Mostrando postagens com marcador braguinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador braguinha. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dona Antonha


Dona Antonha (marcha/carnaval, 1930) - João de Barro - Interpretação: Bando de Tangarás

Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, compositor, cineasta, dublador e cantor (Rio de Janeiro, RJ 29/3/1907 - 24/12/2006), cantava desde criança, acompanhado ao piano pela avó. Fez seus primeiros estudos em escola pública, de onde foi para o Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, e depois para o Colégio Batista, ali formando com os colegas um conjunto musical, o Flor do Tempo, onde adotou o pseudônimo de "João de Barro".

Ao se profissionalizar, o grupo alterou sua formação e nome, surgindo o Bando de Tangarás, ao qual aderiu outro morador de Vila Isabel, o jovem Noel Rosa.

Após realizar várias gravações com o grupo, Braguinha estreou em disco como solista em 1931, interpretando duas composições de Lamartine Babo, Cor de prata e Minha cabrocha. Logo depois, desistiu da carreira de cantor, já tendo estreado como compositor, com Dona Antonha, marcha gravada por Almirante para o Carnaval de 1930, pela Parlophon: "Ó dona Antonha...! / Ó dona Antonha...! / Tu tá ficando / Mas é mesmo sem-vergonha!..."..

Disco 78 rpm / Título da música: Dona Antonha / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Bando de Tangarás, 1929-1931 (Intérprete) / João de Barro, 1907-2006 (Intérprete) / Gravadora: Parlophon / Nº do Álbum: 13108 / Nº da Matriz: 3305 / Gravação: 29/01/1930 / Lançamento: Março/1930 / Gênero musical: Marcha / Coleções: Nirez, Humberto Franceschi, Claudio Jorge Barros




Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora, 1998 SP; Dicionário Cravo Albin.

sábado, 15 de novembro de 2008

Twist no carnaval

Twist no carnaval (marcha/carnaval, 1963) - João de Barro e Jota Júnior

Disco 78 rpm / Título: Twist no carnaval / Autoria: João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Jota Júnior (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Janeiro/1963 / Nº Álbum 78178 / Lado A.


Twist, twist,
tu fostes ao Municipal
Twist, twist,
twist no carnaval

Todo mundo no twist
é vapt, vupt, vapt
A moçada não resiste
é vapt, vupt, vapt
que rififi, que futebol
quem se remexe
é minhoca no anzol.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Anda, Luzia

Anda Luzia (marcha/carnaval, 1947) - João de Barro - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Anda Luzia! / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Napoleão e Seus Soldados Musicais (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 27/08/1946 / Lançamento: 12/1946 / Nº do Álbum: 15730 / Nº da Matriz: 1583-2 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Anda, Luzia
Pega um pandeiro e cai no carnaval
Anda, Luzia
Que essa tristeza lhe faz muito mal

(bis)

Apronta a tua fantasia
Alegra o teu olhar profundo
A vida dura só um dia, Luzia,
E não se leva nada desse mundo



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Onde o céu azul é mais azul

Francisco Alves
Onde o céu azul é mais azul (samba, 1941) - Alcir Pires Vermelho, Alberto Ribeiro e Braguinha - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Onde o céu azul é mais azul / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Alcir Pires Vermelho, 1906-1994 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Radamés Gnattali e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 07/11/1940 / Lançamento: 12/1940 / Nº do Álbum: 55248 / Nº da Matriz: 339-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi


Eu já encontrei, um dia alguém
Que me perguntou assim, Iaiá
O seu Brasil, o que é que tem ?
O seu Brasil, onde é que está ?


Onde o céu é mais azul
E uma cruz de estrelas, mostra o sul
Aí, se encontra o meu país
O meu Brasil, grande..., tão feliz !

Que tem junto ao mar, palmeirais

No sertão, seringais
E, no sul, pinheirais
Um jangadeiro que namora o mar
Verde mar, a beijar,
Brancas praias, sem fim...


Quando faz luar
Um garimpeiro que, lá no sertão
Procura estrelas, raras pelo chão
E um boiadeiro que, tangendo os bois
Trabalha muito, pra sonhar depois !

E..., se é grande o céu, a terra e o mar
O seu povo bom, não é menor
Mas o que faz admirar
Eu vou dizer, guarde bem de cor
Quem vê o Brasil, que não tem fim
Não chega a saber, por que razão
Este Pais, tão grande assim
Cabe, inteirinho, em meu coração !...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Cor de prata

Braguinha
Cor de prata (samba/carnaval, 1931) - Lamartine Babo

Disco 78 rpm / Título da música: Cor de prata / Lamartine Babo, 1904-1963 (Compositor) / Braguinha (Intérprete) / Orquestra Guanabara (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Parlophon / Nº do Álbum: 13272-a / Nº da Matriz: 131073 / Lançamento: Jan/1931 / Gênero musical: Samba / Coleções: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


A lua vem saindo
Cor de prata
Cor de prata
Cor de prata
Que saudades da mulata


Minha mulata
Foi-se embora da cidade

Vejam só que crueldade
Foi com outro e me deixou
Abandonado
Pela estrada do passado
Vou perdendo a mocidade
Na saudade que ficou

Eu fui pra roça
Construir minha palhoça
Lá no alto da montanha
Perto de Nosso Senhor
E quando a lua
Lá na mata me acompanha
Sinto o cheiro da mulata
Na montanha tudo é flor

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Tem marujo no samba

Braguinha
Tem Marujo no Samba (samba, 1949) - João de Barro - Intérpretes: Emilinha Borba e Nuno Roland

Disco 78 rpm / Título: Tem Marujo no Samba / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1948 / Nº Álbum 15980 / Lado B / Gênero: Samba.



Chegou a primeira escola de samba
Escola que não tem rival
Pelo som da bateria
Até parece o Batalhão Naval


Neste mundo só há duas coisas
Que balançam o meu coração
É a ginga da minha cabrocha
E a cadência do meu Batalhão


Duas coisas somente no mundo
Fazem meu corpo balancear
A cadência de um samba de morro
E o balanço das ondas do mar

Tem gato na tuba

Tem gato na tuba (marcha, 1948) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Nuno Roland

Disco 78 rpm / Título: Tem gato na tuba / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 23/09/1947 / Lançamento: 12/1947 / Nº do Álbum: 15843 / Nº da Matriz: 1727-4 / Gênero: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Todo domingo
Havia banda
No coreto do jardim
E já de longe
A gente ouvia
A tuba do Serafim


Porém um dia
Entrou um gato
Na tuba do Serafim
E o resultado
Dessa "melódia"
Foi que a tuba
Tocou assim:


Pum, pum, pum - miau
Pum, pururum, pum, pum - miau
Pum, pum, pum - miau
Pum, pururum, pum, pum - miau



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

A mulata é a tal

Ruy Rey
A mulata é a tal (marcha, 1948) - João de Barro e Antônio Almeida - Intérprete: Ruy Rey

Disco 78 rpm / Título da música: A mulata é a tal / Antônio Almeida (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Ruy Rey (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 06/10/1947 / Lançamento: 12/1947 / Nº do Álbum: 15841 / Nº da Matriz: 1743-3 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Branca é branca, preta é preta
mas a mulata é a tal, é a tal!
Quando ela passa todo mundo grita:
Estou aí nessa marmita?


