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sábado, 15 de novembro de 2008

Zum zum

Zum-zum (marcha/carnaval, 1951) - Paulo Soledade e Fernando Lobo - Interpretação de Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Zum-zum / Lobo, Fernando, 1915-1996 (Compositor) / Soledade, Paulo, 1919- (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Borba, Osvaldo (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1950 / Nº Álbum 13079 / Gênero musical: Marcha



Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Bateu asa, foi embora, não apareceu
Nos vamos sair sem ele
Foi a ordem que ele deu

Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Ele que era o porta-estandarte
E que fazia alaúza e zum-zum
Hoje o bloco sai mais triste sem ele
Tá faltando um



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Siga

Neusa Maria
Siga (samba-canção, 1956) - Fernando Lobo e Helio Guimarães - Intérprete: Neusa Maria

Disco 78 rpm / Título da música: Siga / Lobo, Fernando, 1915-1996 (Compositor) / Guimarães, Hélio (Compositor) / Neusa Maria (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Sinter, 1951-1956 / Nº Álbum 484 / Gênero musical: Samba canção.



Siga, vá seguindo, seu caminho
Vai, escolha o rumo que quiser
Quem sabe do mundo sou eu,
Vagabundo
Das estradas e do tempo eu sei


Passa, o tempo passa, a vida passa
Eu já não sei mais o que é que eu sou
Quem sabia do mundo era eu,
Vagabundo
Das estradas e do tempo cansei

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Chofer de praça

Luiz Gonzaga
Chofer de praça (mazurca, 1950) - Fernando Lobo e Evaldo Rui

Disco 78 rpm / Título da música: Chofer de praça / Autoria: Rui, Evaldo, 1913-1954 (Compositor) / Lobo, Fernando, 1915-1996 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1950 / Nº Álbum 800695 / Lado A / Gênero: Mazurca


Juntei dinheiro quase um ano inteiro,
Entrei pra escola para ser chofer,
Dessa maneira, sem fazer besteira,
Tirei a carteira, butei meu boné,
Bantendo pino sigo o meu destino
Caminhando para onde Deus quiser
A vida passa, eu vou fazendo a praça
Primeira, segunda, pisa em marcha ré

Se o freguês reclama que eu sou vagaroso

Que meu carro é velho e faz muita fumaça
Eu não me zango, não faço arruaça
Sou bem educado,
Sou chofer de praça,
Ai, ai, não nego a minha raça
Ai, ai, eu sou chofer de praça

Para casamento tenho um terno branco,
Para batizado tenho um terno azul,
Tiro o boné se vou pra zona norte,
Boto o boné se vou pra zona sul,
Se apanho um casal,
Pros lados do Neblon,
Sei que vou parar na gota da impresa,
Viro o espelho, não fale, não veja,
Vou dá meu cortejo, espero a recompensa

-Taxi...
-Tá Ocupado.
-Táxi!
-Oficina!
-Doutor,
-O senhor não leva a mal doutor, mas pra onde é que o senhor vai hein?
-Vou pra Jacarépaguá.
-Tá doido.
-O senhor vai pagar a ida e a volta.
-Pois não, doutor.
-Vamos nós!
-Doutor, trabalho a quilometro, tenho oito filho pra sustentar doutor
-Vamos nós doutor, o senhor foi madado de Deus, "vamu simbora"
-Táxi!
-Vou almoçar!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Passarinho da lagoa

Dircinha Batista
Passarinho da lagoa (cateretê/toada, 1949) - Fernando Lobo e Evaldo Rui - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Passarinho da lagoa / Evaldo Rui, 1913-1954 (Compositor) / Fernando Lobo, 1915-1996 (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Dante Santoro e seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/01/1949 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 12924 / Nº da Matriz: 8489 / Gênero musical: Toada / Coleções de origem: IMS, Nirez


Passarinho da lagoa se tu queres avoá
Avoa avoa avoa agora já
Com o biquinho pelo chão e as asinhas pelo ar
Avoa avoa avoa agora já

Passarinho da lagoa se tu queres avoá
Avoa avoa avoa agora já
Com o biquinho pelo chão e as asinhas pelo ar
Avoa avoa avoa agora já

Passarinho da lagoa não despertes meu amor
Ainda é muito cedinho, madrugada nem chegou
Meu amor está na rede, a rede balançô
Passarinho, passarinho não despertes meu amor



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Saudade

Orlando Silva
Saudade (samba, 1948) - Dorival Caymmi e Fernando Lobo - Interpretação: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Saudade / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Fernando Lobo, 1915-1996 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Lírio Panicali [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 05/09/1947 / Lançamento: 11/1947 / Nº do Álbum: 12811 / Nº da Matriz: 8265 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Tudo acontece na vida
Tudo acontece a todos nós
Sempre uma dor, um ai de amor
E de um infeliz se ouve a voz, ai...

