paz
F                  E
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Am   Am7
Quanto você me faz

Bm7(b5)                 E              Am
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Am7                 Dm
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
E                 Am    Am7
Foi começando bem mas tudo teve fim
Bm7(b5)                E                Am
Você é o Sol da minha vida, a minha vontade
Am7             Dm
Você não é mentira, você é verdade
E                 Am   Am7
É tudo que um dia eu sonhei pra mim

Madalena do Jucu

Madalena do Jucu (samba, 1989) - Tradicional - Adaptação: Martinho da Vila - Interpretação: Martinho da Vila

LP O Canto Das Lavadeiras / Título da música: Madalena do Jucu / Tradicional (Compositor) / Martinho da Vila (Adaptação) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1989 / Nº Álbum: 177.196/1 - 464120 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.

G   D7         G
Madalena, Madalena
G7           C
Você é meu bem querer
D             G
Eu vou falar pra todo mundo
E7            Am
Vou falar pra todo mundo
D         G    G7    C
Que eu só quero é você


G     D7                   G
Minha mãe não quer que eu vá
G7        C
Na casa do meu amor
D            G  
Eu vou perguntar a ela
E7          Am
Eu vou perguntar a ela
D        G    G7       C
Se ele nunca namorou


Madalena...

G             D7           G
O meu pai não quer que eu case
G7            C
Mas me quer namorador
D            G
Eu vou perguntar a ele
E7          Am
Eu vou perguntar a ele
D        G         G7    C
Porque ele se casou


Madalena...

G      D7           G
Eu fui lá pra Vila Velha
G7            C
Direto do Grajau
D         G
Só pra ver a Madalena
E7           Am
E ouvir tambor de congo
D          G       G7     C
Lá na Barra do Jacú 

Devagar, devagarinho

Devagar, Devagarinho (samba, 1995) - Eraldo Divagar - Intérprete: Martinho da Vila

CD Tá Delícia, Tá Gostoso / Título da música: Devagar, Devagarinho / Eraldo Divagar (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1995 / Nº Álbum: 850257/2 - 479164 / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


D
É devagar, é devagar, 
é devagar, é devagar
     Em
Devagarinho
                 A
É devagar, é devagar,
é devagar, é devagar       
Devagarinho

D
Devagarinho 
É que a gente chega lá 
Se você não acredita 
                Em
Você pode tropeçar 
E tropeçando 
O seu dedo se arrebenta 
                     D
Com certeza não se agüenta 
   A      D
E vai me xingar 

D
É devagar, é devagar, é devagar, é devagar
     Em
Devagarinho
                 A
É devagar, é devagar, é devagar, é devagar       
Devagarinho

D
Eu conheci um cara 
                       Em
Que queria o mundo abarcar 
Mas de repente 
Deu com a cara no asfalto 
                    D
Se virou, olhou pro alto 
        A       D
Com vontade de chorar 

D
É devagar, é devagar, é devagar, é devagar
     Em
Devagarinho
                 A
É devagar, é devagar, é devagar, é devagar       
Devagarinho

D
Sempre me deram a fama 
                 Em
De ser muito devagar 
E desse jeito 
Vou driblando os espinhos 
                      D
Vou seguindo o meu caminho 
       A       D   
Sei aonde vou chegar 

D
É devagar, é devagar, é devagar, é devagar
     Em
Devagarinho
                 A
É devagar, é devagar, é devagar, é devagar       
Devagarinho

Dancei


Dancei (samba, 1989) - Argemiro da Portela - Intérprete: Martinho da Vila

LP O Canto Das Lavadeiras / Título da música: Dancei / Argemiro da Portela (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: Sony Music / Ano: 1989 / Nº Álbum: 177.196/1 - 464120 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


(E7)                   A
Quem tem seu amor não dorme
F#m Bm
Eu sei
                     E7
Por causa desses conformes
    A
Dancei
E7/A  E7/B       A7/C#
Igual pipoca no fogo
   D
Pulei
             E7    A F#m  
Depois da casa arrombada
Bm E7 A
Acordei 

               A/F#  
Aviso ao bicho homem
F#m               Bm
Cuidado com a mulher
                    E7
Com carinho nos consome
                      A 
E se faz tudo que ela quer
                      A7
Os mais velhos me falaram
                D
E eu não acreditei
E7          A   F#m 
O resultado agora
Bm E7 A
Dancei 

Casa de bamba


Casa de Bamba (samba, 1969) - Martinho da Vila - Intérprete: Martinho da Vila

LP Martinho Da Vila / Título da música: Casa de Bamba / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1969 / Nº Álbum: BBL 1488 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba,


G                            Am
Na minha casa todo mundo é bamba
            D7               G
Todo mundo bebe todo mundo samba 

G                     E7 Am
Na minha casa não tem bola pra vizinha
                 D7                       G
Não se fala do alheio, nem se liga pra Candinha

G                     E7        Am
Na minha casa ninguém liga pra intriga
             D7                G    
Todo mundo xinga, todo mundo briga

G                 Am 
Macumba lá minha casa 
             D7                 G
Tem galinha preta, azeite de dendê

G                      Am 
Mas ladainha lá minha casa 
              D7                      G
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer

G               Am
Se tem alguém aflito
            D7                G  
Todo mundo chora, todo mundo sofre

G                        Am 
Mas logo reza pra São Benedito
              D7                G
Pra Nossa Senhora e pra Santo Onofre

G              Am
Mas se tem alguém cantando
            D7                 G
Todo mundo canta, todo mundo dança
            E7                 Am
Todo mundo samba e ninguém se cansa
            D7              G  
Pois minha casa é casa de bamba