Quando ela bole com os seus quadris
Eu bato palmas e peço bis
Ai, mulata, cor de canela!
Salve, salve, salve, salve ela!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Pirata

Dircinha Batista
Pirata (marcha, 1936) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Pirata / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 15/01/1936 / Lançamento: 02/1936 / Nº do Álbum: 34030 / Nº da Matriz: 80087-1 / Gênero musical: Marcha


Pirata
Pirata da areia
Que não rouba embarcações
Que fica nas praias serenas
Avançando nas pequenas
E assaltando corações!


Pirata, você não me engana
Pirata da areia de Copacabana
Cuidado linda sereia
E apanhar não se deixe
Que ele diz de boca cheia
Que quem cai na rede é peixe!


A prometer casamento
Passa a noite e passa o dia
E até hoje ainda não sabe
Onde fica a Pretoria!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Cadê Mimi?

Mário Reis
Cadê Mimi? (marcha, 1936) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Cadê Mimi / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 06/12/1935 / Lançamento: 01/1936 / Nº do Álbum: 11305 / Nº da Matriz: 5206 / Gênero musical: Marcha


Cadê Mimi? Cadê Mimi?
Mimi que fugiu pra Xangai
Mimi que partiu me deixando aqui
Do meu pensamento não sai


Cadê Mimi? Cadê Mimi?
O meu bibelô japonês

Que ainda espero encontrar e amar
Amar mais uma vez


Perguntei a todos por Mimi
O meu bibelô que eu encontrei e perdi
Mas ninguém, ninguém soube dizer
Onde é que Mimi foi viver


Se algum dia eu encontrar Mimi
O meu bibelô que eu achei e perdi
Vou guardar Mimi numa prisão
Fechadinha em meu coração



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Linda Mimi

Mário Reis
Linda Mimi (marcha, 1936) - João de Barro - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Linda Mimi / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Pixinguinha [Direção], Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 26/06/1935 / Lançamento: 08/1935 / Nº do Álbum: 33957 / Nº da Matriz: 79942-1 / Gênero musical: Marcha


Minha bonequinha de cristal
Moras dentro do meu coração
Como uma lembrança oriental
Guardada numa caixa de charão


Mimi! Linda Mimi!
Dos olhos que parecem
Pintadinhos de nanquim

Mimi! Não sei se eu vi
Num quadro de Xangai
Ou num vaso de Pequim


Mimi! Vendo-te aqui
E como o seu tipinho
no Brasil não há

Tu deves ter fugido
de alguma ventarola
ou de alguma xícara de chá


Tens um vestidinho todo azul
Onde um crisantemo sobressai
Vendo, a gente diz de Norte a Sul
É um retratinho azul de Butterfly



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Deixa a lua sossegada

Almirante
Deixa a lua sossegada (marcha, 1935) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Almirante

Disco 78 rpm / Título da música: Deixa a lua sossegada / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Almirante, 1908-1980 (Intérprete) / Pixinguinha [Direção], Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 03/12/1934 / Lançamento: 01/1935 / Nº do Álbum: 33882 / Nº da Matriz: 79793-1 / Gênero musical: Marcha


É madrugada
De longe eu vim
Deixa a lua sossegada
E olhe pra mim


A lua malcriada quando passa
Espia na vidraça
Dos quartos de dormir

Zombando dos casais enamorados
Quase sempre descuidados
Ela fica sempre a rir


Não quero mais saber de ver a lua
Que passa pela rua
Roubando a escuridão
Prefiro ver você sem ver a lua
Contemplando a imagem sua
Bem juntinho ao seu portão


Se não houvesse lua, eu asseguro
O mundo no escuro
Seria muito bom
Um beijo começava em Realengo
Esquentava no Flamengo
E acabava no Leblon



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Trem blindado

Trem blindado (marcha/carnaval, 1933) - João de Barro - Intérprete: Almirante

Disco 78 rpm / Título da música: Trem blindado / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Almirante, 1908-1980 (Intérprete) / Grupo da Guarda Velha (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 01/12/1932 / Lançamento: 01/1933 / Nº do Álbum: 33610 / Nº da Matriz: 65611-1 / Gênero musical: Marcha


Meu bem, pra me livrar da matraca
Da língua de uma sogra
Eu comprei um trem blindado
Pra poder sair no carnaval

Mulata, por teu encanto
Muito eu levei na cabeça

Porém agora eu duvido
Que isto outra vez aconteça
Do teu falado feitiço
Eu pouco caso lhe faço
Mandei fazer em São Paulo, mulata
Um capacete de aço

Meu bem, pra me livrar da matraca
Da língua de uma sogra infernal
Eu comprei um trem blindado
Pra poder sair no carnaval

Mulata, quando eu te vi
Logo pedi anistia
Pois os teus olhos lançavam
Terrível fuzilaria
E pra ninguém aderir
Ao nosso acordo amoroso
Botei na porta da casa, mulata
Um canhão misterioso



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 30 de julho de 2006

Carinhoso (Beth Carvalho)

Carinhoso (chorinho, 1917) - Pixinguinha e Braguinha - Interpretação: Beth Carvalho

CD Pagode De Mesa 2 - Ao Vivo / Título da música: Carinhoso / Pixinguinha (Compositor) / Braguinha (Compositor) / Beth Carvalho (Intérprete) / Gravadora: Indie Records / Ano: 2000 / Nº Álbum: 325912003042 / Faixa 9 / Gênero musical: Chorinho.


Intro: Cm  G  E7  A7  D7  G  Cm  D7  G  D7

G G5+ G6 G5+           G  G5+ G6             
Meu coração.........não sei porque
F#7    Bm Bm5+ Bm6 Bm5+     Bm Bm5+ Bm6 Bm5+
Bate feliz........quando te vê
A7           D7    G7      C
..E os meus olhos ficam sorrindo
E7        Am     A7
..E pelas ruas vão...te seguindo
Cm   D7           G  Cm   D7   G 
Mas mesmo assim....foges de mim
F#7  Bm          F#7
......Ah!...Se tu soubesses
Bm          G 
Como eu sou tão carinhoso
F#7                 Bm
E muito, muito que te quero
D           B7           E7
E como é sincero o meu amor
        A7        D              D7
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
 D#7  Am   D7   G
Vem, vem, vem, vem
      F#7
Vem sentir o calor
Am    D7              G
Dos lábios meus a procura dos teus
F#m   B7     Em   B7   Em
.......Vem matar essa paixão
G7        C    E7    Am
Que me devora o coração
Cm          G
E só assim então
E7    Am       D7   G  Cm   D7   G
Serei feliz, bem feliz...

terça-feira, 20 de junho de 2006

Luzes da ribalta

Luzes da Ribalta (Limelight) (1953) - Charles Chaplin - Versão: Antônio Almeida e João de Barro - Interpretação: Alcides Gerardi

Disco 78 rpm / Título da música: Luzes da Ribalta (Limelight) / Charles Chaplin (Compositor) / Antônio Almeida e João de Barro (Versão) / Alcides Gerardi (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1953 / Nº Álbum: 13.511-a / Lado A.