Sinto saudades, tristezas
Bem dentro de mim
Coisa passadas, já mortas
Que tiveram fim
Tenho olhos parados
Perdidos, distantes


Como se a vida me fora
O que era antes
Cartas, palavras, notícias
Não vem sequer
E a certeza me diz
Que ela era o meu bem.

O que dói profundamente
É saber que infelizmente
A vida é aquilo que a gente não quer.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Preconceito

Antonio Maria
Preconceito - Fernando Lobo e Antônio Maria - Intérprete: Maria Bethânia

LP Maria Bethânia / Título da música: Preconceito / Antônio Maria (Compositor) / Fernando Lobo (Compositor) / Maria Bethânia (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1969 / Nº Álbum: MOFB 3577 / Lado A / Faixa 4.


[Intro:] E D E D E D E B7

 Em         Em(#5)
Por que você me olha 
      B7                Em
   com esses olhos de loucura?
  Em(#5)              B7                      Em
Por que você diz meu nome? Por que você me procura?
           Em(#5)       B7             Em     D
Se as nossas vidas juntas vão ter sempre um triste fim
     C          G     
Se existe um preconceito muito forte
  F#m7(b5) B7(b9)  Em
separando você de mim

D7(4)      D7  G9 G        F#m7(b5)  B7(b9)   Em9 Em
Pra que este beijo agora? Por que me amor este abraço?
F#m7(b5) B7(b9) Em9 Em/D C#m7(b5)  
Um dia você vai embora sem sofrer
         B7(4) B7  D7(4)
os tormentos que eu passo
                D7 G9    G F#m7(b5) B7(b9)   
De que vale sonhar um minuto se a verdade
      Em9   Em
da vida é ruim?
       C            G     
Se existe um preconceito muito forte
   F#m7(b5) B7(b9)  Em
separando você de mim

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Ninguém me ama

Nora Ney
A onda do bolero que invadiu o Brasil no final dos anos quarenta, acabou por influenciar o surgimento do fenômeno "samba-de-fossa" que marcou a década seguinte.

Surgiriam, assim, dezenas de composições que contavam desenganos, solidão, amores infelizes, muitas delas tendo com cenário bares e boates.

Como figuras primordiais, responsáveis mesmo pela iniciação do movimento, podem ser apontadas o compositor Antônio Maria e a cantora Nora Ney. Dele são as melhores peças do gênero e dela as melhores interpretações, como acontece em "Ninguém Me Ama", paradigma do samba-de-fossa e sucesso nacional.

Ninguém me ama (samba-canção, 1952) - Fernando Lobo e Antônio Maria - Intérprete: Nora Ney

Disco 78 rpm / Título da música: Ninguém me ama / Maria, Antônio (Compositor) / Lobo, Fernando, 1915-1996 (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Cópia (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1952 / Nº Álbum 16636 / Gênero musical: Samba canção.



Am --------------Dm/F ------C7+ ------------F7+---- Dm
Ninguém me ama . . . . . . / Ninguém me quer
--------------------Dm6 ------------------E ------E5/-9
Ninguém me chama --------de meu amor
------------A9 -----Am7 -----------------Dm/F------ Dm
A vida passa . . . . -------e eu sem ninguém
------------------Dm/F -----E------------------- A9
E quem me abraça . . . . . -------não me quer bem

Em7/-5----------------- A7
Vim pela noite tão longa
-------------------------Dm
De fracasso em fracasso
--------------------------G7
E hoje descrente de tudo
--------------------C
Me resta o cansaço
-----------------E7 ---------------Am
Cansaço da vida, cansaço de mim
------------------E7
Velhice chegando
----------------------Am
E eu chegando ao fim

Am -------------Dm/F -------E7------------------ Am
Ninguém me ama . . . . . . ---------ninguém me quer . . .