   C                      Dm
Vidas que se acabam a sorrir
 G                         C
Luzes que se apagam, nada mais
                
É sonhar em vão 
   Am                  Dm   G
 tentar aos outros iludir
             F       G
Se o que se foi pra nós
              C   G
Não voltará jamais
 C                      Dm
Para que chorar o que passou
  G                 C
Lamentar perdidas ilusões
                C7             F
Se o ideal que sempre nos acalentou
   Dm          G        C
Renascerá em outros corações

quinta-feira, 4 de maio de 2006

A saudade mata a gente

Dick Farney
"A Saudade Mata a Gente" é mais uma canção sobre o velho tema do amor singelo, ambientado na vida campestre ( "Fiz meu rancho na beira do rio / meu amor foi comigo morar..."), gênero que tem como paradigma "Casinha pequenina".

Mas, além de ser uma bela composição, esta toada teve como um dos motivos de seu êxito uma excelente interpretação de seu lançador, o cantor Dick Farney.

Então no auge da popularidade, Dick explora muito bem as notas graves do estribilho, em contraste com a outra parte que, aliás, recorre a um trecho da ópera "Aída", de Verdi - o bailado da 2'' cena do 2° ato ( "Festa da sagração de Radamés"). Existindo havia quase dez anos, a parceria João de Barro / Antônio Almeida só alcançaria o sucesso em 1948, com "A Saudade Mata a Gente" e a marchinha "A Mulata É a Tal".

A saudade mata a gente (toada, 1948) - João de Barro e Antônio Almeida - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: A saudade mata a gente / Antônio Almeida (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15917 / Nº da Matriz: 1877-2 / Gênero musical: Samba canção

(intro) D Em7 A7 D Bm7 Em7 Gm Em7 A7 D A7/11

                              Em7
Fiz meu rancho na beira de um rio
      A7               D
Meu amor foi comigo morar
     Bm                  Em7
E na rede nas noites de frio
      Gm        Em7         A7     D
O meu bem me abraçava pra me agasalhar

      Am       D7             G
Mas agora meu Deus, vou me embora
         Gm                       D
Vou me embora e não sei se vou voltar
     Bm                  Em7
A saudade nas noites de frio
Gm          Em7         A7     D C#m 
meu peito vazio virá se aninhar

      A7          D            A7
A saudade mata a gente morena
                    D             A7
A saudade é dor pungente, morena
                  D            A7
A saudade mata a gente morena
                    G      D
A saudade é dor pungente morena

(solo) D7 G Gm D Bm Em7 Gm Em7 A7 D

( Bm C A7 D )


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Pastorinhas

Braguinha
"Linda Pequena" era uma marchinha despretensiosa, que um dia saiu do anonimato para, repentinamente, tornar-se grande sucesso. A biografia dessa "Cinderela" de nossa música popular começa numa tarde, em fins de 1934, quando Braguinha propõe a Noel Rosa, numa mesa do Café Papagaio: "Noel, vamos fazer uma música com aquele ritmo das pastorinhas que desfilam em Vila Isabel na noite dos Santos Reis?" Proposta aceita, pediram lápis, papel e cafezinho e, em pouco mais de meia hora, compuseram "Linda Pequena", com a participação dos dois tanto na letra como na melodia. Pouco tempo depois, a marcha seria gravada na Odeon por João Petra de Barros.

A matriz de "Linda Pequena", não se sabe por quê, permaneceria então onze meses na "prateleira", para ser lançada em disco em novembro de 35. Não obtendo êxito, a composição chegaria ao final de 37 praticamente desconhecida, ocasião em que Braguinha resolveu lançá-la como reforço à sua produção para o carnaval seguinte. Assim, sem mexer na melodia, mas substituindo duas palavras - "moreninhas" por "pastorinhas" e "pequena" por "pastora" - e o verso "pequena que tens a cor morena" por "morena da cor de Madalena", ele daria como pronta a nova versão que Sílvio Caldas gravou com o título de "Pastorinhas", em 13.12.37. Lançada no mês seguinte, logo começou a disputar a preferência do público com outras músicas, credenciando-se como forte concorrente ao prêmio de melhor marcha do carnaval de 38.

Na noite de sexta-feira, 25.02, véspera do carnaval, realizou-se no auditório da feira de amostras o concurso, promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro, que teve o seguinte resultado: marchas - 1°) "Touradas em Madri" (João de Barro e Alberto Ribeiro); 2°) "Pastorinhas"; 3°) "Sereia" (Alvarenga e Ranchinho); sambas - 1°) "Camisa listrada" (Assis Valente); 2°) "Olá, Seu Nicolau" (Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago); 3°) "Juro" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira).

Somente por algumas horas, porém, valeria a dupla vitória de João de Barro. Já no domingo os jornais noticiavam a anulação do resultado "em virtude do não comparecimento" (ao julgamento) "do presidente da comissão nomeada no edital...". Na realidade, essa absurda alegação escondia o verdadeiro e não menos absurdo motivo da anulação: o atendimento a um recurso de alguns perdedores, que sustentavam ser "Touradas em Madri" não uma marcha, mas um paso doble, gênero musical estrangeiro, o que a incompatibilizava com o regulamento da competição.

Realizou-se então novo concurso, na tarde de segunda-feira de carnaval (28.02), quando foram eleitas as seguintes composições: marchas - 1°) "Pastorinhas"; 2°) "O Cantar do Galo" (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira); 3°) "Ali Babá" (Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior); sambas - 1°) "Juro"; 2°) "Sorrir" (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal); 3°) "Camisa Listrada". Estavam portanto "cassados" "Sereia" e "Olá, Seu Nicolau", que nada tinham a ver com a briga e, naturalmente, "Touradas em Madri". Em compensação, premiava-se "Pastorinhas", resgatada do anonimato e consagrada, a partir de então, como um autêntico clássico de nossa música popular.

Mas, a história desse concurso ficaria incompleta se se omitisse o relato de dois episódios ocorridos durante o julgamento final, que dão uma ideia do clima reinante na ocasião. Primeiro, a súbita invasão do recinto por Mário Lago, à frente de numeroso grupo de foliões, cantando "Pastorinhas" e torcendo por sua vitória; depois, um desentendimento entre Nássara e Braguinha, entrevero de pesos-pluma, imediatamente apartado pelos colegas Ary Barroso e Roberto Martins.

Nássara, autor (com Sá Roris) de "Periquitinho Verde", concorrente ignorada pela comissão julgadora, provocara Braguinha dizendo que "foi a alma de Noel que ganhou o concurso". Produto da exaltação do momento, o incidente seria logo esquecido pelos contendores, tempos depois parceiros na marcha "Sereia d'areia".

Pastorinhas (marcha/carnaval, 1938) - Noel Rosa e João de Barro - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Pastorinhas / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Noel Rosa, 1910-1937 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Napoleão e Seus Soldados Musicais (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 13/12/1937 / Lançamento: 01/1938 / Nº do Álbum: 11567 / Nº da Matriz: 5733 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez

Tom: Em

53-52-63-6
     Em          E7            Am
A estrela D’alva /  No céu desponta
               B7
E a lua anda tonta
                 Em     E7
Com tamanho esplendor
           Am       B7            Em
E as pastorinhas / Pra consolo da lua
                Gb7
Vão cantando na rua
  B7               E     54-52-64-6
Lindos versos de amor
E
Linda pastora
   F°           Gbm    B7
Morena da cor de Madalena
            Gbm        B7
Tu não tens pena / De mim
           E
Que vivo tonto com o teu olhar
 B7       E        E7
Linda criança
                        A      Am
Tu não me sais da lembrança
                   E        Db7
Meu coração não se can.....sa
     Gb7      B7        E
De sempre, sempre te amar


Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 23 de abril de 2006

Mané fogueteiro

Braguinha
Mané Fogueteiro (marcha junina, 1934) - João de Barro - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Mané Fogueteiro / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/07/1934 / Lançamento: 10/1934 / Nº do Álbum: 11156 / Nº da Matriz: 4882 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez

A      F                         A     Ab  G  F#7 
Mané Fogueteiro era o deus das crianças 
                               Bm    F#7  Bm 
Da vila distante de Três Corações 
            C#7             F#m   B7 
Em dias de festa, fazia rodinhas 
                             E7      A7 
Soltava foguetes, soltava balões... 

        G7                  F#7   Em6 
Mané Fogueteiro gostava da Rosa 
              F#7                  Bm    Dm 
Cabocla mais linda esse mundo não tem 
                       A   F#7    B7 
Mas o pior é que o Zé Boticário 
            E7                A   F#m   B7  E  A 
Gostava um bocado da Rosa também. 

             F               A       Ab  G  F#7 
E um dia encontraram Mané Fogueteiro 
                                  Bm  F#7  Bm 
De olhos vidrados, de bruços no chão 
         C#7                   F#m   B7 
Um tiro certeiro varara-lhe o peito 
                            E7    A7 
De volta da festa do Juca Romão 

                G7                 F#7 
E, como os que morrem de tiro conservam  
                             Bm   Dm 
A última cena nos olhos sem luz 
                          A    F#7   B7 
Um claro foguete de lágrimas frias 
                E7                 A     F   A 
Alguém viu brilhar nos seu olhos azuis. 


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Linda lourinha

Carlos Alberto Ferreira Braga, simplesmente João de Barro ou Braguinha é o nome mais expressivo, junto com Lamartine Babo, das antigas e inesquecíveis marchinhas carnavalescas. Seu primeiro grande sucesso aconteceu no ano de 1934, com a marcha Linda Lourinha, uma espécie de resposta à música intitulada Linda morena de autoria de Lamartine Babo.

Linda lourinha (marcha/carnaval, 1934) - Braguinha - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Linda lourinha / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Pixinguinha [Direção], Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 16/11/1933 / Lançamento: 01/1934 / Nº do Álbum: 33735 / Nº da Matriz: 65889-1 / Gênero musical: Marcha


-------A
Lourinha, lourinha
-----------------Gb7 -----Bm
Dos olhos claros de cristal
-------------------D---- Ebº ----A
Desta vez, em vez da moreninha
------Gb7 --------B7--------- E7------- A
Serás --a------ rainha do meu carnaval

Loura boneca
Que vens de outra terra
Que vens da Inglaterra
---------A7 ------D----- Gb7---- Bm
Que vens de Paris
Quero-te dar
---------------------- A
O meu amor mais quente
------------Gb7----- B7------ E7--- A
Do que o sol ardente deste meu país

Linda lourinha
Tens o olhar tão claro
Deste azul tão raro
--------------A7----- D---- Gb7---- Bm
Como um céu de anil,
Mas tuas faces
-----------------A
Vão ficar morenas
-------------Gb7----- B7------- E7----- A
Como as das pequenas deste meu Brasil



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Braguinha (João de Barro)


João de Barro (Carlos Alberto Ferreira Braga), compositor, cineasta, dublador e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ (29/3/1907). Filho de um gerente da Fábrica de Tecidos Confiança, do bairro de Vila Isabel, Braguinha, como era chamado, cantava desde criança, acompanhado ao piano pela avó.


Fez seus primeiros estudos em escola pública, de onde foi para o Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, e depois para o Colégio Batista, ali formando com os colegas um conjunto musical, o Flor do Tempo, inicialmente integrado por Violão (Henrique Brito), Alvinho (Álvaro Miranda Ribeiro) e mais dois colegas, sendo depois incluído Almirante (Henrique Foréis), que então era pandeirista e também morava em Vila Isabel. Com Henrique Brito, começou a aprender violão, instrumento que logo deixou.

O conjunto Flor do Tempo passou a atuar em festas familiares e a realizar shows obtendo sucesso. Ao se profissionalizar, o grupo alterou sua formação e nome, surgindo o Bando de Tangarás, ao qual aderiu outro morador de Vila Isabel, o jovem Noel Rosa. Para a primeira gravação do Bando, Braguinha adotou o pseudônimo de João de Barro, com o qual se tornaria conhecido. Após realizar várias gravações com o grupo, estreou em disco como solista em 1931, interpretando duas composições de Lamartine Babo, Cor de prata e Minha cabrocha. Logo depois, desistiu da carreira de cantor, já tendo estreado como compositor, com Dona Antonha, gravada por Almirante para o Carnaval de 1930, pela Parlophon. Compunha assobiando a melodia, uma vez que não estudou música.

Três anos depois de sua primeira composição, já fazia sucesso com as marchas Trem blindado e Moreninha da praia, também lançadas por Almirante para o Carnaval daquele ano, que o consagraram como um dos grandes compositores da música popular brasileira.

Em 1934 obteve novos sucessos carnavalescos com as marchas Uma andorinha não faz verão e Linda lourinha (com Lamartine Babo), gravadas por Sílvio Caldas e Mário Reis, respectivamente. No ano seguinte, por intermédio do editor Vicente Mangione, conheceu Alberto Ribeiro, com quem compôs Deixa a lua sossegada, marchinha lançada ainda em 1935, que marcou o início de nova parceria responsável por uma longa série de sucessos.

Em 1936, destacaram-se a marcha Linda Mimi, seguindo-se, em co-autoria com Alberto Ribeiro, as marchas Cadê Mimi?, gravada por Mário Reis, Maria, acorda que é dia, interpretada em disco por Joel e Gaúcho, Pirata e Muito riso, pouco siso, gravadas por Dircinha Batista. No ano seguinte, ainda em parceria com Alberto Ribeiro, escreveu as marchas Por um ovo só, lançada por Almirante, e Minha terra tem palmeiras, gravada por Carmen Miranda.

Uma das mais conhecidas composições da dupla foi a marchinha Touradas em Madri, que venceu o concurso carnavalesco de 1938, sendo depois desclassificada sob a alegação de tratar-se de ritmo estrangeiro. Anulado o concurso, inscreveu-se para novo julgamento, vencendo com a marcha-rancho Pastorinhas, versão modificada de Linda pequena, composta anos antes com Noel Rosa.

Ainda em 1938, compôs com Alberto Ribeiro a marcha Yes, nós temos bananas, de grande êxito naquele Carnaval, na gravação de Almirante, e feita em resposta ao fox norte-americano surgido no Brasil, Yes! We Have no Bananas (Frank Silver e Irving Cohn). Nesse ano ainda, casou com Astréia Rabelo Cantolino. Outros sucessos da dupla de compositores foram as marchas Sem banana e Marcha para o Oeste, gravadas por Carlos Galhardo, Menina do regimento, lançada por Aurora Miranda, e Pirulito, interpretada em disco por Nilton Paz, todas de 1939. Por essa época, assumiu a direção artística da gravadora Columbia.

A partir de 1940, passou a realizar dublagens para os filmes norte-americanos de Walt Disney, além de escrever canções para discos de histórias infantis. Ainda em 1939, compôs com Alcir Pires Vermelho as marchas Dona Rita e Dama das camélias, ambas gravadas por Francisco Alves, e a Dança do bole-bole, lançada por Carmen Barbosa, escrevendo ainda, com Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho, a marcha Quando a Violeta se casou, gravada pela mesma cantora.