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

domingo, 7 de maio de 2006

Nega maluca

Evaldo Rui
Fernando Lobo e Evaldo Rui eram amigos de todos os dias, ou melhor, de todas as noites. Uma ocasião, no final dos anos quarenta, Rui descreveu para Fernando uma cena curiosa que presenciara num bar, entre um jogador de sinuca e uma crioula, com uma criança nos braços: a mulher insistia desesperadamente em entregar a criança ao sujeito, aos berros de "Toma que o filho é seu", enquanto ele se limitava a dizer que a mulher estava maluca, pois o filho não podia ser dele...

Daí nasceu um baião, com a primeira parte do Rui ("Tava jogando sinuca / uma nega maluca me apareceu / vinha com um filho no colo / e dizia pro povo que o filho era meu / não senhor! / toma que o filho e seu / não senhor! / guarde o que Deus lhe deu") e a segunda de Rui e Fernando. Então, os dois procuraram Luiz Gonzaga que não se interessou em gravá-lo.

Tempos depois, na boate Casablanca, mostraram a música a Francisco Alves. O cantor achou o baião divertido, mas fora de seu estilo. Colaborou, porém, com uma preciosa sugestão: "Por que vocês não transformam esse baião num samba de carnaval?". Naquela mesma noite Fernando e Rui estariam mostrando o samba "Nega Maluca" para a cantora Linda Batista, que prometeu gravá-lo no dia seguinte.

Sucesso total no carnaval de 1950, premiado pela prefeitura e o jornal A Noite, "Nega Maluca" ainda rendeu um dinheiro extra para os autores: a loja A Exposição propôs-lhe a exploração de uma fantasia de "nega maluca" e Fernando, lembrando-se da personagem Topsy de A Cabana do Pai Tomás, desenhou o modelo que se tornaria um recordista de venda - um espalhafatoso vestido vermelho, com bolas brancas, que poderia ser completado com uma carapinha de tranças e o rosto da usuária pintado de preto, se necessário.

Nega maluca (samba/carnaval, 1950) - Evaldo Rui e Fernando Lobo - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título: Nega maluca / Evaldo Rui, 1913-1954 (Compositor) / Fernando Lobo, 1915-1996 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 20/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0631 / Nº da matriz: S-078958 / Gênero: Samba



Tava jogando sinuca
Uma nega maluca me apareceu
Vinha com um filho no colo
E dizia pro povo
que o filho era meu (bis)

Toma que o filho é seu
Não senhor ....
Guarda o que Deus lhe deu
Não senhor ......


Há tanta gente no mundo
Mas meu azar é profundo
Veja você, meu irmão,
A bomba estourou na minha mão
Tudo acontece comigo
Eu que nem sou do amor
Até parece castigo
Ou então é influência da cor (bis)

Tava jogando sinuca ....
Não senhor ...


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Chuvas de Verão

Fernando Lobo
A obra de Fernando Lobo - ex-violinista da legendária Jazz Band Acadêmica de Pernambuco - pertence a uma fase importante da música brasileira, a fase dos sambas-canção de mesa de bar.

Renomado cronista do Rio, Fernando e seus companheiros de boemia, como Ary Barroso e Antônio Maria, colheram inspiração para muitas de suas músicas na efervescente vida noturna que levavam.

Essa vivência boêmia era, pode-se dizer, um prolongamento das atividades jornalísticas, suas e de outras figuras da noite, como Sérgio Porto, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Lúcio Rangel. "Chuvas de Verão" reflete esse clima de confissões que prolongavam ou encerravam romances iniciados no ambiente das boates.

Lançada por Francisco Alves em 1949, talvez jamais se tornasse um clássico (isso era reconhecido pelo próprio Fernando), não fora a versão de Caetano Veloso, quase vinte anos depois. Naturalmente, a beleza da composição sempre existiu, mas Caetano soube aproveitar melhor o clima do rompimento amoroso, com uma delicadeza de tratamento que faltou à gravação original. Composta no modo menor (uma característica dos frevos-de-bloco do Recife, onde nasceu o autor), a canção tem seu momento culminante no verso que repete o título, definindo com lirismo e precisão a transitoriedade dos romances de ocasião.