Em 1941 seu maior sucesso foi a marcha Quebra tudo (com Alberto Ribeiro), interpretada pelos Anjos do Inferno. Também com seu principal parceiro compôs, em 1943, as marchas China pau, gravada por Castro Barbosa, e Adolfito mata-mouros, sub-intitulada A los toros, lançada em disco por Orlando Silva. No mesmo ano a Columbia retirou sua representação, e ele assumiu a direção do selo Continental. Nessa marca foram lançadas diversas adaptações suas para histórias infantis, como Branca de Neve e os sete anões, em dois discos gravados em conjunto por Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira e Os Trovadores, em fins de 1945; Chapeuzinho Vermelho, gravado em 1946, e Cantigas de roda, gravado em 1950, os três com músicas de Radamés Gnattali.

Continuando a compor com Alberto Ribeiro, em 1946 seu samba Copacabana obteve grande sucesso com Dick Farney, e no ano seguinte escreveu Pirata da perna de pau, marcha gravada por Nuno Roland, e Anda Luzia, marcha interpretada em disco por Sílvio Caldas.

Em 1948 lançou vários sucessos, como as marchas A mulata é a tal (com Antônio Almeida), gravada por Rui Rei, Tem gato na tuba (com Alberto Ribeiro), registrada em disco por Nuno Roland, e a marchinha O que que há?, lançada por Jorge Veiga e para a qual usou o pseudônimo de Furnarius Rufus.

Do ano seguinte são os êxitos Chiquita Bacana (com Alberto Ribeiro), talvez a mais popular composição da dupla, interpretada por Emilinha Borba, Serenata chinesa, gravada por Nuno Roland, Corsário (com Alberto Ribeiro), lançada pelo mesmo cantor, Legionário (com José Maria de Abreu), interpretada por Rui Rei, Vote!, que mulher bonita! (com Antônio Almeida), em gravação de Blecaute, O circo chegou (com Antônio Almeida e Alberto Ribeiro), lançada por Sílvio Caldas, além dos sambas Rosa tirana (com Alberto Ribeiro), gravada por Deo, e Tem marujo no samba, interpretada por Emilinha Borba e Nuno Roland.

Em 1950, ainda diretor artístico da Continental, compôs a marcha Lancha nova (com Antônio Almeida), gravada por Nuno Roland e o Trio Melodia, e sete anos depois teve outro sucesso de Carnaval, Vai com jeito, marcha lançada por Emilinha Borba. Até a década de 1960 continuou compondo, tendo cerca de 500 músicas gravadas. Afastou-se da Continental em 1965, transferindo-se para a Todamérica, da qual é fundador.

Sua carreira no cinema começa em 1935, quando ele e seu principal parceiro foram convidados por Mangione para colaborar no argumento, roteiro e direção, além de músicas, do filme Alô, alô, Brasil, cujo argumento é de autoria da dupla, que também o dirigiu ao lado de Wallace Downey. No mesmo ano fizeram o argumento de Estudantes (direção de Wallace Downey), em 1936, Alô, alô, Carnaval (direção de Ademar Gonzaga) e, no ano seguinte, com argumento seu, João Ninguém (direção de Mesquitinha).

Data de 1938 o Banana da terra (direção de J. Rui) e, do ano seguinte, Anastácio, filme que dirigiu, além de ter escrito o roteiro, com Moacir Fenelon. Dois anos depois fez as músicas para o Laranja da China, e em 1944, para Abacaxi azul, ambos dirigidos por J. Rui. Em 1952, escreveu com Alberto Ribeiro as canções para Beleza do diabo, de Romain Lessage, e em 1956, para Eva no Brasil, de Pierre Caron.

Atuou no teatro em 1968, no show Yes, nós temos Braguinha, organizado por Sidney Miller e Paulo Afonso Grisolli, em cartaz no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro. Em 1975 participou, ao lado de Elizeth Cardoso, MPB-4 e Quarteto em Cy, do espetáculo O Rio amanheceu cantando, na inauguração do night-club Vivará, no Rio de Janeiro. Em 1976, seu repertório de histórias infantis atingiu a marca de 5 milhões de discos editados.

No final dos anos de 1970, a história infantil Viveiro de pássaros foi gravada, sendo encenada no início da década de 1980 com grande sucesso, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, por Grande Otelo e sua mulher, Josephine Hélène. Voltou a fazer grande sucesso em 1979, quando Gal Costa regravou sua composição de 1936, Balancê (com Alberto Ribeiro). Nessa época, compôs as marchinhas Funciona cocota (1977, com Jota Júnior), Bebê de proveta (1979), Pacote de mulher (1980) e Raminho de café (1981), além das marchas-rancho Saudosismo (1983) e Vagalume (1985, com César Costa Filho).

Em 1983 participou, junto com Miúcha e o conjunto Coisas Nossas, do show Viva Braguinha, sob direção de Ricardo Cravo Albin. Em 1985, o mesmo espetáculo seria encenado no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, por ocasião da entrega a ele do Prêmio Shell de Música Brasileira.

Em 1984 participou do desfile carnavalesco da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, campeã desse ano, tendo-o como tema do samba-enredo. Ainda na década de 1980, Jairo Severiano escreveu sua biografia em Yes, nós temos Braguinha. Em 1996, Djavan lançou o CD Malásia, que incluía a música Sorri, versão que Braguinha fez em 1955 para Smile (Charles Chaplin, John Turner e Geoffrey Parsons).

Cifras e letras de algumas músicas















































Obra completa

Abana o fogo (da História da Baratinha), s.d.; Acende a vela, marcha, 1954; Adeus, adeus, samba, 1965; Adeus, adeus, minha gente, 1958; Adeus, Helena, samba, 1954; Adeus, priminha (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1945; Adeus, São João (c/Paulo Tapajós), marcha, 1958; Adolfito mata-mouros (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1943; Ai, ai, morena (c/Jc,ta Junior), marcha, 1962; Ai de quem rega saudades (c/Jota Júnior), samba, 1963; Ai, Gegê... (c/José Maria de Abreu), marcha, 1950; Aleluia, marcha, 1935; Alice no país das maravilhas (da história homônima) (Sammy Fain e Bob Hillard), 1952; Amar até morrer (c/Alberto Ribeiro), valsa, 1937; Amor delicado (c/Dorival Caymmi), samba-jongo, 1946; O amor é um bichinho, marcha, 1932; Amor imortal (c/Zequinha de Abreu), valsa, 1933; Amores de Carnaval (clAlberto Ribeiro), marcha, 1937; Anda Luzia, marcha, 1947; Andorinha, samba, 1932; Uma andorinha não faz verão (c/Lamartine Babo), marcha, 1931; Apaga a vela, marcha, 1942; Aquele beijo, samba, 1969; Aqueles olhos verdes (c/Nilo Menendez e Adolfo Utera), rumba, 1932; Arlequim palhaço (c/Jota Júnior), marcha, 1964; Asas do Brasil (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1942; Assobie enquanto trabalha (da história Branca de Neve e os sete anões) (Frank Churchill e Larry Morey), s.d.; Assombração (c/Henrique Brito), canção, 1929; Azulão (c/Almirante), toada pernambucana, 1933; Balada da chuva e do vento (c/Alcir Pires Vermelho), samba-toada, 1960; Balancê (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1937; Balancei a roseira, marcha, 1966; Bam-ba-la-lão (da história O macaquinho e o Totó), s.d.; Banana nanica, marcha, 1967; Bananeira não dá laranja, marcha, 1953; Bandeira da minha terra (c/Alberto Ribeiro), samba, 1943; Bangalô e barracão (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1941; Barco ao luar (c/M. Koga, Fujuira e Alberto Ribeiro), samba-canção, 1952; Barquinho pequenino (c/Alberto Ribeiro e Heriberto Muraro), marcha, 1938; Bate o bife, fox-marcha, 1956; Batucada, samba, 1954; Batucada (c/Eduardo Souto), marcha popular carioca, 1931; Bebê de proveta, marcha, 1979; Beleza do diabo (c/Alberto Ribeiro), 1951; Berimbau de ouro, marcha, 1966; Biquini de filo (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1953; O Biriba esteve aqui (c/Alberto Ribeiro e José Maria de Abreu), samba, 1948; Bite bite (c/Jota Junior), marcha, 1962; Bola branca, marcha, 1967; Borboletas e tulipas (da história Alice no país das maravilhas), s.d.; Bota a bota, tira a bota (da história O pequeno polegar), s.d.; Brasil, usina do mundo (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1942; Briga na capoeira (da história Briga no galinheiro), s.d.; Cachorrinho Totó (da história O macaquinho e o Totó), s.d.; Cadê Lili (c/Antônio Almeida), marcha, 1958; Cadê Mimi (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1936; Campeão do mundo, marcha, 1958; Cancã, marcha, 1955; Canção (c/Henrique Brito e Eduardo Souto), canção, 1930; Uma canção (da história Branca de Neve e os sete anões) (Frank Churchill e Larry Morey), s.d.; Canção azul, fox trot, 1931; Canção da cigarra (da história A cigarra e a formiga), s.d.; Canção da fada (da história A gata borralheira), s.d.; Canção da jardineira (da história Alice no país das maravilhas), s.d.; Canção da volta (da história O pequeno polegar), s.d.; Canção de Cinderela n.1 (da história A gata borralheira), s.d.; Canção de Cinderela n.2 (da história A gata borralheira), s.d..; Canção de um dia de sol (c/Alcir Pires Vermelho), 1967; Canção do gato (da história Alice no país das maravilhas) (Don Raye, Gene De Paul e Vinícius de Morais), 1952; Canção do mar (c/José Maria de Abreu), valsa, 1933; Canção do urubu (da história Festa no céu), s.d Canção dos caçadores (da história O macaco e a velha), s.d.; Canção dos ladrões (da história Os quatro heróis), s.d.; Canção maluca (da história Branca de Neve e os sete anões) (Frank Churchili e Larry Morey), s.d.; A canoa virou, marcha, 1965; Canta, canta, passarinho, baião, 1955; Cantiga da araponga (da história Aventuras do Aracuã), s.d.; Cantiga das formigas (da história A cigarra e a formiga), s.d.; Cantiga das irmãs (da história A gata borralheira), s.d.; Cantiga de amor, valsa, 1932; Cantiga do gato de botas (da história O gato de botas), s.d..; Cantiga do macaco (da historia O macaco e a velha), s.d.; Cantiga do tico-tico (da história Aventuras do Aracuã), s.d.; Cantiga dos pássaros (da história Viveiro dos pássaros), s.d.; Cantiga dos quatro heróis (da história Os quatro heróis), s.d.; Canto do Aracuã (da história Aventuras do Aracuã), s.d.; Cantores de rádio (c/Alberto Ribeiro e Lamartine Babo), marcha, 1936; Capelinha de melão (c/Alberto Ribeiro), toada, 1949; Carinhoso (c/Pixinguinha), samba-choro, 1937; Carnaval na lua, marcha, 1960; Cartinha cor-de-rosa, marcha, 1937; A casa do Nicola, fox-polca, 1955; Casadinha triste, samba, 1948; Cena carioca, pregões, 1931; China pau (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1943; Chiquita bacana (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1949; Choveu, encheu, samba, 1972; O circo chegou (c/Antônio Almeida e Alberto Ribeiro), marcha, 1949; Ciúme sem razão (c/Alberto Ribeiro), valsa, 1937; Cochichando (c/Pixinguinha e Alberto Ribeiro), choro, 1940; Coisas da roça, toada, 1929; Com um sorriso e uma canção (da história Branca de Neve e os sete anoes) (Frank Churchili e Larry Morey), s.d.; Como se prende o bicho, marcha, 1964; Compadre chegadinho (da história O macaquinho e o Totó), s.d.; Continuas em meu coração (c/Alberto Ribeiro), valsa, 1944; Convite ao Rio (c/Alberto Ribeiro), samba-canção, 1956; Copacabana (c/Alberto Ribeiro), samba-canção, 1946; Coro dos Cardeais (da história Aventuras do Aracuã), s.d.; Corre, corre, lambretinha, marcha, 1958; Corsário (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1949; Cortada na censura (c/Aldo Taranto e Maércio), marcha, 1935; Dama das camélias (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; Dança do bole-bole (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; Dandá, meu bem, marcha, 1968; Deixa a lua sossegada (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1935; Desafio, 1958; Descobrimento do Brasil, s.d.; Desengano (c/Henrique Brito), canção, 1929; Deus salve a América (lrving Berlin), hino, 1945; Dona Antonha, marcha, 1930; Dona Rita (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; Dona turista (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1941; A dor do amor (c/Antônio Almeida), samba, 1951; Duas lacraias, samba, 1954; Dueto do bem-te-vi e do pica-pau (da história Aventuras do Aracuã), s.d.; Dueto do macaco e do boneco (da história O macaco e a velha), sd.; Dueto do urubu e do sapo (da história Festa no céu), s.d.; Dúvida (c/José Maria de Abreu), samba-canção, 1949; É tarde (da história Alice no país das maravilhas) (Sammy Fain e Bob Hilliard), fox, 1952; Em sonho ouvi (Ralph Rainger e Leo Robin), fox, 1940; Encurta a saia (c/Júlio Casado e Almirante), samba, 1931; Era uma vez (cjAlberto Ribeiro), fox-cançao, 1939; Escravos de Jó, marcha, 1942; Estrela-d’Alva, marcha-rancho, 1952; Eu garanto (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; Eu hein, Dolores, samba, 1957; Eu queria ser ioiô (c/Lamartine Babo), marcha, 1933; Eu quero (da história Branca de Neve e os sete anões) (Frank Churchill e Larry Morey), s.d.; Eu sei de alguém (c/Alberto Ribeiro), samba- canção, 1937; Eu sou atômica (c/Alberto Ribeiro), choro, 1956; Eu vou (da história Branca de Neve e os sete anões) (Frank Churchill e Larry Morey), s.d.; Eu vou pra farra, marcha, 1939; Falua (c/Alberto Ribeiro), canção, 1951; Feitiço (c/José Maria de Abreu), canção, 1933; Felicidade (c/Antônio Almeida), toada, 1953; Feliz desaniversário (da história Alice no país das maravilhas), s.d.; Festa brava, marcha, 1951; Festa de São João, cena regional, 1933; Festival de amor, 1970; Fevereiro, samba, 1958; Fim de semana em Paquetá (c/Alberto Ribeiro), samba, 1947; Flauta de Pã (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1947; Flor do mal, fox-trot, 1933; A flor e o vento (c/Alberto Ribeiro), marcha-rancho, 1941; Folhas murchas (c/Henrique Brito), valsa, 1931; Fon fon (c/Alberto Ribeïro), samba, 1937; Fra Diavolo no Carnaval (c/Alberto Ribeiro e Carlos A. Martinez), marcha, 1936; Funciona cocota (c/Jota Júnior), marcha, 1977; Futebol das gatas (c/Alberto Jesus), marcha, 1983; O galo cantou na serra, marcha, 1972; Garimpeiro do Rio das Garças, rumba, 1933; Garota biquini (c/Jota Junior), marcha, 1964; Garota da rua, marcha, 1934; Garota de Saint-Tropez (c/Jota Júnior) marcha, 1962; Garota mentirosa (c/Jota Júnior) marcha, 1965; Garota mini-saia (c/Jota Júnior) marcha, 1967; Garota monoquini, marcha, 1965; Garota que vai pra Lua (c/Jota Junior) marcha, 1963; Garota transparente (c/Jota Júnior) marcha, 1972; Graças a Deus ela não veio (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1954; Havaiana (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1939; Helena, vem me buscar (c/Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho), samba, 1943; Hino a Getúlio Vargas, marcha, 1958; Hino do galinheiro (da história Briga no galinheiro), s.d.; Iaiá nao vai (C/Dunga e Mário Rossi), marcha, 1946; Ilha do sol (c/Jota Júnior) marcha, 1966; A independência, s.d.; Jangada (c/Alberto Ribeiro), canção, s.d.; Jangada ligeira (c/Jota Júnior) marcha, 1965; Jangadeiro do Norte, samba-canção, 1933; Joaninha vai casar (c/Alberto Ribeiro), conga, 1942; Lá vem a baiana, samba, 1945; Lá vem a cobra grande (c/Antonio Almeida), marcha, 1953; Lábios de fogo, coração de gelo (c/Luperce Miranda), marcha, 1932; Lalá (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1935; Lancha nova (c/Antonio Almeida), marcha, 1950; Lataria (dAlmirante), marcha, 1931; Laura (c/Alcir Pires Vermelho), samba-canção, 1957; Legionário (c/José Maria de Abreu), marcha, 1949; A lenda dos tangarás, valsa, 1930; Leonor, samba, 1958; Linda borboleta (c/Alberto Ribeiro), valsa, 1938; Linda lourinha, marcha, 1934; Linda Mimi, marcha, 1935; Linda Ninon (c/Cantídio de Meio), samba, 1935; Linda pequena (c/Noel Rosa), marcha, 1935; Livro do caçador (da história O gato de botas), s.d.; Lobo mau (c/Antônio Almeida), marcha, 1951; Lobo mau (da história Chapéuzinho vermelho), s.d.; Lua cheia (c/Henrique Vogeler), samba, 1932; Lua do rio (c/Henry Mancini e John Mercer), balada, 1962; Luar de Paquetá (c/Freire Júnior e Hermes Fontes), marcha-rancho, 1944; Machadinho, machadão (da história O pequeno polegar), s.d.; Mãe é (c/Jota Júnior) marcha, 1964, Maestro, feliz Carnaval, marcha, 1973; Mamadeira (c/Lilian M. S. Soares), marcha, 1973; Mané fogueteiro, samba-canção, 1934; Manhãs de sol (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1936; Marcha do caçador (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1957; Marcha do gigante ferracão (da história O pequeno polegar), s.d.; Marcha dos caçadores (da história Chapeuzinho vermelho), s.d.; Marcha para o Oeste (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1939; Marcha-cha-chá (c/Jota Júnior) marcha, 1963; Mares da China (dAlberto Ribeiro), valsa, 1938;Maria, acorda que é dia (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1936; Maria Balança, marcha, 1954; Maria da Penha, samba-canção, 1954; Maricota Cervejota, marcha, 1956; Marinhas (c/Alberto Ribeiro), canção, 1939; Marinheiro, marcha, 1959; Marinheiro eu sou (da história Alice no país das maravilhas), s.d.; Matando o tempo, baião, 1955; Me dimira muito, marcha, 1960; Meia-noite (c/Antônio Almeida), marcha, 1950; A melhor fruta da terra, marcha, 1955; Menina de colégio, iê-ie-ie, 1967; A menina do circo, marcha, 1967; Menina do regimento (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1939; Menina internacional (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1935; Meu baião, baião-batucada, 1953; Meu doce amor (c/M. Koga, Saijo e Alberto Ribeiro), baião, 1952; Meu mulato (c/Júlio Casado), 1931; Meu santo, samba, 1959; Meu segredo (c/Eunice de Millan Barbosa), tango-canção, 1930; Mil e uma noites, marcha, 1967; Minha Maria morena (c/Alcir Pires Vermelho), samba-canção, 1957; Minha primeira namorada (c/Alcir Pires Vermelho), marcha-rancho, 1963; Minha terra tem palmeiras(c/Alberto Ribeiro), marcha, 1937; Mini-nada (c/Jota Júnior), marcha, 1970; Miss Petrolina, marcha, 1960; Morena jambete (c/Jota Júnior), marcha, 1967; Moreninha da praia, marcha, 1933; Moreninha da Tijuca ou Paquetá, marcha, 1935; Moreninha tropical, marcha, 1934; Muito riso, pouco siso (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1936; Mulata, samba, 1931; A mulata é a tal (c/Antônio Almeida), marcha, 1948; A mulher do Fu-man-chu (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1959; A mulher e a carroça, toada humoristica, 1930; Mulher rendeira, baião sobre tema folclórico, 1953; Mulheres da terceira dúzia (c/Antônio Almeida), marcha, 1958; Na fogueira dos teus olhos, rumba, 1932; Nada de novo na frente ocidental (clAlberto Ribeiro), marcha, 1939; Não quero amor nem carinho (c/Canuto), samba, 1930; Não sei por quê (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1939; No balanço do ganzá, 1978; No Carnaval (c/Carlos Dix), marcha, s.d.; No meu mundo (da história Alice no país das maravilhas), s.d.; Noites de junho (c/Alberto Ri beiro), marcha, 1939; Nova dama das camélias (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1946; Ó Crides, marcha, 1960; O jardineiro, samba, 1968; O que esquenta é mulher (c/Norival Reis), marcha, 1963; O que é que há?, marcha, 1948; Oh! Juca! (c/Abe Olman), fox-trot, 1941; Oh! Suzana, samba, 1944; Olha a corda (c/Antônio Almeida), samba, 1953; Olha a crioula (c/Almirante), samba, 1931; Olhos fatais (c/Eduardo Souto), samba-canção, 1931; Onde o céu azul é mais azul (c/Alberto Ribeiro e Alor Pires Vermelho), samba, 1940; Onde vais, morena? (c/Antônio Almeida), marcha, 1942; Ópera do leão (da história O leão cantor), s.d.; Ora, pílulas (c/Jota