Chuvas de verão (samba, 1949) - Fernando Lobo - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título damúsica: Chuvas de verão / Fernando Lobo, 1915-1996 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Lírio Panicali [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 17/08/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 12923 / Nº da Matriz: 8399-2 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi, IMS D

Dm        Dm7             Bb7   A7
Podemos ser amigos simplesmente
 Bb7      A7          Dm  Bb7   A7
Coisas do amor, nunca mais
 Dm          Dm/C        Am
Amores do passado, no presente
  E7                        A7
Repetem velhos temas tão banais
Dm             Dm/C           Bb7
Ressentimentos passam como o vento
                 A7
São coisas do momento
    Am            D7
São chuvas de verão
    Am7      D7               Gm
Trazer uma aflição dentro do peito
       C7           F
É dar  vida a um defeito
     E7          A7     Dm
Que se extingue com a razão
C7
Estranha no meu peito
F
Estranha na minha alma
C7
Agora eu tenho calma
F              A7
Não te desejo mais . . . .
Dm            Dm/C            Bb7
Podemos ser amigos, simplesmente
Gm          A7           Dm
Amigos, simplesmente e nada mais.


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sábado, 8 de abril de 2006

Fernando Lobo

Fernando Lobo (Fernando de Castro Lobo), compositor, nasceu em Recife PE em 26/7/1915 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 22/12/1996. A mãe tocava bandolim e a tia, piano. Criado em Campina Grande PB, onde começou a estudar piano com Capiba, pai do famoso compositor do mesmo nome, voltou para Recife para estudar direito e passou então a ter aulas de violino e a atuar como crooner e violinista da orquestra Jazz Band Acadêmica de Pernambuco, que logo deixou.


Como cantor, gravou uma única música: Pare, olhe, escute e goste, frevo-canção de Nelson Ferreira, na Victor, também em 1936. Compôs sua primeira música em 1936, o frevo-canção Alegria, gravado por Nuno Roland, na Odeon, em 1940. Trabalhou na imprensa pernambucana antes de se mudar, em 1939, para o Rio de Janeiro RJ, onde continuou a carreira jornalística nas redações das revistas Carioca, O Cruzeiro e A Cigarra, e chegou a ser diretor da Rádio Tamoio.

Viajou em 1945 para os E.U.A., trabalhando nas cadeias de rádio e televisão CBS e NBC.

Em 1947 obteve sucesso com o samba Saudade (com Dorival Caymmi), gravado por Orlando Silva.

De volta ao Brasil, em 1949, teve sua composição Chuvas de verão gravada por Francisco Alves. No mesmo ano, Araci de Almeida fez sucesso com sua versão da rumba Nasci para bailar.

Para o Carnaval de 1950, lançou com Evaldo Rui, na voz de Linda Batista, Nega maluca, considerado um dos clássicos carnavalescos.

Nessa época fez parte, com Paulo Soledade e Carlos Niemeyer, entre outros, de um grupo de rapazes alegres e turbulentos, conhecido como Clube dos Cafajestes, e foi em memória a um dos componentes do grupo, o comandante Carlos Eduardo de Oliveira, da Panair do Brasil, morto em um desastre de avião, que fez, com Paulo Soledade, Zum-zum, gravado com grande destaque por Dalva de Oliveira e grande sucesso no Carnaval de 1951. Nesse ano já exercia o cargo de redator da Rádio Nacional, sendo colega de Haroldo Barbosa, Evaldo Rui e Renato Murce.

Compôs também, na década de 1950, alguns baiões (gênero que se tornou popular nesse período), tendo como parceiro Manezinho Araújo em A primeira umbigada, entre outros sucessos. Considerado o autor, em parceria com Antônio Maria, de outro samba-canção de muito sucesso na época - Ninguém me ama - ele declarou que a composição era apenas de Antônio Maria, entrando seu nome na parceria por um acordo no qual cedera a parceria para Antônio Maria num outro samba - Preconceito - gravado na outra face de Ninguém me ama por Nora Ney.

Em 1957 passou a trabalhar na televisão, além de continuar escrevendo na imprensa carioca, e teve uma seleção de suas músicas gravadas num LP da Copacabana - Músicas e poesias de Fernando Lobo - que contou com a participação de vários intérpretes. Classificou Diana pastora, em 1967, entre as finalistas do III FMPB, da TV Record, de São Paulo SP, festival do qual saiu vencedor seu filho Edu Lobo, com Ponteio.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.