Júnior), marcha, 1963; Oração dos passarinhos (da história Viveiro de pássaros), s.d.; Osébio, marcha, 1961; Ou vai ou racha (c/Antônio Almeida), marcha, 1951; Pacote de mulher, marcha, 1980; Padece (c/Luperce Miranda), samba, 1931; Paisagem sertaneja, cena brasileira, 1930; O palhaço Ventania (da história O leão cantor), s.d.; Pantera loura, marcha, 1978; Para chorar no Carnaval (c/Alcir Pires Vermelho), marcha-rancho, 1970; O passo do boi (c/Davi Antônio Correia), samba, 1974; Pastorinhas (c/Noel Rosa), marcha, 1938; Patinadores (c/Emil Waldteufel), valsa, 1945; Pau no burro (c/Radamés Gnattali), marcha, 1964; Pecado antigo (c/Norival Reis), samba, 1959; Pedido a São João, 1958; Pela estrada (da história Chapeuzinho vermelho), s.d.; Pela estrada, bem cedinho (da história O pequeno polegar), s.d.; Pelos olhos se conhece (c/Antônio Almeida), marcha, 1939; Pepita de Guadalajara (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1953; Perdão.., madame, marcha, 1934; Pescador grã-fino, marcha, 1956; Pezinho pra frente, pezinho pra trás, corta-jaca, 1953; Pia, cotovia, marcha, 1951; Pirata (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1936; Pirata da perna de pau, marcha, 1947; Pirulito (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1939; Pode ser que não seja (c/Antônio Almeida), marcha, 1947; Polquinha dos meus amores (c/Alberto Ribeiro), polca, 1956; Por cima e por baixo (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1946; Por um ovo só (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1937; Pra vancê, canção, 1929; Pra ver a rainha passar (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1969; Prato fundo (c/Noel Rosa), marcha, 1933; Pregões cariocas, canto popular, 1936; Prenda minha no Carnaval (c/Jota Júnior), marcha, 1976; Primavera de amor (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1937; Primavera no Rio, marcha, 1934; A primeira missa, s.d.; Quadrilha de São João (c/Radamés Gnattali), 1958; Quando a Violeta se casou (c/Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho), samba, 1940; Quando meu príncipe vier (da história Branca de Neve e os sete anões) (Frank Churchill e Larry Morey), s.d.; Quando o Salgueiro aparecer (cIAlci r Pires Vermelho), samba-enredo, 1975; Que coisa louca (Cole Porter), fox-trot, 1957; Quebra tudo (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1941; Quebra- galho (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1969; Quebranto, canção, 1931; Quebrei três potes (da história Festa no céu), s.d.; Quem canta... (c/Albertc Ribeiro), batucada 1937; Quem me dera sonhar (da história Alice no pais das maravilhas), s.d.; Quem quer casar? (da História da Baratinha), só.; Quem tem medo do lobo mau (da história Os três porquinhos), s.d.; Raminho de café, marcha, 1981; Raspa o reco-reco, marcha, 1952; Rio gostosão, marcha, 1965; Roda, roda, sem parar (da história Alice no país das maravilhas), s.d.; Rosa andorinha (c/Alcir Pires Vermelho), 1962; Rosa tirana (c/Alberto Ribeiro), samba, 1949; Rosas para colombina, marcha, 1966; Rosinha (c/Mário Morais), samba, 1944; Saia de bico, baião, 1950; Salada, declamação cômica, 1929; Salve a brotolândia (c/Norival Reis e Jorge Duarte), marcha, 1961; Salve a mulata (c/Antônio Almeida), marcha, 1953; Samba da boa vontade (c/Noel Rosa), samba, 1931; O samba não pode parar (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1955; Samba que eu quero ver (c/Djalma Ferreira), samba, 1952; Sansão e Dalila (c/Antonio Almeida), marcha, 1952; A saudade mata a gente (c/Antônio Almeida), toada, 1948; Saudosismo, marcha-rancho, 1983; Se eu tivesse um milhão de cruzeiros (c/Alberto Ribeiro), samba, 1943; Sem banana (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1939; Sem banana macaco se arranja, marcha, 1952; A semana de Maria (c/Alberto Ribeiro), samba-choro, 1946; Sempre o mesmo velho Rio (c/Alberto Ribeiro), valsa, 1941, Senhor (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1956; Sereia d’areia (c/Antônio Almeida e Nássara), marcha, 1952; Seremos sempre namorados (c/Oscar Strauss), valsa, 1932; Serenata chinesa, marcha, 1949; Serenata de pierrô, marcha, 1959; Serenata dos quatro heróis (da história Os quatro heróis), s.d.; Serenata em fevereiro, marcha, 1973; A serpente do faquir (c/Alberto Ribeiro) marcha, 1948; Seu Libório (c/Alberto Ribeiro), samba- choro, 1941; Seu Onofre (c/Alberto Ribeiro), samba, 1944; Sobe, balão, marcha, 1958; Sobe, sobe, balãozinho (da história Festa no céu), s.d.; Solução (c/Roberto Martins), samba, 1963; Sonho divinal (c/Pereirinha), bolero, 1959; Sonhos azuis (c/Alberto Ribeiro), valsa, 1936; Sorrisos (c/Hervé Cordovil), marcha, 1935, Sua mulher vai ao baile comigo (c/Norival Reis), batucada, 1952; Sucessão (c/Antonio de Almeida), marcha, 1950, Tá na cara, marcha, 1956; Talita (c/José Maria de Abreu), fox-trot, 1948; Tem dó (c/Alberto Ribeiro, Dorival Caymmi e Antônio Almeida), samba, 1943; Tem gato na tuba (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1948; Tem marujo no samba, samba, 1949; Tem muamba (c/Eduardo Souto), samba, 1930; Tem mulher, tô lá, marcha, 1962, Tempo quente (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1941; Teresa, marcha, 1973; Terra brasileira (c/Alberto Ribeiro), hino, 1939; Tiradentes, s.d.; Toca, toca meu cavalo (da história O gato de botas), s.d.; Tomara que caia, samba, 1986, Touradas em Madrid (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1938: Trem azul, marcha, 1934; Trem blindado, marcha, 1933, Trenzinho do amor (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1937: Três caravelas (c/A. Alguero Jr. e C. Moreu), samba mambo, 1957; Tu juraste... eu jurei (c/Canuto), samba, 1931; Tudo azul (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1963; Tutti-frutti, marcha, 1969; Twist no Carnaval (c/Jota Júnior), marcha, 1963; Urubu malandro (c/Louro), choro, 1943; Vaga-lume (c/César Costa Filho), 1985: Vai com jeito, marcha, 1957; Valsa da despedida (c/Robert Burns e Alberto Ribeiro), 1941; Valsa das damas (da História da Baratinha), s.d.; Valsa de Cinderela (da história A gata borralheira), s.d.; Velho flamboyant (c/Alcir Pires Vermelho), valsa, 1958; Vem, jardineira (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1944; Vem, meu amor (c/Bide e Mano Décio da Viola), samba, 1936, Veneno pra dois (c/Alberto Ribeiro), samba, 1938; Venho de longe, 1958; Verdes mares bravios de minha terra natal, 1977; Vestido encarnado (c/Eduardo Souto), canção, 1931; A vingança do palhaço (c/Peterpan), samba, 1945; Vira pra cá (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1938; Viva o Cabral, marcha, 1953; Viveiro de pássaros (da história homônima), s.d.; Você fugiu de mim (c/Alberto Ribeiro), samba, 1937; Você mentiu, samba, 1952; A volta de Suzana (c/Dunga), marcha, 1946; Vôte! Que mulher bonita! (c/Antônio Almeida), marcha, 1949; Vou à Penha rasgado (c/Canuto), samba, 1931, Vou partir, samba, 1934; Yes, nós temos bananas (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1938.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.